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Consórcios vão gerir resíduos sólidos na Região Metropolitana

Curso Energia Solar Fotovoltaica

Conteúdo abordado

• Conceitos fundamentais da energia solar fotovoltaica.
• Noções de geometria solar, irradiância e insolação.
• Análise de mapas e bancos de dados solarimétricos.
• Funcionamento das células e módulos fotovoltaicos e suas características
técnicas
• Cálculo da energia produzida pelos módulos e sistemas fotovoltaicos.
• Componentes dos sistemas fotovoltaicos autônomos (off-grid): painéis
solares, controladores de carga, baterias, inversores.
• Componentes dos sistemas fotovoltaicos conectados à rede (grid-tie):
painéis solares, inversores e dispositivos de proteção.
• Dimensionamento de sistemas isolados (com baterias).
• Dimensionamento de sistemas conectados à rede elétrica (grid-tie).
• Resolução 482 da ANEEL, solicitação de acesso à rede e requisitos
técnicos das concessionárias.
• Cálculo da energia produzida e análise da viabilidade econômica de um
sistema solar fotovoltaico conectado à rede elétrica.
• Experiências práticas com painéis solares, inversores e controladores de
carga.

Carga horária
• Teoria: 12 horas
• Prática: 4 horas
• Carga total: 16 horas de curso (em dois dias de aulas, normalmente
sexta-feira e sábado)

Público alvo

O curso destina-se a qualquer pessoa que tenha interesse em conhecer a
energia solar fotovoltaica. Pessoas com conhecimentos básicos de
eletricidade têm um melhor aproveitamento do curso, entretanto
a metodologia empregada já foi testada e possibilita um bom nível de
satisfação mesmo para pessoas que não têm conhecimentos técnicos.
• Engenheiros, arquitetos e técnicos
• Profissionais da indústria e comércio
• Representantes e revendedores
• Projetistas e instaladores
• Empreendedores
• Estudantes e professores

Local

O curso é realizado no SENGE/CE – Sindicato dos Engenheiros do Ceara, Rua
Alegre, 1 – Praia de Iracema, Fortaleza, Ceará.

Material fornecido aos alunos
• Apostila do curso – incluída na taxa de inscrição e fornecida aos alunos
durante o curso.
• Planilhas eletrônicas para o dimensionamento de sistemas fotovoltaicos
isolados e conectados à rede elétrica
• Coffee-breaks nos dois dias de curso, nos períodos da manhã e da tarde

Professor

Jose Sydney Ipiranga Junior, Engenheiro eletricista pela Universidade de
Fortaleza, pós-graduado em Gestão de Energia pela ISITEC/AHK,
Conselheiro Câmara
de Engenharia Eletrica CREA/CE, Conselheiro da ABESCO – Associação
Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia, membro do GBC
– Green Building Council, membro da ASHRAE – The American Society of Heating
, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers. Membro da AEE – Association
of Energy Engineers <https://www.aeecenter.org/>, Participou da elaboração
de diversos projetos fotovoltaicos, Especialista em energia solar
fotovoltaica. Ministrou cursos básicos e avançados de energia solar
fotovoltaica em varias instituições.

Certificado

Todo participante receberá um certificado oficial, contendo o nome do
aluno, o título do curso, a carga horária e a data de realização.

Valor do curso (investimento)

Investimento

R$ 660,00 (valor normal, parcelado em até 3x)

R$ 600,00 (pagamento à vista)

R$ 540,00 (associados ao SENGE/CE)

R$ 330,00 (estudantes)

A inscrição inclui:
• Dois dias de aulas com professores especialistas em energia solar
fotovoltaica
• Atividades práticas com apoio de professores e monitores
• Coffee-breaks (manhã e tarde)
• Material apostilado
• Certificado .

Datas e inscrição

Inscrições: (85) 98878-9274 ou institutocdg@gmail.com

Data do Curso: dias 04 e 05/05/2018, das 09 as 17 hs – (16 hs)

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Consórcios vão gerir resíduos sólidos na Região Metropolitana

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A destinação correta dos resíduos sólidos ainda é um dos desafios da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Com o intuito de mudar a situação dos 184 municípios, o secretário Artur Bruno recebeu, na manhã de ontem, prefeitos de nove municípios da Região Metropolitana – Chorozinho, Guaiuba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Ocara e Pacatuba – para assinatura de protocolo de intenção, visando à criação de um consórcio para a Gestão Integrada de Resíduos.

O objetivo é criar Centrais Municipais de Resíduos, onde as cidades possam gerir resíduos de forma compartilhada. Com o equipamento e demais ações de educação ambiental, eles atingiram o Índice Municipal de Qualidade do Meio Ambiente (IQM) e terão garantia de 2% de repasse do ICMS aos municípios.

“No Brasil, nós temos um sistema integrado, entre União, Estados e municípios, nas áreas de educação, assistência social e saúde. Não existe fundo nacional de segurança para o meio ambiente que se integre aos estados e municípios. Por isso, nessas áreas citadas, é mais fácil fazer uma política nacional integrada. O Ceará avançou, alguns anos atrás, quando o governo criou o ICMS ecológico. Os municípios podem receber até 2% do ICMS, dependendo das políticas criadas na área ambiental. Na prática, a gente viu que pouco avançou, pois, os municípios não estavam cumprindo as suas obrigações”, aponta Bruno.

