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Conheça as ações da Unimed Fortaleza no combate à pandemia de Covid-19

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará, mantem uma forte parceria com a Unimed Fortaleza, com  mais de 4.300 vidas, entre sindicalizados e seus dependentes, que passaram a se beneficiar do plano de saúde. Neste tempo de pandemia, conversamos com o presidente da Unimed, Elias Leite, para saber quais são as ações que vêm sendo tomadas em atenção aos pacientes do plano, no combate à COVID-19.

“Na Unimed Fortaleza, temos tido um aumento no número de internações, o que nos mostra que a situação é ainda muito preocupante e que é preciso que seja mantido o isolamento social. Segundo previsões feitas pelo nosso setor de epidemiologia, com base em estudos estatísticos, ainda não atingimos o pico da doença, que deve chegar por volta do dia 24 ou 25 de maio. Contudo, esse aumento já era esperado, por isso nos antecipamos e nos preparamos para atender nossos clientes da melhor forma possível”, revelou o presidente da Unimed, Elias Leite.

Em relação ao atendimento dos pacientes, inicialmente a Unimed Fortaleza estabeleceu uma padronização dos protocolos e fluxos de atendimentos e de tratamento a usuários com sintomas gripais. Foi reestruturado ainda o atendimento de emergência e pronto atendimento em toda a rede própria, com redesenho dos fluxos nas emergências, destinando áreas específicas para atendimento de pacientes com sintomas respiratórios.

“Para aumentar o número de leitos no Hospital Unimed, foram redirecionados os atendimentos das áreas de obstetrícia, pediatria e alguns procedimentos da oncologia para outras unidades assistenciais da rede própria e credenciada. Foi construído também um hospital de campanha no estacionamento do Hospital Unimed com 44 leitos, já equipados com oxigênio, para uso exclusivo de pacientes em tratamento para Covid-19. Além disso, foram criados mais leitos de UTI. Porém, reforçamos que é ainda essencial que se mantenha o isolamento social para que não haja um aumento desenfreado do número de casos e consequentemente da demanda por atendimento médico”, destacou Elias Leite.

Quanto a contratação de novos profissionais, a Unimed Fortaleza tem feito um redimensionamento e uma readequação e, quando necessário, aumentando o quadro, com mais de 400 novos profissionais já contratados. Além disso, atualmente, quase 700 colaboradores da área administrativa foram direcionados para trabalhar na modalidade home office.
Nas unidades da rede própria, a Unimed Fortaleza realizou várias adequações e medidas para reforçar o atendimento dos pacientes com Covid-19.

Hospital Unimed
• Alterações estruturais na Emergência do Hospital.
• Suspensão de cirurgias eletivas.
• Transferência dos serviços de Obstetrícia para o Hospital Gênesis.
• Redirecionamento dos pacientes internados na Pediatria para o Hospital São Camilo.
• Restrição ao fluxo de visitantes no Hospital Unimed, com objetivo de atender as normas de precaução, restringindo as visitas aos pacientes internados.
• Construção de um Hospital de Campanha com capacidade 44 leitos como forma de aumentar a capacidade estimada de utilização de leitos no Hospital Unimed.
• Redirecionamento do tratamento oncológico do Hospital Unimed para a unidade Pinto Madeira, Clínica Pronutrir e Hospital São Camilo.
Clínicas Unimed
• Readequação do atendimento na rede própria de clínicas. As unidades da Bezerra de Menezes, Oliveira Paiva, Parangaba e Maracanaú funcionam como pronto atendimento sem hora marcada, com o objetivo de apoiar o atendimento à emergência do Hospital Unimed.
• Clínica Bezerra de Menezes: atendimento adulto e pediátrico de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h e, aos sábados, das 8h às 12h;• Clínica Oliveira Paiva: atendimento adulto e pediátrico de segunda a sexta, das 8h às 18h e, aos sábados, das 8h às 12h;• Clínica Parangaba: atendimento adulto de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h e, aos sábados, das 8h às 12h.• Pronto Atendimento em Maracanaú adulto e pediátrico das 7h às 22h, de domingo a domingo.• Manutenção dos atendimentos considerados indispensáveis, como: seguimento de gestação de alto risco/ final de gravidez e receitas de uso contínuo ou controladas na Clínica Aldeota, localizada na Rua José Vilar.
Laboratórios Unimed
• Suspensão do atendimento eletivo no laboratório do Hospital Unimed Fortaleza.
• Unidade do laboratório da 13 de maio destinada para atendimento exclusivo do Covid-19.
Para os seus clientes, a Unimed Fortaleza criou a Central Coronavírus 24h (0800 940 7800), um canal de atendimento realizado por um médico 100% apto para orientar com as devidas recomendações, além de ter disponibilizado um serviço de telemonitoramento dos casos suspeitos e confirmados de Covid–19 realizado pela Medicina Preventiva.
Para a população em geral, a Unimed Fortaleza tem realizado várias ações com foco na conscientização da importância do isolamento social, dos cuidados com higiene e do uso de máscaras por todos. Seguem abaixo algumas dessas iniciativas:
• Criação de um hotsite completo com orientações sobre a Covid-19. O endereço para acesso é: unimedfortaleza.com.br/coronavirus.
• Disponibilização da Roberta, assistente virtual presente no WhatsApp e site, como um canal de informação e tira-dúvidas sobre o coronavírus para toda a população.
• Criação do Informe Unimed Fortaleza no IG TV, programa semanal com os assuntos mais atualizados sobre o coronavírus e atuação da Unimed Fortaleza.
• Veiculação de informe publicitário divulgado em TV aberta, durante horário nobre, com mensagem do Presidente da Unimed Fortaleza e posicionamento da Unimed Fortaleza sobre o atendimento neste momento de pandemia.

