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Painel mede perda de investimento em ciência e tecnologia no País

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Cientistas e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançaram, nesta quinta-feira (22/06), no campus da instituição, na Praia Vermelha, zona sul do Rio, um contador digital inédito no País denominado tesourômetro com o objetivo de revelar ao público, minuto a minuto, as perdas do financiamento federal voltado para as áreas de ciência e tecnologia, nos anos de 2016 e 2017, em relação a 2015.

A inauguração do painel marca o lançamento da campanha de mobilização pública “Conhecimento Sem Cortes”, uma iniciativa que reúne, além de cientistas e professores universitários da UFRJ, também estudantes, pesquisadores e técnicos de universidades e institutos de pesquisa para alertar sobre a crise por que passa o setor no país.

Segundo a presidente da Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj), Tatiane Roque, o setor de ciência e tecnologia do País vem perdendo cerca de R$ 500 mil por hora em investimentos federais desde 2015. “São perdas graves. Até porque há estudantes nas nossas universidades que não têm como se manter sem a bolsa fornecida pelo governo federal. Eles precisam não só dela, mas também dos alojamento, do bandejão, e de toda uma infraestrutura que está sendo afetada pelos cortes que estão ocorrendo também na infraestrutura básica de pesquisas. A pesquisa científica precisa de investimentos em material, em reagentes, precisa de laboratórios e também de pessoal para continuar a exercer seu trabalho.”

Roque alertou que “está sendo perdida toda uma geração de pesquisadores, na qual o governo investiu nos últimos anos, seja na universidade, nos cursos de mestrado e doutorado, bastante dinheiro, e que hoje estão com dificuldade de continuar a suas pesquisas”. Segundo ainda a pesquisadora, “a pesquisa científica é cumulativa e o que está se perdendo agora não se pode recuperar no futuro”.

Para ela, “se estamos passando por uma crise no modelo econômico e de desenvolvimento, o que nós precisamos é justamente que se faça o contrário, que se invista em pesquisa, em formação de quadros, em pensadores que nos levem a sair dela [da crise]”.

Os responsáveis pela manifestação avaliam que até 2015 o orçamento para o setor era da ordem de R$ 7 bilhões, e que tenha caído este ano para algo em torno de R$ 5 bilhões.

Agência Brasil/Colaborou Tâmara Freire – Repórter do Radiojornalismo

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Senge-RS celebra 75 anos debatendo rumos da engenharia nacional

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Em celebração aos 75 anos da fundação do Senge-RS, o presidente da FNE, Murilo Pinheiro e o presidente do Crea-RS,  Melvis Barrios Junior, abriram hoje, ao lado presidente do sindicato, Alexandre Wollmann, o seminário “Tecnologia, Inovação e Soberania”.

Voltado a ampliar, com foco em cases da indútria nacional, a reflexão sobre a educação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, o seminário busca destacar o investimento nessas áreas como meio para que o país deixe a condição de dependente da exportação de commodities. Wolmann apresentou o evento lembrando a necessidade de debater o grandes problemas e desafios que o Brasil enfrenta hoje e que atingem grandes empresas nacionais como a Petrobras. A Engenharia busca olhar para suas próprias experiências, êxitos e dificuldades para enfrentar os desafios atuais.

Murilo destacou a importância da mobilização da engenharia por soluções e saídas da crise atual no Brasil e explicou os papéis do programa Cresce Brasil, da FNE, e as dinâmicas do movimento Engenharia Unida, liderado pela federação e que reúne academia, conselhos, sindicatos de trabalhadores e patronais e empresas na retomada do crescimento.  Ele defendeu a união dos engenheiros e profissionais da área tecnológica, convidando os participantes do seminário a integrarem o movimento. Sobre o modo de atuar em conjunto para enfrentar a delicada situação brasileira sob crise política e econômica, Murilo lembrou que as ideias discutidas no seminário, somadas aos debates nacionais e regionais do movimento Engenharia Unida, podem subsidiar propostas factíveis para o País, buscando a volta do protagonismo do engenheiro para a defesa e fortalecimento da soberania nacional.

