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Eleições do Senge-CE para nova diretoria terminam nesta quarta-feira (27)

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Termina nesta quarta-feira (27) o período de votação para a eleição da próxima diretoria do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE), para o triênio 2019/2022. A votação teve início às 8h e segue até às 17h, na sede do Senge, na Rua Alegre, n° 1, na Praia de Iracema.

Conforme a comissão eleitoral do Sindicato, a disputa segue em ritmo tranquilo e equilibrada. Na última terça-feira (26), quando o dia também foi dedicado à votação da categoria, a estimativa é que cerca de 200 associados tenham votado. O quórum necessário para validar a eleição é de 342 votantes.

Duas chapas concorrem ao pleito. A engenheira Civil Teodora Ximenes e a colega Ângela Fechine disputam pela Chapa 1. Já a engenheira Maria Zita Timbó Araújo, lidera a Chapa 2, como candidata a presidente, ao lado de José Luis Lins dos Santos como vice.

Poderão votar profissionais que são associados ao Senge-CE que estejam em dias com as obrigações sindicais até dezembro de 2018. É necessário ainda ter contribuído com o Sindicato por, no mínimo, três meses para ter direito a votar. O estacionamento para os associados no dia de hoje será gratuito. 

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Eleições para nova diretoria do Senge-CE do triênio 2019/2022 acontece nesta terça (26) e quarta (27)

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) realiza nesta terça e quarta-feira, dias 26 e 27, respectivamente, a eleição que vai definir a nova diretoria da entidade para o triênio 2019/2022. Duas chapas concorrem ao pleito com propostas que prometem fortalecer a atuação do sindicato e promover melhorias nas políticas sindicais.
 
A urna para votação estará aberta a partir das 8h às 17h, durante os dois dias, na sede do Senge-CE, na Rua Alegre, nº 1, Praia de Iracema. Conforme o Sindicato, nos dois dias de eleição o estacionamento será gratuito. A comissão eleitoral também vai disponibilizar uma urna itinerante, que ficará disponível na sede da SDA, na Av. Bezerra de Menezes, 1900, bairro São Gerardo, somente no dia 26/2.
 
Poderão votar profissionais que são associados ao Senge-CE e que estejam em dias com as obrigações sindicais até dezembro de 2018. É necessário ainda ter contribuído com o Sindicato por, no mínimo, três meses para ter direito a votar. 
 
Chapas
A engenheira civil Teodora Ximenes concorre como presidente da diretoria composta pela Chapa 1. Ao lado de Ângela Fechine, candidata a vice. Entre as propostas, criação de campanhas de valorização salarial e melhores condições aos associados; formalização de um banco de oportunidades para os profissionais e operacionalizar o CVT. 
 
Já a engenheira Maria Zita Timbó Araújo, lidera a Chapa 2, como candidata a presidente, ao lado de José Luis Lins dos Santos como vice. A chapa compôs um plano de metas onde promete fortalecer as políticas de valorização profissional, ampliação do mercado de oportunidades e comunicação com transparência.
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Maior torre de energia do mundo, com geração de 1,1 milhão de volts, vai ser construída na China

TORRE DE ENERGIA

No início de 2018, os trabalhadores chineses começaram a montar uma imponente torre de transmissão na província de Anhui (China). É a primeira linha de transmissão elétrica de 1,1 milhão de volts do mundo, enquanto as empresas americanas lutam para superar 500.000 volts.

Essa linha de transmissão será capaz de distribuir a produção de 12 grandes usinas elétricas por 3.200 quilômetros, enviando 50% a mais de eletricidade e 1.000 quilômetros a mais do que qualquer outra rede já construída. (Quanto maior a tensão da linha de transmissão, mais eletricidade pode ser transportada a uma distância maior e com menos perdas).

Inicialmente, a empresa desenvolveu e construiu as linhas de ultra-alta tensão para atender à crescente demanda energética de seu imenso país, onde as altas montanhas e grandes distâncias separam os centros populacionais de carvão e de energia hidrelétrica, eólica e solar. Mas agora, a meta atual da State Grid é muito mais ambiciosa: unir os sistemas de eletricidade dos países vizinhos em “super-redes” transcontinentais capazes de trocar energia entre fronteiras e oceanos.

