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Tijolos vivos prometem casas que se regeneram na paisagem

SENGE 2308 1

Casas vivas

Imagine os tijolos de sua casa agindo como criaturas vivas, sugando o ar e a água, produzindo massa e mantendo você um pouco mais quente no inverno e ajudando a economizar nas contas de energia no verão.

E não há o risco de que esses tijolos vivos se rebelem e ameacem devorar os donos das casas, garante a professora Rachel Armstrong, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

Para Armstrong, as casas mais sustentáveis do futuro serão viabilizadas por esta tecnologia de fabricação de tijolos modulares cheios de microrganismos capazes de usar luz solar, água ou ar para produzir calor e eletricidade, além de materiais como proteínas e fibras.

A tecnologia é um dos resultados do projeto de Arquitetura Viva (LIAR: Living Architecture) , que está reunindo arquitetura, biologia, computação e engenharia para explorar como os tijolos carregados de bactérias podem diminuir o impacto da construção no ambiente, transformar espaços inertes e usar soluções mais sustentáveis em nosso modo de viver.

“O projeto Arquitetura Viva vai mudar a maneira como vivemos em nossas casas, mudando o ambiente doméstico para que ele se torne um espaço natural,” defende Armstrong. “A presença do edifício realmente se torna algo regenerativo na paisagem, e não algo que necessariamente prejudica o meio ambiente. A ambição é desenvolver uma prática de arquitetura ecológica transferível.”

Biorreatores

Cada tijolo vivo consiste em um biorreator capaz de converter a energia química produzida por um grupo de microrganismos metabolizadores em eletricidade.

Essa tecnologia é conhecida como célula de combustível microbiana.

Um dos aspectos mais inovadores do projeto é a possibilidade de programar esses biorreatores para que eles se adaptem a diferentes contextos e necessidades, como residências, escritórios, escolas, hospitais ou espaços ao ar livre.

Para isso são usados diversas misturas de microrganismos, criando colônias que podem utilizar uma variedade de insumos (água suja, luz visível, temperatura, nutrientes etc.), garantindo uma flexibilidade estrutural e operacional.

O projeto terminou no mês passado e a equipe agora está procurando por colaborações e doações de fundo coletivo para colocar seus resultados em prática ou, pelo menos, para construir unidades de demonstração.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Incêndios na Amazônia ameaçam dizimar indígenas isolados

SENGE 2308

Queimadas estão devastando o Território Indígena Arariboia, na Amazônia maranhense, e ameaçando exterminar indígenas isolados do povo Awá.

Pequenos grupos de indígenas Guajajara vizinhos foram forçados a passar dias tentando conter o fogo na ausência de agentes governamentais, até que uma operação liderada pelo Ibama começou na semana passada.

Queimadas iniciadas por madeireiros destruíram mais de 50% da floresta no território no fim de 2015. O Ibama afirmou que a situação é “ainda mais grave esse ano.”

Zezico Guajajara avisou o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) que as chamas estão se aproximando dos Awá isolados, e disse: “Estamos numa luta aqui e pedimos ajuda.”

Muitos estão preocupados que a atual onda de incêndios possa exterminar a tribo isolada e estão pedindo que medidas urgentes sejam tomadas.

Muitos estão preocupados que a atual onda de incêndios possa exterminar a tribo isolada e estão pedindo que medidas urgentes sejam tomadas.

As tribos isoladas são os povos mais vulneráveis do planeta. Povos como os Awá estão sendo dizimados pela violência de estranhos, e por doenças como a gripe e o sarampo, às quais não têm resistência. A menos que sua terra seja protegida, eles enfrentam uma catástrofe.

Entre os que estão combatendo as queimadas estão alguns membros dos “Guardiões Guajajara,” que vivem no território e frequentemente patrulham a área na tentativa de combater a exploração ilegal de madeira, e proteger seus vizinhos isolados, que vivem em fuga.