Inicialmente, a Pasta de meio ambiente entrará em contato com 81 municípios e gradativamente com os demais. Apesar dos municípios receberem verbas com a parceria do Estado, a legislação libera, mas não obriga, que a população pague uma taxa de serviço. “Quando a população vê as ações acontecendo, ela adere. Até mesmo não sendo simpático, ela paga. Não estamos obrigando o município a pagar taxa do lixo, estamos colocando a possibilidade aos prefeitos se acharem necessário”.

Nesta quinta-feira (19), quem comparece à sede da Secretaria, para também assinar protocolo, são os prefeitos dos municípios de Cascavel, Beberibe, Pindoretama, Aracati, Icapuí, Fortim, Jaguaruana, e Itaiçaba. Assinado o documento, o município estará apto a atender o Decreto Estadual nº 32.483 de 29 de dezembro de 2017 e terá até cinco anos para construir uma Central Municipal de Resíduos, segundo está previsto no Plano de Coleta Seletiva.

Educação

Conforme dados da Sema, o Ceará só tem seis municípios que acondicionam de forma correta os resíduos em aterros sanitários e cumprem a legislação federal. “Nós temos 310 lixões, quando nem deveria mais existirem. Só 21 municípios fazem algum tipo de coleta seletiva. Todos os 184 deveriam estar fazendo educação ambiental, coleta seletiva, ter centrais de tratamento, fazer logística reversa, entre outras ações. Nós estamos muito atrasados em nível nacional e internacional. Creio que daqui a cinco anos, caso essa pactuação se forme, daremos um salto”.

FONTE: Dário do Nordeste.

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Transformação

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A melhora nas condições de financiamentos habitacionais vinculados ao Sistema Brasileiro de Empréstimos e Poupança (SBPE) deve repercutir em um aquecimento na venda de imóveis novos e usados. A expectativa é da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH). Segundo o diretor executivo da entidade, Felipe Britto Passos, por muitos anos, a Caixa Econômica foi o maior agente financiador de imóveis no Brasil, mas perdeu espaço no ano passado em razão de medidas administrativas que dificultavam a aquisição de imóveis. “Tal ato abriu as portas do mercado para os bancos privados, e, agora, diante de um cenário mais positivo para o País, a Caixa busca retomar essa fatia do mercado”, analisa. De acordo com Felipe Passos, para um país que utiliza financiamentos em escala, a medida da Caixa de reduzir o juro e ampliar o teto no crédito imobiliário é positiva, pois acirrará a concorrência entre os bancos ganhando com isso o consumidor que pretende adquirir um imóvel. “Também ganha o vendedor, que passou a contar com a Caixa como um aliado, pois as novas condições de financiamento possibilitam conseguir adquirir um imóvel com financiamento habitacional.” Adverte, porém, as novas facilidades não exime o consumidor de cautela na conclusão do negócio. Indica a procure de um advogado especialista em direito imobiliário para entender como funciona o financiamento habitacional e avaliar as condições do contrato.

Guardadores

Comum nos Estados Unidos, o costume de guardar pertences com segurança e privacidade se transformou em um negócio que tem ganho espaço no Ceará. Pioneira no serviço em Fortaleza, a MeuBox Guarda Tudo implementou o sistema self-storage há um ano. A versão moderna dos antigos guarda-móveis, rapidamente viu a demanda crescer e levou a novos investimentos da ordem de R$ 200 mil para ampliar o número de boxes e tamanhos.

10 Mais

O Feirão 10+, que reuniu no ano passado as imobiliárias DMV, César Rego e Triiio, volta em segunda edição. Estão juntas novamente 10 grandes construtoras do mercado cearense, ofertando condições especiais de aquisição de imóveis. Será de 3 de maio a 3 de junho, na Praça de Eventos do Shopping RioMar Fortaleza. Cada empresa apresentará seus empreendimentos com preços e formas de pagamento vigentes somente no evento.

Transformação

A tecnologia está revolucionando também a indústria de elevadores a partir de recursos de inovação digital, como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e HoloLens, dispositivo de realidade mista da Microsoft. Nessa perspectiva, a Thyssenkrup lança com a Microsoft uma solução de manutenção preditiva (Max), que reduz pela metade o tempo que os elevadores ficam fora de operação.

Concreto permeável a partir de resíduos O reúso de restos da construção civil tornou-se uma prática importante, sobretudo do ponto de vista da sustentabilidade. O RCD (Resíduo de Construção e Demolição) vem se consolidando e tem atenuando o impacto ambiental gerado pelo setor da construção ou reduzindo os custos para novos produtos. O Nutec, através do Laboratório de Engenharia Civil, desenvolveu uma nova mistura de concreto permeável, mais barato e sustentável, feito com agregados derivados desses resíduos, com características de permeabilidade e durabilidade equivalentes ao concreto poroso convencional, que utilizam agregados naturais. Participaram da equipe de desenvolvimento do produto os estudantes de engenharia George Wyllyans de Oliveira Gomes, João Lucas Medeiros e Gilson de Oliveira Galdino, sob supervisão dos professores doutores do Nutec, Esequiel Mesquita e Ari Clecius.

