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Luz torna processadores um milhão de vezes mais rápidos – ou quânticos

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Bits fotônicos e bits quânticos

Estados de energia dos elétrons em um semicondutor, setados e alterados com pulsos de luz, podem funcionar como os 0s e 1s não apenas dos futuros computadores eletrônicos e fotônicos, mas também de uma nova vertente de computadores quânticos capazes de funcionar à temperatura ambiente.

Uma equipe de pesquisadores da Alemanha e dos Estados Unidos demonstrou como pulsos de laser infravermelho podem fazer os elétrons transicionarem entre dois estados diferentes em uma fina película de semicondutor – um estado pode ser entendido como o 0 e o outro como o 1.

“Os componentes eletrônicos comuns estão na faixa dos gigahertz, um bilhão de operações por segundo. Esse método é um milhão de vezes mais rápido,” disse Mackillo Kira, da Universidade de Michigan, que liderou a parte teórica do estudo – a parte experimental foi feita na Universidade de Regensburg, na Alemanha.

Isso é excelente para a eletrônica, mas também é rápido o suficiente para resolver um dos grandes problemas da computação quântica, que é a fragilidade dos qubits, que perdem os dados muito rapidamente. Assim, em vez de procurar uma maneira de manter um estado quântico por um tempo maior, a equipe criou uma maneira de fazer o processamento antes que os estados decaiam.

Luz torna processadores um milhão de vezes mais rápidos ou mesmo quânticos
Ilustração dos pseudospins nos estados “para cima” e “para baixo”. [Imagem: Stefan Schlauderer/Universidade de Regensburg]

Pseudospin

O material usado consiste em uma única camada de tungstênio e selênio com uma estrutura de favo de mel. Essa estrutura produz um par de estados nos elétrons conhecidos como pseudospins. Esses dois pseudospins podem codificar o 0 e o 1. Não é o spin do elétron, embora também seja uma espécie de momento angular, o que torna a técnica diferente da spintrônica – ela na verdade faz parte de um campo emergente conhecido como valetrônica, que faz uma ponte da eletrônica com a computação quântica.

Os elétrons são postos nesses estados por rápidos pulsos de luz infravermelha, durando apenas alguns femtossegundos. O pulso inicial tem seu próprio spin, conhecido como polarização circular da luz, que seta os elétrons em um estado pseudospin. Então, pulsos de luz sem um giro (linearmente polarizados) podem alterar os elétrons de um pseudospin para outro e vice-versa.

Tratando esses estados como 0s e 1s comuns é possível criar um novo tipo de processador totalmente fotônico, com velocidades de clock milhões de vezes mais rápidas.

Mas os elétrons também podem formar estados de superposição entre os dois pseudospins. Com uma série de pulsos, pode ser possível realizar cálculos antes que os elétrons decaiam do seu estado coerente. A equipe demonstrou que é possível inverter o valor desse qubit com rapidez suficiente para executar uma série de operações – basicamente, ele é rápido o suficiente para funcionar em um processador quântico.

“O material é relativamente fácil de produzir, funciona em temperatura ambiente e, com apenas alguns átomos de espessura, é compacto ao máximo,” disse o professor Rupert Huber.

O desafio a seguir será demonstrar tudo não usando pulsos individuais para fazer uma coisa e depois outra, mas uma sequências de pulsos de laser para gravar e reescrever os pseudospins.

Fonte: Inovação Tecnológica 

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Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

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Bateria nuclear sem riscos

Seu próximo telefone celular, ou mesmo seu carro elétrico, poderão ser alimentados por uma bateria nuclear, em lugar das baterias de íons de lítio, graças a um avanço feito por pesquisadores russos.

E não é preciso se preocupar, porque a radiação envolvida nessa bateria nuclear é de baixa energia, podendo ser bloqueada até mesmo por uma folha de papel – o invólucro da bateria é mais do que suficiente para torná-la segura.
A tecnologia das baterias nucleares – betavoltaica ou betabaterias – foi de fato usada na década de 1970 para alimentar marcapassos cardíacos, antes de ser superada pelas baterias de íons de lítio, com vidas úteis muito mais curtas, mas também mais baratas. Além disso, naquela época as baterias nucleares ainda não haviam sido miniaturizadas.

A bateria nuclear, que funciona a partir do decaimento beta de um isótopo radioativo do níquel – o níquel-63 – foi criada por uma equipe do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou (MIPT), Instituto Tecnológico de Materiais Superduros e Avançados de Carbono (TISNCM) e da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia (MISIS).

O protótipo fornece cerca de 3.300 miliwatts-hora de energia por grama, mais do que em qualquer outra bateria nuclear do mesmo tipo e 10 vezes mais do que a energia específica das baterias químicas atuais.