Essas redes maciças poderiam ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, uma vez que permitiriam que as fontes de energia renováveis flutuantes, como a eólica e a solar, aumentassem sua produção além da demanda dos próprios países. Linhas mais longas e maior capacidade permitem equilibrar a escassa energia solar em determinados locais.

A política e a burocracia têm dificultado a criação de redes de energia imensas e modernas em grande parte do mundo. Os Estados Unidos poderiam levar mais de uma década para obter as aprovações federais, nacionais, estaduais, regionais e privadas necessárias para construir as torres, cabos e tubos subterrâneos. E geralmente essas aprovações são muito difíceis de alcançar.

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Oito projetos de lei propõem alterações na política de segurança de barragens

Lucas Hallel ASCOM/FUNAI

O rompimento da Barragem da Vale em Brumadinho (MG) motivou a apresentação de diversas propostas à Câmara dos Deputados no início do ano legislativo. Além do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), foram apresentados oito projetos de lei e cinco requerimentos relacionados ao desastre, que já causou a morte de 134 pessoas e deixou outras 199 desaparecidas.

Todos os oito projetos de lei apresentados propõem mudanças na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB – Lei 12.334/10). As principais alterações sugeridas pretendem aprimorar as regras gerais obrigatórias para construção e desativação de barragens de rejeitos de mineração.

O Projeto de Lei 188/19, do deputado Rogério Coreia (PT-MG), por exemplo, proíbe a utilização do método de alteamento a montante na construção, exatamente o método de construção de barragem usado em Brumadinho, considerado o menos seguro. Nesse método, a barragem vai sendo formada em cima do próprio rejeito.

O projeto também institui a obrigatoriedade de contratação de seguro contra o rompimento ou vazamento de barragens.

Já o Projeto de Lei 336/19, da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), inclui entre os objetivos do PNSB a definição de procedimentos emergenciais a serem adotados em caso de acidente ou desastre, incluindo o Plano de Ação de Emergência e a implantação de sistema de alerta às populações que vivem abaixo da barragem.

CPI

Deputada de primeiro mandato e a mais votada do País, Joice Hasselmann (PSL-SP) protocolou pedido para criar uma CPI para investigar as causas e punir os culpados pela catástrofe. “Eu trabalhei rapidamente e coletei mais de 200 assinaturas, mais do que as 171 necessárias”, disse a deputada, que chegou ao setor de protocolo antes da 7h da manhã, na terça-feira (4).

Comissões externas

Os cinco requerimentos apresentados propõem a criação de comissões externas de deputados com o objetivo de rever as atuais normas de construção, manutenção e fiscalização de barragens de rejeitos de minérios em todo o País.

Desde o dia 29 de janeiro, no entanto, quatro dias após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, já está em funcionamento uma comissão externa criada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ainda durante o recesso parlamentar, para acompanhar e fazer um diagnóstico da real situação das barragens no Brasil.

Nesta sexta-feira (8), a comissão externa formada por 15 deputados realizará a primeira visita oficial a Brumadinho. O colegiado foi proposto pelos deputados mineiros Newton Cardoso Jr (MDB) e Zé Silva (SD) e conta com colaborações técnicas das agências nacionais de Águas (ANA) e de Mineração (ANM) e do Ministério Público.

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Coema afirma que barragens no Ceará não correm risco de rompimento

CAPA – CEARÁ BARRAGENS

As barragens do Ceará incluídas na lista de “alto risco” da Agência Nacional de Águas (ANA) estão livres do risco de romperem. Foi o que afirmou, na última quinta-feira (7), o diretor de Operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Bruno Rebouças, durante a reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), convocada para discutir a segurança das barragens em operação no estado.

O órgão responsável pela manutenção preventiva dos reservatórios construídos pelo Estado foi convidado a apresentar as ações realizadas para evitar desastres ambientais como o de Brumadinho. O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), responsável pela manutenção dos açudes federais, também deu explicações. Participaram ainda representantes do CREA-CE e do Movimento dos Atingidos por Barragens.