Fonte: Diário do Nordeste.

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USP terá nova graduação de engenharia, inédita no Brasil, para formar profissional do futuro

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SÃO PAULO – A Escola Politénica (Poli) da USP, que concentra os cursos de engenharia da universidade, anunciou no último dia 5 que lançará um novo curso de graduação, chamado Engenharia da Complexidade.

Se trata de um curso inédito no Brasil, que tem como objetivo fornecer as habilidades necessárias para lidar com os atuais e futuros desafios da engenharia e atenda uma nova demanda de profissionais

Em publicação no Jornal da USP, a universidade explica que o curso “utiliza de maneira integrada conhecimentos de outras áreas da engenharia e da ciência para analisar, compreender e propor soluções para ambientes que reúnem um conjunto diversos de componentes”.

O engenheiro formado pelo curso poderá atuar, segundo exemplo da própria universidade, na construção de um túnel ou viaduto que leve em conta o impacto da obra na economia, na população e no ambiente urbano num geral. Serão formados no curso “alunos capazes de atuar em ambientes multi ou interdisciplinares, um promotor da integração entre as diversas áreas não só da Engenharia, mas do conhecimento científico em geral”.

O curso terá duração de cinco anos e será oferecido a turmas anuais da universidade no campus em Santos, São Paulo. Ainda não existe, entretanto, uma previsão de quando ele entrará oficialmente para a grade de cursos.

FONTE: InfoMoney

 

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Na metade de abril, aporte de açudes no Ceará em 2018 já é o maior em sete anos

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O aporte dos reservatórios cearenses chegou ao volume de 1,5 bilhão de metros cúbicos e se tornou o maior em sete anos. O último recebimento de água expressivo foi em 2011, quando o Estado teve 7,84 bilhões de m³. O valor também já é maior que o do ano passado, que terminou em 1,45 bilhão de m³. Os números são reflexos da boa recuperação chuvosa deste mês.
Em relação a abril, o aporte mensal também é um dos mais expressivos dos últimos anos. No ano passado, abril terminou com 0,40 bilhão de m³ e, em 2018, antes mesmo do fim do mês, este número já chega a 0,98 bilhão, mais que o dobro. Atualmente, o volume hídrico do Ceará está em 13,25%.
De acordo com a Companhia de Gestão e Recursos Hídricos (Cogerh), boa parte deste acumulado do ano é devido às boas chuvas de abril. No fim de março, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) projetou precipitações expressivas para o mês seguinte e abril vêm atendendo e até superando as expectativas.
Da última quinta-feira, 12, para a sexta-feira, 13, o município de Icapuí, distante 204 km de Fortaleza, registrou a maior chuva do ano do Estado e a história da cidade, um volume de 255 mm.
Aporte diário
Segundo a Cogerh, o dados desta segunda-feira, 16, apontam aporte em 85 açudes. O destaques são para os reservatórios Acarape, Angicos, Aracoiaba, Araras, Arneiroz 2, Ayres de Sousa, Banabuiú, Castanhão, Orós, Edson Queiroz, Frios, Jaburu, Pedras Brancas e Pentecoste. O açude tigres deixou o volume morto.
O total de aporte recebido nesta segunda-feira foi 64,63 milhões de m³. 17 açudes cearenses estão sangrando, sendo o último a registrar sangria o Gamaleira, no município de Itapipoca.
FONTE: O Povo.
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Mais seco dos grandes açudes, Banabuiú atinge maior nível em três anos

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Terceiro maior reservatório do Ceará, com capacidade para 1,7 bilhões de metros cúbicos, o açude Banabuiú chegou ao seu maior nível em três anos. Atualmente, o reservatório está com 3,55% de seu potencial hidrológico, segundo último levantamento da Companhia de Gestão e Recursos Hídricos. Desde o começo de abril o volume deu um salto. No primeiro dia do mês, o número era apenas de 0,44%. Passados 17 dias, este percentual subiu 3,11 pontos percentuais.
A mais de um mês do fim da quadra chuvosa em maio, abril vem surpreendendo no quesito precipitações. O município de Banabuiú, local do açude de mesmo nome, teve sua maior chuva do ano entre as 7 horas de segunda-feira, 16, e o mesmo horário desta terça-feira, 17. Choveu 80.6 milímetros no município, o que é importante para o reservatório continuar se recuperando. É importante ressaltar que a situação hídrica ainda é crítica.
Já choveu 250.60 mm em abril em Banabuíu até agora, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Histórico
(Foto: Cogerh)
O Banabuiú esteve praticamente seco ao decorrer dos últimos três anos. Com sua última grande cheia em maio de 2009, quando o volume chegou a 95.6%, o percentual começou a cair a partir de 2011. A última vez em que o reservatório teve volume acima deste percentual foi em 18 de janeiro de 2015.
Em fevereiro de 2017, o nível chegou ao mínimo: 0,39%. Agora, com a expectativa de chuvas acima da média para esta quadra chuvosa e com o mês de abril apresentando precipitações elevadas, o cenário pode voltar a ser de esperança. O Ceará já alcançou o maior aporte de água dos últimos sete anos, um total de 1,5 bilhão de m³.
Os outros três grandes açudes do Estado, Castanhão, Orós e Araras, têm recebido boas recuperações. Atualmente eles estão com 6,85%, 8,81% e 27,19% de volume, respectivamente. Conforme a Cogerh, 20 açudes estão sangrando, 24 estão com volume acima de 90% e 91 com volume inferior a 30%.
Rompimento de barragem