Para traçar um panorama, as entidades organizadoras do seminário convidaram especialistas em temas de grande participação da Engenharia, como a construção civil, a pesquisa agropecuária, a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas e os rumos do pré-sal. Alguns cases relacionados à importância do investimento na área foram incluídos com destaque, começando pela aula magna proferida pelo engenheiro Ozires Silva, que trata do Desenvolvimento da Indústria Nacional apresentando o exemplo, sob sua gestão, da Empresa Brasileira e Aeronáutica (Embraer), em São José dos Campos.  Também compuseram a programação dos exemplos brasileiros os engenheiros  Luiz Antonio Antoniazzi (Case Cientec), Bernadete Radin (Case Fepagro) e  Ricardo Maranhão (Case Petrobrás)

Para o presidente do Crea-SP, o conhecimento tecnológico é um  grande diferencial no mundo atual. Por isso, a engenharia e a tecnologia constituem um caminho possível para o desenvolvimento  e o posicionamento do Brasil na economia mundial. Os temas do seminário demonstram, na sua visão, o comprometimento da engenharia com as necessidades nacionais.

O evento também aborda o papel das fundações estaduais de pesquisa tecnológica para o desenvolvimento, a qualidade do ensino da Engenharia, sua relação com a pesquisa aplicada e a tecnologia, bem como o papel dos parques tecnológicos neste cenário. Do mundo acadêmico e tecnológico foi representado pelo geógrafo  Iván G. Peyré Tartaruga, da Fundação Economia e Estatística (FEE). os professores. Mauricio Mancio, Eduardo Giuglian (Anprotec)i,  Renato Oliveira (Anprotec) e Carlos Moraes (Unisinos). Murilo relatou no seminário a proposta do Isitec, que oferece cursos de graduação em Engenharia e Inovação, contribuindo para novas abordagens do ensino de engenharia. Wollman destacou a participação dos jovens, como as futuras gerações da engenharia nacional a contribuir na superação dos desafios enfrentados hoje.

O seminário ocorre  no teatro do Prédio 40 da PUCRS.

Confira também o video sobre o Senge-RS 75 Anos

 

Redação FNE, com informações e fotos de Paula Bortolini

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Engenheiros e empresários debatem Soluções Smart para a indústria

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O VII Simpósio Internacional de Excelência em Produção, promovido pela parceria da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer) e a Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha (VDI Brasil), terá foco especial no debate das Soluções Smart para a Indústria

O evento será composto por palestrantes que apresentarão casos de sucesso de manufatura digitalizada, e discutirão o potencial das soluções inteligentes nas pequenas e médias empresas.

Agendado para 28 de Junho, das 13 às 17h, na Expoville (a Rua XV de Novembro, 4111 – Joinville/SC), este encontro concentrará executivos de alto nível, além de atrair um público formado por engenheiros, empresários, presidentes e diretores de grandes empresas, representantes de entidades de classe, políticos, acadêmicos, imprensa e demais interessados na Engenharia.

Os nomes dos palestrantes e dados da programação estão públicados no site da VDI Brasil 

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Minas Gerais tem primeira fazenda de energia solar por assinatura

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Uma fazenda sem produção agrícola, mas que produz energia solar em João Pinheiro, região Noroeste de Minas Gerais, é a proposta da Empresa Brasileira de Energia Solar (Ebes). “Há projetos similares no país. Só que o nosso diferencial é a comercialização de cotas, como se fosse uma assinatura, para o consumidor comercial”, diz o diretor de novos negócios da empresa, Rodolfo Molinari.

Ele explica que é como se o consumidor comercial alugasse uma parte da usina. A energia é conduzida normalmente pela distribuidora, que no caso é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e entregue aos contratantes do modelo. “Portanto, poderemos atender onde a Cemig opera a rede. A conta de energia vai chegar normalmente, só que vai ser abatida a cota contratada, da mesma forma como acontece com quem tem uma usina de geração de energia solar em casa atualmente”, diz.

Há dois planos, o básico, com monitoramento online de geração e consumo de energia, sem carência e fidelidade. E o plus, que além do que é oferecido no plano básico, tem desconto de 10% por mês no valor cobrado pela Ebes. Para isso, é necessário cumprir o contrato de 24 meses.

Conforme o diretor, a primeira usina de 1 megawatt (MW) já foi finalizada e aguarda autorização da Cemig, o que deve acontecer no próximo mês. O investimento feito pelos acionistas foi de R$ 5,5 milhões.

