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Energia Solar é tema de curso promovido pelo Senge-CE

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Com o intuito de promover novos cursos para seus associados baseado no mercado atual, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) promoveu, de 30 de outubro a 1º de novembro, o 42º curso de Energia Solar – Projeto, Comercialização, Financiamentos, Legislação e Instalação de Gerador Solar Fotovoltaico, desenvolvido pela empresa Domingo e Rodrigues Energia Solar.

Segundo o instrutor Alexandre Rodrigues, o curso tem o objetivo de dimensionar o sistema desde o início até a conclusão junto com a concessionária, com as melhores linhas de financiamentos vigentes hoje no Brasil.

“Todo o material é voltado para ensinar e desenvolver as técnicas comerciais, margem do negócio, lista de preços de fornecedores com desconto, faturamento direto, financiamento, modelos de negócios, geração de proposta, modelos de memorial de acesso a concessionária e dicas preciosas que são oferecidas aos alunos”, enfatiza o instrutor.

Esta é parte de uma série de ações do sindicato voltadas para o aperfeiçoamento profissional dos associados. “Nossa gestão tem uma preocupação fundamental em levar aos associados temas de importância para o mercado de trabalho. O curso de energia solar foi especificamente pensado por focar nas metodologias de projeto, execução, vendas e financiamento. Novos cursos estão previstos, entre eles o de Topografia com Drones”, finaliza Teodora Ximenes, presidente do Senge-CE.

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Estado do Ceará bate recorde e ultrapassa mais de 8 mil sistemas de energia solar na geração distribuída

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O Ceará está ocupando a segunda posição como o maior produtor de energia solar do País. O Estado fica atrás apenas do Piauí, com 989,9 MW. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR).

Mais uma vez batendo recorde –  O estado do Ceará já possui mais de 8 mil sistemas de energia solar contando com mais de 129,4 megawatts (MW) na geração de energia distribuída. Apesar de ficar em terceiro no ranking, com 776,8 MW, a Bahia já tem um volume maior em operação (652,2 MW) por abrigar um parque solar de 652,2 MW em funcionamento. Outros 124,6 MW devem ser construídos.

Fortaleza – Ceará é destaque em energia solar

Um dos destaques no Ceará é a capital, Fortaleza. Sozinha, possui 35,8 MW operacionais e ocupa a quarta posição no ranking municipal de geração distribuída solar fotovoltaica, dentre todos os municípios do País.

De acordo com o levantamento mais recente da ABSOLAR, o ranking estadual da geração solar distribuída é liderado por Minas Gerais, seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Mato Grosso. No ranking municipal, a primeira colocada é Uberlândia (MG), seguida pelo Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT) e Brasília (DF).

Energia solar fotovoltaica bate marca de 200 mil empregos no Brasil

A energia fotovoltaica bateu a marca de 200 mil empregos no Brasil, aponta levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O dado leva em conta os segmentos de geração distribuída e centralizada desde 2012, incluindo todos os cargos que envolvem o setor, com profissionais desde instalação, engenharia, fabricação, logística, vendas até administração das empresas.

De acordo com a entidade, a remuneração média dos empregos gerados pelo setor supera dois salários mínimos, acima da média nacional. “Os números estão crescendo rápido e o setor está se tornando importante para a economia.

A capacidade total cresceu mesmo em meio as restrições causadas pela pandemia de COVID-19”, declarou o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, em webinar promovido pela Smarter E.