Esta é uma foto do protótipo da bateria nuclear, ainda fora do invólucro. [Imagem: TISNCM]
Como funcionam as pilhas e baterias

As baterias químicas comuns, como as pilhas e as baterias de lítio dos celulares, também conhecidas como células galvânicas, usam a energia das reações químicas de redução-oxidação, ou redox. Nessas reações, os elétrons são transferidos de um eletrodo para outro através de um eletrólito, dando origem a uma diferença de potencial entre os eletrodos. Se os dois terminais da bateria forem conectados por um condutor, os elétrons começam a fluir para equilibrar a diferença de potencial, gerando uma corrente elétrica.

Essas baterias químicas são caracterizadas por uma alta densidade de potência – a relação entre a potência da corrente gerada e o volume da bateria. No entanto, elas descarregam em um tempo relativamente curto (pilhas comuns) ou precisam ser recarregadas (baterias recarregáveis). Essa não é uma boa ideia em aplicações como marcapassos cardíacos, porque isso exige cirurgias adicionais, ou pode até mesmo ser impossível, no caso de a bateria estar alimentando uma espaçonave.

Felizmente, as reações químicas são apenas uma das possíveis fontes de geração de energia elétrica – a betavoltaica é outra.

Esquema da bateria nuclear de níquel-63 e semicondutores de diamante. [Imagem: V. Bormashov et al. – 10.1016/j.diamond.2018.03.006]
O que são baterias nucleares?

Uma bateria nuclear pode ser um nome amedrontador, mas a bateria betavoltaica trabalha com materiais semicondutores para converter a energia do decaimento beta em eletricidade.

As partículas beta de baixa energia – elétrons e pósitrons e, possivelmente, neutrinos – emitidas pelo elemento radioativo, ionizam os átomos do semicondutor, criando o mesmo desequilíbrio de cargas visto nas baterias químicas. Na presença do campo estático de uma estrutura p-n – positivo-negativo, a mesma estrutura semicondutora usada para fazer diodos e transistores – as cargas fluem numa direção, resultando em uma corrente elétrica.

A principal vantagem das células betavoltaicas sobre as células galvânicas é a sua longevidade: os isótopos radioativos usados nas baterias nucleares têm uma meia-vida que varia de dezenas a centenas de anos, de modo que sua potência permanece quase constante por muito tempo – em termos práticos, são baterias para a vida toda, ou mesmo para várias vidas.

Embora essa tecnologia fosse conhecida há décadas, agora, pela primeira vez, as baterias nucleares alcançaram uma densidade de energia que as torna competitivas com as baterias químicas.

Observe que as baterias betavoltaicas não devem ser confundidas com os geradores termoelétricos de radioisótopos, usados nos robôs marcianos, como o Curiosity, e na sonda espacial New Horizons, que explorou Plutão e continua em busca de outros corpos celestes nunca vistos. Esse tipo de gerador nuclear converte o calor liberado pelo decaimento radioativo em eletricidade usando termopares, mas com uma eficiência de poucos pontos percentuais. Seu uso prático é limitado na Terra devido ao combustível radioativo, tipicamente o plutônio-238, que impõe riscos à saúde, é difícil de reciclar e pode vazar para o ambiente – a betavoltaica não impõe esses riscos.

As baterias atômicas são diferentes dos geradores termoelétricos de radioisótopos usados em naves espaciais. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Bateria eterna

A nova bateria betavoltaica usa níquel-63 como fonte de radiação e diodos de barreira Schottky feitos de diamante para a conversão de energia. Várias equipes vêm tentando usar semicondutores de diamante para fazer baterias que dispensam recarga, mas ninguém havia alcançado a eficiência obtida agora pelo grupo da Rússia.

O protótipo contém 200 conversores de diamante intercalados com camadas de níquel-63 e camadas de isótopos estáveis de níquel. A quantidade de energia gerada depende da espessura da folha de níquel e do próprio conversor, porque ambos afetam quantas partículas beta são absorvidas.

O protótipo da bateria nuclear alcançou uma potência de saída de cerca de 1 microwatt, enquanto a densidade de potência por centímetro cúbico foi de 10 microwatts, o que é suficiente para alimentar um marcapasso artificial.

A tensão de circuito aberto é de 1,02 volt e a corrente de curto-circuito de 1,27 microampere. A potência máxima de saída, de 0,93 microwatt, é fornecida a 0,92 volt. Como o níquel-63 tem uma meia-vida de 100 anos, essa potência corresponde a uma potência específica de cerca de 3.300 miliwatts-hora por grama, o que é 10 vezes mais do que as pilhas e baterias químicas disponíveis comercialmente.

