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Nova lente de contato traz tela, câmera e sensores para o olho humano

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Tecnologia foi mostrada durante a CES 2020 e promete “aprimorar” as imagens do mundo real, auxiliando portadores de deficiência ou mostrando informações sem que seja preciso tirar o celular do bolso

Uma startup chamada Mojo Vision está desenvolvendo tecnologia para um objetivo ambicioso: criar uma lente de contato inteligente que contenha uma tela, câmera, rádio e sensores, capaz de mostrar ao usuário uma “visão enriquecida” do mundo real.

Segundo a empresa, a tecnologia poderia ajudar portadores de deficiência visual, aumentando a nitidez de uma imagem, destacando objetos na cena ou ampliando a luz para possibilitar que enxerguem no escuro.

Parece coisa de ficção científica, mas parte da tecnologia já existe e foi demonstrada durante a CES 2020. O protótipo, no entanto, ainda é conectado a baterias e processador externos, e não pode ser colocado sobre os olhos. A Mojo afirma que a “tela” usada em sua lente tem resolução de 14.000 PPI (um iPhone 11 Pro tem 458 ppi).

Uma lente de contato inteligente poderia cumprir a visão do Google Glass, mostrando informações úteis no momento certo, sem que seja necessário tirar o telefone do bolso. A empresa afirma que usuários do produto final provavelmente precisarão carregar um acessório que fornecerá a conexão de dados e poder de processamento necessário para o funcionamento das lentes, mas sem o estigma social associado ao Google Glass, por exemplo.

A Mojo espera vender seu produto tanto para consumidores finais quanto para empresas, com as primeiras versões focadas em portadores de deficiência visual. Não há uma previsão de preço para a tecnologia, mas a empresa afirma que espera ter um produto no mercado “em dois anos”.

Fonte: Olhar Digital.

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Brasileiros batizam estrela e planeta de Tupi e Guarani

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Batismo de exomundos

Tupi e Guarani são os nomes escolhidos pelos brasileiros para batizar uma estrela e seu planeta, respectivamente.

O batismo do sistema é resultado da campanha Nomeie Exomundos, que marcou as celebrações dos 100 anos da União Astronômica Internacional. A população de cada país pôde votar em nomes para diferentes sistemas, antes só conhecidos por suas siglas de catálogo.

Antes da seleção, a estrela só era conhecida como HD 23079 e seu planeta como HD 23079B. O sistema planetário está na constelação do Retículo.

No Brasil, uma comissão de astrônomos selecionou 14 pares de nomes populares da cultura nacional. Entre as opções estavam: Arara e Sabiá; Caipora e Curupira; Capitu e Bentinho; Dandara e Zumbi; Iara e Saci e os vencedores: Guarani e Tupi.

De acordo com a Sociedade Astronômica Brasileira, o público pôde participar de todo o processo, desde a seleção dos pares de nomes até a votação.

No Brasil, foram propostos 977 nomes e dados 7.060 votos. Guarani e Tupi, que representam nomes de tribos e etnias indígenas, receberam 15% do total.

Segundo a União Astronômica Internacional, 110 países participaram da campanha e puderam escolher os nomes de 100 planetas e suas estrelas, mobilizando quase 780 mil pessoas em todo o mundo.

Estrelas e planetas com nomes sul-americanos

A população da Argentina nomeou a estrela HD 48265 como Nosaxa, que significa primavera na linguagem Moqoit, e o planeta como Naqaya, um termo também em Moqoit que chama a todos de irmãos, sejam indígenas ou não.

A população da Bolívia nomeou a estrela HD 63765 como Tapecue, que significa caminho eterno em Guarani e representa a Via Láctea, através da qual os primeiros habitantes da Terra chegaram e para onde poderão retornar, e o planeta como Yvaga, paraíso em Guarani.

A população do Chile nomeou a estrela HD 164604 como Pincoya, o espírito da água na mitologia chilena, e o planeta como Caleuche, um navio mitológico que singra os mares ao redor da ilha de Chiloé durante a noite.