“Queremos saber o que realmente ocorre e o que está sendo feito pelas instituições, para que a gente possa acompanhar, enquanto Conselho Estadual do Meio Ambiente”, afirmou o presidente do Coema e secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, que propôs a discussão. “O que nos move é a segurança das famílias que estão próximas a essas áreas de barragens”, justificou. A reunião começou com um minuto de silêncio pelos mortos de Brumadinho.

Tranquilidade

A reunião do Coema repôs o clima de tranquilidade entre os conselheiros, frente à notícia de que o Ceará teria 31 barragens com algum tipo de perigo de rompimento e que oito delas estariam na classificação de alto risco. De acordo com o diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças, a companhia faz inspeções preventivas, duas vezes por ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São verificadas “possíveis anomalias”, para que as correções sejam feitas de maneira preventiva. “Nenhum daqueles oito (açudes) do estado do Ceará, que estão lá (no relatório da ANA) como alto risco, têm risco de ruptura, eles são prioritários para intervenções, para serviços de engenharia de maior monta”, tranquilizou.

Alerta

O estado tem cerca de 30 mil açudes de diferentes portes, sob a responsabilidade de particulares, municípios, Estado e União. Os 155 maiores são mantidos pela Cogerh e pelo Dnocs. Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, os reservatórios maiores detêm cerca de 90% da capacidade de acumulação, por isso demandam mais atenção.

A secretaria fiscaliza a Cogerh e o Dnocs, quanto à obrigação de manter às barragens. “O grande problema da manutenção é que “muitas” barragens são feitas por municípios e proprietários rurais”, alertou o secretário, lembrando que o “dono” do açude é o responsável pela manutenção.

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Projeto brasileiro de agricultura urbana sustentável é premiado na Alemanha

CAPA – PROJETO APEMANHA

O projeto Revolução dos Baldinhos foi premiado na Alemanha pela organização World Future Council (WFC) como prática agroecológica de excelência. A iniciativa promove a compostagem e o desenvolvimento da agricultura urbana em Florianópolis (SC).

A premiação aconteceu em janeiro, durante a Semana Internacional Verde, em Berlim, por atender a critérios de sustentabilidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ao todo, competiam 77 programas de 44 países do Sul global, e foram escolhidos 15 vencedores.

O projeto começou em 2008, na comunidade Chico Mendes, na capital catarinense. O objetivo inicial era resolver um problema grave de contaminação pelo manejo incorreto do lixo, que chegou a causar infestação de ratos e a morte de pessoas por doenças. Sensibilizar as famílias sobre a reciclagem das sobras de comida e sobre como transformá-las em composto orgânico foi o primeiro passo. A ideia era usar o plantio como ferramenta de promoção da saúde e da alimentação saudável.

A iniciativa criou um sistema para recolher os resíduos orgânicos nas casas, escolas e creches e entregar adubo resultante da compostagem, que os moradores utilizam em suas hortas e pequenas plantações orgânicas.

O lixo que sobra nas residências e instituições vai para a coleta pública, sem estar misturado com restos de comida. O material separado para descarte fica seco, sem mau cheiro e sem sujar a rua, além de ser facilmente manuseável. Ao separar o lixo, a comunidade faz a triagem dos resíduos, encaminhando aquilo que pode ser reaproveitado para a reciclagem.

Desenvolvida com o apoio do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), a iniciativa já havia sido reconhecida no ano passado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

A Revolução dos Baldinhos também é uma das cinco iniciativas escolhidas para ser implementada no Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS), criado para mobilizar moradores de conjuntos residenciais financiados pelo Banco do Brasil.

(Do Canal Rural)

 

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Ceará foi o segundo maior exportador de pás e geradores eólicos do País em 2018

CAPA – GERADORES EOLICOS CEARÁ

O ano de 2018 encerrou com o Ceará ocupando a posição de segundo maior Estado exportador do setor de energias renováveis do Brasil. Ao longo do ano, o segmento enviou ao exterior US$ 63,2 milhões, valor que representa um crescimento de 146,8% em relação ao montante exportado em 2017. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Na área de energias renováveis, o Estado também se destaca em consumo no exterior. Foram importados pelo Ceará US$ 89,7 milhões, quarto maior valor do País, tendo crescido 480,6% entre 2018 e 2017. Esses números indicam que a atuação do Estado no comércio de insumos utilizados na produção de energias limpas vem se consolidando a cada ano.