 

No último domingo, 15, vídeo foi divulgado por moradores de Limoeiro do Norte alertando para o rompimento da barragem do Espinho devido a forte pressão de água e o volume de chuvas. A comporta de água é proveniente do rio Banabuiú, já depois de passar pelo açude de mesmo nome. Nas imagens, a pessoa pede para terem cuidado com transtornos que a ruptura venha a causar, como mais atenção em estradas.
FONTE: O Povo
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Senado aprova incentivos para construções sustentáveis

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O Plenário do Senado aprovou em 20 de março o projeto que trata de incentivos fiscais para imóveis construídos com medidas para a redução do consumo de água e para maior eficiência energética (PLS 252/2014). O projeto segue para a análise da Câmara dos Deputados.

O texto determina que a utilização de práticas sustentáveis de construção será incluída como diretriz da política urbana prevista no Estatuto das Cidades (Lei 10.257/2001). Estabelece ainda a divulgação dessas práticas em campanhas junto à população. Segundo a proposta, as novas edificações de propriedade da União devem adotar medidas para a redução dos impactos ambientais, desde que técnica e economicamente viáveis.

Para o relator, senador Hélio José (Pros-DF), a matéria ajuda na harmonia das construções com o meio ambiente e auxilia no combate a questões como poluição e destruição da natureza. O senador afirmou ainda que o projeto aponta para novos padrões de construção e que as medidas de sustentabilidade poderão minimizar os impactos negativos causados pelas construções nos grandes centros urbanos.

— A aprovação desse projeto representa um grande avanço na implementação de uma nova política urbana, que colabore com o desenvolvimento sustentável e com a qualidade de vida dos brasileiros — declarou o senador.

Fonte: Retrofit Engenharia

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Com mix de soluções nas contenções e fundações, prédio na Avenida Paulista vence Prêmio ABEG Sigmundo Golombek

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A Associação Brasileira das Empresas de Projeto e Consultoria em Engenharia Geotécnica (ABEG) anunciou em março o projeto campeão da primeira edição do Prêmio ABEG Sigmundo Golombek, que reconhece projetos de fundações e contenções concluídos entre 2015 e 2017. A iniciativa, que homenageia o engenheiro falecido no dia 11 de agosto de 2017, será realizada a cada dois anos.

O projeto campeão foi o do Grande Ufficiale Evaristo Comolatti, que fica no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, em São Paulo. Executado pela Consultrix Engenheiros Associados, o trabalho teve como principais desafios causar o mínimo possível de deformação às estruturas existentes e transmitir os carregamentos da edificação ao subsolo sem interferir no Metrô de São Paulo, pois o impacto de algum problema nestas instalações poderia causar um grande transtorno ao maior meio de transporte público da maior cidade da América Latina.

O material do subsolo é Argila Porosa Vermelha, típica na região. Três soluções construtivas foram adotadas na contenção. Nos dois alinhamentos e na divisa com o edifício da rua da Consolação foram projetadas paredes diafragma com espessura de 40 cm com quatro linhas de tirantes provisórios. Já na região do shaft de alimentação do Túnel de Sala Técnica, a Contenção foi projetada em Estaca tipo Hélice Contínua ø50cm. Por fim, na divisa dos fundos adotou-se a solução de perfis metálicos implantados em estacas tipo raiz ø 50cm.

Devido a existência dos túneis do metrô, as fundações do edifício foram projetadas geometricamente desviando destas estruturas. Com os comprimentos variando de 43,00 m a 62,00 m, no meio do terreno, foi adotada a solução em estacas escavadas de grande diâmetro com uso de fluído estabilizante. Para os pilares periféricos, com cargas aproximadas de 180 tf, dimensionou-se sapatas apoiadas no solo.

Uma condição para o dimensionamento das estacas é que as mesmas não atingissem o terreno ao lado das paredes dos túneis, com isso foi considerado apenas o atrito lateral das peças abaixo da cota do piso dos mesmos.

As fundações e contenções foram executadas pela Geofix.

Fonte: téchne

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Com estrutura mista, maior torre metálica do Brasil é inaugurada em Minas Gerais

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São 172 metros de altura, 30 pavimentos-tipo em lajes steel deck, oito níveis de garagem (com capacidade para 1.000 veículos), três pavimentos técnicos, 12 pilares mistos de seção circular (pilotis) e costura helicoidal, mezanino e heliponto. Quinze elevadores e um conjunto de equipamentos empresariais, incluindo auditório para 240 lugares e centro de convenção.

O Concordia Corporate Tower chega à cidade de Nova Lima (MG) como referência no setor corporativo e também em tecnologia e modernidade. O edifício, com data prevista de inauguração para 3 de abril e uma área construída de quase 70.000 m² teve projeto de edificação criado pelo escritório Dávila Arquitetura. A opção por uma planta em formato de “estrela”, que se modifica gradualmente a cada andar e define a volumetria, não foi empírica. Cada uma das quatro fachadas de cortina de vidro apresenta um rasgo que se movimenta verticalmente com uma suave inclinação. Durante a noite, esse efeito pode ser visto a longa distância graças ao sistema de iluminação em LED.

