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Aumenta eficiência de gerador capaz de gerar eletricidade à noite

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Refrigeração passiva

A chamada refrigeração radiativa é uma espécie de “anti-célula solar”, permitindo enviar calor para o espaço sem gastar energia.

Isso permite gerar eletricidade à noite ou construir aparelhos de ar-condicionado que mandam o calor para o espaço.

Há pouco mais de um ano, engenheiros da Universidade do Stanford, nos EUA, criaram um gerador noturno de eletricidade que aproveitava o frio do espaço para gerar 64 nanowatts por metro quadrado – pouco demais para qualquer aplicação prática, mas inegavelmente uma demonstração marcante de uma tecnologia promissora.

A equipe melhorou muito seu sistema, que agora já consegue gerar 2,2 Watts por metro quadrado, o que já é suficiente para aplicações como segurança e monitoramento ambiental, por exemplo.

“Estamos trabalhando para desenvolver a geração de iluminação sustentável de alto desempenho que possa fornecer a todos – incluindo aqueles em áreas rurais e em regiões mais pobres – acesso a fontes de energia de iluminação confiáveis e sustentáveis de baixo custo. Uma fonte de energia modular também pode alimentar sensores fora da rede usados em uma variedade de aplicações e ser usado para converter calor residual de automóveis em energia utilizável,” disse o pesquisador Lingling Fan.

Refrigeração radiativa

Uma das maneiras mais eficientes de gerar eletricidade usando a refrigeração radiativa é usar um gerador de energia termoelétrica. Esses dispositivos usam materiais termoelétricos para gerar energia, convertendo diferenças de temperatura entre uma fonte de calor e o lado frio do dispositivo – o resfriador radiativo – em uma corrente elétrica.

No novo trabalho, os pesquisadores otimizaram cada etapa da geração de energia termoelétrica para maximizar a geração de energia noturna a partir de um dispositivo para ser usado no telhado. Eles melhoraram a captação de energia, para que mais calor flua do ar circundante para o sistema, e incorporaram novos materiais termoelétricos disponíveis comercialmente, que aumentaram o quão bem essa energia é usada pelo dispositivo.

“Uma das inovações mais importantes foi projetar um emissor seletivo que é conectado ao lado frio do dispositivo,” contou o pesquisador Wei Li. “Isso otimiza o processo de resfriamento radiativo para que o gerador de energia possa se livrar de forma mais eficiente do calor excessivo.”

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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HD de seda armazena dados com altíssima densidade

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HD de seda

Um disco rígido de seda conseguiu armazenar dados com uma densidade de até 64 GB por polegada quadrada (2,54 cm2) e ainda resistiu a condições agressivas, incluindo calor, umidade, fortes campos magnéticos e até radiação gama.

A demonstração foi feita por uma equipe dos EUA e da China, que tirou proveito de uma técnica bastante usada em microscopia, conhecida como rastreamento óptico de campo próximo.

A chamada luz de campo próximo nunca chega aos nossos olhos, “grudando” e permanecendo junto à superfície onde incide, em vez de ser refletida ou dispersa.

Também conhecida como “luz evanescente”, essa técnica é usada também na nanolitografia, para criar padrões em nanoescala em diversos materiais e construir componentes fotônicos – que lidam com a luz.

Woonsoo Lee e seus colegas adaptaram essa técnica para ler e escrever dados em uma camada de proteína de seda natural.

HD de seda armazena dados com altíssima densidade

Gravação com luz

Para construir um disco rígido de seda, os pesquisadores pegaram a seda extraída dos casulos do bicho-da-seda, teceram uma fina película em uma solução aquosa e então a depositaram sobre um substrato – eles testaram ouro e silício.

Em seguida, os feixes de luz foram usados para criar padrões nanoscópicos no filme – o laser pode operar entre 1.495 e 1.790 nanômetros, uma faixa que cobre os comprimentos de onda nos quais as proteínas da seda absorvem a luz.

Ao focalizar o laser na ponta afiada de um microscópio de força atômica colocado próximo à superfície da seda, podem ser induzidas mudanças tanto de relevo quanto de fase no filme de seda, em escalas de comprimento de aproximadamente 30 nanômetros.

