Pesquisadores do Instituto de Cerâmica de Xangai, na China, desenvolveram um papel de parede que, além de decorativo, funciona como um alarme de incêndio.
Em vez dos papéis e materiais poliméricos tradicionalmente usados nos papéis de parede – todos altamente inflamáveis -, este é feito de materiais não inflamáveis e ambientalmente corretos, incluindo compostos encontrados no corpo humano, como nos ossos e dentes.
Quando exposto ao calor, o papel de parede muda de um estado eletricamente isolante para um estado eletricamente condutor, fazendo disparar automaticamente um alarme que gera sons e luzes de advertência, com o adicional de poder dosar os níveis de alarme para os níveis de calor detectados.
“Em comparação com os papéis de parede comerciais inflamáveis, o papel de parede resistente ao fogo é superior devido à sua excelente não-flamabilidade, resistência a altas temperaturas e função de alarme de incêndio automático. O papel de parede resistente ao fogo tem robustez mecânica e alta flexibilidade, pode ser processado em vários formatos, tingido com cores diferentes e impresso com uma impressora comercial. Portanto, o papel de parede resistente ao fogo tem aplicações promissoras em decoração de alta segurança para salvar vidas humanas e reduzir a perda de propriedades em um desastre de fogo,” disse o professor Ying-Jie Zhu.
Hidroxiapatita
O novo revestimento de parede é baseado na hidroxiapatita, o principal componente inorgânico dos ossos e dentes.
Embora a hidroxiapatita seja tipicamente quebradiça e inflexível, a equipe havia descoberto anteriormente que a formação de nanofios ultralongos confere ao material uma alta flexibilidade, adequada para fazer papel de parede – foi quando eles lançaram uma primeira versão, quando o papel era à prova de água e de fogo, mas ainda não tinha a função de alarme.
Para torná-lo um “material inteligente”, capaz de soar automaticamente um alarme em resposta a um incêndio, os pesquisadores incorporaram um sensor termossensível à base de tinta no papel de parede.
Fonte: Inovação Tecnológica