Olímpio Guajajara, líder do grupo, disse: “Estamos defendendo nosso território, para que os Awá isolados possam sobreviver. Conseguimos reduzir o número de madeireiros em nossa terra e esperamos forçar todos eles para fora do território. Caso contrário, os Awá poderão ser exterminados. Só queremos que eles possam viver em paz.”

Os Guardiões Guajajara recebem muito pouco apoio do governo brasileiro, apesar de promessas de auxílio. A menos que eles tenham os recursos necessários para realizar suas expedições, o território permanence aberto e vulnerável à invasão.

Povos indígenas como os Guajajara e Awá têm dependido e cuidado de seu ambiente há milênios. Evidências demonstram que os povos indígenas cuidam de seu meio ambiente melhor do que ninguém. Eles são os melhores conservacionistas e guardiões do mundo natural.

Se protegidos de maneira apropriada, os territórios indígenas são as melhores barreiras ao desmatamento.

O diretor da Survival, Stephen Corry, disse: “Essa é uma crise humanitária urgente e terrível. As autoridades brasileiras sabem que incêndios ocorrem na época das secas, e que eles podem dizimar os povos isolados. O Brasil precisa desviar os olhos das Olimpíadas e focar sua atenção em impedir a aniquilação de seus povos indígenas.” 

Fonte: FNE

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Dirigíveis podem voltar aos céus para impulsionar economia sustentável

SENGE 2208 1

Setor aéreo baseado em dirigíveis

A reintrodução dos dirigíveis – grandes naves de transporte mais leves do que o ar – no mix de transporte mundial pode contribuir para reduzir as emissões de carbono do setor de transportes e ainda desempenhar um papel no estabelecimento de uma economia sustentável baseada no hidrogênio.

Essas aeronaves mais leves que o ar poderiam, em última instância, aumentar a viabilidade de um mundo 100% sustentável, dizem os autores de um estudo patrocinado pelo IIASA, um instituto científico internacional na Áustria que conduz pesquisas sobre questões críticas envolvendo as mudanças ambientais, econômicas, tecnológicas e sociais globais.

O professor Walter Leal Filho, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em Porto Alegre, é um dos signatários da análise.

Os dirigíveis foram introduzidos na primeira metade do século XX, antes que os aviões fossem usados para o transporte de longo alcance de cargas e passageiros. A sua utilização no transporte de carga e passageiros foi, no entanto, rapidamente descontinuada por várias razões, incluindo a sua velocidade mais baixa em comparação com a dos aviões, a falta de previsões meteorológicas confiáveis e o risco de uma explosão de hidrogênio – o desastre do Hindenburg, de 1937, serviu como a pá de cal na aposentadoria precoce dessas gigantescas e silenciosas naves.

Sem concorrência, o setor de transporte aéreo baseado em aviões cresceu até se tornar responsável por cerca de 25% das emissões globais de CO2 causadas pelos seres humanos.

Retorno dos dirigíveis

Ocorre que, desde então, avanços consideráveis nas ciências dos materiais, na capacidade de prever o clima e a necessidade urgente de reduzir o consumo de energia e as emissões de CO2 têm trazido os dirigíveis de volta às conversações políticas, empresariais e científicas como uma possível alternativa de transporte.

O que a equipe que assina o estudo está propondo é justamente a criação de uma indústria de transportes aéreos baseada em dirigíveis e balões, que poderia ser desenvolvida usando as correntes de jato como meio de energia para transportar cargas ao redor do mundo.

As correntes de jato são um núcleo de ventos fortes que flui de oeste para leste, cerca de 8 a 12 quilômetros acima da superfície da Terra. De acordo com os pesquisadores, dirigíveis voando na corrente de jato podem reduzir as emissões de CO2 e o consumo de combustível em relação aos aviões, uma vez que a própria corrente de jato contribuiria com a maior parte da energia necessária para mover as aeronaves entre os destinos.

Os cálculos indicam uma viagem completa em torno da Terra com duração de 16 dias no hemisfério norte e 14 dias no hemisfério sul. Esse tempo é consideravelmente menor em comparação com as atuais rotas de navegação marítima, particularmente no hemisfério sul.