A usina ocupa uma área de 2,5 hectares e tem capacidade para produzir 2.100 megawatts/hora (MWh) de energia por ano. Segundo Molinari, a unidade deve atender de cem a 150 clientes comerciais, de pequeno e médio portes.

Projeto maior

O próximo passo será a viabilização de uma segunda usina na mesma fazenda, com previsão de funcionamento em dezembro deste ano. Entretanto, os planos são mais ambiciosos. O diretor conta que, num prazo de três anos, devem ser viabilizadas cem usinas de 5 MW, com investimentos de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões. “Como serão usinas maiores, poderemos atender de 500 a 750 comerciantes”, diz.

Molinari diz que a ideia é que a maior parte das cem usinas seja em Minas Gerais. “É um Estado bem propício para isso, com boa luminosidade, em especial nas regiões Noroeste e Norte”, observa.

As placas solares na fazenda são divididas em lotes. Para saber quantos lotes o comerciante tem que alugar para que a energia atenda sua empresa, é necessário uma cotação, que é feita com base na conta de luz. “Traçamos o perfil com base no histórico dos últimos 12 meses da empresa. Caso num determinado mês haja sobra, ela se torna crédito”, diz. Uma das forma de fazer a cotação é pelo site www.fazendasolar.com.

Conta cara

A energia elétrica é considerada cara por 80% dos consumidores brasileiros. É o que mostra pesquisa do Ibope encomendada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 142 municípios no país, no último mês. Conforme o levantamento, 69% dos brasileiros querem ter o direito de escolher seu fornecedor de energia elétrica, como hoje ocorre na área de telecomunicações, e acham que isso ajudaria a baixar as tarifas. “Já existem projetos de lei no Congresso que preveem a portabilidade da conta de luz”, observa o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros.

O governo planeja abrir uma consulta pública para discutir mudanças no modelo regulatório do setor elétrico ainda neste mês. A ideia é lançar uma discussão com a sociedade sobre sugestões de aperfeiçoamentos das regras.

Via Jornal O Tempo, por Juliana Gontijo

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Preço da energia solar residencial cai 12% em um ano

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Hoje, se uma residência de classe média com quatro moradores instalar um sistema de energia solar que atenda suas necessidades – normalmente um equipamento com capacidade entre 2.5kWp a 3kWp -, pagará algo entre os R$ 16.000 a R$ 22.500, dependendo do Estado em que está localizada e das dimensões do sistema. Este é um dos dados que traz o estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica”, que teve seus resultados preliminares apresentados na semana passada.

Produzido pelo Instituto de Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal) e pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ), o estudo ouviu 350 empresas de energia solar que atuam no Brasil para traçar o cenário do mercado nacional.

A acentuada queda nos preços praticados é um dos destaques do trabalho. Para sistemas de até 5 kWp, o que abrange toda a faixa residencial, o custo do kWp no Brasil está em R$ 7500 – no último estudo este valor era de R$ 8500. Trata-se de um preço competitivo ao que se encontra em outros países, como Chile e Estados Unidos. Os valores são ainda menores para sistemas de grande porte, acima de 100 kWp, com o custo atual de R$ 5.570 o kWp.

“A queda nos preços tem sido uma constante nos últimos anos e deve continuar por mais algum tempo. Mesmo que o custo dos equipamentos estacione, já que existe um limite para a redução do valor da tecnologia, a maioria das empresas brasileiras tem apenas dois anos de atuação e devem conseguir baratear seus serviços quanto tiverem mais experiência e escala”, explicou Philipp Hahn, diretor adjunto da AHK-RJ.

Solar é mais barata que se pensa

Ainda predomina a noção de que instalar um sistema de energia solar é algo fora da realidade dos brasileiros e que seria um investimento muito alto. Porém, ao saberem o real custo, muitas pessoas ficam positivamente surpresas.

“Sempre ouvi dizer que era caro, mas o preço não é tão elevado se você avaliar a economia que será gerada. Minha conta de energia era em torno de R$622,00. Atualmente está R$278,00. Em períodos de inverno paguei R$132,00”, afirmou Reinaldo Silva, funcionário público que possui um sistema em sua casa em Niterói.

“Ainda existe uma mentalidade de que a energia solar é algo para o futuro, que envolve um custo proibitivo. Quando na verdade, se você colocar no papel o investimento versus a economia gerada na conta de energia percebe que já é uma opção viável economicamente”, explica Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da ENGIE Solar, uma das principais empresas do setor.