Na foto ao lado, os impressionantes 172 m de altura parecem ainda maiores por causa da localização da gleba, topograficamente elevada em relação à cidade. Ao fundo, vista do skyline de Belo Horizonte a partir do heliponto do Concordia

O Concordia Corporate Tower está localizado na confluência da rodovia MG-030 com a Avenida Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra (MG). A equipe de arquitetos tomou como partido a localização do empreendimento.Para potencializar o resultado plástico da torre, optou pelo volume que se altera sobre o eixo ao longo de toda a altura.“O movimento se combina ao espaço aberto na mesma cota da rua, estabelecendo a transição entre o público e o privado de maneira fluida. Essa praça-convite é um espaço que faz ponte entre a monumentalidade da torre e a escala humana”, relata o arquiteto Afonso Wallace. A implantação está alinhada ao conceito de mimetismo do edifício com a cidade, cada vez mais difundido no cenário brasileiro.

Embora pequena se comparada aos gigantes internacionais que beiram os 800 metros de altura, a torre é a mais alta do estado de Minas Gerais e está entre as top five do Brasil. Disputa em pé de igualdade com os espigões da Dubai brasileira, Camboriú (SC). O Epic Center (188 m) e o Millenium Palace (184 m) superam o Concordia Corporate Center em apenas 16 metros. No entanto, quando o quesito é sistema estrutural, a torre mineira é recordista no país, porque a estrutura feita de aço, as lajes em steel deck e as paredes de drywall e sical dão ao empreendimento o status de ser a torre metálica mais alta do país. Topograficamente privilegiado — o edifício está em um dos pontos mais altos da região metropolitana da capital do estado —, tem-se um panorama aberto da paisagem local.

“O movimento se combina ao espaço aberto na mesma cota da rua, estabelecendo a transição entre o público e o privado de maneira fluida. Essa praça-convite é um espaço que faz ponte entre a monumentalidade da torre e a escala humana.”
Afonso Wallace, arquiteto

A fachada espelhada mimetiza as nuances do céu de Nova Lima

A implantação
Localizado na zona de expansão de Nova Lima, no bairro Belvedere, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a torre reuniu o lote de um icônico restaurante aos terrenos vizinhos para compor a gleba que se vê hoje. A iniciativa da Construtora Caparaó foi abraçada pela Tishman Speyer, e então decidiu-se erguer ali uma torre de grande altura. Desafio comum aos edifícios de grandes proporções foi submeter o projeto estrutural às possíveis ações da força do vento. Para isso, como o edifício está numa região enquadrada nas categorias III e IV da NBR 6123:88 — Forças Devidas ao Vento em Edificações, submeteu-se o projeto aos ensaios em túnel de vento (escala 1/400) no Laboratório de Aerodinâmica das Construções (LAC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A implantação do edifício se deu por meio de planta ortogonal posicionada em diagonal — em relação à rua — para permitir a visibilidade das montanhas no horizonte do maior número possível de unidades. A planta- -tipo foi pensada para a ocupação total, ou em frações de até um quarto da área da laje. Cada pavimento pode abrigar até quatro empresas diferentes, e tem, para isso, quatro tomadas de ar. Em trabalho conjunto com o escritório Burle Marx, a equipe da Dávila definiu o projeto paisagístico no nível da rua baseado em espaços híbridos públicos e privados que fazem a ponte entre a rua e o acesso à torre. A praça tem lojas e permite o fluxo adequado e organizado de veículos e pessoas no entorno da torre. A relação em diagonal com a rua, na frente do lote, e consequentemente com o Vale do Sereno, nos fundos, favoreceu aspectos aerodinâmicos do Concordia e o sistema de contraventamento do núcleo rígido.

A superfície unitizada se confunde com o fundo azul, dando aspecto infinito ao Concordia

O escritório Burle Marx desenvolveu a proposta de três ambientes diferentes na cota da rua, chamados de Praça Verde, que recebe os visitantes com uma massa expressiva de vegetação; a Praça das Águas, com espelho d’água que que se estende ao lobby do edifício; e a Praça do Mirante. Esse terceiro espaço funciona como uma plataforma de socialização e estabelece, como o nome diz, um ponto de observação da topografia da região.

O efeito espiral da torre é uma variação de um prisma ortogonal em que os planos horizontais se rotacionam ao longo da altura. A intervenção gera, por meio da extrusão do quadrado de projeção da planta, uma “estrela” única a cada pavimento. A expressão volumétrica marcante do Concordia está justamente nessa característica específica de cada pavimento. Assim, o desencontro entre os dois planos de cada fachada dá origem a uma lacuna, ou fenda visível, que pode ser vista por quem observa a fachada. Essa variação dá uma conotação de cristal facetado ao Concordia, com reflexos variados de acordo com as intempéries. Ao entardecer, as fendas são ressaltadas pelo projeto luminotécnico ancorado num arsenal de LEDs que criam em cada uma das faces um efeito distinto.