A população da Colômbia nomeou a estrela HD 93083 como Macondo, a vila mítica de 100 Anos de Solidão, e o planeta como Melquíades, um personagem do mesmo romance de Gabriel Garcia Marquez.

A população do Equador nomeou a estrela HD 6434 como Nenque, que significa Sol na língua Waorani, e o planeta como Eyeke, que significa próximo no mesmo idioma, porque o exoplaneta está muito próximo de sua estrela.

A população do Paraguai nomeou a estrela HD 108147 como Tupã, um dos quatro deuses principais da cosmogonia Guarani, e o planeta como Tume Arandu, filho de Rupavê e Sypavê, o homem e a mulher pais do Universo, respectivamente. Tume Arandu é conhecido como o deus da sabedoria no folclore paraguaio.

A população do Uruguai nomeou a estrela HD 63454 como Ceibo, a árvore nacional do país, e o planeta como Ibirapitá, outra árvore, também conhecida como Árvore de Artigas, o herói nacional do país.

Fonte: Inovação Tecnológica.

 

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Telescópio espacial distribuído será formado por nanossatélites

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Telescópio distribuído

A Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) deu o sinal verde – e o dinheiro – para o desenvolvimento de um telescópio espacial inovador, diferente de qualquer outro observatório já lançado.

Em vez de um grande telescópio único, o VISORS será formado por uma frota de nanossatélites – também conhecidos como cubesats – trabalhando em conjunto, o que permitirá demonstrar a viabilidade de se alcançar resoluções superiores a qualquer observatório já construído

O Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, se juntará a 10 universidades para detalhar o projeto e construir o VISORS – a propósito, o nome é uma sigla para “óptica virtual de super-resolução com enxames reconfiguráveis”, com os enxames referindo-se a grupos de naves voando em formação autônoma.

“Desvendar os mistérios do Universo geralmente requer descobrir coisas invisíveis ao olho humano por meio de novas tecnologias de detecção e imagem,” disse o professor Farzad Kamalabadi, um dos idealizadores do projeto.

O telescópio demonstrará várias tecnologias inovadoras, incluindo voo de naves em formação de precisão, novas ópticas difrativas (dividindo um único feixe de luz em múltiplos feixes que podem ser focados em diferentes pontos do mesmo eixo), imagens computacionais e alta taxa de transferência de dados, inspirada na 5G da comunicação entre satélites.

A estrutura resultante deverá inaugurar uma nova classe de telescópios espaciais com resolução inédita, permitindo que os pesquisadores investiguem processos astrofísicos em detalhes sem precedentes e, de acordo com Kamalabadi, possibilitem novas descobertas científicas.

Supertelescópio distribuído será formado por centenas de nanossatélites
O telescópio contará com um satélite líder, contendo a óptica difrativa, e outros levando os sensores de imagem. [Imagem: CSL/Universidade de Illinois Urbana-Champaign]

Segredos do Sol

Um dos focos deste observatório espacial distribuído será nossa própria estrela, uma vez que o telescópio terá resolução suficiente para revelar estruturas filamentosas na atmosfera do Sol, conhecida como corona, uma aura de plasma que envolve o Sol e outras estrelas.

O objetivo é coletar informações sobre as origens do aquecimento coronal – Por que a corona é mais quente do que a superfície do Sol? -, uma questão fundamental, porém sem resposta, na ciência espacial e na astrofísica estelar.

Uma das novidades do projeto é a disseminação do conhecimento e sua utilização, desde o princípio, para a formação de novos pesquisadores.

Para isso, estudantes de graduação e pós-graduação participarão de todas as etapas do desenvolvimento, e as novas tecnologias serão demonstradas nas salas de aula das instituições parceiras por meio de um kit de ferramentas de software de código aberto a ser desenvolvido pela equipe. Para o público mais jovem, há um plano para uma demonstração prática do telescópio virtual para uma exibição em museus de ciências.