Além da economia, existe a satisfação de gerar sua própria energia de forma sustentável. “Investi em solar por acreditar que é uma forma inteligente de obter energia elétrica com mínimo de degradação ao meio ambiente e em segundo plano por dar maior autonomia no consumo sem ter que preocupar com aumento de tarifas da concessionária. Minha conta de energia era de R$ 180 e está agora em R$ 22. Já estou recomendando para amigos”, diz o gestor de tecnologia da informação Juliano Tavares, morador de Goiânia.

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Por 10 a 9, oposição rejeita reforma trabalhista na CAS

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Numa virada inusitada, a oposição derrotou o governo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Por 10 votos contrários a nove, foi rejeitado o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) à reforma trabalhista-sindical (PLC 38/17). Assim, em votação simbólica, foi aprovado o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS).

Importante destacar que a CAS é a segunda comissão de mérito, cujo aspecto central é o mundo do trabalho. Isto vai pesar bastante relevante quando a matéria chegar ao plenário.

A reunião começou com certo atraso, sob a presidência da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), que não permitiu que as lideranças sindicais que compareceram à comissão acompanhassem os debates que antecederam a votação do projeto. Ríspida, a presidente tomou tal decisão unilateralmente.

Mais uma vez, a oposição pontuou os aspectos amplamente negativos do projeto, aprovado pela Câmara, mas que o relator apenas chancelou, como fez na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Eufemisticamente, o governo diz que o projeto “adequa” e “atualiza” a legislação trabalhista às novas relações de trabalho, quando na verdade, o projeto demole o Direito do Trabalho, a legislação trabalhista e a Justiça do Trabalho.

Conteúdo do projeto
O projeto chegou à Câmara dos Deputados, enviado pelo Executivo, com a previsão de alterar sete artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Saiu da Casa com 117 artigos modificados. Trata-se, pois, de ampla “reforma” na CLT. O texto revoga dispositivos da CLT e propõe, entre outras medidas:

1) definir o que seja grupo econômico;

2) descaracterizar como tempo à disposição do empregador o período em que o empregado estiver no seu local de trabalho para a realização de atividades particulares, sem qualquer espécie de demanda por parte do empregador;

3) dar nova configuração à hierarquia que deve ser obedecida para a aplicação da norma jurídica;

4) estabelecer que o sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato;

5) permitir que o prazo prescricional de cinco anos se dê ainda na vigência do contrato;

6) dispor sobre a prescrição intercorrente, que ocorre na fase de execução do processo, para que se dê somente após 2 anos;

7) prever a majoração do valor da multa pelo descumprimento da regra de anotação do registro de trabalhadores nas empresas;

8) estabelecer que o tempo in itinere, por não ser tempo à disposição do empregador, não integrará a jornada de trabalho;

9) fazer modificações ao trabalho em regime de tempo parcial, para estabelecer que somente os contratos com jornada de até vinte e seis horas semanais poderão ser objeto de horas extras, o mesmo não se aplicando aos contratos de trinta horas semanais;

10) permitir que empregador e empregado, de comum acordo, possam extinguir o contrato de trabalho;

11) permitir o ajuste da jornada de trabalho por outros meios de compensação, desde que ela se dê no mesmo mês e que a jornada não ultrapasse o limite de dez horas diárias;

12) tratar da desnecessidade de autorização específica pelo Ministério do Trabalho para liberação do trabalho da 8ª à 12ª hora em ambientes insalubres, como no caso do trabalho de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem nos hospitais;

13) permitir que, quando houver necessidade de horas extras por motivo de força maior ou em casos urgentes por serviço inadiável, as horas extras laboradas que extrapolarem o limite legal não precisarão ser comunicadas ao Ministério do Trabalho;

14) regrar o teletrabalho;

15) determinar que a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho;

16) permitir que os trinta dias de férias anuais a que o empregado tem direito possa ser usufruído em até três períodos;

17) definir e tarifar danos extrapatrimoniais;

18) disciplinar quando a empregada deverá ser afastada das atividades consideradas insalubres;

19) prever que os horários dos descansos previstos para a mãe amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, deverão ser definidos em acordo individual entre ela e o empregador;

20) tratar da contratação do autônomo;

21) regulamentar o contrato de trabalho intermitente;