Ventilação e fachada
A fenda que se repete em cada uma das quatro faces da fachada não é um recurso meramente estético. Equipada com vedação de lumínio, é por ela que circula o ar entre os pavimentos. Ali está o ponto de alimentação do sistema de ar-condicionado. A fachada envidraçada contorna a torre e garante os ares paramétricos da arquite tura do Concordia . Ligeiramente permeável, o vidro tem o nível de espelhamento ideal, fruto da laminação de vidros da Cebrace com uma película PVB (polivinil butiral). Para quem está no interior do edifício, essas superfícies funcionam como uma lente que filtra a luz externa. No pavimento térreo parte significativa dos vidros é transparente (Guardian), como parte da proposta de integração do edifício com o entorno.

O fechamento da caixilharia é unitizado (Eco Façade da Hydro). Desenvolvido para o mercado brasileiro, o sistema atende às normas locais e garante os melhores níveis de desempenho. Montados na fábrica com vidros e perfis, os painéis garantem instalação rápida com o uso de guindastes fixos nas quatro fachadas. Para a base da torre, optou-se pelo sistema Stick Elegance Mirror, também da Hydro (Sapa), combinado ao sistema Spider (Itamaracá), utilizado nos halls de entrada. Um sistema de brises desenvolvido pela BM Projetos foi aplicado em pontos específicos da fachada, onde era imprescindível a ventilação.

Pela caixilharia, a posição topográfica privilegiada abre os pavimentos-tipo para o skyline mineiro
À noite, a fenda característica da volumetria proposta pela Dávila Arquitetura é evidenciada com o trabalho luminotécnico

No destaque, laje de steel deck e a interface com os pilares de seção circular. Ao fundo, fixação do sistema unitizado de fachada.

Elevadores
A altura elevada do edifício determinou o sistema de circulação vertical. Dividiu-se o conjunto de elevadores em zona alta e zona baixa, para facilitar o fluxo. Os 15 elevadores Thyssenkrupp (Linha Frequencedyne Gold, com cabina New Art Collection e pé-direito interno de 2,80 m) combinados ao elevador hidráulico que serve o heliponto compõem o arsenal para a circulação ao longo dos quase 200 metros.

Topografia e fundações
A principal região de expansão imobiliária de Belo Horizonte está localizada junto a uma encosta. A gleba do Concordia apresenta uma variação de nível de 25 metros, entre a cota da avenida e da rua dos fundos. Paredes de contenções e platôs de assentamento tiveram de ser pensados pela equipe de arquitetos em conjunto com o time de estruturais. As condições topográficas exigiram a definição de um plano em etapas para a implantação das contenções e escavações, com execução escalonada das fundações da parte mais alta para a mais baixa. Para as fundações dos pilares foram utilizadas estacas escavadas com diâmetros que variaram de 80 cm a 180 cm e até 30 m de profundidade. A fundação do núcleo de rigidez foi projetada com estacas do tipo barrete com 1 m de espessura, conformando conjuntos paralelos responsáveis pela transmissão ao solo dos grandes esforços concentrados nessa peça, fundamental para a estabilidade da estrutura. O núcleo que se estende pelos 45 andares do edifício (considerando subsolos, planos intermediários e pavimentos-tipo) é o responsável pela estabilidade do edifício. As estacas barrete têm capacidade para até 4.650 toneladas cada. As soluções de contenções, que em alguns pontos alcançaram 14 m de profundidade, variaram de acordo com as condições locais. Foram adotadas cortinas de estacas em balanço, cortinas de estacas atirantadas, cortinas travadas na estrutura, arrimos à flexão e contrafortes com estacas e tirantes.

A gleba em desnível exigiu trabalho de contenção no corte do terreno junto à rua

Estrutura mista
O embasamento do Concordia tem como elemento-chave a estrutura localizada entre o oitavo subsolo e o térreo, de concreto armado e protendido. O sistema de concreto armado tem trechos de vigas e lajes protendidas moldadas in loco. A partir do pavimento térreo, optou-se por estrutura mista de aço e concreto, incluindo um core (núcleo) rígido de concreto. “Essa solução permitiu concentrar a fundação do núcleo em área pouco maior do que a da sua projeção, como se fosse um prolongamento do próprio núcleo solo adentro”, explica o engenheiro Paulo Bedê, da Bedê Engenharia de Estrutura, responsável pelo projeto estrutural do Concordia.

Durante o ensaio de túnel de vento, já citado, o modelo foi instrumentado com um total de 382 tomadas de pressão. As pressões foram medidas a cada 15º de incidência do vento, girando-se o modelo de 360º, além de quatro ângulos adicionais aos 28 ângulos de incidência do vento, o que resultou em 10.696 registros de pressões.

A circulação vertical da torre (12 elevadores e duas escadas) está alocada junto ao core (núcleo rígido) da torre, além das áreas úmidas de cada pavimento, shafts de instalações, dutos de pressurização e extração de fumaça, compartimentação de segurança contra incêndio e espaços técnicos. A complexidade do programa de necessidade de espaços e sistemas demandou trabalho interdisciplinar entre os projetistas. Devia-se combinar às necessidades programáticas, as condições estruturais do núcleo rígido. O núcleo rígido foi executado antecipadamente com o sistema de fôrmas trepantes (Aquasolis), que eliminou a necessidade de andaimes e viabilizou a construção de 1,5 m verticais por dia, acelerando o ritmo da obra.