E, embora os dados gravados tenham resistido a testes bastante agressivos, eles podem ser rapidamente apagados com outro pulso de laser – embora os pesquisadores prefiram chamar o dispositivo de “disco rígido”, ele também pode ser entendido como um disco óptico, como um DVD ou Blu-Ray regraváveis.

HD de seda armazena dados com altíssima densidade

A densidade de dados é muito elevada, rivalizando com as tecnologias ópticas mais modernas – embora a gravação seja lenta.
[Imagem: Woonsoo Lee et al. – 10.1038/s41565-020-0755-9]

Implantes médicos

A grande vantagem da técnica é que a camada de seda pode ser aplicada nas mais diversas superfícies e em qualquer formato – ela não precisa ser plana como a camada de gravação de um Blu-Ray, por exemplo.

E, embora um disco rígido feito com seda dificilmente alcançará a velocidade e a capacidade de armazenamento dos discos de estado sólido (SSDs) de última geração, ele tem características – biocompatibilidade, biodegradabilidade etc – que o tornam promissor para eletrônicos que possam ser implantados no corpo ou usados em tecnologias de vestir.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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Visão de raios X funciona sem os raios X

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Visão sobre-humana

Os experimentos com equipamentos capazes de enxergar através das paredes – ou mesmo ver o que está além da esquina – vêm sendo feitos há mais de uma década, com resultados que ainda precisam melhorar.

Agora, David Lindell e Gordon Wetzstein, da Universidade de Stanford, nos EUA, criaram um novo algoritmo que consegue reconstruir o movimento das partículas de luz – os fótons – com grande precisão, suficiente para reconstruir uma imagem que não pode ser vista diretamente.

Nos testes, o sistema reconstruiu com sucesso formas obscurecidas por um bloco de espuma de 2,5 centímetros de espessura – para o olho humano, é como ver através das paredes.

“Várias técnicas de imageamento tornam as imagens um pouco melhores, um pouco menos chuviscadas, mas aqui estamos realmente tornando visível o invisível,” disse Wetzstein. “Isso está realmente ultrapassando a fronteira do que pode ser possível com qualquer tipo de sistema de detecção. É como uma visão sobre-humana.”

Algumas dessas outras técnicas têm sido usadas em microscopia, mas o novo sistema consegue abarcar ambientes em larga escala, permitindo vislumbrar seu uso, por exemplo, na navegação de veículos autônomos, permitindo identificar objetos sob neblina ou chuva forte, ou mesmo fotografar a superfície da Terra e de outros planetas através de atmosferas nubladas.

 

Visão de raios X funciona sem os raios X

Vendo objetos ocultos

Para ver através de ambientes que espalham luz em todas as direções, o sistema emparelha um laser com um detector de fótons super sensível, que registra cada fóton de luz laser que o atinge.

Conforme o laser varre uma obstrução, ocasionalmente um fóton consegue passar pela barreira, atingindo os objetos escondidos atrás dela, e passar de volta pela espuma para chegar ao detector. O programa usa então esses poucos fótons – e informações sobre onde e quando eles atingem o detector – para reconstruir os objetos ocultos em 3D.

Este não é o primeiro sistema com a capacidade de revelar objetos ocultos atrás de meios de dispersão, mas ele contorna as limitações associadas a outras técnicas. Por exemplo, alguns sistemas exigem que se saiba a distância do objeto, enquanto outros usam apenas informações de fótons balísticos, que são fótons que viajam de e para o objeto oculto através do campo de espalhamento, mas sem realmente se espalhar ao longo do caminho.

“Estávamos interessados em obter imagens através do meio de espalhamento sem essas suposições, e coletar todos os fótons que foram espalhados para reconstruir a imagem,” disse Lindell. “Isso torna nosso sistema especialmente útil para aplicações em grande escala, onde haveria muito poucos fótons balísticos.”

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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Manufatura de supercapacitores e baterias é instalada na Unicamp

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Baterias avançadas

Acaba de ser instalada no Brasil a primeira manufatura de supercapacitores e de baterias do Hemisfério Sul.

De escala laboratorial avançada, a instalação é capaz de produzir protótipos de supercapacitores e de baterias na escala de “carteiras”, que são células retangulares de 5 por 7 centímetros.

A manufatura está instalada na Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e é fruto de uma parceria da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da Shell.

