Na luta contra a covid-19, a criatividade e o trabalho árduo são ferramentas fundamentais. A prova disso é o capacete Elmo, utilizado como ferramenta de ventilação assistida. Desenvolvido pela Universidade de Fortaleza, em parceria com a Escola de Saúde Pública e a Federal do Ceará, o utensílio está diretamente ligado à linha de frente do combate ao coronavírus.
Com preços exorbitantes e a alta na demanda, os respiradores se tornaram artigo de luxo nas unidades de saúde. Graças aos engenheiros, que contribuíram fortemente para a melhoria da situação da saúde no país, diversos hospitais tiveram o Elmo como uma nova opção para sanar a escassez.
“Diversos profissionais estão envolvidos na criação, produção, testes e comercialização do Elmo, é um trabalho de formiguinha. Ele é a opção mais confortável para o paciente, que não precisa ficar sedado e respira um ambiente de atmosfera controlada. Além disso, ainda protege os profissionais de saúde contra as partículas de saliva e a tosse das pessoas doentes”, explica Herbert Rocha, designer industrial que participou da produção do capacete.
Durante o pico da crise sanitária em Manaus, o Elmo foi fortemente utilizado para levar o mínimo de qualidade de recuperação para os pacientes. De acordo com Herbert, além do conforto para o enfermo, o desperdício de oxigênio é quase nulo, já que não há vazamento no aparelho.
Desta forma, os profissionais da área de tecnologia mostram seu valor na luta incessante contra um inimigo invisível que já tirou mais de 250 mil vidas em nosso país.