Vigas mistas (metálicas associadas às lajes) são a base dos pavimentos-tipo. As vigas são combinadas a 12 pilares mistos periféricos, com diâmetros que oscilam entre 60 cm e 120 cm. Os pilotis de concreto armado ficam próximos à fachada e ligam-se ao núcleo pelas lajes dos pavimentos, formando assim um sistema de contraventamento responsável pelo suporte das cargas gravitacionais.

Conjunto de instalações sob laje de steel deck. Destaque para os pilotis e para a estrutura prévia da caixilharia no lobby

Dificuldade extra para a execução dos pilares periféricos é o fato de que quatro deles são inclinados entre o 8º e o 14º pavimento. A inclinação acompanha a variação nos planos das fachadas. Isso garantiu a conformidade do sistema estrutural com a proposta volumétrica da Dávila para o Concordia, além de assegurar pilares realmente periféricos em todos os pavimentos-tipo, aumentando o espaço útil. Essa solução fez surgir forças horizontais significativas nos níveis dessas lajes, no entanto, esses esforços são conduzidos das fachadas até o núcleo de concreto através do conjunto viga etálica-laje. Como esse equilíbrio de forças é fundamental para a estrutura, utilizou-se o conceito de redundância. Foi considerado que essas forças horizontais são transferidas para as lajes e distribuídas até o núcleo, mas também se verificou a hipótese de a laje não atuar adequadamente e as forças serem transmitidas ao núcleo pela viga, de modo concentrado.

Lajes mistas com sistema steel deck suportam carga por metro quadrado acima do exigido pela norma. A fôrma metálica colaborante do sistema steel deck atua como armadura do concreto e dispensa escoramentos. As vigas metálicas atuam integradas com as lajes, compondo as vigas mistas de “alma cheia”, que vencem maiores vãos com menor altura e menor peso. A interação entre viga e laje se dá através dos conectores de cisalhamento tipo stud bolt.

O sistema estrutural misto na torre ofereceu grande agilidade à montagem, permitindo que a obra avançasse sem depender de concretagens ou fôrmas. As vigas e o steel deck resistem sozinhos à concretagem das lajes, sem escoramento e sem desforma. Após a concretagem das lajes e a solidarização das vigas metálicas com o concreto através de conectores de cisalhamento, a viga mista consegue resistir a cargas mais elevadas, permitindo seções metálicas finais mais econômicas e mais esbeltas. Por outro lado, os pilares em sua fase metálica permitiram a montagem prévia de alguns pavimentos antes da concretagem. No caso do Concordia, três pavimentos da estrutura metálica eram montados de cada vez, sendo fixados inicialmente ao núcleo de concreto através de inseridos metálicos previamente posicionados. Quando o núcleo de concreto atingiu a altura de 23 m, o primeiro lance de 12 m (ou seja, três pavimentos) de pilares metálicos já pôde ser montado. A partir daí, com a execução do núcleo seguindo sempre adiantada, a estrutura seguiu com a velocidade de cinco ou seis lajes por mês.

   

Detalhe do sistema de laje de steel deck, que dispensa escoramento, o que agiliza o processo construtivo. No Concordia foi utilizado o Steel Deck Metform MF-75 Aço ZAR345 espessura 0,8 mm, para vencer vãos de 3,20 m sem escoramento

O grande benefício da estrutura mista aço-concreto, relativamente ao sistema puramente de concreto, ou puramente metálico, é que foi a solução mais econômica e mais interessante para a obra como um todo ao implementar um alto grau de industrialização. Além da rapidez, o uso da estrutura metálica se adequa à necessidade daquelas obras com áreas de descarga e armazenamento reduzidas, como ocorreu no contexto do Concordia. O sistema reduz ainda a produção de entulho, enquanto atende à necessidade de diminuição do impacto na logística no entorno da edificação. Diante do porte da obra, essas questões foram muito importantes, tanto quanto a velocidade da montagem proporcionada pela estrutura metálica.

Quanto aos pilares periféricos da torre, ao serem calculados como mistos, eles tiveram suas dimensões reduzidas, o que permitiu um melhor aproveitamento dos espaços dos pavimentos corridos, o que era de grande importância neste empreendimento.

Em combinação com o núcleo rígido, o sistema misto permitiu que em certo momento da construção, enquanto o núcleo rígido ainda estava sendo erguido, alguns andares de estrutura metálica já eram montados, outros já recebiam as lajes de steel deck e tinham a alma dos pilares concretada e, na parte baixa da torre, em outros andares já eram instalados os módulos de esquadrias com os vidros incluídos e as instalações prediais já eram adiantadas. Ou seja, houve períodos em que praticamente todos os estágios construtivos coexistiram, permitindo que o erguimento do Concordia cumprisse os rígidos e apertados prazos.