Viabilizar a Economia do Hidrogênio

Os pesquisadores argumentam que a reintrodução dos dirigíveis no setor de transporte também poderia oferecer uma alternativa para o transporte de hidrogênio. O hidrogênio é um excelente portador de energia, com uma pretensa “Economia do Hidrogênio” sendo postulada há muito tempo, já que sua queima não produz poluentes. Dado que a eletricidade renovável – o excesso de energia eólica ou energia solar, por exemplo – pode ser transformado em hidrogênio, há muito otimismo de que a economia do hidrogênio se tornará parte fundamental de um futuro limpo e sustentável.

Um dos desafios para implementar uma economia baseada no hidrogênio é resfriar o hidrogênio abaixo de -253º C para liquefazê-lo. O processo consome quase 30% da energia incorporada no gás, com energia adicional de cerca de 3% necessária para transportar o hidrogênio liquefeito.

A equipe propõe que, em vez de usar energia na liquefação, o hidrogênio em forma gasosa seja transportado dentro do balão ou aeróstato e impulsionado pela corrente de jato com uma menor necessidade de combustível. Uma vez que a aeronave ou balão chegue ao seu destino, a carga pode ser descarregada removendo de 60% a 80% do hidrogênio usado para levantar a nave, deixando de 40% a 20% do hidrogênio dentro do veículo para fornecer flutuabilidade suficiente para a viagem de retorno sem carga.

Para lidar com o risco da combustão do hidrogênio no dirigível, os autores sugerem automatizar a operação de carregamento e descarregamento dos dirigíveis a hidrogênio e projetar percursos de voo que evitem cidades, para reduzir o risco de fatalidades em caso de acidente.

Outro aspecto interessante revelado pelo estudo é a possibilidade de que aeróstatos e balões também possam ser usados para melhorar a eficiência da liquefação do hidrogênio. Como a temperatura da estratosfera (onde os dirigíveis voarão para utilizar a corrente de jato) varia entre -50º C e -80º C, isso significa que menos energia será necessária para atingir a marca de -253º C se o processo acontecer a bordo da nave. A energia necessária para o resfriamento adicional necessário poderia ser gerada usando o próprio hidrogênio no dirigível.

Fazer chuva

A junção de dirigíveis e hidrogênio também apresenta uma série de possibilidades adicionais, por exemplo, o processo de geração de energia a partir do hidrogênio produz água, muita água – uma tonelada de hidrogênio produz nove toneladas de água.

Essa água poderia ser usada para aumentar o peso do dirigível e economizar ainda mais energia em sua trajetória descendente.

Outra aplicação possível para a água produzida seria a produção de chuva, com a liberação da água produzida a partir da estratosfera, a uma altura em que ela irá congelar antes de entrar na troposfera, onde então irá derreter novamente. Isso reduz a temperatura e aumenta a umidade relativa da troposfera até que ela se sature e comece a chover. Essa chuva artificial, por sua vez, inicia um padrão de chuva de convecção, alimentando ainda mais umidade e chuva no sistema. Esse processo poderia ser usado para aliviar o estresse hídrico em regiões afetadas pela seca.

“Os dirigíveis foram usados no passado e forneceram grandes serviços à sociedade. Devido às necessidades atuais, os dirigíveis devem ser reconsiderados e devolvidos aos céus. Nosso trabalho apresenta resultados e argumentos a favor disso. O desenvolvimento de uma indústria de dirigíveis reduzirá custos de embarque de cargas de entrega rápida, particularmente em regiões distantes da costa. A possibilidade de transportar hidrogênio sem a necessidade de liquefazê-lo reduziria os custos para o desenvolvimento de uma economia sustentável e baseada em hidrogênio, aumentando a viabilidade de um mundo 100% renovável,” concluiu o pesquisador Julian Hunt, do IIASA.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Caixa anuncia linha de crédito imobiliário atrelada à inflação

SENGE 2208

Caixa anunciou, na tarde da última terça-feira (20), uma linha de financiamento imobiliário atrelado à inflação. Desta maneira, a taxa mínima para os imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação e no Sistema Financeiro Imobiliários  será de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)+ 2,95% ao ano, enquanto a taxa máxima será de IPCA + 4,95% ao ano.

