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Multinacional sueca-israelense vai construir usina de energia no Porto do Pecém e transformar as ondas do mar do Ceará em eletricidade

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Ceará vai ganhar a primeira usina de energia de ondas do mar, que ficará no Porto do Pecém. A construção vai gerar empregos e desenvolvimento tecnológico e ambiental

O Complexo do Pecém, no Brasil, e a empresa sueca-israelense Eco Wave Power assinaram um memorando de entendimento (MoU) para a origem de uma usina de ondas nas instalações do Porto do Pecém. Além disso, outra boa notícia é que a multinacional líder em produção de pás para turbinas eólicas, Aeris Energy, planeja a construção da terceira fábrica no estado!

As partes pretendem instalar uma matriz de conversores de energia de ondas conectadas à rede no quebra-mar do Porto do Pecém com capacidade de até 9 MW.

Durante a fase preparatória, o objetivo será concluir uma análise de pré-viabilidade do projeto na área do Complexo do Pecém, bem como finalizar o desenvolvimento preliminar da proposta do projeto. O acordo servirá como preparação para o contrato de concessão.

“O Porto do Pecém sediou, de 2010 a 2015, o primeiro protótipo de conversor de energia de ondas em larga escala na América Latina. Foi um projeto de pesquisa e desenvolvimento que nos deu o know-how para avançar para essa próxima etapa, que consiste no uso de energia de ondas em escala comercial no Pecém. Essa é a nossa contribuição para o combate às mudanças climáticas”, disse Danilo Serpa CEO do Complexo do Pecém.

Segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 2019, o Brasil tem um potencial de energia de onda estimado em 91,8 GW. O estudo aponta que a conversão de apenas um quinto desse potencial seria suficiente para suprir cerca de 35% da demanda de energia elétrica do país. Outro estudo, da Universidade Federal do ABC, em 2020, calcula que apenas a região nordeste, onde está localizado o Porto do Pecém, teria um potencial de energia oceânica estimado de 22 GW.

Confira como funciona a usina de ondas do mar (maremotriz) da multinacional Eco Wave Power Gibraltar

Sobre a nova usina EWPG Holding AB

A EWPG Holding AB (“Eco Wave Power”) é uma empresa líder em tecnologia de energia das ondas onshore (em terra), que desenvolveu uma tecnologia patenteada, inteligente e econômica para transformar as ondas do mar em eletricidade. A missão da Eco Wave Power é ajudar na luta contra as mudanças climáticas, permitindo a produção de energia comercial a partir das ondas do mar e do oceano.

A EWP é reconhecida como uma empresa de “tecnologia pioneira”, pelo Ministério de Energia de Israel, e foi rotulada como uma “Solução Eficiente” pela Fundação Impulse Solar. O projeto da Eco Wave Power em Gibraltar, na Europa, recebeu financiamento do Fundo de Desenvolvimento Regional da União Europeia e do Horizonte 2020, o maior programa de investigação e inovação da União Europeia. A empresa também foi reconhecida pelas Nações Unidas ao receber o “Prêmio Ação Climática”.

Pá eólica gigante de 80 metros fabricada pela Aeris Energy para a Nordex — uma das maiores fabricantes de turbinas eólicas do mundo – embarca no Porto do Pecém rumo a Europa

É impressionante o tamanho da pá eólica (ou hélices) fabricada pela Aeris Energy para a alemã Nordex — uma das maiores fabricantes de turbinas de energia eólica do mundo! O embarque da primeira unidade desse gigante — a maior pá eólica já produzida no hemisfério sul – contou com uma operação especializada. Os mais de 80 metros de comprimento exigiram o envolvimento de diversos profissionais, desde a fabricação até o transporte para o Porto do Pecém, no Ceará.

O recorde de embarque da pá eólica (ou hélice) gigante de 80,1 metros para a alemã Nordex é comemorado pelo Complexo portuário do Pecém, no Ceará, como o maior da história do Porto!

“Dessa vez, nos superamos, batemos nosso próprio recorde, nesta terça-feira (11), ao embarcarmos uma pá eólica de incríveis 80,1 metros! Uma gigante da Nordex produzida na Área Industrial do Complexo do Pecém e embarcada no berço 7 do terminal portuário do Pecém, após uma bem sucedida operação de teste realizada em conjunto pelas nossas prestadoras de serviços operacionais Tecer e Unilink. Só pra você ter ideia…essa gigante tem mais do que o dobro das outras pás (34,57m cada) embarcadas no navio Trinitas, que já está a caminho da Europa, onde a pá de 80,1 metros passará por verificações técnicas”, comemora o Complexo do Pecém, em sua rede social LinkedIn.