Existem também tecnologias menos maduras, como um gerador nuclear à base de água, com potencial de substituir as atuais baterias. [Imagem: Kim Kwon et al. – 10.1038/srep05249]
Futuro das Baterias Nucleares

A eficiência alcançada pela equipe russa abre perspectivas reais para o retorno das baterias nucleares às aplicações médicas. A maioria dos marcapassos cardíacos de última geração tem mais de 10 centímetros cúbicos de tamanho e requer cerca de 10 microwatts de energia. Isso significa que a nova bateria nuclear pode ser usada para alimentar esses dispositivos sem qualquer alteração significativa em seu design e tamanho – seriam então “marcapassos perpétuos”, cujas baterias não precisariam ser substituídas ou recarregadas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e eliminando o risco das cirurgias de reposição.

A indústria espacial também pode se beneficiar bastante das baterias nucleares compactas. Em particular, existe uma demanda por sensores externos sem fio autônomos e chips de memória com sistemas integrados de fornecimento de energia para espaçonaves. E o diamante é um dos semicondutores mais resistentes à radiação e aos rigores de temperatura do espaço.

“Os resultados até agora já são bastante notáveis e podem ser aplicados na medicina e na tecnologia espacial, mas estamos planejando fazer mais. Nos últimos anos, nosso instituto teve bastante sucesso na síntese de diamantes dopados de alta qualidade, particularmente aqueles com condutividade do tipo n [negativo]. Isso nos permitirá fazer a transição das barreiras Schottky para estruturas p-i-n [positivo-intrínseco-negativo] e, assim, alcançar uma potência da bateria três vezes maior,” disse o professor Vladimir Blank, coordenador da equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica

 

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Túnel deve ser entregue até dezembro deste ano

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Duas importantes obras em curso na capital cearense, que prometem melhorar a mobilidade urbana, devem ser entregues até o fim de 2018, segundo afirmam as secretarias municipal e estadual de infraestrutura. O túnel longitudinal, construído na Via Expressa, entre as avenidas Santos Dumont e Padre Antônio Tomás, está com 75% de execução, e deve ser entregue em dezembro deste ano.

A obra irá possibilitar a eliminação dos semáforos existentes naquele trecho, tornando a Avenida Almirante Henrique Saboia, de fato, expressa, e permitindo a implantação do corredor Parangaba/Papicu. Segundo os engenheiros da obra, a estrutura superior do túnel já foi executada, e atualmente está sendo trabalhada a laje de fundo (pista em concreto por onde os veículos passarão) e a escavação, para tirar a areia do local e implantar a estrutura do concreto.

A fiscalização da Seinf garante que acompanha cada detalhe do que está sendo feito e que após o fim da escavação, o trabalho já estará mais perto da conclusão. Manuela Nogueira, gestora da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), diz que após a fase estrutural, será feito o acabamento estético. O corredor terá 370 metros de extensão, sendo 74m cobertos, com 4 faixas: duas em cada sentido. Além disso, terá uma ciclofaixa e uma pista exclusiva para o ônibus em cada sentido.

VLT

A titular da Seinf explicou, ainda, que a principal função do túnel “é fazer a transposição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para não ter o cruzamento e o conflito que hoje tem entre esse meio de transporte e a via, consequentemente os carros e ônibus”. Após concluído, o VLT passará por cima do túnel, possibilitando a conclusão da linha que interligará os bairros Mucuripe e Parangaba. “Elas são obras que estão na mesma área e em alguns momentos se cruzam dentro do mesmo canteiro de obras. Mas nosso planejamento é todo casado com o do VLT e eas obras não param”, afirma.

O projeto do VLT que liga o bairro Parangaba ao Mucuripe prevê 13,4 quilômetros de extensão, 10 estações, 12 pontes e 3 passarelas, segundo a Seinfra. Além disso, o órgão relata que o transporte urbanizará áreas de 22 bairros de Fortaleza, se integrando ao sistema de ônibus da Prefeitura. Com o novo trecho sendo construído na Via Expressa, a previsão é que no início de julho deste ano, segundo a Seinfra, quatro estações (São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales e Papicu), passem a transportar passageiros, de forma assistida, até a Estação Papicu, que fará integração com o terminal de ônibus. A Seinfra afirmou, ainda, que o restante da obra, com mais duas estações (Mucuripe e Iate), deve ser entregue até o fim de 2018.

Desde julho do ano passado, o VLT funciona em um trecho com quatro estações (Parangaba, Montese, Vila União e Borges de Melo) por meio de operação assistida. De segunda-feira à sexta, de 6h às 12h, o transporte de passageiros é gratuito.