O grupo AES (Armazenamento Avançado de Energia) deverá iniciar nas próximas semanas a produção dos primeiros protótipos de baterias de íons de lítio e materiais alternativos, como sódio, potássio e zinco.

“Com a manufatura, passamos da escala laboratorial, das células-moeda, em que nossos resultados já estavam bem consolidados, para as células-carteira, que permitem o agrupamento em módulos, o que torna todo o processo facilmente escalonável para o uso industrial. Exemplos de aplicações, além dos veículos elétricos, são sistemas de backup de energia, quando há falha na rede elétrica em instalações como hospitais, em que não pode haver nem mesmo o menor intervalo no fornecimento,” disse o professor Hudson Zanin.

O funcionamento dos equipamentos envolve três conjuntos principais de ações: produção dos eletrodos; empilhamento e alinhamento desses eletrodos, seguidos de testes eletroquímicos e caracterização do material; e selagem final do dispositivo em atmosfera inerte, isenta de umidade.

A manufatura é formada por um parque de equipamentos que custaram cerca de R$ 500 mil.

“Toda a tecnologia de supercapacitores e baterias de íons de lítio e similares que utilizamos aqui no Brasil é importada. Assim, nossa ideia é, em parceria com a indústria nacional, avançarmos na possibilidade de produzirmos esses dispositivos aqui no país,” disse Zanin.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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Desenvolvendo o futuro a partir dos ventos

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Sustentabilidade, provavelmente, vai ser a palavra do século. Pensar uma forma de garantir o nosso estilo de vida e desenvolvimento de forma sustentável parece ser a grande questão que tem colocado políticos, cientistas e, é claro, engenheiros para pensar incessantemente. E nessa terra de ventos tão intensos, a energia eólica parece ser uma saída das mais rentáveis, afinal, o Ceará vem atingindo, nos últimos anos, cada vez mais metas históricas.

Para entender melhor esse cenário da geração de energia por meio dos ventos, o Senge-CE conversou com o Dr. Lauro Fiuza, engenheiro cearense que é referência na área a partir do seu trabalho na Servtec. Confira:

InfoSenge: Dr. Lauro Fiuza, eu gostaria de começar conhecendo um pouco mais da sua trajetória no setor de energia.
Dr. Lauro Fiuza: Minha relação com o setor de energia veio ainda quando cursava a Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em seguida, ainda em 1969, abri com dois sócios a empresa Servtec Engenharia, sendo a pioneira no Ceará no setor de ar-condicionado central. Logo cedo, começamos a expandir nossa atuação e, aos 15 anos de existência da empresa, nos tornamos a maior deste setor no Brasil, mudando nossa sede para o Rio de Janeiro e, em seguida, para São Paulo. Ao atingir esta posição, começamos a discutir como continuar crescendo e como utilizar nossa competência em atividades paralelas à que atuamos. Foi a partir dessa discussão que chegamos à conclusão de que nosso negócio era “trabalhar com energia”, transformando um combustível, no caso a energia elétrica, em produtos com várias utilizações, como ar-condicionado, refrigeração, ventilação etc. Com a crise de energia, entramos na licitação promovida pelo Grupo de Gestão da crise e ganhamos o direito de investir na nossa primeira usina de geração. Em seguida, com o Proinfa, já iniciados nesta nova forma de atuação, agora como investidores e operadores de usinas de geração. Participamos e ganhamos o primeiro contrato de venda de energia eólica para a Eletrobras, sendo, novamente, uma pioneira neste setor e a única empresa de capital brasileiro a participar deste momento.

Sr. Lauro Fiuza Jr., presidente da Abeolica Foto: Gustavo Lourenção

IS: Como foi esse trabalho de implantar a energia eólica aqui no Nordeste?
LF: Trabalho árduo, pois a resistência dos “barrageiros” era enorme. Mas, aos poucos, fomos conseguindo mudar o pensamento de todos e, com a iniciativa do ministro Lobão, no primeiro leilão de energia, os preços alcançados já mostraram que a mudança era inevitável, e a eólica ganhou seu caminho ascendente, sendo hoje a 2ª forma de geração elétrica do Brasil.