As taxas valerão para os novos contratos e entrarão em vigor a partir do dia 26 de agosto. Os contratos de financiamento habitacional com atualização pelo indexador IPCA seguirão as seguintes condições: prazo máximo de 360 meses e quota máxima de financiamento de 80%.

Atualmente, os financiamentos são feitos por uma taxa fixada pela instituição (que varia entre 8,5% ao ano 9,75% ao ano) mais a TR (Taxa Referencial), estabelecida pelo Banco Central, que atualmente está zerada.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, explicou que as linhas com a taxa referencial de juros serão mantidas e o contrato atrelado à inflação será facultativo. “Estamos oferecendo uma linha nova. De novo, quem escolhe é o cliente.”

No site do banco, o cliente pode fazer as simulações e comparar comparar os juros e condições para o financiamento. As novas taxas variam de acordo com o nível de relacionamento do cliente com o banco.

Fonte: Exame / Foto: Marcelo Camargo

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Litígios sobre o clima e recordes de temperatura

SENGE 2108 1

O número de casos de litígio sobre mudança climática continua a crescer em pelo menos 28 países, com os Estados Unidos respondendo por mais de 75% dos processos, segundo levantamento que reuniu pesquisadores da Universidade de Leeds e da London School of Economics, ambas no Reino Unido (Global trends in climate change litigation: 2019 snapshot, julho).

A maioria dos acusados é de governos, mas os processos estão cada vez mais voltados para as grandes empresas responsáveis por emissões de gases de efeito estufa. Os autores dos litígios são investidores, acionistas ativistas, cidades e Estados, que pressionam os governos nacionais a serem mais ambiciosos em relação ao clima, cumprirem a legislação ou buscarem compensação de empresas por perdas e danos.

As ações judiciais se apoiam em achados científicos, que avançam no estabelecimento de um nexo causal entre fontes de emissões e os danos relacionados ao clima. Em meio às disputas judiciais, a Europa viveu mais uma onda de calor, atribuída às mudanças climáticas, em junho, o mais quente já registrado no continente. Na França, o novo recorde nacional de temperatura foi de 45,9 °C em Gallargues-le-Montueux, no sul do país. A Espanha também relatou temperaturas superiores a 40 °C e, na Alemanha, um novo recorde nacional (39,6 °C) ocorreu no último dia do mês.

A Organização Meteorológica Mundial prevê outras ondas de calor neste verão do hemisfério Norte e estima que o número de pessoas expostas a elas aumentou em 126 milhões de 2000 a 2016 (World Meteorological Organization Bulletin, 2 de julho. Revista da Fapesp)

Fonte: FNE / Foto: José Fernando, do site Mural da Vila

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Egito tem o maior parque de energia solar do mundo

SENGE 2108

O Egito ativou seu novo projeto para geração de energia renovável. Aproveitando um dos seus principais recursos naturais, o sol e de seu potencial de energia renovável, o país inaugurou uma nova usina solar em Benban, a 830 quilômetros ao sul de Cairo. A estação será responsável por reduzir as emissões de carbono egípcias em até dois milhões de toneladas ao ano.

No momento, Egito tem 27 usinas de energia solar em Benban que operaram conectadas à rede elétrica nacional, com uma capacidade total de 1,2 GW. Assim que o parque solar de Benban for concluído, esse número será elevado para cerca de 1,46 GW a 2 GW e um total de 32 usinas.

Benban está prestes a se tornar a maior usina solar do mundo. A promessa é transformar 25% das fontes de energia do Egito em renováveis até o ano de 2022.