Alberto Sá

Outro túnel está sendo construído sob a Via Expressa. Com 15% de execução e entrega prevista para julho de 2019, o equipamento está sendo erguido na Avenida Alberto Sá, no bairro Papicu. No local, já foram realizadas a retirada do canteiro central e a desapropriação de 14 imóveis dos 20 previstos, possibilitando o alargamento da via para as obras de infraestrutura. Atualmente, as equipes trabalham na construção dos pilares centrais e nas paredes laterais do novo túnel.

Segundo a Seinf, o equipamento possibilitará a conexão direta da Via Expressa com as ruas Tavares Coutinho e Ana Bilhar, além de permitir a eliminação de quatro semáforos existentes na Avenida. Com 460 metros de comprimento, a laje superior do novo túnel ganhará ainda uma pequena praça. (Colaborou Ana Cajado)

Fonte: Diário do Nordeste

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ALUNOS DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO CRIAM PONTO DE COLETA DE CAIXAS TETRA PAK

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Grupo desenvolveu projeto de placas térmicas para famílias carentes

Alunos do curso de Engenharia de Produção do Instituto Luterano de Ensino Superior – Iles Ulbra Porto Velho divulgaram a criação de um ponto de coleta na instituição a fim de engajar a comunidade acadêmica e ampliar a doação de embalagens tetra pak para contribuir com o desenvolvimento do projeto sustentável de destinação adequada das caixas.

O projeto consiste em reutilizar as embalagens de forma correta e sustentável, permitindo que o que seria dado como lixo seja transformado em revestimento. Para uma das alunas envolvidas no programa, Vera Almeida, a criação da manta é uma exclusividade dos alunos de Rondônia. “Buscamos conscientizar a população sobre a destinação correta do produto e a possibilidade de reciclar aquilo que é extremamente valioso para outras pessoas. Muitas caixinhas reunidas permitem a redução da temperatura interna da residência, evitam a entrada de animais peçonhentos e ainda contribuímos para a preservação do meio ambiente. Todos os alunos que estão envolvidos não sinalizam nenhuma pretensão de ganho financeiro com esse projeto. Queremos que a ideia seja amplamente divulgada, para que várias pessoas possam ser beneficiadas pela ideia e para isso, criamos o núcleo de Porto Velho da ONG Engenheiros Sem Fronteira”, descreveu.

O núcleo de Porto Velho da ONG Engenheiros Sem Fronteira é o primeiro da região Norte a fazer parte da organização não-governamental e visa desenvolver projetos de engenharia com finalidade social com a pretensão de entregar uma unidade por semestre. “O objetivo social é atender comunidades carentes que não tenham condições de morar com qualidade de vida. Pretendemos atender tanto residências na área rural como na urbana de Porto Velho e posteriormente, ampliar para outras localidades. Na segunda unidade estamos projetando também a entrega de uma horta sustentável. É uma forma de aplicar nosso aprendizado sobre sustentabilidade”, afirmou JeorgeSodré, aluno sexto período de Engenharia de Produção da Ulbra.

O projeto de extensão tem a coordenação do mestre e professor José Geraldo da Silva e segundo os alunos, todos os núcleos do Brasil estão buscando referências no núcleo de Porto Velho para implantar em outras unidades do país.

Fonte: News Rondônia

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Chuvas dentro da média não melhoram situação hídrica do Ceará

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Por pelo menos mais um ano, a tarifa de contingência deve continuar em Fortaleza e Região Metropolitana. Medidas de diversificação da matriz hídrica no Ceará, além de intensificadas, devem continuar sendo priorizadas por tempo indeterminado. As precipitações em torno da média histórica não foram suficientes para mitigar a estiagem. Mas, sobretudo, a quadra chuvosa de 2018 ensinou que o Estado precisa aprender a conviver com a seca.

O Ceará registrou uma média de 581,4 milímetros (mm) no último quadrimestre (fevereiro, março, abril e maio). Isso representou um aporte de 2,3 milhões m³ de água no sistema de abastecimento. Alcançando, dessa forma, 3,16 bilhões m³ nos açudes, o que representa cerca de 17% da capacidade total de armazenamento. Os dados foram apresentados em balanço, ontem, com coletiva de imprensa na sede da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Diferentemente do ano passado, a distribuição espacial das chuvas não resultou em um aporte tão significativo na Bacia Metropolitana, explica Eduardo Sávio Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). “Em termos de total de precipitação, foi a maior desde 2012. Nós ficamos na categoria em torno da média, assim como no ano passado, mas a distribuição espacial foi um pouco diferente”. Segundo ele, algumas regiões, principalmente o Sertão Central, ficaram com áreas abaixo da média e, novamente, a região do Coreaú e do Litoral, com chuvas acima da média.