As pás e geradores eólicos representam a totalidade das vendas ao exterior, sendo o valor exportado pelo Ceará o segundo maior do País. Os Estados Unidos compraram a maior parte, com US$ 47,6 milhões, enquanto a Alemanha, que ficou em segundo, com a importação de US$ 15,3 milhões. O montante adquirido pelo mercado estadunidense, no setor, cresceu mais de 9.000 pontos percentuais comparando-se a 2017.

Em relação às importações, o item mais comprado foram células fotovoltaicas, que totalizaram US$ 60 milhões, o que representa um aumento de mais de 100 vezes em comparação ao montante do produto em 2017. Em seguida, estão as partes de outros motores, cujo Ceará totaliza US$ 27,7 milhões em aquisições. O maior fornecedor é a China, que vendeu ao Estado cearense US$ 79,8 milhões. O parceiro asiático, que vem aumentando sua importância, avançou suas vendas ao Ceará em 2.435% no período analisado.

Inserção no mercado internacional

 

 

 

 

 

 

 

 

O CIN auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. Ele faz parte da Fiec e junto com Serviço Social da Indústria (Sesi) Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ceará e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Ceará formam o Sistema Fiec.

(Texto de Maristela Crispim, da Agência EcoNordeste)

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Sensor embarcado em ônibus coletivos monitora poluição de cidades

CAPA – POLUIÇÃO ONIBUS

A associação quase natural entre os ônibus urbanos e a poluição do ar nas grandes cidades logo sofrerá uma inversão, graças ao trabalho de uma equipe do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo. Sensores de poluição atmosférica embarcados em ônibus coletivos estão trazendo uma qualidade inédita às medições dos níveis de poluição e qualidade do ar nas cidades brasileiras.

Enquanto os sensores estacionários atuais permitem análises com um alcance em escala quilométrica, os sensores instalados nos ônibus permitem construir mapas da poluição urbana com uma resolução de 100 metros. “A regularidade do trajeto do ônibus e os locais onde passa, que normalmente têm alta concentração populacional, são bons instrumentos para o sensor,” contou Alessandro Santiago dos Santos, idealizador dos sensores embarcados.

Sensor embarcado em ônibus

Construído de forma integrada a uma plataforma computacional, o sensor é considerado uma ferramenta no âmbito da Internet das Coisas, coletando e transmitindo dados com uma conexão em rede. “O instrumento monitora o ar por onde o veículo passa, recolhe amostras espaçadas no tempo e no espaço, registra as informações e transmite quando há sinal disponível,” conta Alessandro.

As informações alimentam um banco de dados em um servidor, onde são processadas por um software que gera um mapeamento das manchas de poluição. O trabalho inicial permitiu mapear cerca de 70 mil pontos para a criação de modelos espaço-temporais de regiões da cidade de São Paulo.

O principal benefício do método desenvolvido é o de proporcionar uma resolução maior se comparada a meios tradicionais de medição da qualidade do ar, como as estações fixas. Essa vantagem permite conclusões mais precisas sobre a poluição do ar.

O objetivo é que os dados e mapeamentos gerados possam auxiliar especialistas e gestores na análise e tomada de decisões sobre a qualidade do ar de microrregiões urbanas.

(Do site Inovação e Tecnologia)

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Relatório do Senado aponta que 723 barragens apresentam alto risco

BARRAGEM

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal aprovou, em dezembro de 2018, o relatório sobre a situação das barragens no Brasil, documento que possui recomendações para o poder público evitar novos rompimentos de barragens, como o ocorrido no município de Mariana (MG), em 2015.

A medida foi tomada, aproximadamente, um mês e meio antes do rompimento da barragem da Vale, na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que ocorreu no último dia 25, ocasionando a dispersão de um grande volume de rejeitos em comunidades da região, e na Bacia do Rio São Francisco. Chegou a 134 o número confirmado de mortos; 199 pessoas continuam desaparecidas.