Por Gustavo Curcio | Fotos André Nazareth

FICHA TÉCNICA

Nome da obra/edifício Concordia Corporate Tower
Empresa / cliente Tishman Speyer / Construtora Caparaó
Local Nova Lima (MG)
Altura total 172 m
Pavimentos 45
Elevadores 15
Auditório (previsão) 240 lugares
Área do terreno 7.631,67 m²
Área construída 59.217,53 m²
Área média do pavimento-tipo 1.002,34 m²
Pé-direito do pavimento-tipo (piso a piso) 3,96 m
Vagas de garagem 815
Concreto utilizado 19.100 m³
Aço CA-CP utilizado (armações) 1.980 t
Aço na estrutura metálica 1.615 t
Ano do início do projeto 2007
Entrega da obra abril de 2018

FORNECEDORES

Projeto de arquitetura/escritório Dávila Arquitetura
Projeto/Cálculo estrutural Codeme + Bedê Consultoria
Projeto Geotécnico Consultrix e Geomec
Estrutura Metálica Codeme
Proteção da estrutura contra incêndio com argamassa projetada Codeme
Lajes da torre em steel deck Metform
Núcleo rígido de concreto Sistema S.A.E. Aquasolis
Construção Construtora Caparaó
Fachada BM Projetos; Eco Façade (Hydra); Stick Elegance Mirror (Hydro) + Spider (Itamaracá); KBT duplo laminado PVB (Cebrace / Vanceva / Glassec Viracon) Embasamento NP Neutral (Guardian) Elevadores Frequencedyne com cabina New Art Collection (Thyssenkrupp)

Fonte: téchne

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Plenário do Confea se posiciona contra a privatização do Sistema Eletrobras

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No último dia de plenária, os conselheiros foram unânimes ao aprovar  proposta da Comissão de Articulação Institucional do Sistema (CAIS) em que se posiciona contra à privatização da Eletrobras e, consequentemente,  à Medida Provisória nº 814/17 bem como ao Projeto de Lei nº 9463/18.

Segundo o documento apresentado, a Eletrobras é agente protagonista do setor elétrico, sendo a maior geradora e transmissora de energia elétrica do Brasil e da América Latina. Além disso, a Eletrobras é responsável por 52% de todo o volume hídrico dos reservatórios brasileiros, 47% das linhas de transmissão de energia e 70% da capacidade de transformação do país.

O plenário entende que a estatal se constitui como promotora de desenvolvimento econômico e social para o País, representando o ato de privatização uma ameaça à soberania nacional. O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Joel Krüger, destacou a importância desse posicionamento. “Esse é um momento histórico para a Engenharia e para o Sistema ao se posicionar oficialmente contra essa privatização”.

Frente Parlamentar
Durante a primeira reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, realizada em 14 de março, na Câmara dos Deputados, o presidente já havia se manifestado sobre o tema, considerando os desdobramentos problemáticos para a sociedade, o meio ambiente, a Engenharia e os engenheiros brasileiros. “Vamos indicar nomes de representantes do Confea para o grupo de debate sobre a privatização da Eletrobras, uma questão preocupante por conta do entendimento de que água, energia e transporte são questões estratégicas para o desenvolvimento, a soberania e a segurança nacionais.”

O documento aprovado pelo Plenário sugere que haja uma articulação política e ação formalizada desse tema, incluindo posicionamento junto à Frente Parlamentar.

Conselheiros defendem posicionamento

Os conselheiros haviam se manifestado sobre a questão desde o dia anterior, quando havia sido colocada em pauta. Segundo o conselheiro José Chacon de Assis, o Crea-RJ promoverá uma audiência pública sobre o tema no próximo dia 9. “A sociedade civil brasileira está se manifestando o tempo todo sobre a questão, pauta da Comissão Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, do Congresso Nacional. É importante que o Sistema se posicione, entendendo que soberania nacional é uma coisa ligada a emprego”, disse, citando, entre os exemplos de privatização do setor, a Light e a Ampla, no Estado do Rio de Janeiro,  “que trocaram todos os cargos de chefia por profissionais franceses e também importaram equipamentos de outros países”.

O engenheiro eletricista destacou que a medida “mexe com a soberania nacional, com as questões relacionadas à engenharia, ao desemprego. Temos um sistema elétrico nosso, construído e trabalhado por engenheiros brasileiros. Combinando a privatização da Eletrobrás com a desnacionalização das nossas águas, não sei mais o que controlaremos nesse país”.

A deliberação cita que países como França, Alemanha, China, Canadá e Estados Unidos mantêm empresas estatais, consideradas as principais companhas geradoras de energia do mundo.

Plenário se posicionou contra a privatização da Eletrobras por unanimidade
Plenário se posicionou contra a privatização da Eletrobras por unanimidade

O vice-presidente do Confea, eng. eletric. Edson Delgado, também considera que a manifestação do Confea vai colocar em questão a relação entre o setor elétrico e a segurança nacional.  “Temos que mobilizar a engenharia nacional para que nos manifestemos sobre essa situação. A  Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas – ABEE já elaborou um documento nesse sentido”, comentou.

Outro conselheiro a se manifestar na ocasião, o engenheiro agrônomo João Bosco de Andrade ratifica que, “ao se mexer com energia, água”, todas as modalidades do Sistema são afetadas. “Nós não podemos nos furtar de nos posicionarmos sobre a questão do uso da operação das hidrelétricas, como também em relação à da água para o consumo humano, para mãos estrangeiras. Isso mexe com  a segurança nacional”.

Fonte: Confea

 

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