“Pequenos satélites sempre tiveram um componente de participação estudantil muito forte,” disse Kamalabadi. “Esse aspecto da capacidade de desenvolvimento de pequenos satélites foi planejado pela NSF para oferecer oportunidades para capturar a imaginação dos estudantes em atividades que vão além do que é comum na maioria dos campi e para preparar a próxima geração com as habilidades necessárias para inovar na arena sempre em expansão das tecnologias espaciais.”

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Fios sintéticos finalmente alcançam a força da seda de aranha

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Resistência e tenacidade

Superando o histórico conflito entre alta resistência e tenacidade no design de materiais, pesquisadores alemães conseguiram finalmente fabricar um fio polimérico sintético com propriedades mecânicas raramente vistas fora do mundo natural.

O desenvolvimento promete abrir novos caminhos para o projeto e fabricação de fibras poliméricas biomiméticas fortes e resistentes, úteis em uma ampla variedade de aplicações, incluindo biomedicina, tecnologia espacial e têxtil.

Para a maioria dos materiais sintéticos, existe um equilíbrio excludente entre resistência e tenacidade, uma limitação que representa um desafio tecnológico de longa data, cuja solução promete a criação de novas classes de materiais avançados.

A seda de aranha natural, por exemplo, é tipicamente citada por sua resistência incomparável à deformação (alta resistência) e à fratura (alta tenacidade); no entanto, a capacidade de criar fibras sintéticas que imitem as propriedades mecânicas das fibras naturais das aranhas tem-se mostrado um desafio difícil de superar.

Nanofibras sintéticas individuais, que são simultaneamente fortes e resistentes, já foram criadas a partir de polímeros pelo processo de eletrofiação, mas os fios são extremamente finos e não se mostraram adequados até agora para aplicações no mundo real.

Fios de polímero finalmente alcançam a força da seda de aranha
As fibras sintéticas combinam resistência à deformação e à fratura (alta tenacidade). [Imagem: Xiaojian Liao et al. – 10.1126/science.aay9033]

Seda de aranha artificial

Xiaojian Liao e seus colegas da Universidade de Bayreuth resolveram o problema modificando o processo de fabricação baseado na eletrofiação. Em seus experimentos, eles usaram fios de co-metilacrilato de poliacrilonitrila modificados com uma pequena quantidade de poli(bisazida de etileno glicol (PEG-BA)).

A seguir, os fios foram esticados sob calor e deixados esfriar lentamente sob tensão.

Segundo os autores, esse processo de recozimento alinha as pequenas fibras do fio e as interliga através das moléculas PEG-BA, dando ao fio resultante propriedades comparáveis às da seda de aranha natural.

A equipe pretende partir agora para fabricar quantidades maiores do material e testar seu uso em aplicações reais. O desenvolvimento contou com a participação da química brasileira Juliana Martins de Souza, formada pela Unicamp.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Duas estrelas vão colidir e brilhar mais que qualquer outra no céu

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Colisão de estrelas

Um par de estrelas entrou em uma dança cósmica fatal, que as levará a uma explosão que poderá ser vista da Terra, um fenômeno que não é documentado há mais de 400 anos.

As duas estrelas formam um binário chamado V Sagittae, na constelação de Sagitta (não confundir com Sagitário), e seu brilho aumentou 10 vezes ao longo do século passado. Neste século, elas vão continuar brilhando cada vez mais, até que finalmente se fundam, com sua explosão sendo visível a olho nu.

O binário V Sagittae é composto de uma anã branca, que é o remanescente de uma estrela que esgotou seu combustível, e outra estrela cerca de quatro vezes mais massiva. À medida que as duas se circundam, o plasma é puxado da estrela para a anã branca, fazendo-as aproximar-se.

O professor Bradley Schaefer e seus colegas da Universidade Estadual da Louisiana, nos EUA, examinaram fotos do par de estrelas de 1890 até o presente e constataram que elas estão ficando exponencialmente mais brilhantes desde então.

Duas estrelas vão colidir e ofuscar todas as outras no céu
Onde procurar pela nova estrela – em 2083. [Imagem: Bradley Schaefer]

Quando eles modelaram esse brilho no computador, concluíram que as duas estrelas devem estar se aproximando rapidamente, girando cada vez mais rápido. Os cálculos indicam que as duas estrelas de V Sagittae se esmagarão mutuamente por volta de 2083, produzindo uma enorme explosão.