22) permitir que o empregado com diploma de nível superior e que perceba salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social possa estipular cláusulas contratuais que prevaleçam sobre o legislado, nos mesmos moldes admitidos em relação à negociação coletiva;

23) criar regras no tocante às obrigações trabalhistas, quando da venda de uma empresa ou estabelecimento;

24) estabelecer que as importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário;

25) determinar que as despesas relativas à concessão de assistência médica pelo empregador não constituem base de cálculo para integrar o salário de contribuição;

26) prever que os requisitos para caracterizar a identidade de função não mais observarão a “mesma localidade”, mas “o mesmo estabelecimento empresarial”;

27) permitir que o empregador reverta seu empregado que esteja ocupando função de confiança ao cargo efetivo, sem que esse ato seja considerado alteração unilateral do contrato de trabalho;

28) definir que não será mais exigida a homologação sindical da rescisão dos contratos com mais de um ano de vigência, mantida a obrigatoriedade de especificação da natureza e do valor de cada parcela paga ao empregado no ato rescisório, sendo considerada válida a quitação apenas em relação a essas parcelas;

29) regulamentar a eleição do representante das empresas com mais de duzentos empregados;

30) eliminar a obrigatoriedade da contribuição sindical;

31) estabelecer, não como exceção, a regra da prevalência da convenção coletiva e do acordo coletivo de trabalho;

32) determinar que não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, vedando, desse modo, a ultratividade;

33) reconhecer que as condições ajustadas em acordo coletivo de trabalho prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho;

34) reduzir a litigiosidade das relações trabalhistas por meio do estímulo à conciliação extrajudicial;

35) traçar limites às interpretações proferidas pelo TST, com a implementação de requisitos mínimos para a edição de súmulas e outros enunciados de jurisprudência;

36) prever como responsabilidade da parte sucumbente o pagamento dos honorários periciais, “salvo se beneficiária da justiça gratuita”.

Além da CLT, o projeto altera a Lei 6.019, de 1974, para definir o que seja a prestação de serviços a terceiros, permitindo a sua contratação para a execução de quaisquer de suas atividades; garantir aos empregados das empresas de prestação de serviços as condições de trabalho que especifica; impedir que a pessoa jurídica, cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, possa figurar como contratada.

Modifica também a Lei 8.036, de 1990, para adaptar a legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço à hipótese de extinção do contrato de trabalho e permitir expressamente a possibilidade de movimentação do saldo disponível na conta vinculada do trabalhador que teve o contrato extinto. E altera a Lei 8.212, de 1991, para ampliar as despesas que não integrarão o salário de contribuição.

Tramitação
Agora, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) completa a “obra” do mercado. Na quarta-feira (21), sob a relatoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o colegiado debate o projeto para, na próxima quarta-feira (28), votá-lo.

A previsão, depois de a CCJ apreciar a matéria, é o plenário analisa-lo antes do recesso parlamentar, que começa no dia 19 de julho.

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Audiência Pública debate importância estratégica da Engenharia

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O desafio de retomar o desenvolvimento nacional, com saídas imediatas para a crise brasileira, vai exigir do País um grande esforço de valorização da sua Engenharia. As obras paradas, as políticas que reduzem a contratação de conteúdo local nas licitações do petróleo e a falta de investimento em infraestrutura vão na contramão das soluções debatidas pela Frente Parlamentar Mista da Engenharia. Pelo contrário, as restrições ao desenvolvimento aprofundam a crise e preocupam legisladores e profissionais. Estes serão assuntos discutidos em Audiência Pública convocada para a próxima quarta-feira (21), às 14h30, pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, à pedido do presidente da Frente Parlamentar, Ronaldo Lessa.

O vice-presidente da FNE, Carlos Abraham, integrante da mesa, levará as preocupações e as contribuições da federação que apontam para a importância estratégica da Engenharia para reversão do quadro de estagnação econômica. Desde 2006, a FNE tem mobilizado a Engenharia nacional e nas regiões para o diagnóstico e apresentação de propostas factíveis para problemas estruturais, através do projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento. Este ano, com o agravamento da situação política e econômica do País, e seus impactos sobre os engenheiros, a FNE vem liderando o movimento Engenharia Unida, com encontros e articulações pelo desenvolvimento nos vários estados brasileiros. O movimento tem subsidiado, a partir desses debates,  atividades legislativas e plataformas de ação da Frente Parlamentar.