Fonte: clickpetroleoegas.com.br

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Maiores de 60 anos podem sacar FGTS todo mês; aprenda

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O trabalhador que completar 60 anos poderá ter o direito de sacar o saldo de sua conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS ). É o que estabelece um projeto (PL 5.518/2019) previsto para ser votado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em reunião marcada para quarta-feira (4), às 9h30.

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Da senadora licenciada Rose de Freitas (Podemos-ES), o texto modifica a legislação do FGTS (Lei 8.036, de 1990) para inserir a hipótese de “quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a 60 anos” na parte que elenca as possibilidades de movimentação da conta. Hoje, a lei estabelece situações como dispensa sem justa causa ou extinção do contrato de trabalho, aposentadoria pela Previdência Social , três anos ininterruptos fora do regime do FGTS, saque-aniversário ou saque a qualquer tempo com saldo inferior a R$ 80.

A autora ressalta também que a titularidade do FGTS é exclusiva do trabalhador. De acordo com Rose, a entrada do cidadão na terceira idade demanda recursos extras para uma nova realidade de cuidados que, infelizmente, o poder público não é capaz de atender. Assim, acrescenta a senadora, cabe ao trabalhador suprir essa ausência por meio de recursos próprios. Nada mais adequado do que permitir ao trabalhador usar seu FGTS em seu benefício, argumenta Rose.

Fonte: economia.ig.com.br

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BMW aposta na energia solar e lança bateria para uso residencial

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Da colaboração com a Solarwatt nasce o “Battery flex”, um sistema de armazenamento doméstico de energia fotovoltaica

Os carros elétricos estão cada vez mais ligados às fontes de energia renováveis. O último casamento neste sentido surge da colaboração entre a alemã BMW e a Solarwatt, empresa que constrói sistemas fotovoltaicos. O resultado da parceria é denominado “Battery flex”, um sistema de armazenamento doméstico que utiliza os componentes da bateria fornecidos pela montadora.

Depois de coletada por painéis solares e armazenada, a energia pode ser usada para abastecer residências e, é claro, carros que ‘vão na tomada’. A bateria flex estará disponível no mercado até o final do ano.

O download das atualizações será feito automaticamente: basta conectar-se à conexão de internet da casa. Mas, acima de tudo, a BMW e Solarwatt visam reduzir tanto o consumo de eletricidade, com benefícios na conta de luz, quanto as emissões de CO2, e assim cumprir sua parcela de responsabilidade com o meio ambiente.

“Atribuímos grande importância em garantir que todos os aspectos ambientais e sociais sejam respeitados em nossas cadeias de suprimentos. Estamos satisfeitos que através da parceria com a Solarwatt possamos dar mais uma contribuição positiva e uma maior união entre a mobilidade fotovoltaica e elétrica”.

Stefan Quandt, o número um da Solarwatt também confirma a meta ambiental:

“Produzimos de forma sustentável e podemos garantir que a nossa cadeia de abastecimento é gerida de forma a ter em conta os aspectos sociais e ecológicos”. 

Embora com uma abordagem diferente da Tesla, com seu sistema de energia solar, a BMW também está se concentrando na energia fotovoltaica à sua maneira.

Fonte: insideevs.uol.com.br

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China desenvolve segunda maior usina hidrelétrica do mundo e pretende inaugurá-la no próximo mês de julho

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A China, que já é detentora da maior usina hidrelétrica do mundo, terminou, em maio, sua segunda maior usina hidrelétrica, conhecida como Baihetan.

A obra chamou atenção do mundo todo tanto pelo seu tamanho, quanto pela velocidade da construção. No último dia de maio, 31, a China concluiu a usina de Baihetan, que é considerada a segunda maior hidrelétrica do mundo.

Conheça a segunda maior usina hidrelétrica da China

A usina hidrelétrica chamou a atenção de pessoas por todo o mundo devido a sua velocidade e eficiência na construção, que utilizou diversas tecnologias avançadas, até mesmo inteligência artificial. Outro fato merecedor de destaque é que a usina foi construída em um terreno montanhoso e ativo geologicamente, motivo que causou preocupação para alguns.