“O destino de V Sagittae é inevitável. Agende seu calendário,” disse Schaeffer durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana, no Havaí.

Nas últimas semanas de sua espiral fatal uma em direção à outra, a maior parte da massa da estrela normal será sugada pela anã branca, e as duas se fundirão em uma única estrela enorme.

A explosão resultante provavelmente irá ofuscar todas as outras estrelas no céu noturno. Será pelo menos tão brilhante quanto Sirius, que é a estrela mais brilhante, podendo até ficar tão brilhante quanto o planeta Vênus. Esse brilho durará cerca de um mês e então começará a esmaecer.

“Nós não vemos [uma explosão temporária de luz] no céu ficar tão brilhante desde a supernova de Kepler, em 1604,” disse Schaeffer. “Você será capaz de procurar [mesmo] em cidades poluídas pela luz e haverá uma nova estrela lá”.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Dupla solução em aço

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Após anos abandonado, hotel do início do século XX recebe reforço e edifício anexo em aço para reiniciar operação no Rio de Janeiro

Após décadas de abandono, os edifícios que um dia abrigaram o Grande Hotel Bragança no centro histórico do Rio de Janeiro foram inteiramente restaurados e remodelados para ser uma das opções de hospedagem para o público da Olimpíada de 2016. O uso do aço em reforços estruturais e na construção de um novo edifício contíguo foi determinante para que a obra fosse concluída a tempo de receber os turistas.

A recuperação de um patrimônio histórico sem manutenção durante tanto tempo ficou a cargo do escritório A+ Arquitetura, que projetou o retrofit do estabelecimento fundado em 1906, perto dos arcos do boêmio bairro da Lapa.

O projeto incluiu restauro e recuperação de dois prédios existentes – bens preservados pelo Patrimônio Municipal por meio da Lei do Corredor Cultural do Rio de Janeiro – e a construção de uma nova edificação nos fundos. O conjunto foi reinaugurado como hotel 55/ RIO, e, neste ano, passou a sediar o Selina Lapa, primeiro hotel da rede panamenha no Brasil.

De acordo com a arquiteta e sócia do A+, Bianca Bruno, o uso do aço foi fundamental para entregar a obra a tempo dos jogos olímpicos.

Conforme explica Danny Shpielman, diretor da Gerpro Engenharia, empresa responsável pelo gerenciamento da obra, a maior parte da estrutura antiga era de madeira e estava muito danificada pela ação do tempo. “Barrotes e assoalhos de madeira, comidos por cupins, foram inteiramente removidos. Mantivemos apenas as paredes periféricas. Todos os elementos internos, incluindo o poço de elevador e escadas, foram executados em aço”, relembra.

As duas edificações antigas com quatro pavimentos receberam uma nova estrutura em aço com perfis laminados e placas de base.

“Em um primeiro momento, pensou-se em reforçar as paredes externas existentes com concreto, mas o embasamento das edificações é composto por belas paredes de pedra aparente. Uma intervenção em concreto traria um impacto grande”, complementa Bianca. De acordo com a arquiteta, a estrutura em aço permitiu uma intervenção mais discreta e elegante.

O engenheiro Shpielman confirma o acerto na opção pelo aço. “Tínhamos um espaçobastante limitado no edifício histórico. O açopropiciou uma obra mais limpa, com canteiro reduzido e menor geração de entulho”, avalia.

O principal desafio durante a execução, segundo Shpielman, foi garantir a estabilidadedas paredes históricas durante o delicado processo de limpeza e demolições parciais. “Enquanto removíamos os materiais danificados, era preciso escorar as paredes com cuidado. As vigas de aço instaladas cumpriram a função de travar a estrutura como um todo”, define.

Pérgolas instaladas no pátio que conecta os edifícios antigos ao novo prédio.