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ENTREVISTA COM O JUIZ DO TRABALHO RONALDO FEITOSA

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Todos os trabalhos em defesa dos profissionais são conduzidos à Justiça do Trabalho. O Senge-CE conversou com o juiz e presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 7ª Região (Ceará), Ronaldo Feitosa, que compartilhou como as ações estão sendo conduzidas.

SENGE: Em meio a essa pandemia, como estão as ações em defesa dos trabalhadores e o atendimento às entidades sindicais?
A Justiça do Trabalho continua atuando com muito dinamismo mesmo sem as audiências presenciais e com as dificuldades do momento. O trabalho vem sendo realizado com boa produtividade. Em relação ao atendimento aos sindicatos, estamos dando prioridade à apreciação dos pedidos de urgência. Dentre as principais demandas das entidades, estão a antecipação de tutela para fornecimento de EPIs, habilitação do Seguro Desemprego e alvará para a liberação do FGTS.

SENGE: Quais são as principais recomendações do senhor para os trabalhadores que estão passando por demissões ou redução de salários nesta época de pandemia?
Penso que o melhor caminho é que os trabalhadores que se sintam prejudicados em alguma medida busquem o Sindicato de sua categoria, para que este, se for o caso, possa adotar todas as medidas que se façam necessárias no caso concreto, para resguardar os direitos desse trabalhador, inclusive eventualmente ajuizar reclamação trabalhista em face da empresa.

Pelo lado do empregador, entendo que o mais importante, neste momento, é que os empregadores, antes de tomarem a decisão de demissão dos seus empregados, possam adotar outras medidas menos drásticas, a exemplo de suspensão dos contratos de trabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, antecipação de feriados, banco de horas etc, nos termos previstos nas medidas provisórias nº 927 e nº 936.

SENGE: Por meio do seu trabalho, como vem buscando resguardar os trabalhadores em meio a esta crise?
Os magistrados e servidores da Justiça do Trabalho do Ceará estão todos em teletrabalho, sendo que todas as atividades dos estagiários, servidores, juízes e desembargadores continuam sendo realizadas normalmente, à exceção de ato que demande a presença das partes e advogados, como audiências trabalhistas e sessões presenciais. Contudo, a partir do próximo dia 4 de maio, as audiências e sessões poderão ser realizadas por meio de videoconferências.

SENGE: Como têm sido os resultados dos profissionais que atuam em defesa dos trabalhadores nesta época?
Até o dia 30/4, foram realizados 89.422 atos processuais, entre sentenças, decisões, despachos, alvarás, mandados, ofícios, notificações, certidões e cartas precatórias, além da liberação de R$ 17.331.831,95 por meio de alvarás judiciais e R$ 11.110.950,82 por meio de precatórios.

Em relação às decisões judiciais, muitas delas são referentes a concessão de liminares para obrigar as empresas a fornecerem equipamentos de proteção individual (álcool 70%, máscaras, luvas, entre outros) aos trabalhadores que se encontram trabalhando, especialmente naquelas atividades chamadas essenciais e que estão submetidos a um risco maior de contágio da covid-19, decisões estas muitas vezes requeridas pelos Sindicatos das mais variadas categorias profissionais. Além disso, neste período de isolamento social, estão sendo proferidas muitas decisões judiciais para liberação de FGTS e habilitação no seguro-desemprego.