IS: Como você analisa a atuação do Ceará na área?
LF: Desde o Proinfa, e depois os leilões, o Ceará teve atuação de destaque no setor, sendo o pioneiro e demonstrando suas condições excepcionais para a exploração da eólica. Com o exemplo do Ceará, os governadores dos outros Estados do Nordeste passaram a incentivar a ida de desenvolvedores aos seus territórios e avançaram muito, ficando o Ceará parado, perdendo sua liderança. Nos últimos anos, no entanto, com a liderança do governador Camilo Santana, o Estado mudou radicalmente sua atuação, colocando novamente o Ceará no time dos preferidos pelos investidores, tendo a parceria com o Governo como alavanca primordial ao desenvolvimento deste setor.

IS: Quais são as principais vantagens que o Ceará tem na produção de energia elétrica sustentável?
LF: Nosso ventos são unidirecionais, com velocidade alta, que em consequência dão aos parques eólicos implantados aqui um fator de capacidade de quase o dobro do alcançável na Europa. Isso tem como consequência um custo bem menor na geração de energia. Além disso, começamos a investir na geração solar. Nossos fatores de capacidade também são elevados, dando ao Estado uma capacidade enorme na geração elétrica sustentável.

IS: Como você vê o desenvolvimento de energias sustentáveis no mundo como um todo?
LF: O mundo está em transformação. Hoje a geração térmica, com o uso de combustíveis fósseis, está sendo banida no mundo inteiro, e a geração elétrica caminha para ser produzida unicamente pelos renováveis. Não é mais só uma questão de custo na produção, mas de sobrevivência do ser humano no planeta Terra. Com o avanço da tecnologia, estamos próximos de regulação para a construção dos parques híbridos, juntando no mesmo sítio a eólica e a solar, num sinergia fantástica, quer no investimento, quer na produção de energia. Por fim, a transformação do setor no Brasil abre as portas para um novo relacionamento dos consumidores com seus distribuidores, deixando o mercado bem livre, dando ao consumidor a liberdade de comprar energia de quem quiser ou de produzir sua própria energia. Isso abre as portas para a autoprodução, gerando oportunidades enormes para geração eólica e solar.

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O Ceará vem sendo percebido como terra fértil para investimentos nessa área. Um exemplo foi a chegada da fabricante dinamarquesa Vestas no final do ano de 2019, que instalou no Aquiraz uma fábrica para produzir turbinas V150-4.2MW, usadas na geração de energia eólica. Em agosto de 2020, a empresa fechou um acordo de produção de 93 aerogeradores para a joint venture, formada pela Votorantim Energia e pelo fundo Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB).

Outro destaque do setor é a Aeris Energy, presente no Ceará desde 2010 e que, no dia 9 deste mês, inaugurou uma segunda unidade no Estado. A fabricante de pás para geração de energia eólica investiu R$ 70 milhões nesta nova fábrica, voltada para o mercado externo, elevando a capacidade produtiva da empresa em 30%. Em 2019, a empresa construiu a maior pá eólica do hemisfério sul do Planeta, com 74 metros de comprimento.

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Em negociação, Senge-CE consegue redução de 31% no reajuste da Uniodonto

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) conquistou mais uma vantagem para os seus associados. Nesta quinta-feira, 10, após uma negociação com a Uniodonto, o Sindicato conseguiu uma redução de 31% no reajuste do plano odontológico, que está programado para acontecer em outubro deste ano. O reajuste de 9,5% foi reduzido para 6,5% após essa interferência do Senge-CE.

A Uniodonto é uma das maiores e mais bem avaliadas rede de cooperativas odontológicas com 20 mil cirurgiões credenciados por todo o Brasil. No Ceará, são mais de 700 dentistas atendendo nas mais diversas especialidades, atingindo a pontuação máxima de qualidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A parceria entre a Uniodonto e o Sindicato dos Engenheiros do Ceará traz qualidade de vida, saúde e economia para os associados do Senge-CE há cerca de 4 anos.

 Para contratar a Uniodonto, os sindicalizados ao Senge-CE devem entrar em contato através do email neusa.sengece@gmail.com .
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Brasileiros revolucionam fabricação de cimento

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Politécnica da USP desenvolveram uma nova técnica para a fabricação de cimento combinando matérias-primas simples com ferramentas e conceitos avançados na gestão do processo industrial. O resultado pode ser uma revolução mundial na indústria cimenteira.

