A Fapesp e a Equinor (antiga Statoil), empresa norueguesa do setor de energia, com atuação no Brasil nas áreas de óleo e gás e energia solar, lançaram na última semana, em um evento na Fapesp, o Centro de Pesquisa em Engenharia em Gerenciamento de Reservatórios e de Produção de Petróleo e Gás (ERC-RPM, na sigla em inglês).
O novo centro será sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e terá o objetivo de buscar soluções inovadoras para otimizar a produção e a eficiência de poços de petróleo, recuperar reservatórios e melhorar o gerenciamento da água extraída junto com o petróleo nas atividades de perfuração e extração.
Para constituí-lo, a Fapesp e a Equinor lançaram em setembro de 2016 uma chamada de propostas no âmbito do programa Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE). O projeto selecionado foi de autoria de pesquisadores vinculados à Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp.
O centro terá três linhas de pesquisa: otimização de produção, recuperação avançada de óleo e gerenciamento de água (water handling). Os projetos serão realizados por pesquisadores e estudantes de pós-graduação da Unicamp em colaboração com colegas da Equinor e de outras universidades e instituições de pesquisa do Brasil e do exterior, de áreas como Matemática, Ciência da Computação, Engenharia Mecânica e Geologia, entre outras.
O acordo terá duração de 10 anos, sendo que a FAPESP e a Equinor liberarão, meio a meio, recursos da ordem de R$ 25 milhões nos primeiros cinco anos e o mesmo valor no quinquênio seguinte. Outra parcela virá da Unicamp como contrapartida econômica, na forma de salários de pesquisadores e de pessoal de apoio, infraestrutura e instalações.
“A Unicamp está comprometida em promover a cooperação em pesquisa com o setor industrial em muitos segmentos estratégicos, e tem criado os meios institucionais para transformar a pesquisa feita na universidade em tecnologia e consolidar a inovação”, disse Marcelo Knobel, reitor da Unicamp.
“A criação desse novo centro é um passo fundamental para consolidar a cooperação de alto nível entre a indústria e as universidades no Estado de São Paulo”, avaliou.
(Da FNE)