SENGE: Neste Dia do Trabalho, o senhor poderia deixar uma mensagem a todos os trabalhadores?
A mensagem que deixamos para os trabalhadores, no plano pessoal, é que mantenham a calma e a serenidade, obedeçam às recomendações das autoridades sanitárias de saúde, permanecendo no isolamento social, somente saindo de casa em situações absolutamente necessárias, utilizem os equipamentos de proteção individual, sobretudo quando saírem para a rua ou estiverem trabalhando fora de casa.

No plano profissional, recomendo que fiquem atentos à defesa dos seus direitos trabalhistas, especialmente quando forem realizar alguma negociação individual com o empregador. Havendo dúvidas jurídicas no momento da eventual negociação individual, é sempre importante que o trabalhador busque orientação jurídica do seu Sindicato e/ou um advogado de sua confiança, para que tome a melhor decisão possível no resguardo dos seus direitos.
Por fim, desejo a todos os trabalhadores brasileiros, especialmente aos cearenses, que mantenham a esperança em dias melhores e que cuidem da sua saúde física e mental, para que possam atravessar este difícil momento da melhor maneira possível.

DESTACAR ESSA FRASE COMO NO INFORMATIVO ANTERIOR:
“Havendo dúvidas jurídicas no momento da eventual negociação individual, é sempre importante que o trabalhador busque orientação jurídica do seu Sindicato e/ou um advogado de sua confiança, para que tome a melhor decisão possível no resguardo dos seus direitos”.

“Precisa calcular o salário? Confira a dica!”

Saiba como fica seu salário com a redução de jornada ou suspensão do contrato. O DIEESE criou um aplicativo bem fácil de manusear, por meio do qual o empregado fica sabendo qual será a repercussão em seu salário, em caso de redução de jornada com redução de salário ou em caso de suspensão de contrato de trabalho.

É só conferir no site: https://www.dieese.org.br/calculadoramp936/

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Em tempos de pandemia, Sindicato dos Engenheiros atua fortemente em defesa de seus associados

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Em tempos de pandemia, as dificuldades para o trabalhador brasileiro aumentaram consideravelmente. O coronavírus, além de sufocar o sistema de saúde e acabar com muitas vidas, trouxe imensuráveis prejuízos à nossa economia, assim como de outros países afetados, aos mercados de trabalho e à estabilidade emocional e financeira de muitas famílias.

No Brasil, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia, como revelou levantamento feito pelo Sebrae divulgado no início de abril.

Enquanto os profissionais da saúde lutam para salvar vidas, outros trabalhadores investem esforços para proteger os empregos. O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE), durante a quarentena determinada pelo governo, continua apoiando os seus associados por meio da assessoria jurídica prestada pelo advogado Vianey Martins, que em home office vem oferecendo assistência aos filiados da entidade. “Neste período, as empresas remeteram vários acordos de redução de jornada de trabalho ou de suspensão de contrato de trabalho. Os acordos são analisados no mesmo dia. Mesmo no período de vigência da liminar que exigia a chancela sindical em todos os acordos, a direção do Senge-CE não criou obstáculos para que os acordos prosperassem”, ressaltou o advogado da entidade.

Os associados que estão precisando de apoio e orientações em relação à sua situação trabalhista podem entrar em contato com o Senge-CE. A entidade não está cobrando taxas e honorários para analisar os acordos. Atualmente, as orientações aos empregadores seguem as medidas previstas na MP 936/2020;

I) Para os empregados que ganham até R$ 3.135,00: a empresa e o empregado assinam o acordo individual e comunicam ao Senge-CE pelo seguinte e-mail sengece@gmail.com, e o sindicato apenas acusa o recebimento.
II) Para os empregados que ganham entre R$ 3.135,00 e R$ 12.202,10: a empresa deve assinar e enviar pelo e-mail o acordo coletivo de trabalho para ser assinado pelo sindicato, devendo informar nome do empregado, função e salário, além da qualificação completa da empresa e de seu representante que assina o instrumento coletivo.

As consultas à assessoria jurídica do Senge podem ser feitas pelo e-mail: sengece@gmail.com ou pelo número de telefone (85) 9.9751.0010

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NOTA SITUAÇÃO ATUAL DA REDE UNIMED

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A Unimed Fortaleza comunica que, na última semana, houve um aumento no número de pacientes internados no Hospital Unimed. Só neste sábado (25), foram internados 13 pacientes em UTI, sendo 11 precisando de ventilação mecânica. Os números apontam que a situação é ainda muito preocupante e que é preciso que seja mantido o isolamento social. Segundo previsões feitas pela cooperativa, com base em estudos estatísticos, ainda não atingimos o pico da doença, que deve chegar na segunda quinzena de maio. Atualmente, o Hospital conta com 111 pacientes internados, entre suspeitos e confirmados para Covid-19. Na rede Unimed como um todo, somando Hospital Unimed com as demais unidades de saúde da rede credenciada, são cerca de 223 pacientes internados (suspeitos e confirmados) clientes Unimed Fortaleza.