Internamente, foram realizadas modificaçõesna planta, as quais permitiram a instalação de 14 quartos, de um bar no pavimento térreo e de uma área comum no terraço, de onde é possível observar a paisagem da Lapa e as duas belas cúpulas que coroam a edificação.

Contraste de blocos

Com objetivo de ampliar a capacidade do hotel e dar viabilidade econômica ao empreendimento, um nova edificação foi construída no terreno ao fundo dos prédios restaurados, com oito pavimentos e 106 novos quartos. O anexo foi totalmente estruturado em aço, explica Danny Shpielman, com pilares metálicos e lajes em steel deck. “As peças metálicas do novo prédio foram todas parafusadas no local. A solução com estrutura metálica viabilizou uma obra leve, com menor exigência de fundações. Também permitiu que a montagem fosse realizada de modo simples, com canteiro reduzido, em área de trânsito intenso e difícil acesso para caminhões”, acrescenta o engenheiro. (M.P.)

Sobre a obra

Projeto arquitetônico: a + arquitetura
Área construída: 5.577,57 m²
Aço empregado: 
Edifício antigo: perfis laminados, placas de base e chumbadores de aço ASTM A572 GR50;
Edifício novo: ASTM A572 GR50 e ASTM A36, chapas de ligação ASTM A36, steel deck mf-50 e=0.8mm ASTM A653 GR40.
Volume de aço: 72,8 t
Projeto estrutural: Martifer
Execução da obra: Concrejato
Local: Rio de Janeiro, RJ
Conclusão da obra: 2016

Fonte: CBCA

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Memória preservada

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Demolido para dar lugar a um edifício de lajes corporativas, prédio art déco dos anos 1940 tem fachada original mantida com adoção de estrutura provisória em aço

Por trás da fachada histórica, há um edifício de linhas contemporâneas. Uma passarela em aço liga o prédio a um restaurante, também executados em aço

O projeto do empreendimento Glória 122, no Rio de Janeiro, conseguiu combinar o arrojo dos edifícios comerciais contemporâneos com o visual art déco da primeira metade do século XX. A fachada original do edifício E. G. Fontes foi inteiramente preservada e conjugada à nova edificação – algo que só foi possível com o uso de uma estrutura provisória em aço ao longo do processo construtivo.

Conforme explica o arquiteto Charbel Capaz, do escritório De Fournier e Associados, a ideia inicial era demolir totalmente o edifício dos anos 1940 existente na Rua da Glória. “Não havia tombamento, mas a Prefeitura optou, durante o processo de licenciamento, por preservar as características da fachada. Então, alteramos o projeto, preservando-a enquanto o novo edifício era construído por trás”, explica.

Com a nova concepção, a equipe de projeto passou a trabalhar na perspectiva de transformar um prédio residencial em um edifício de lajes corporativas. “O primeiro passo foi fazer um projeto as built muito preciso, de forma a reunirmos todo conhecimento possível sobre o prédio existente. As imprecisões dimensionais na edificação antiga precisavam ser tratadas em nosso projeto”, analisa Capaz.

Inicialmente, o engenheiro de estruturas Francisco Graziano previu construir a nova estrutura por dentro da antiga para, posteriormente, demoli-la de cima para baixo. “Seria uma solução mais conservadora, mas teríamos problema com o prazo”, afirma.

Foi aí que surgiu a ideia de criar uma estrutura provisória, inteiramente metálica e assentada em fundação específica para ela, que pudesse estabilizar a fachada enquanto o novo edifício fosse construído. “Concluída a nova estrutura metálica, que passaria por dentro do prédio existente, poderíamos iniciar a demolição”, lembra Graziano.

Conforme detalha o engenheiro Fábio Campos, da construtora RFM, os perfis metálicos perfuravam as lajes do prédio antigo e eram criadas chapas de ligação com os pilares. “Abraçávamos os pilares com uma chapa metálica, criando uma grande treliça nas costas da fachada até a cobertura”, descreve.