O relatório foi a conclusão da CDR sobre a implantação da Política Pública Nacional de Segurança de Barragens, criada pela Lei 12.334, de 2010. De acordo com o relator do texto, senador Elmano Férrer (Pode-PI), desde o desastre ambiental de Mariana, houve pouco avanço na segurança e fiscalização das barragens no Brasil. Os motivos são a falta de recursos para a manutenção, as obras de recuperação e a fiscalização dos equipamentos de segurança.

O relatório aponta que 723 das 24 mil barragens cadastradas, apresentam alto risco de acidentes. Do total cadastrado, apenas 3% foram vistoriadas pelos órgãos fiscalizadores em 2017. Além disso, 45 barragens apresentam algum fator que impacte a segurança de suas estruturas, na maioria delas, baixo nível de conservação.

Férrer afirma que, em 2018, somente R$ 34 milhões foram aplicados em ações de operação, manutenção e recuperação de barragens, sendo R$ 26 milhões oriundos de recursos federais (23% do previsto) e R$ 8 milhões dos cofres estaduais (73% do previsto). Segundo o relato, a CDR realizou duas audiências públicas com entidades e especialistas sobre o tema, e todos concordaram que é necessária uma fonte de recursos para manutenção das barragens.

A Comissão realizou uma série de recomendações, entre elas a de que a Agência Nacional de Águas (ANA), e outros órgãos fiscalizadores intensifiquem o cronograma de inspeções. Além disso, a CDR exige que o cadastramento de barragens seja acelerado, já que, segundo o relatório, existem mais de 70 mil barragens no país e não apenas as 24 mil cadastradas.

Por fim, a CDR solicitou, ao Congresso Nacional, a inclusão na Lei Orçamentária de 2019 (PLN 27/2018) e no Plano Plurianual (PPA) 2020-2023 de mais verba para ações de fiscalização e manutenção de barragens.

(Do Ibenc)

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Alemanha registra recorde de energia renovável em 2018

ENERGIA RENOVÁVEL

À primeira vista, os números parecem positivos: em 2018, pela primeira vez, a parcela de energia proveniente do vento, sol, biomassa e água ultrapassou os 40% na rede elétrica alemã. Segundo o Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar (ISE), no ano anterior a participação das fontes renováveis na matriz energética do país ainda circulava em torno de 38%, e dez anos antes ela não chegava nem a 16%.

O recorde foi possível graças a um ano rico em sol, um pequeno incremento na produção eólica e uma demanda reduzida por eletricidade. Desse modo, a produção de energia a partir de fontes fósseis caiu 7% em relação a 2017, reduzindo também as emissões de dióxido de carbono (CO2).

A fonte fóssil que mais retrocedeu foi o gás natural (-18,5%), seguido pelo carvão mineral (-7%). No entanto, a eletricidade gerada a partir do linhito, especialmente nociva ao clima, só diminuiu 2%, em comparação com 2017.

Devido a um pequeno acréscimo de energia renovável, um inverno ameno e uma ligeira redução da produção da indústria com alto consumo elétrico, em 2018 as emissões de CO2 foram mais de 50 milhões de toneladas menores. No entanto, elas se mantiveram 32% abaixo dos níveis de 1990, enquanto a meta prometida pelo governo alemão é uma diminuição em 40% até 2020.

“À primeira vista, o recuo das emissões pode parecer tornar mais palpável a meta de proteção climática para 2020, porém basta o próximo inverno medianamente frio e pequenas mudanças conjunturais para anular novamente a tendência positiva”, alerta Patrick Graichen, do think tank Agora Energiewende. “Por isso são necessárias medidas sustentáveis de proteção climática, em especial no linhito e nos setores de transportes e de imóveis. Senão será impossível alcançar as metas climáticas para 2020 e 2030.”

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) considera que ainda é possível limitar o aquecimento global a 1,5 °C, objetivo fixado no Acordo de Paris sobre o clima.

(Da agência de notícias alemã Deutsche Welle)

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