Apesar do número crescente, a Unimed Fortaleza esclarece que se antecipou e se preparou para atender seus clientes da melhor forma possível. Para aumentar o número de leitos no Hospital Unimed, foram redirecionados os atendimentos das áreas de obstetrícia, pediatria e alguns procedimentos da oncologia para outras unidades assistenciais da rede própria e credenciada. Foi construído também um hospital de campanha no estacionamento do Hospital Unimed com 44 leitos, já equipados com oxigênio, para uso exclusivo de pacientes em tratamento para Covid-19. Além disso, foram criados mais leitos de UTI. Atualmente, o Hospital conta com 74 leitos de UTI adulto, sendo 60 voltados para Covid-19.

Com todas as mudanças realizadas, foi possível aumentar o número de leitos no Hospital Unimed para o atendimento de pacientes infectados com o coronavírus. Assim, a Unimed Fortaleza informa que está preparada para atender seus clientes. Contudo, alerta que, para isso, é importante que se mantenha o isolamento social para que não haja um aumento desenfreado do número de casos e consequentemente da demanda por atendimento médico.

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A força maior e o Coronavírus

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Em tempos de pandemia, alguns empresários estão se valendo da força maior para motivar as rescisões de contratos de trabalho, sem medir as consequências nefastas que tal proceder acarreta aos trabalhadores.

Dispensando-se maiores digressões hermenêuticas, revela-se de clareza solar a percepção de que as empresas não podem se utilizar das disposições contidas na Consolidação das Leis do Trabalho para reduzir as verbas devidas aos empregados nos casos de rescisões imotivadas do contrato de trabalho.
Força maior, segundo o Dicionário Houaiss, é o “poder ou razão mais forte, decorrente da irresistibilidade do fato que, por sua influência, impeça a realização de obrigação a que se estava sujeito”.
Ocorre que, ao se reportar à força maior, a CLT delimitou seus contornos, a fim de evitar a profanação deste instituto, afastando o oportunismo costumeiro nas relações de trabalho, sobretudo quando se trata de abater as aves mais fracas do ringue laboral. Assim, reza o tão vilipendiado texto do Estatuto Obreiro Consolidado:
Art. 501 – Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente.
(…)
Art. 502 – Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte:

(…)

II – não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão sem justa causa;
(….)
Assim, para efeito das relações de trabalho, talhadas sob a égide da CLT, o fenômeno da força maior sofre poda em seu conceito amplo. A CLT só admite reduzir verbas devidas na dispensa imotivada, se determinado fato ou ocorrência tiver o condão de determinar o fechamento da empresa ou de sua(s) filial/filiais. Ou seja, o fenômeno para receber a chancela de força maior tem que ter produzido um efeito letal, causando a extinção da empresa ou de algum de seus tentáculos.
A rescisão de contrato de trabalho que tem por motivo a força maior só traz prejuízos aos trabalhadores. Segundo o Art. 18, § 2º, da Lei 8.036/1990, a multa rescisória de 40% todo o  FGTS depositado durante o pacto laboral  passa a ser de 20% e a força maior tem que ser reconhecida por decisão da justiça do trabalho, inclusive para o saque do montante existente na conta fundiária. A força maior também impede a percepção do seguro desemprego, nos termos do Art. 2º, da Lei n. 7.998/90, pois o programa seguro desemprego tem por finalidade “Prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa”.
Podemos concluir que as iniciativas, ainda que tangenciais ao escopo de impingir força maior às rescisões de contrato de trabalho, mesmo que necessárias, em razão da redução das atividades empresariais ou de adequações financeiras, nesta quadra de pandemia mundial, devem ser, peremptoriamente, rejeitadas.
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Profissional da Engenharia constrói em tempo recorde Hospital Campanha em Fortaleza

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A Unimed Fortaleza montou um hospital de campanha com 44 leitos de internação ou medicação. O projeto que faz parte de um plano de contingência para dar suporte aos pacientes que serão internados com coronavírus foi um desafio para a engenheira civil formada pela UFC e associada ao Senge-CE, Renata Porto, que coordenou toda a equipe da obra. Ela compartilhou detalhes do projeto, composto por 4 estruturas e com 720 metros quadrados, montado no estacionamento do Hospital, na Avenida Visconde do Rio Branco.