A distribuição se reflete no aporte dos reservatórios, que receberam diferentes níveis de recarga, como explica João Lúcio Farias, presidente da Cogerh.

“É a melhor condição desses últimos seis anos. Há uma situação diferenciada na região mais ao norte e no litoral, que estamos em uma condição confortável para o atendimento às demandas, inclusive da irrigação. Estamos em uma situação crítica no centro do Estado, na Bacia do Banabuiú e no Sertão de Crateús”, destaca o gestor.

A recarga dos grandes açudes, como Orós e Banabuiú, foi aquém do esperado para “ter uma tranquilidade maior para operar os reservatórios”, ele frisa. “Vamos continuar nessas regiões onde a situação é mais crítica, continuar com todas as medidas e a limitação de atendimento a algumas atividades”, projeta João Lúcio Farias.

Levando em consideração que, mesmo dentro da média, as chuvas não resultaram em inflexão na oferta de água, a ideia é “acelerar” processos para desenvolver alternativas de captação, reúso e economia do recurso.

“Nós estamos ainda em uma situação que merece uma atenção especial. Estamos trabalhando em adutoras e alternativas de captação como a dessalinização e o reúso de água”, afirma Francisco Teixeira, titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH).

Além disso, as mudanças deveriam atingir os condomínios habitacionais, por exemplo. “Uma cidade como Fortaleza tem que mudar seu foco de consumo, para todo condomínio captar água da chuva, ter dois sistemas de água. Um com água para dar descarga, para uso geral, e outro para a higiene pessoal. Não podemos jogar água da chuva fora”, enfatiza.

PRAZO

Conforme o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, o prazo de chegada das águas da transposição do São Francisco deve ser por volta de novembro. E não agosto, como prevê o Governo Federal.

SECA

AÇÕES DE CONVIVÊNCIA ADUTORAS

De 2015 a 2017, foram implantados 430,2 km de adutoras, atendendo uma população de 536 mil habitantes.

POÇOS

De 2015 a 2018, 1.184 poços foram perfurados e 1.260 chafarizes foram instalados em ações da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) e da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH).

Fonte: O Povo

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Água do Cocó será usada para abastecer RMF

CIDADE

Em janeiro deste ano, o Governo do Estado sinalizou a possibilidade da utilização das águas da barragem do Rio Cocó, na Capital, para o abastecimento humano da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Cinco meses depois, a ideia está próxima de sair do papel. Segundo o secretário estadual dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, a licitação do sistema adutor deverá ser lançada “nos próximos dias”, depois do firmamento de parceria entre a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

“A ideia é pegar essa água da Barragem do Cocó e levar até o Eixão das Águas, onde ela vai servir para múltiplos usos, tanto na Estação de Tratamento de Água (ETA) Oeste, que é da Cagece, como para uso no Distrito Industrial do Porto do Pecém”, detalha o presidente da Cagece, Neuri Freitas.

A Companhia realizou estudos técnicos de qualidade da água para viabilizar a execução do processo, e o resultado foi positivo. “Toda água bruta tem impurezas, e a do Cocó não é diferente da água do Gavião, do Castanhão ou da barragem do Maranguapinho. Elas não podem ser consumidas naquele estado, mas possuem qualidade suficiente para que a estação de tratamento as deixe no padrão exigido pelo Ministério da Saúde”, afirma Freitas.

A medida integra as ações na tentativa de evitar o colapso hídrico na Capital. A barragem, inaugurada pelo Governo do Estado em junho de 2017, tem como função reter o excedente de água nos períodos chuvosos, promovendo o controle da vazão do Rio e evitando alagamentos em áreas consideradas vulneráveis em Fortaleza. Atualmente, segundo o Portal Hidrológico do Ceará, o Reservatório está com 100% da capacidade.

Uma operação semelhante de bombeamento ocorre na barragem do Rio Maranguapinho desde 2016. Parte das águas do reservatório é retirada para o abastecimento humano da população de Maranguape e do Distrito industrial de Maracanaú. Segundo o secretário Francisco Teixeira, o uso da água de lá começou transferindo 200 litros por segundo, mas já dobrou e hoje opera com 400 litros por segundo.

Contudo, na visão do gestor, é preciso mudar a “cultura do açude” em todo o Estado. Segundo levantamento da Funceme, baseado em imagens de satélite, em 2013, foram detectados 28.195 espelhos d’água no território cearense. Em 2016, esse número caiu 9.303. “Quase 20 mil desapareceram. Isso mostra que o pequeno açude não resiste às grandes secas, e muitos acham que açude resolve tudo”, avalia Teixeira.

Diversificação

Para ele, os esforços e investimentos devem se voltar para adutoras, tubulações e barragens subterrâneas, que protegem a água da evaporação – afinal, segundo o secretário, “o maior consumidor é o sol”. Além disso, defende, é preciso buscar a diversificação da matriz hídrica do Ceará, com a prospecção de novas fontes de água para consumo humano.