Para que esse projeto se tornasse possível foram necessários a colaboração de mais de 10.000 pessoas, e quando ele for finalmente inaugurado irá gerar 4.000 empregos diretos. A localização também foi um fator fundamental, já que a estação foi construída em pleno Deserto do Saara, onde a temperatura supera facilmente a casa dos 50°C.

Se tudo ocorrer como planejado a instalação em Benban será referência mundial de como a energia solar pode ser melhor aproveitada e como milhões de toneladas de emissões de gases por ano podem ser evitadas.

Fonte: Engenharia é.

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Avião espacial reutilizável agenda primeiro voo

SENGE 2008 1

Avião espacial

Com a aposentadoria dos ônibus espaciais, pode estar começando a era dos aviões espaciais.

Dream Chaser (Caçador de Sonhos), construído pela empresa Sierra Nevada Corporation, finalmente encontrou um foguete para impulsioná-lo ao espaço.

O foguete, que deverá levar a pequena nave até a Estação Espacial Internacional será o Vulcan, um veículo de lançamento atualmente em desenvolvimento pela ULA (United Launch Alliance), uma associação entre a Lockheed Martin e a Boeing.

Embora nem o Dream Chaser e nem o foguete Vulcan jamais tenham ido ao espaço, a Sierra Nevada recentemente foi contratada pela NASA para uma série de voos de reabastecimento da ISS – pelo menos seis -, juntando-se a duas outras empresas privadas que já enviam carga e experimentos para a Estação Espacial, a SpaceX e a Orbital ATK.

“[O Dream Chaser] é o único avião espacial de propriedade privada no mundo que existe e que é capaz de decolar e aterrissar em uma pista e é reutilizável. Nosso primeiro lançamento será em 2021, então mal podemos esperar para ter a primeira missão bem-sucedida,” disse Fatih Ozmen, presidente da empresa durante uma cerimônia para apresentação dos planos de voo.

Avião espacial

O avião espacial é bastante parecido com o projeto HL-20 (Horizontal Lander) da NASA, que nunca passou de um protótipo.

Com 9 metros de comprimento, 7 metros de envergadura e 16 metros cúbicos de área útil, a nave foi projetada para levar até seis passageiros ao espaço, mas a versão que está pronta e prepara-se para voar em 2021 é voltada apenas para cargas, e sua capacidade para transportar astronautas ainda deverá ser aferida pela NASA.

No final das missões de carga, o Dream Chaser fará uma reentrada na atmosfera, do mesmo modo como faziam os ônibus espaciais, devendo pousar no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Depois de uma inspeção e reabastecimento, ele estará pronto para voar de novo. Um dos planos da empresa para a versão tripulada é utilizá-lo para o turismo espacial.

Vulcan ou Atlas

O foguete Vulcan, com 58 metros de altura, poderá lançar cargas de até 35 toneladas para a órbita baixa da Terra – o Dream Chaser vazio pesa apenas 9 toneladas. O foguete usa motores desenvolvidos pela empresa espacial Blue Origin, pertencente ao fundador da Amazon, Jeff Bezos.

A ULA, fabricante do foguete, fez uma ressalva de que pode haver atrasos no desenvolvimento do Vulcan, mas que isso não atrapalhará os planos para lançamento do avião espacial porque a empresa possui outro foguete bem testado, o Atlas V, que consegue dar conta do recado.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Perspectivas e soluções à mobilidade urbana em debate

SENGE 2008

Veículos elétricos e autônomos, mobilidade digitalizada e compartilhada estiveram em pauta na manhã desta segunda-feira (12) durante o seminário intitulado “Redefinindo a mobilidade”. Realização do Seesp, por meio de seu Conselho de Transporte e da Mobilidade Urbana e em parceria com a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP) – Divisão América Latina, o evento foi sediado no auditório do sindicato, na Capital, e trouxe as tendências mundiais no setor.

No ensejo, foi feita homenagem ao engenheiro e especialista na área Adriano Murgel Branco, que faleceu aos 87 anos de idade em 23 de dezembro último, com sua trajetória destacada por Francisco Christovam. Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, ele frisou que Murgel Branco era aficionado por planejamento e apaixonado por educação e transporte. Qualidades que se refletiram em suas contribuições cruciais ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas à melhoria da mobilidade. Preocupação que norteou a realização do evento.