A Obra teve a parte estrutural montada em 5 dias sob a coordenação da engenheira civil Renata Porto.

Renata contou com o trabalho de um arquiteto e de uma grande equipe operacional. Ela explicou como a estrutura provisória foi montada. “A obra foi estruturada como um LEGO, onde temos as peças e vamos encaixando-as de acordo com a necessidade do projeto, seguindo normas contemplando os vãos e as cargas orientadas pelo fabricante”, detalhou a engenheira. O material da estrutura principal é de alumínio e priorizamos fechar a estrutura com peças laváveis para facilitar a higienização. O projeto teve piso elevado, tenda, estruturas das divisórias das camas, balcões de apoio, estruturas hidráulicas e elétricas para todos os 44 leitos e as duas salas de triagem. O espaço físico pode vir a ser ampliado se necessário.

Renata e sua equipe conseguiram concluir a obra em tempo recorde. “Foi desafiador, mas buscamos agilizar para a segurança dos nossos funcionários e para entregarmos a tempo de os usuários serem atendidos. O projeto foi desenvolvido em dois dias após a solicitação da Unimed. Executamos a parte estrutural em 5 dias e trabalhamos em alguns dias a mais por conta de demandas extras”.

A engenheira destaca que sua equipe está preparada para a criação de outros hospitais de campanha e revela que é possível desenvolver o projeto em qualquer terreno, sem precisar modificá-los previamente. “Com o nosso material eu consigo adequar. A fixação da estrutura , como não posso ter uma fundação, é feita através de instalações fixas ou no solo. Se for gramado ou com bobonas de água de 1 mil litros, respeitando as normativas do fabricante”, detalhou Renata.

O trabalho de engenheiros como a Renata revela o quanto a Engenharia é fundamental para dar suporte aos profissionais que atuam na área da saúde, garantindo medidas de responsabilidade que asseguram o cuidado e assistência aos pacientes.

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Abril Verde – Todos pela Saúde e Segurança no Trabalho

ANGELA FECHINE – VICE-PRESIDENTE SENGE-CE

Em 28 de abril, o mundo celebra o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”. Para conscientizar a sociedade sobre a importância do tema foi instituído o Abril Verde para orientar os profissionais sobre os riscos que eles estão submetidos, os problemas com a sua saúde e a produtividade de sua equipe e da empresa. Conversamos sobre o assunto com a Engenheira Civil e da Segurança do Trabalho, Ângela Fechine, que atualmente está como vice-presidente do Senge-CE.

Senge – Qual é o papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho?

AF – O Engenheiro de Segurança do Trabalho tem a responsabilidade de zelar pela saúde e integridade física do trabalhador, com ações voltadas para isso conforme o seu ramo de atuação.Senge – Como estão os índices de acidentes de trabalho em nosso estado?AF – Foram registrados 4.973 acidentes do trabalho no Ceará, em 2018, conforme o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. No Brasil, dados do Ministério Público do Trabalho, revelam que 2022 empregados formais ou autônomos registrados no sistema da Previdência Social morreram por conta de acidentes de trabalho.

Senge – Na área da Engenharia onde acontecem mais acidentes de trabalho?

AF – Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) a construção civil está entre os setores de maior risco.

Senge – As empresas estão mais conscientes e buscando garantir a segurança dos profissionais promovendo iniciativas de prevenção?

AF – Acredito que sim. Os eventos do E-social de acompanhamento da saúde e Segurança do Trabalho também estão contribuindo para essa conscientização.

Senge – Quais são as orientações para evitar os acidentes?

AF – Uma das principais orientações para evitar acidentes é o conhecimento dos riscos nos quais os trabalhadores estão submetidos. Cada trabalhador precisa saber o seu papel e como se prevenir contra esses riscos e atuar sempre com segurança.

Senge – Quais são os equipamentos de proteção individuais essenciais para a proteção dos trabalhadores da Engenharia?

AF – Seguimos o Manual de Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. O documento é extenso e contempla os equipamentos devem ser usados por profissionais das inúmeras categorias da engenharia, especificando também os tipos a obra.

Senge – O poder público tem atuado para evitar esses acidentes. Atraves de fiscalizações e outras ações?

AF – Atualmente, não temos mais um Ministério do Trabalho, foi transformado em Secretaria. As Normas Regulamentadoras estão sendo revisadas. As próprias mudanças nas leis trabalhistas são fatores que podem intervir na ocorrência de acidentes do trabalho. Resta-nos esperar que o poder público trabalhem para evitar um maior número nas ocorrências de acidente do trabalho.

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