Nesse sentido, a Cogerh já elaborou um estudo para aproveitar as águas subterrâneas de dunas entre o Cumbuco, em Caucaia, e o município Paracuru, explorando o potencial dessas formações geológicas do lado Oeste de Fortaleza. “A Cogerh está comprando parte dessa área, já que há dunas loteadas. Já foram adquiridos quase 100 hectares para fazermos um grande parque, e vamos usá-lo como manancial para ajudar a abastecer a Região Metropolitana. Com isto, ao mesmo tempo, podemos preservar e usar, que é o correto a se fazer”, garante Teixeira.

Além disso, está em avaliação a expansão de medidas para a captação de água da chuva, principalmente no litoral de Fortaleza, onde chove com mais regularidade. Outra ação mantida pelo Estado na expectativa de garantir mais segurança hídrica é a construção de poços. Só em 2018, a Sohidra executou 820 instalações. Nos últimos três anos e meio, esse total já chega a 5.335 poços.

Fonte: Diário do Nordeste

 

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Engenheiros da Petrobras debatem ‘mito’ do endividamento e a alta dos combustíveis

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Para debater os efeitos do alinhamento da Petrobras aos interesses do mercado, que resultaram na greve dos caminhoneiros que parou o país nas últimas semanas, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro promovem nesta terça-feira (5) o seminário “O mito da Petrobrás quebrada, política de preços e suas consequências para o Brasil”.

O economista Ernani Torres, professor do Instituto de Economia da UFRJ, aborda a mudança da política de preços dos combustíveis em uma perspectiva histórica. A atual política, adotada a partir de outubro de 2016 pelo então presidente Pedro Parente, resultou não apenas na elevação do preço dos combustíveis, mas também na redução da produção das refinarias e no aumento da importação de derivados (gasolina e diesel), ao mesmo tempo em que a exportação de petróleo cru disparou.

Já o economista aposentado da Petrobras Cláudio Oliveira desfaz o mito de que os atuais níveis de endividamento da estatal teriam fugido do controle, comprometendo a saúde financeira da empresa. Segundo ele, a dívida é compatível com os níveis de investimentos exigidos para a exploração das reservas do pré-sal, mas vem sendo usada como argumento para justificar uma política de desinvestimentos, que dilapida o seu patrimônio por meio da venda de ativos para a iniciativa privada.

O presidente da Aepet, Felipe Coutinho, rebate o argumento de que uma mudança na atual política de livre flutuação do preço dos combustíveis comprometeria a capacidade empresarial da Petrobras. Em nota, a Aepet já havia afirmado que eventual redução nas tarifas dos combustíveis serviria para que a estatal recuperasse mercado perdido para as estrangeiras, e também poderia colaborar para a expansão do consumo, “porque a demanda se aquece com preços mais baixos”.

O especialista em Minas e Energia e Engenharia do petróleo Paulo César Ribeiro Lima vai defender um modelo de produção e refino que esteja a serviço dos interesses nacionais, e não do capital privado, como vem sendo nos últimos dois anos. Ao final, os especialistas responderão a perguntas levantadas pelo público.

O seminário “O mito da Petrobrás quebrada, política de preços e suas consequências para o Brasil” tem entrada gratuita e será realizado a partir das 17h no Clube de Engenharia, que fica na Avenida Rio Branco 124, 20º andar, centro da capital fluminense.

Fonte: Sul 21

 

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“É preciso ter uma cultura da escassez sempre conosco”, diz secretário dos Recursos Hídricos

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| ÁGUA | Francisco Teixeira aponta necessidade de uma educação para convivência com a seca

A água não vem da torneira. Na maioria das vezes, é trazida de muito longe. “Do Castanhão, como está vindo agora, são 200 km de distância de Fortaleza. E virá (da transposição) do rio São Francisco um dia, a 800 km”, adverte Francisco Teixeira, titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH). A situação de disponibilidade de água no Ceará demanda uma mudança na relação da população com o recurso.

Para Teixeira, existe uma “falsa percepção” de conforto hídrico. “Você imagina que nunca vai faltar água e que tem água para sempre só porque ela está saindo da torneira. É preciso alertar para as dificuldades para essa água chegar aos encanamentos”, pondera. A questão está diretamente associada, segundo o secretário, à urbanização e ao modo de viver nos grandes centros.

“Nós precisamos aprender alguma coisa com esses últimos seis anos de seca. No começo dos anos 2000 nós tivemos boas chuvas e açudes muito cheios e aí veio seca, ninguém esperava. É preciso ter uma cultura da escassez sempre conosco. Não se pode pensar que nunca vai voltar água. Nem o Castanhão cheio pode nos tranquilizar”, alerta Francisco Teixeira.