A segunda maior usina hidrelétrica da China tem previsão para entrar em operação no começo do próximo mês, Julho. Ela tem como missão ajudar Pequim a reduzir suas emissões de dióxido de carbono em mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Tensões geradas pela usina hidrelétrica da China

Maior Usina Hidroelétrica do Mundo | China (em português)

A obra criou tensões com a população da Região Autônoma do Tibete e também com a Índia. O relacionamento da China com esses países não tem sido um dos melhores e tem piorado a cada ano. Algumas pessoas se questionam se os investimentos em hidrelétricas são mesmo uma resposta compreensível a longo prazo para promover a sustentabilidade e lutar contra as mudanças do clima.

Bruno Gastal, um especialista, diz que as usinas hidrelétricas podem ajudar o meio ambiente em algumas partes, porém, elas também podem piorar o estado de concentração de sedimentos nos rios, ou seja, causar um desequilíbrio grave nos ecossistemas ao seu redor.

“Qualquer forma de produção de energia a partir das hidrelétricas é sempre bem-vinda, já que é uma das fontes de energia renovável mais confiável, barata e eficiente do mercado. Entretanto, isso não significa que ela é uma alternativa sustentável sempre” ressalta Gastal.

Conheça a maior usina hidrelétrica do mundo

Atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo também está localizada na China, no rio Yan Tsé. Inaugurada em 2008, ela possui cerca de 2.335m de comprimento e suas obras demoraram cerca de 14 anos para serem concluídas. Sendo assim, além de ser uma das maiores geradoras de energia elétrica do mundo, a usina hidrelétrica também é utilizada para conter enchentes que ocorrem na região.

A usina, conhecida como Três Gargantas, produz cerca de 22.500 MW de energia por dia. O Brasil também não fica de fora dessa, a posição de terceira usina fica para a usina de Itaipú, que fica localizada na fronteira entre o Paraguai e o Brasil. A usina brasileira tem a capacidade de gerar cerca de 14.000 MW de energia.

Fonte: clickpetroleoegas.com.br

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Dia Mundial do Meio Ambiente: Nosso lar precisa de cuidado

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Palavra da presidente

Vivemos uma crise sanitária sem precedentes em nossa geração: famílias inteiras destruídas por um vírus invisível aos olhos humanos. Neste dia 5 de junho, no qual é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, recebemos também a reflexão para pensarmos e cuidarmos com mais atenção da natureza, que tudo nos dá. Nós, que fazemos o Senge-CE, queremos exaltar e reconhecer o belíssimo trabalho realizado pelos nossos associados em prol da preservação e conservação do meio ambiente. Em especial, aos engenheiros ambientais, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas. Obrigada!

Teodora Ximenes.

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Diretoria em pauta

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Aulio Façanha Antunes é Engenheiro Civil e no Senge-CE, ocupa a posição de Diretor de Comunicação, Marketing e Eventos.

Desde o início da gestão, em 2019, suas principais ações foram: implantar estratégias para manter a comunicação ativa, com foco nas mídias sociais e a missão de informar e engajar os associados com os acontecimentos diários da gestão.

Ainda em 2021, serão realizados ciclos de palestras on-line com temas de interesse da base de associados, englobando as áreas de Engenharia, Geociências, Tecnólogos e Arquitetos. Assim como, em breve, haverá mais um canal de comunicação: APP Senge-CE.

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Tecnologia de propulsão a íons da estação chinesa pode encurtar missões a Marte

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Em abril, a China lançou o módulo Tianhe, o primeiro a compor a futura estação espacial chinesa Tiangong-3. O módulo é alimentado por quatro propulsores de íons, tecnologia promissora que pode reduzir consideravelmente o consumo de combustível em missões espaciais — e, segundo o portal South China Morning Post, o Tianhe poderá se tornar a primeira espaçonave tripulada a transportar humanos com essa tecnologia.

Os propulsores no módulo Tianhe são alimentados por quatro unidades de íons, um sistema que também é conhecido como “propulsores de efeito Hall”. Trata-se de uma forma de propulsão eletrônica que já existe há algumas décadas e, quando ativada, produz emissões azuladas e anéis brilhantes, causados pelas partículas extremamente quentes e eletricamente carregadas, que deixam o motor a altíssimas velocidades. Quando comparados com a propulsão química, os sistemas deste mostram grande eficiência.

O módulo Tianhe (Imagem: Reprodução/CMS)

Para entender melhor, considere a Estação Espacial Internacional, cujos propulsores consomem quatro toneladas de combustível para mantê-la em órbita durante o período de um ano. Já no caso dos propulsores de íons, apenas 400 kg de combustível seriam suficientes para manter a estação em órbita durante o mesmo período — e alguns pesquisadores estimam que uma viagem para Marte com propulsores de íons levaria apenas 39 dias. Este é um contraste considerável se considerarmos os oito meses necessários com as tecnologias usadas nos foguetes atualmente.