A audiência reunirá, além de deputados e senadores, as entidades FNE, Fisenge, Abimaq e Confea. E terá transmissão online a partir das 14h30 no link da e-Democracia.

Redação FNE

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BNDES aprova R$ 1,03 bilhões para parques eólicos no CE e BA

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,037 bilhão para construção de três parques eólicos nos estados da Bahia e do Ceará, com potência total de 311,3 megawatts (MW). Os tomadores do empréstimo são os grupos EDF, Enel e Aliança, esta última subsidiária da Vale e da Cemig Geração e Transmissão. Com essas novas unidades produtoras, a região Nordeste dá continuidade a um projeto iniciado há quase duas décadas na geração de energia a partir de fontes renováveis, com a eólica.
De acordo com o BNDES, os empreendimentos darão prioridade à utilização de equipamentos nacionais e deverão gerar em torno de 3 mil empregos diretos e indiretos durante as obras, além de abrir novas oportunidades para mão de obra especializada, no momento em que forem iniciar a produção. Os parques eólicos serão construídos nos municípios de Mulungu do Morro e Campo Formoso, na Bahia; e de Icapuí, no Ceará, quase na divisa com o Rio Grande do Norte que, atualmente, é o principal produtor de energia do Brasil, liderando essa matriz energética renovável desde 2012.

Pioneirismo
O Ceará foi um dos pioneiros no desenvolvimento de parques eólicos, graças à constância dos ventos que sopram em todo o nosso extenso litoral, sendo um dos principais produtores do Brasil. Mas, nos últimos anos acabou perdendo essa posição para o Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul e a própria Bahia.

Este novo financiamento pode elevar o desempenho da indústria que trabalha com a geração de energia a partir dos ventos, no Estado, uma vez que a própria Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), tem um Núcleo de Energia, que trabalha fortemente essa questão das renováveis, uma vez que o potencial eólico e fotovoltaico (solar) do Ceará é muito grande e a eletricidade representa uma dos principais custos para as indústrias.
As condições financeiras do banco para o setor eólico envolvem apoio de até 70% dos itens financiáveis, com custo 100% vinculado à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), praticada nas operações da instituição. Além disso, o banco poderá avaliar a subscrição de até 100% de debêntures de infraestrutura emitidas pelo projeto.

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Adoção do BIM (Building Information Modeling) é discutida no Crea-DF

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Na ultima terça-feira (30/05) aconteceu no auditório do Crea-DF a palestra sobre adoção do BIM (Building Information Modeling) no Brasil, que foi aberta pelo diretor da empresa Pro-Systems, Tiago Brito.

Durante o evento foram discutidas as ações que o Governo Federal, empresas privadas e instituições de ensino estão promovendo para a absorção da tecnologia BIM pelo mercado de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), incluindo tópicos sobre a importância da atualização tecnológica de instituições do governo e das empresas privadas.

E ainda, as vantagens do uso do BIM em obras, através do melhoramento da qualidade e assertividade dos projetos, reduzindo custos e prazos. O Deputado Federal, Júlio Lopes que pertence a Comissão de Desenvolvimento Urbano, esteve presente e abordou o Projeto de Lei em tramitação que torna obrigatória a exigência do BIM em todas as obras públicas.

O parlamentar acredita que adotar a modelagem pode ser a saída para acabar com as obras que ficam inacabadas por problemas diversos e a ineficácia na gestão orçamentária. “Para uma gestão pública efetiva e transparente, é imprescindível modernidade e eficiência na gestão de obras nos níveis operacionais, táticos e estratégicos”, completou Julio Lopes.

Também estiveram presentes o Cel. do Exército Brasileiro, Washington Luke que fez um breve panorama da realidade do BIM no Brasil e destacou sua experiência na implantação do BIM na instituição. O Professor da UnB, Antonio Carlos Miranda que destacou a interligação do processo BIM com as novas tecnologias de inteligências artificiais, gerando uma infinidades de possibilidades e melhorias no processo. Além do gerente de Projetos da Terracap, Giuliano Magalhães Penatti, do diretor da empresa Topocart, Fábio Savastano, do Engenheiro da empresa Autodesk, Pedro Soethe e representando a Receita Federal, Paulo José da Silva Júnior.

Fonte: Crea-DF

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