A resolução do problema, além da diversificação da matriz hídrica, está na educação para a convivência com a seca.

“Um trabalho nas escolas seria bom. Eu defendo a criação de uma disciplina nas escolas municipais sobre conscientização hídrica”, diz o secretário.

Conforme o gestor, a água deve ser um recurso que tratado “com muita atenção, parcimônia e zelo em uma região como a nossa, o semiárido”. (Colaborou Ana Rute Ramires)

RMF

TARIFA DE CONTINGÊNCIA

Atualmente, a Cagece capta 8 mil litros por segundo (m³/s) do açude Gavião para tratar e distribuir na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Até 2015, eram 9,5 m³/s, segundo o presidente da empresa, Neuri Freitas.

O consumo por ligação na RMF caiu de 13,72m³ em 2014 para 10,88m³ em 2018. É equivalente ao de 2017, que ficou em 10,81m³.

A tarifa de contingência, que continuará sendo aplicada em 2019, vem sendo acionada desde dezembro de 2015.

Entre janeiro e abril deste ano, a tarifa de contingência, por uso acima da meta de economia, foi aplicada para 241.548 clientes. Foi mais do que no primeiro quadrimestre de 2017 (233.335) e menos do que o período em 2016 (256.357).

Do início de 2016 até abril de 2018, a tarifa especial por consumo extra representou R$ 228,8 milhões de receita para a Cagece. Deste valor, dos R$ 203 milhões efetivamente pagos, o Plano de Segurança Hídrica reservou R$ 98,2 milhões para ações emergenciais.

A RMF tem 978.380 de ligações ativas atualmente. É menos que no ano passado: 987.090 unidades (- 0,88%).

Fonte: O Povo

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Tarifa de contingência continua até junho de 2019, diz Cagece

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As chuvas no Ceará ficaram em torno da média durante a quadra chuvosa deste ano, com o registro de 581,4 mm entre fevereiro e maio, segundo Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Mesmo com o abastecimento garantido para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) em 2019, o cenário ainda preocupa em algumas regiões e, por isso, as medidas de economia de água devem continuar em vigor. Uma delas é a tarifa de contingência na conta de água, que deve ser mantida, pelo menos, até junho do próximo ano. A expectativa da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) é arrecadar mais R$184 milhões com a cobrança.

Conforme balanço da empresa, entre janeiro de 2016 e abril de 2018, a tarifa de contingência arrecadou R$228,8 milhões. Descontados inadimplentes e impostos, o valor líquido somou R$158,5 milhões. Destes, R$98,2 milhões já foram aplicados no Plano de Segurança Hídrica do Estado, com a manutenção e ampliação do sistema de água (R$21,6 milhões), a retirada de vazamentos (R$13,3 milhões) e o combate a fraudes (R$13,8 milhões), por exemplo. Outros R$67 milhões estão em caixa.

A projeção da empresa é que R$73,3 milhões sejam arrecadados em 2018 e mais R$110,7 milhões em 2019. Além dos serviços já mencionados, o montante seria aproveitado, dentre outras ações planejadas, para adquirir uma Estação de Tratamento de Água (ETA) compacta para Maranguape, uma adutora do Eixão das Águas para a ETA de Cascavel e melhorias nos sistemas de água de Horizonte, Pacajus e Chorozinho. A continuidade da taxa para quem exceder o consumo de água foi confirmada pelo presidente da empresa, Neuri Freitas.

Segundo ele, atualmente, a sobretaxa atinge cerca de 25% dos clientes da RMF, índice que representa 241,5 mil contas. Por outro lado, Neuri destaca os outros 75%, ou seja, quase 737 mil clientes que cumprem a meta de utilização. “Hoje, estamos num patamar de 10,8m³ de volume por ligação. Isso representa mais de 20% de redução se compararmos a 2014, quando era de 13,7m³. Nossa expectativa é que se mantenha em 10,8 m³”, afirma Freitas. A tarifa de contingência foi implantada em dezembro de 2015 e passou por reavaliação em setembro de 2016, quando a meta de redução subiu para 20%.

Cuidado

Conforme explica o presidente, a manutenção da sobretaxa se respalda na situação atual dos reservatórios da RMF. Em dezembro de 2015, juntando o Castanhão com os açudes Gavião, Riachão e Pacoti, o volume era de 1,047 bilhões de m³. No último dia 2 de junho, o volume nesses mesmos reservatórios era de 846,2 milhões. “A situação merece cuidado, e manteremos a tarifa até termos um aporte melhor nos reservatórios”, diz.