A propulsão a íons já existe há décadas, mas ainda não foi amplamente adotada por causa de alguns fatores: a propulsão produzida não é tão significativa, e as partículas carregadas eletricamente podem danificar componentes de motores, encurtar a vida útil de satélites e colocar astronautas em risco. Mesmo assim, a China aposta na tecnologia não só para usá-la na estação espacial, mas também para suas futuras constelações de satélites. Assim, os cientistas chineses vêm trabalhando discretamente para conseguir aprimorar a tecnologia, mas sem fazer alarde.

Exemplo disso é o Shanghai Space Station Institute, que não tem nem mesmo endereços para correspondências e não publicou nenhuma pesquisa relacionada à área. “Exceto por alguns especialistas da área, a maior parte das pessoas de fora não sabe que existe”, disse um cientista de Pequim, que pediu para não ser identificado. Os esforços parecem surtir efeito, já que um motor criado para missões tripuladas de larga escala e transporte de cargas para a Lua e Marte já está passando por testes.

Um dos propulsores de íons do motor já está ativo há mais de 11 meses e é protegido por um campo magnético que garante que as partículas não vão afetar seus componentes, junto de uma cerâmica especial que resiste mesmo à radiação ou calor extremos. Segundo a instituição, foram necessárias décadas de desenvolvimento até chegarem a esta solução: “a competição no espaço é, essencialmente, uma competição por alguns detalhes muito pequenos, mas extremamente importantes”, afirmou o cientista. “O propulsor de íons é uma dessas áreas em que o segredo está nos detalhes”.

Fonte: FuturismSouth China Morning Post

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Holanda já abastece 100% dos trens elétricos com energia eólica

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A companhia de trem NS, da Holanda, anunciou que já abastece 100% dos trens elétricos com energia eólica desde 1de janeiro de 2017.

Como resultado, todos os trens de passageiros elétricos são alimentos de forma integral pelo vento, objetivo do governo desde 2015.

A data prevista para bater essa meta era inicialmente 2018, de acordo com o anúncio que foi realizado pelo governo da Holanda ainda no final de 2015.

Durante a primeira implantação do “programa de energia limpa”, ainda no ano de 2016, a empresa NS já conseguiu gerar 75% da energia necessária.

Já na segunda fase, foram alcançados os 100% planejados um ano antes da meta inicial que foi dada pelo governo holandês.

Trens elétricos com energia eólica é um projeto de parceria

O projeto foi fruto de uma parceria entre a companhia NS e a empresa de energia Eneco e deverá auxiliar na redução de carbono no setor de transportes nos Países Baixos.

A eletricidade que é utilizada para alimentar os trens da Holanda vem de parques eólicas não só da Holanda, como também de parques da Bélgica e da Finlândia.

As “fazendas eólicas” foram inauguradas antes do esperado, sendo um dos motivos pelos quais a meta foi atingida antes do esperado.

Atualmente, os trens utilizam cerca de 1,2 bilhão de kWh de eletricidade por ano, o equivalente a todo consumo dos moradores da capital da Holanda (aproximadamente 900.000 pessoas).

Expectativa do projeto para o futuro

Como a Holanda foi o primeiro país a conseguir esse feito, a expectativa é outros gestores de cidades também incorporem a energia limpa associada a projetos ferroviários.

“Acredito no crescimento ecológico, que a economia pode crescer sem prejudicar o meio ambiente. Como parceiros iguais, estamos ajudando uns aos outros com a sustentabilidade da mobilidade.”

Carola Wijdogen, diretora de Sustentabilidade Corporativa da NS


Fonte: Ciclo Vivo e Eneco

Imagem em destaque: Foto/Reprodução Eneco/NS

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Vovô do drone já voava há quase dois séculos. Sabe como a máquina surgiu?

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São muitos os autores dessas maravilhosas máquinas voadoras sem piloto nem passageiros, e que podem ser controladas remotamente ou realizar seus trajetos sem auxílio —com rotas programadas previamente—, caro sandumonense.

Prepare-se para uma viagem longa com várias “paternidades” ao longo do tempo. Se formos considerar qualquer objeto voador desprovido de tripulação e com uma tarefa específica, o século 19 pode ser considerado como uma pré-história dos drones.