Segundo o professor Vanderley John, um dos responsáveis pelo projeto, o novo processo industrial permitirá dobrar a produção mundial de cimento sem precisar construir novos fornos e, portanto, sem aumentar as emissões de gases de efeito estufa. O cimento Portland tradicional é composto basicamente por argila e calcário, substâncias que, quando fundidas em um forno sob altas temperaturas, transformam-se em pequenas bolotas chamadas clínquer.

Esses grãos de clínquer são moídos com o mineral gipsita (matéria-prima do gesso) até virarem pó. “Estima-se que para cada tonelada de clínquer são emitidos entre 800 e 1.000 quilos de CO2, incluindo o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil (de 60 a 130 quilos por tonelada de clínquer)”, diz o professor John. A indústria busca alternativas para aumentar a ecoeficiência do processo substituindo parte do clínquer por escória de alto-forno de siderúrgicas e cinza volante, resíduo de termelétricas movidas a carvão. O problema é que a indústria do aço e a geração de cinza crescem menos que a produção de cimento, o que inviabiliza essa estratégia a longo prazo,” explica ele.

Carga bem distribuída A nova tecnologia consiste basicamente em aumentar a proporção de carga (filler) na fórmula do cimento Portland, adicionando dispersantes orgânicos que afastam as partículas do material e possibilitam menor uso de água na mistura com o clínquer. A carga é uma matéria-prima à base de pó de calcário que dispensa tratamento técnico (calcinação), processo que, na fabricação do cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.A fórmula para calcular a quantidade de carga no cimento é usada desde 1970, estabelecendo que a quantidade do material de preenchimento não poderia ser alta porque havia o risco de comprometer a qualidade do produto.

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Setembro Amarelo: Senge-CE apoia a luta pela valorização da vida

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Informação pode salvar vidas. É essa a premissa do Setembro Amarelo, que anualmente busca levantar o debate da valorização da vida e prevenção ao suicídio na tentativa de dar visibilidade aos temas durante o nono mês do ano. E o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará, que busca estar cada vez mais próximo das causas sociais, se coloca a disposição para colaborar com mais essa luta, publicando nas redes sociais informações sobre a campanha.

Segundo dados do portal do Setembro Amarelo, são registrados cerca de 12 mil suicídios por ano em todo o Brasil, o que coloca o País no oitavo lugar no ranking dos países com os piores números de morte. Por isso, desde 2014 a Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, vem trabalhando uma campanha de conscientização, informação e prevenção ao suicídio, conquistando espaços na imprensa e mobilizando organizações e pessoas para conversar sobre o tema.

Para saber mais sobre o Setembro Amarelo, ter acesso aos dados, cartilhas de prevenção e até materiais de orientações a pais e responsáveis por jovens que possam vir a tentar tirar a própria vida, confira o site www.setembroamarelo.com.

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Senge-CE realiza a doação de mais de 2 mil máscaras face shield em municípios cearenses

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do  Ceará (Senge-CE), em parceria com o Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Ceará (IFCE), está doando mais de 2,2 mil máscaras para instituições que estão atuando no combate à pandemia de COVID-19 no Estado. Já foram beneficiadas a Santa Casa de Misericórdia de Sobral e a de Fortaleza, além da Prefeitura Municipal de Tauá e o Instituto Brasil Solidário.
“Muita gente acha que o Sindicato dos Engenheiros só deve fazer ações voltadas para a tecnologia, mas nós temos a sensibilidade de que Sindicato também precisa ter uma ação social”, explica a presidente do Senge-CE, Teodora Ximenes. Segundo ela, a pandemia de COVID-19 revelou uma situação social em que o Sindicato dos Engenheiros, que já realizava um conjunto de ações voltadas para a sociedade como um todo, agora decide intensificar essa atuação.
Essa visão também é compartilhada pelo Dr. Alfredo Firmeza, Diretor de Administração  e Finanças da entidade, que enfatiza: “O programa social é uma incumbência de toda e qualquer organização e o Senge-CE não se furta de participar e contribuir com essa obrigação que nos é imputada de forma tão natural”.
A presidente, Teodora, explica ainda que a parceria com o IFCE já vem desde o ano passado, com um projeto que convida professores e estudantes do Instituto Federal para dar formações gratuitas para a população das comunidades dos arredores do Senge-CE, como a Moura Brasil e o Poço da Draga. Chamado de Centro Vocacional Tecnológico (CVT), o programa teve de ser paralisado por causa dos decretos estaduais que colocaram o Ceará em isolamento social. O projeto deve voltar às atividades logo após o Governo autorizar as aulas presenciais.
Mas foi a partir dessa conjuntura que surgiu outra parceria, agora com a finalidade de construir máscaras do tipo face shield para contribuir no combate ao vírus e para a preservação de vidas. “Passamos a entregar o material necessário para fazer as máscaras e os professores e estudantes do IFCE confeccionaram 2,2 mil unidades para doarmos”, explica Teodora. O equipamento é feito de material plástico, o que, segundo os profissionais da saúde, aumentam a durabilidade das máscaras, já que elas podem ser higienizadas e reutilizadas.