À abertura, o coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), José Roberto Cardoso, salientou a importância da discussão, de o SEESP atuar nesse processo e de as universidades e institutos de pesquisa se engajarem. Entre os exemplos nessa direção, citou iniciativa que vem sendo desenvolvida no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o “Open Innovation” (Inovação aberta), em que “a mobilidade tem espaço muito grande”.

Presidente do Instituto de Engenharia (IE), Eduardo Lafraia apontou a importância de se unirem esforços “para ajudar o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil”. Ele trouxe alguns tópicos para a discussão, como a constituição de uma autoridade metropolitana, a melhoria da logística de modo a se garantir ocupação do território brasileiro de forma sustentável e integração nacional utilizando-se sobretudo hidrovias. Murilo Pinheiro, presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), ressaltou: “Estamos de mãos dadas.” E destacou a premência do transporte coletivo à melhoria da qualidade de vida, em que se reduza o tempo de deslocamento e não se gere tantas perdas à economia.

Apresentados por Ailton Brasiliense Pires, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), dados dão conta do tamanho do desafio para se alcançar o resultado almejado. Segundo ele, 25 milhões de veículos compunham a frota nacional; hoje são 100 milhões. “Significa mais congestionamento, mais poluição, mais acidentes. Os custos com isso passaram de R$ 100 bilhões por ano. Na Região Metropolitana de São Paulo, em 2017, 4 mil pessoas morreram em decorrência da poluição atmosférica. Nos últimos 20 anos foram 600 a 800 mil pessoas.” Para Brasiliense, é preciso um redirecionamento dos subsídios governamentais ao transporte público para assegurar maior acessibilidade a esse e aumento da qualidade de vida. “Esse é um dos objetivos dessa reunião, encontrar solução adequada para tempo [de viagem] e custo menores. O que mata e fere não pode ser o propósito humano.”

O deputado estadual Ricardo Madalena (PL-SP), engenheiro civil e coordenador da Frente Parlamentar em prol do Transporte Metroferroviário, observou que somente em São Paulo são 1.200 veículos a mais por dia, que ampliam a ocupação de vias em 5 mil metros. E ratificou: “É necessário discutir uma mobilidade urbana melhor para nós, usuários”, frisando a importância de desde os trens intercidades e a conclusão de novas estações até a adoção de inovações tecnológicas, como o uso de aplicativos e a eletrificação aplicados ao transporte público.

Tendências

Como lembrou Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho de Transporte e da Mobilidade Urbana do SEESP e presidente da UITP – Divisão América Latina, as tendências mundiais na área foram apresentadas em Estocolmo, na Suécia, entre 9 e 12 de junho último, durante o Congresso Mundial da União Internacional dos Transportes Públicos. Esse reuniu, segundo informação oficial, cerca de 2.700 participantes de 81 países, além de 15 mil visitantes à exposição paralela.

Diretor do SEESP, Edilson Reis coordenou os trabalhos da primeira mesa-redonda do seminário que abordou o tema. Ele lembrou da inserção do sindicato nas grandes discussões ao desenvolvimento de políticas públicas, como as voltadas à mobilidade urbana. Citou, nesse sentido, como carro-chefe o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da FNE que reúne proposições também ao segmento.

Fernandes apresentou, na ocasião, comparativo dos anos de 2015, 2027 e 2019 feito com base nos levantamentos feitos pela UITP a respeito das tendências no setor. Segundo ele, confirmam-se, assim, quatro grandes vertentes em mobilidade urbana: carros elétricos, evolução das fontes e armazenagem de energia, seja através de células de hidrogênio, seja via baterias físicas; veículos autônomos e conectados a novos serviços; digitalização; e economia de compartilhamento (em que as pessoas diminuem o uso solitário do carro) e de assinatura (em que seria oferecido, por exemplo, ao usuário um pacote de serviços). Em síntese, “mobilidade como um serviço”. O coordenador do Conselho de Transporte do SEESP completou: “Inteligência artificial tem que estar na ordem do dia das preocupações.”