Em julho de 1849, duzentos balões incendiários foram enviados pela Áustria a fim de atacar Veneza. Parte deles foi solta em terra e outros partiram do navio SMS Vulcano – nome sugestivo, não?

A missão que tinha tudo para ser um estouro fracassou ao sabor dos ventos que espalharam os balões e os levaram para longe do alvo —inclusive, alguns deles voltaram perigosamente para perto do navio que os lançou.

Quase 50 anos depois, em 1898, o genial inventor sérvio-americano Nikola Tesla registrou uma patente descrevendo a possibilidade de controlar veículos por meio de ondas e sem fio. Mais tarde, já no século 20, em 1915, Tesla descreveria um futuro com frotas de aeronaves de combate não tripuladas.

E foi justamente daí que veio o passo seguinte na evolução do que hoje chamamos de drone, mas que tecnicamente são chamados de VANT (veículos aéreos não tripulados) ou UAV, na sigla em inglês. Nos anos 1910, a força aérea britânica começou a projetar aviões que voassem sem ninguém a bordo a fim de servir como alvos móveis para o treinamento de seus pilotos.

Essa foi a semente do encontro que uniu os dois pais do primeiro drone movido a motor: o físico e engenheiro britânico Archibald Montgomery Low projetou um sistema de controle por rádio capaz de guiar aeronaves remotamente. O também engenheiro britânico Geoffrey de Havilland, por sua vez, projetou um monoplano que serviu como cobaia para o sistema de Low e foi controlado como alvo aéreo em março de 1917.

Em 1935, a profecia de Tesla se cumpriu, com os britânicos ostentando uma frota de 400 aviões Queen Bee, projetados por de Havilland, usados como alvos, sem piloto a bordo e controlados à distância.

O próximo salto na tecnologia viria nos anos 1970, com o judeu, nascido no Iraque e naturalizado americano, Abraham Karem, que desenvolveu os primeiros drones robóticos. E adivinha a finalidade deles? Sim, para a guerra. Mais precisamente para a do Yom Kippur, entre árabes e israelenses, em 1973.

A obra mais icônica de Karem é o Predator, desenvolvido nos anos 1990 sob encomenda da CIA e da Força Aérea dos EUA. Dá uma olhada na foto a seguir.

De lá para cá, os drones deixaram de fazer apenas guerra, se miniaturizaram e invadiram o cotidiano civil. As versões paz e amor deles entregam encomendas, mapeiam florestas, fazem filmes (profissionais e caseiros) e coberturas jornalísticas e são até pilotados em corridas esportivas.

Todo esse buzz, aliás, é coincidentemente também a origem do nome popular deles. “Drone”, em inglês, é como nomeiam o zangão, macho da abelha. Aquele sonzinho “bzzzz” que ambos fazem é o que gerou o apelido que pegou.

Fonte: https://www.uol.com.br/

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Pesquisadores transformam plástico em combustível de aviação

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Resíduos plásticos podem se tornar ingredientes para combustível de aviação e outros produtos valiosos. Tudo graças a uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos. Com a novidade, é possível reutilizar o plástico mais facilmente e de maneira econômica.

O processo foi liderado pelo aluno de graduação Chuhua Jia e pelo professor Hongfei Lin, da Escola de Engenharia Química e Bioengenharia Gene e Linda Voiland, e o artigo sobre o trabalho publicado na revista Chem Catalysis. “Na indústria de reciclagem, o custo é fundamental. Este trabalho é um marco para nós avançarmos com essa nova tecnologia para a comercialização”, disse Lin, em entrevista ao site da universidade.

O polietileno é o plástico mais comum, usado em diversos produtos, de sacolas a encanamentos resistentes à corrosão. Para reutilizá-lo, os pesquisadores usaram um catalisador de rutênio em carbono e um solvente mais comum. Nos Estados Unidos, apenas 9% do plástico descartado é reciclado anualmente.

Os pesquisadores conseguiram converter 90% do plástico em combustível de aviação e outros produtos baseados em hidrocarbonetos. Imagem: Reprodução
“Dependendo do mercado, eles podem ajustar o produto que desejam gerar. Eles têm flexibilidade. A aplicação desse processo eficiente pode fornecer uma abordagem promissora para a produção seletiva de produtos de alto valor a partir de resíduos de polietileno”, destacou o professor Hongfei Lin.

Os pesquisadores acreditam que o processo deve ser eficaz com outros tipos de plástico. Agora, eles trabalham para expandir o processo para comercialização futura, com o apoio da Washington Research Foundation.

Via: Phys

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