Para o secretário estadual dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, as indefinições climáticas do semiárido exigem uma “mudança no código de postura” de Fortaleza em relação à água. Ele defende que todo condomínio da cidade deveria captar água da chuva e ter dois sistemas hídricos, um para dar descarga no vaso sanitário e outro para higiene pessoal e consumo humano.

“Quem mora na cidade tem a falsa sensação de que estamos confortáveis, e o processo de urbanização traz isso, a pessoa imagina que nunca vai faltar água. Vivíamos num estado eminentemente rural, mas hoje o semiárido é urbanizado. Quando o cidadão sai do rural para o urbano, ele aumenta em 10 vezes o consumo. Essa questão cultural é importante”, explica, defendendo como necessária uma disciplina escolar específica de convivência com o semiárido.

Além disso, Teixeira afirma que o esgoto doméstico deveria ser tratado para, então, ser repassado para uso industrial. Já o perfil da agricultura cearense deveria ser repensada, embora o método de irrigação por gotejamento deva se tornar obrigatório. “Hoje não porque está contingenciada, mas, em termos normais, a irrigação consome até 70% da água”, diz.

“O setor de recursos hídricos está em alerta amarelo”, qualifica o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, ao descrever que a principal mensagem da estação chuvosa de 2018 é que, embora tenha sido em torno da média, “não estamos em situação confortável”. “Temos que ter vários anos de reposição ou um ano muito excepcional, como 2004, 2009 ou 2011, para nos tirar desse quadro de seca. O cenário climático hoje não é favorável, e existe preocupação já com o próximo ano”, destaca Martins.

Oficialmente, ainda não há prognóstico para 2019. Nos próximos meses, o trabalho será de monitoramento da temperatura das águas do Oceano Pacífico e a verificação ou não da ocorrência do El Niño, fenômeno desfavorável às precipitações no Estado. Segundo a Funceme, em junho e julho, ainda devem ser observadas algumas chuvas provocadas por sistemas conhecidos como Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL), característicos do período da pós-estação chuvosa.

Sem chuvas significativas a partir de agora, a chave da segurança hídrica deve ser a gestão dos 17% de volume atualmente acumulados nos 155 açudes cearenses monitorados pela Cogerh. Conforme o presidente da Companhia, João Lúcio Farias, a bacia hidrográfica com melhor situação é do Coreaú, no Norte do Estado, com 91% de acúmulo. Em seguida, vem a do Litoral, com 82%. A Serra da Ibiapaba também apresentou melhora e está com 39%.

“O que preocupa mais é o Sertão de Crateús, nos Inhamuns, onde choveu abaixo da média. O sistema integrado Jaguaribe-Metropolitano também ficou abaixo das expectativas. Nós vamos iniciar agora o trabalho de planejamento desses reservatórios, mas certamente o Castanhão deverá continuar complementando o abastecimento da RMF”. Segundo Farias, amanhã, haverá uma reunião dos representantes das bacias cearenses para discutir o cenário atual.

Fonte: Diário do Nordeste

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Congresso de Saneamento debaterá desafios das “Cidades do Amanhã”

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Em sua 2ª edição, o Congresso Catarinense de Saneamento, marcado para os dias 6, 7 e 8 de junho, no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Canasvieiras, terá a presença de nomes fundamentais da cena mundial em pesquisa e implementação de projetos do setor e em desenvolvimento sustentável. O principal desafio é debater “Como Serão as Cidades do Amanhã”.

A programação conta com especialistas da Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal, além de pesquisadores considerados referência no Brasil, tratando assuntos como efluentes tratados, controle da poluição, controle e redução de perdas de água, lixo zero, entre outros.

Paralelo ao Congresso, será realizado o 9º Encontro Técnico da Casan, com trabalhos desenvolvidos pelos funcionários da Companhia Catarinense e da Corsan, Sabesp, Sanepar e outras empresas do setor. Haverá espaço também para apresentação de palestras dos expositores e apoiadores da Feira de Saneamento, que ocorre em paralelo e terá mais de 15 estandes.

“Duas ou três décadas atrás, tinha-se a impressão de que problemas relacionados à água e saúde ocorriam em locais remotos, como o Centro da África ou o interior do Nordeste. Hoje percebemos que as maiores adversidades estão nas cidades, em especial nas maiores”, reforça o engenheiro químico Alexandre Trevisan, da comissão organizadora.

O Concasan é organizado pelo SENGE-SC – Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina e CASAN, com patrocínio do Governo de Santa Catarina, Jurerê Internacional, CREA-SC e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). Tem apoio da Prefeitura Municipal da Florianópolis, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES), FIESC, Instituto Lixo Zero Brasil e Cosatel.

Fonte: OCP News

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