Solução inovadora, com estrutura provisória em aço, possibilitou preservar a fachada original do antigo edifício

No trabalho de demolição, as ligações entre´fachada e estrutura antiga foram cortadas. “Sacadas da fachada, pórticos de entrada, marquise, platibanda da cobertura e um trecho de 1 m de laje da fachada: tudo isso ficou preservado”, completa Campos.

De acordo com Cláudio Cardoso, da Eleve – empresa que forneceu e montou a estrutura em aço –, a grande treliça metálica foi desmontada à medida que as novas lajes eram grampeadas à fachada. “Foi um trabalho desafiador,que durou cerca de dois meses. Tínhamos conhecimento desse tipo de solução, mas nunca havíamos executado algo assim”, afirma Cardoso.

Para Fábio Campos, não seria possível conceber essa solução sem o emprego do aço. “Além de permitir a desmobilização posterior, a estrutura em aço possibilitou adequarmos as medidas entre os componentes novos e a fachada antiga. Havia muita imprecisão e variações, por se tratar de edificação de muitas décadas atrás”, analisa.

O novo edifício conta com um restaurante em área lateral, instalado sobre um platô de rocha e totalmente estruturado em aço, com fechamentos em vidro. Uma plataforma também metálica, com os perfis aparentes, liga o espaço a um pavimento intermediário do edifício. “A construção em aço permitiu leveza e transparência, dando a impressão de que o restaurante flutua sobre a pedra”, aponta o arquiteto Capaz. (E.C.L.)

Sobre a obra

Projeto arquitetônico: De Fournier e Associados
Área construída: 20.865,16 m²
Aço empregado: ASTM A572 GR50
Volume de aço: 380 t
Projeto estrutural: Pasqua & Graziano
Fornecimento da estrutura de aço: Eleve – Comércio e Montagem de Estruturas Metálicas
Execução da obra: RFM Construtora
Local: Rio de Janeiro, RJ
Conclusão da obra: 2016

 

Fonte: CBCA

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Furnas começa a consorciar energia hidrelétrica com energia solar

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Armazenamento de energia

A partir da instalação de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica no entorno e no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itumbiara, no rio Paranaíba, a Furnas Centrais Elétricas pretende estudar como este tipo de unidade pode ampliar o tipo de energia produzida.

Itumbiara é a maior usina do Sistema Furnas e fica localizada entre os municípios de Itumbiara (GO) e Araporã (MG).

“É uma usina para estudos,” salientou o gestor técnico de Furnas, Jacinto Maia Pimentel. “Vamos armazenar energia gerada através da fonte solar, porque ela só pode ser gerada durante o dia. Para buscar ter um período maior de fornecimento de energia de origem solar, a gente armazena.

armazenamento de energia é feito em baterias eletroquímicas comuns e também através de hidrogênio, gás que pode ser usado para a geração de energia elétrica por meio de combustão ou através de células a combustível.

Baterias e hidrogênio

O projeto básico já foi iniciado e deve ser concluído em 32 meses. “Estamos com 16 meses, no meio do projeto em termos de prazo”, revelou o gestor técnico.

O projeto, que deverá estar pronto em 16 meses, prevê investimentos de R$ 44,6 milhões e é resultado de uma parceria com a empresa Base-Energia Sustentável, associada à Universidade Estadual Paulista (Unesp), à Universidade de Campinas (Unicamp), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Goiás (Senai-GO), à Universidade de Bradenburgo (Alemanha) e à PV Solar.

“Isso facilita a nossa rota tecnológica porque (significa) trabalhar com quem já tem experiência; a gente não fica reinventando o que já foi trabalhado. A gente já vai trabalhar daquele ponto para a frente,” disse Jacinto, detalhando que a Universidade de Bradenburgo fornecerá a experiência no armazenamento de hidrogênio.

Com os equipamentos já entregues, o projeto entra agora na fase de montagem. “São duas fontes de geração solar fotovoltaica. Uma no solo e outra será flutuante, no reservatório,” contou Jacinto. A planta do solo já tem todo o sistema de suporte dos módulos fotovoltaicos montado.