Santa Casa de Misericórdia agradece ao Senge-CE
 
“Nós agradecemos muito pelo cuidado com os nossos profissionais e nossos pacientes”, disse a gerente de Enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Dra. Claudiana Morais, durante a entrega das máscaras face shield no dia 13 de agosto. Segundo ela, ações solidárias, como essa do Senge-CE, são de extrema importância, já que a Santa Casa necessita constantemente de Equipamentos de Proteção Individual, uma demanda que se intensificou ainda mais durante esta pandemia de COVID-19.
Segundo a Dra. Teodora Ximenes, presidente do Senge-CE, a instituição foi um dos espaços beneficiados com as doações por ser essencial no atendimento à população de Fortaleza, Região Metropolitana e de outros municípios do Estado. “Foi com o intuito de dar mais segurança para quem trabalha salvando vidas que o Sindicato dos Engenheiros abraçou essa causa social”, explica. “A ideia é, juntamente com os hospitais, trabalhar para facilitar o atendimento rápido e seguro às pessoas que contraíram a COVID-19”.
No último dia 24 de agosto, o Senge-CE recebeu um ofício de agradecimento da direção da Santa Casa de Misericórdia, em resposta à doação feita pelo Sindicato.
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Confiança da construção atinge 83,7 pontos em julho, revela FGV

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O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 6,6 pontos em julho, para 83,7 pontos, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, a média móvel trimestral do indicador avançou para 76,3 pontos, de 70 no período encerrado em junho. Nesta base, é a primeira alta em quatro meses.

A melhora do ICST foi puxada pela redução do pessimismo dos empresários do setor em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 8,5 pontos, para 91,7. Com o resultado, o indicador já recuperou cerca de 72% das perdas observadas entre janeiro (104,2) e abril (59,9), quando chegou ao vale no ano.

O principal vetor da melhora partiu do indicador de demanda prevista, que subiu 9 pontos, para 92,1. O componente de tendência dos negócios também teve acréscimo, de 7,9 pontos, e atingiu os 91,1 pontos.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 4,5 pontos, para 76. O indicador ficou 0,9 ponto acima do observado em julho de 2019, quando estava em 75,1 pontos. O resultado foi puxado pela melhora da percepção da situação atual dos negócios, que avançou 6,2 pontos, para 77,2. O indicador de carteira de contratos subiu 2,8 pontos, para 74,9, mas continua abaixo do nível pré-pandemia.

Nas aberturas, o setor da construção que mais recuperou as perdas registradas durante a pandemia no ISA foi o de preparação do terreno, que opera em 97,9% do nível observado em fevereiro. Em seguida, vêm as edificações residenciais (93,6%), obras de infraestrutura (90,7%), serviços especializados para construção (87,3%) e edificações não residenciais (85%).

“A atividade da construção deu outro passo em direção à recuperação ao nível pré-pandemia. A confiança cresceu, impulsionada pela retomada das obras e por expectativas mais otimistas em relação à demanda. A percepção em relação ao momento corrente já retornou ao patamar de 2019”, avalia, em nota, a coordenadora de Projetos de Construção da FGV, Ana Maria Castelo. “As expectativas têm avançado e o número de empresas apontando crescimento da demanda dos próximos meses já superou o de empresas assinalando queda.”

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção subiu 1,9 ponto porcentual, para 69,9%. Nesta abertura, a maior contribuição partiu da mão de obra, que subiu 2,0 pontos porcentuais, para 71,4%. O NUCI de máquinas e equipamentos ficou estável, de 61,4% para 61,9%.

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