Roberto Berkes, engenheiro da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), revelou levantamento que aponta a existência de 425 mil ônibus elétricos no mundo. Desses, 421 mil encontram-se na China. Na América Latina são apenas 333, a maioria em Santiago do Chile. Diante da tendência exponencial, ele foi categórico: “É preciso mudar o paradigma.” E sugeriu, como programa de transição, o uso de frotas mistas em que gradativamente se passe do diesel para o elétrico. Já Robero Labarthe, diretor do grupo CCR, e Flávio Chevis, diretor da Addax, focaram sobretudo em modelos de “financiamento” do setor, como a adoção de pedágio urbano, entre outros.

Marketing

Ao final, foram apresentados projetos de marketing voltados à mobilidade urbana e premiados durante o congresso da UITP em Estocolmo. Milena Braga, diretora do Grupo Auto Viação ABC, apresentou, entre outros, o Ubus, transporte coletivo sob demanda, em que o “cliente” pede o serviço por aplicativo, e o “Giro da arte”, que classificou como “ação social, cultural e ambiental”. Pneus que seriam descartados foram utilizados em obras de arte espalhadas pela região do ABC em comemoração aos 20 anos da SBCTrans. Ao final de 60 dias, o material foi doado a 20 instituições de caridade para que pudessem transformar em renda.

Especialista em marketing no setor de transporte público, Roberto Sganzerla, por sua vez, apresentou o projeto “Mais Brasília”, em que os equipamentos de mobilidade urbana na cidade ganharam nova identidade visual. Como parte dessa ação, foi relançada a bilhetagem eletrônica, o município passa a contar com 500 bicicletas cujo patrocinador é o Mastercard e foi introduzida a possibilidade de pagamento bancário.

Eleonora Pazos, diretora da UITP – Divisão América Latina, lembrou que iniciativas como essas se inserem no Programa Melhores Práticas de Mobilidade Urbana da entidade. Coordenado por Valeska Peres Pinto, esse foi criado em 2015. “O Brasil tem muitas ilhas de excelência e de organização. É preciso mostrar e difundir as boas experiências, que podem ser replicadas, ajustadas e adaptadas”, concluiu Peres.

Fonte: FNE

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Mantos de invisibilidade aquáticos aceleram navios e protegem portos

SENGE 1908 2

Manto da invisibilidade que funciona na água

Desde que a óptica transformacional inaugurou o campo dos metamateriais e seu produto mais famoso, os mantos de invisibilidade, já se sabia que seria possível aplicar o mesmo conceito às ondas de água.

Por isso, logo surgiram propostas de mantos de invisibilidade aquática, permitindo que navios e submarinos viajem sem fazer ondas, e até mantos de invisibilidade contra tsunamis.

Agora, duas equipes, da Coreia do Sul e da China, trabalhando independentemente, conseguiram construir duas versões reais de mantos de invisibilidade aquática, que dirigem o fluxo de fluido ao redor de um objeto, que não sente as ondas e nem as influencia.

Camuflagens aquáticas

A primeira versão de camuflagem aquática consiste em um anel de pequenos pilares que desvia o fluido de tal forma que o arrasto é zero no meio do anel.

Juhyuk Park e colegas da Universidade Nacional de Seul construíram sua camuflagem passiva – que não requer qualquer fornecimento de energia externa – na forma de um metamaterial circular formado por 523 pilares, que dirigem o fluxo para longe do centro, onde fica o objeto que se deseja proteger ou esconder. A equipe afirma que, com desenvolvimentos adicionais e a devida ampliação, o conceito poderá ser usado para reduzir o arrasto de navios e submarinos, permitindo que eles alcancem maior velocidade ou consumam menos combustível.

A segunda versão consiste em um par de plataformas finas que canaliza as ondas ao redor de objetos dentro de um canal de água.