Energia consorciada

A energia solar que será gerada pela usina fotovoltaica será destinada ao sistema de serviços auxiliares da usina hidrelétrica. Essa energia totalizará 1000 kWp (quilowatts pico, unidade de potência associada à energia fotovoltaica), dos quais 200 kWp serão provenientes das placas localizadas no reservatório da usina, que serão interligados aos 800 kWp das demais placas instaladas em solo.

Em junho, Furnas espera realizar o comissionamento da planta, finalizando os testes para colocação da unidade em operação. Serão testados todos os equipamentos e a interligação entre eles. Com isso, a previsão é que até o final de junho, a usina estará funcionando dentro da sua capacidade nominal, permitindo que se iniciem estudos de utilização das energias renováveis em consórcio com a hidrelétrica.

A perspectiva é que, se tudo der certo, esse sistema de geração de energia solar e hidrelétrica poderá ser implantado em outras usinas de Furnas pelo Brasil. “Furnas já estuda uma forma de utilizar as áreas de suas usinas e seus reservatórios para gerar energia solar também,” disse Jacinto.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Cristais de plasma oferecem comunicações com banda extralarga

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Cubo de comunicação

Um dispositivo do tamanho de um cubo de açúcar, feito de material eletromagnético, demonstrou potencial para transformar as atuais redes de comunicação.

Vários países estão construindo sistemas de comunicação futuristas usando ondas eletromagnéticas de alta frequência para transferir mais dados a taxas mais rápidas, mas ainda não existem componentes de rede para lidar com essas larguras de banda mais altas.

Este novo dispositivo miniaturizado só está dando seus primeiros passos rumo ao uso prático, mas já consegue alternar rapidamente a funcionalidade para executar as diversas tarefas necessárias para oferecer suporte a uma rede com frequências acima de 100 gigahertz.

“Essa tecnologia é particularmente interessante porque ela gera múltiplos canais operando simultaneamente em diferentes frequências. Basicamente, isso permite que múltiplas conversações ocorram na mesma rede, o que é o coração das comunicações sem fio de alta velocidade,” explicou o professor Gary Eden, da Universidade de Illinois, nos EUA.

Cristal de plasma

O plasma é um elemento crítico para alternar rapidamente entre funções e frequências, mas os cristais eletromagnéticos à base de plasma usados até agora eram grandes demais para operar em altas frequências. A chave para superar essa deficiência está na criação de uma estrutura com espaçamento entre as colunas de plasma e de metal tão pequenas quanto o comprimento de onda da luz que está sendo manipulada.

Para isso, a equipe desenvolveu um suporte impresso em 3D que serviu como um negativo da rede desejada. Um polímero foi vertido no molde e, uma vez endurecido, os microcapilares com 0,3 mm de diâmetro foram preenchidos com plasma, metal ou um gás dielétrico.

Usando essa técnica de moldagem de réplica, foram necessários quase cinco anos para aperfeiçoar as dimensões e os espaçamentos dos microcapilares, contou o professor Eden.

O dispositivo resultante apresentou chaveamentos rápidos nas características eletromagnéticas dos cristais – como alternar entre sinais refletores ou transmissores com velocidades na faixa de 100 GHz a 300 GHz. Esses chaveamentos são acionados simplesmente ligando ou desligando algumas colunas de plasma, tornando o componente dinâmico e eficiente em termos de energia.

Cristais de plasma oferecem comunicações com banda extralarga
Estrutura dos cristais de plasma. [Imagem: Peter P. Sun et al. – 10.1063/1.5120037]

Uso como sensor

A equipe agora pretende otimizar a técnica de fabricação, bem como o funcionamento do dispositivo.

Enquanto isso, eles já estão de olho em outras aplicações. Por exemplo, o cristal pode ser ajustado para responder às ressonâncias de moléculas específicas, como poluentes atmosféricos, podendo ser usado como um detector altamente sensível.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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Salvar Meia Terra para a natureza afetaria um bilhão de pessoas

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Meia Terra

À medida que os movimentos ambientalistas ganham voz, alguns ativistas estão propondo metas de conservação cada vez mais ambiciosas. Entre as mais destacadas está a proposta de reservar 50% da superfície não oceânica da Terra para a natureza.

Esta proposta, conhecida como “Meia Terra”, juntamente com outras semelhantes, vêm ganhando força entre conservacionistas e formuladores de políticas. No entanto, pouco se sabe sobre as implicações sociais e econômicas para as pessoas da adoção dessas metas.

Por isso, uma equipe do Reino Unido e da Áustria fez a primeira tentativa de avaliar quantas pessoas e quem seria afetado se metade do planeta fosse “salva” para tentar garantir a diversidade dos habitats do mundo.

Judith Schleicher e seus colegas analisaram conjuntos de dados globais para determinar onde o status de unidade de conservação poderia ser adicionado para fornecer 50% de proteção a cada ecorregião: grandes áreas de habitats distintos, como manguezais da África Central, florestas mistas do Báltico, florestas tropicais etc.

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As cidades sábias podem ser uma alternativa para as áreas urbanas. [Imagem: MAtchUP Project/Divulgação]

Justiça ambiental

Mesmo evitando, sempre que possível, “pegadas humanas”, como cidades e terras agrícolas, os resultados sugerem que uma estimativa conservadora para aqueles diretamente afetados pela Meia Terra seria superior a um bilhão de pessoas, principalmente vivendo em países de renda média.

Muitas nações ricas e densamente povoadas no Hemisfério Norte também precisariam ver grandes expansões de terras com status de conservação para chegar à meta de 50% – isso poderia até mesmo incluir partes urbanas de Londres, por exemplo, dando à proposta um quê de irrealismo.

Os autores do estudo argumentam que, embora uma ação radical seja urgentemente necessária para o futuro da vida na Terra, questões de justiça ambiental e bem-estar humano devem estar na vanguarda do movimento de conservação.

“As pessoas são a causa da crise de extinção, mas elas também são a solução. As questões sociais devem desempenhar um papel mais proeminente se quisermos oferecer uma conservação eficaz que funcione tanto para a biosfera quanto para as pessoas que a habitam,” disse Judith Schleicher, da Universidade de Cambridge.

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Infelizmente a Lei de Moore não se aplica ao mundo real. [Imagem: Domínio Público]

Consequências para o ser humano

A ideia de uma Meia Terra reservada para a natureza foi popularizada pelo biólogo Edward Wilson em seu livro de 2017 com o mesmo nome. Mais recentemente, um “Acordo Global para a Natureza” – visando uma proteção de 30% até 2030 e 50% até 2050 – foi endossado por várias organizações ambientais.

No entanto, essas propostas têm sido ambíguas quanto a “formas e localizações exatas” do que deve ser conservado, afirmam Schleicher e seus colegas.

Com base em suas análises, a equipe estima cautelosamente que 760 milhões de pessoas se encontrariam vivendo em áreas com novo status de conservação: um aumento de quatro vezes em relação aos 247 milhões que atualmente residem em áreas protegidas.

A equipe pede aos defensores da Meia Terra, e a todos os que apoiam a conservação baseada em áreas, que “reconheçam e levem a sério” as consequências humanas – tanto negativas quanto positivas – de suas propostas.

“Viver em áreas ricas em habitat natural pode melhorar a saúde mental e o bem-estar. Em alguns casos, as áreas protegidas podem proporcionar novos empregos e renda através do ecoturismo e da produção sustentável,” afirmou Schleicher. “No entanto, no outro extremo, certas formas de ‘fortalezas’ de conservação podem ver as pessoas deslocadas de seu lar ancestral e negar acesso aos recursos de que dependem para sua sobrevivência”.

“A falta de consideração das questões sociais levará a políticas de conservação que são prejudiciais ao bem-estar humano e com menor probabilidade de serem implementadas. Precisamos ser ambiciosos diante das crises ambientais. Mas é vital que as implicações sociais e econômicas em nível local sejam considerados se quisermos enfrentar os fatores que motivam a perda de biodiversidade. A vida de muitas pessoas e a existência de diversas espécies estão nos dois lados da balança,” finalizou Schleicher.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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