Siyuan Zou e colegas das universidades Zhejiang e Xiamen foram buscar inspiração em um tipo de manto de invisibilidade óptico que utiliza metamateriais com gradientes para manipular a luz. Eles instalaram seus metamateriais ao longo das laterais de um tanque com 60 metros de comprimento, criando regiões onde as ondas viajam mais lentamente. A interação final deixa o meio do tanque praticamente sem ondas. A equipe afirma que o conceito poderá ser usado para proteger portos e áreas costeiras.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Processador quântico bate recorde com 20 qubits superpostos

SENGE 1908

Recorde de qubits

Os primeiros processadores quânticos experimentais atingiram o recorde de 20 qubits em superposição.

Embora já existam processadores com pouco mais de 50 qubits, aqueles são bits quânticos isolados, enquanto este novo recorde usou qubits em superposição, similares ao gato de Schrodinger, o que significa que eles tiram proveito total do potencial da mecânica quântica.

Por mais famosos que tenham se tornado, mesmo entre os não-especialistas, os gatos de Schrodinger não são bichos fáceis de se lidar.

Muito longe do comportamento dos seus equivalentes bichanos, essas partículas quânticas capazes de manterem um estado de superposição – de modo simples, estarem em dois estados ao mesmo tempo – podem gostar de qualquer coisa, menos de ficar quietinhas no lugar enquanto você mexe com elas.

Partículas quânticas no estado de superposição são os qubits preferidos para os computadores quânticos, justamente porque, estando em vários estados simultaneamente, podem armazenar e processar vários valores em paralelo ao mesmo tempo.

“No entanto, esses estados de gato são extremamente sensíveis. Mesmo as menores interações térmicas com o meio ambiente fazem com que eles colapsem. Por isso, só é possível lidar com significativamente menos bits quânticos nos estados de gato de Schrodinger do que aqueles que existem independentemente uns dos outros,” explica Tommaso Calarco, do Centro de Pesquisas Julich, na Alemanha.

De fato, enquanto o recorde de manipulação já chegou aos 50 qubits independentes, o recorde de 14 qubits superpostos durava desde 2011.

Agora, a equipe de Calarco, em colaboração com uma equipe da China, que apresentou seus resultados separadamente, conseguiu superar essa marca, manipulando simultaneamente 20 qubits em estado de superposição.

Recordes de 18 e 20 qubits

Os pesquisadores alemães usaram um simulador quântico programável baseado em matrizes de átomos de Rydberg. Os átomos individuais, neste caso átomos do elemento rubídio, são capturados por feixes de laser e mantidos lado a lado em fila – a técnica também é conhecida como pinça óptica. Um laser adicional energiza os átomos até que eles atinjam o estado de Rydberg, no qual os elétrons ficam localizados muito além do núcleo.

Este processo é bastante complicado e geralmente leva muito tempo, de forma que o delicado estado gato de Schrodinger é destruído antes mesmo de ser medido. A equipe resolveu esse problema ligando e desligando os lasers na velocidade precisa, conseguindo acelerar o processo de preparação, o que tornou possível lidar com os qubits antes que eles perdessem os dados.

“Nós praticamente inflamos alguns átomos de tal forma que suas conchas atômicas se mesclam com os átomos adjacentes para formar simultaneamente duas configurações opostas, ou seja, excitações ocupando todos os locais pares ou ímpares. Isso vai tão longe que as funções de onda se sobrepõem, como na analogia do gato de Schrodinger, e fomos capazes de criar a superposição das configurações opostas, que também é conhecida como o estado de Greenberger-Horne-Zeilinger,” explicou o pesquisador Jian Cui.

Usando circuitos quânticos supercondutores, uma abordagem mais simples e mais promissora para os futuros computadores quânticos, a equipe da Universidade de Zhejiang, na China, conseguiu criar 18 qubits no estado de Greenberger-Horne-Zeilinger, que também é um novo recorde para essa abordagem experimental.

Fonte: Inovação tecnológica

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