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Outubro Rosa – O autocuidado ainda é a melhor prevenção ao câncer de mama

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O mês de outubro entrou para o calendário oficial como o mês de alusão à prevenção ao câncer de mama. Responsável pela maior taxa de mortalidade das mulheres em comparação a outros tipos de cânceres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), neste ano a marca de diagnósticos da doença ultrapassou 66 mil novos casos.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, 734 mulheres faleceram por causa da doença no Ceará. Já em 2019, em Fortaleza o número de óbitos ficou na marca de 284, seguido por Caucaia, com 38. E é sabendo desses índices que o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Ceará (Senge-CE) reafirma a importância e o incentivo ao autocuidado como uma das formas mais eficazes de prevenção ao câncer de mama.
A arquiteta e auditora do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) Juliana Ximenes foi acometida pela enfermidade, mas com muita fé e resiliência realizou o tratamento. “Fui fazer meu check up de rotina e descobri o nódulo na mama. Foi um susto imenso e fui para uma dimensão escura. O que eu fiz foi entregar na mão de Deus, com a convicção de que a doença iria sair da minha vida”, relata Juliana, que conseguiu superar o câncer e hoje está curada.
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que as mulheres realizem os exames de prevenção periodicamente, como a mamografia, a partir dos 40 anos, pois assim é possível garantir uma sobrevida maior e menos danos psicológicos e físicos às pacientes.
No entanto, como todos os outros tipos de cânceres, não há formas de prevenção que funcionem 100%, mas vale ressaltar que conservar hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos, contribui para manter os hormônios estáveis, diminuindo o risco de desenvolvimento do câncer na glândula mamária para pelo menos 25%. Já a redução de peso em pacientes obesos também pode levar a uma queda de até 50% do risco de câncer de mama.
Outras mudanças de hábitos que influenciam nos diagnósticos, não só do câncer de mama como dos outros tipos de cânceres, é evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo ou parar com essas práticas.

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O engenheiro agrônomo e os desafios do agronegócio

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Com o aumento do agronegócio na economia brasileira, principalmente neste período de pandemia, existe uma maior valorização da atuação do engenheiro agrônomo. O papel deste profissional tem sido decisivo para que o Brasil esteja no posto de um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. Com um curso que tem duração de cinco anos, o profissional está apto a trabalhar em centros de pesquisas, entidades ou empresas. Para sabermos mais sobre os desafios da profissão, entrevistamos o presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará (AEAC) e vice-presidente para o Nordeste da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB), Flávio Barreto.

Informativo Senge: Como o senhor vê o cenário da engenharia agronômica no Brasil? Quais são as oportunidades e setores de atuação possíveis?

Flávio Barreto: O consultor do CREA-ES, José Adílson de Oliveira, sempre coloca a agronomia no contexto da palestra muito divulgada, do vice-presidente da FIESP, José Ricardo Diniz Coelho, abordando as oito macrotendências mundiais.

Vou destacar inicialmente quatro: aumento de demanda de alimentos; aumento de demanda da energia; a mudança no padrão de produção; e a expansão do turismo. O engenheiro agrônomo é o profissional ícone da produção de alimentos com sustentabilidade; também o mais qualificado para a produção de energia renovável ou biocombustível. A mudança de padrão de produção de alimentos, fibras e bioenergia tem no engenheiro agrônomo uma presença definida, e o turismo rural e o ecoturismo são uma realidade crescente em todo o Brasil; e, para tanto, conta com a inteligência deste profissional.

Ele também está presente nas outras quatro tendências: urbanização de megacidades; infraestrutura moderna e competitiva; envelhecimento da população; e aumento das tensões geopolíticas.

IS: E no Ceará? Qual o cenário dessa engenharia no estado?

FB: O ascendente desenvolvimento experimentado pelo agronegócio cearense, com desempenhos extraordinários na fruticultura irrigada, na floricultura e na indústria de laticínios nos últimos anos, citando alguns, demonstra seu estreito relacionamento com os princípios da modernidade, fundamentados em bases científicas. Todos os segmentos do agronegócio de qualidade instalado no Ceará são frutos da sua estreita ligação com os centros colaboradores de comprovada excelência científica, nas diferentes áreas do conhecimento, incluindo os laboratórios de pesquisa das universidades e os centros de pesquisa da Embrapa no Ceará ou os centros de pesquisa de outros estados, e até mesmo do exterior, quando se fez necessário.

Mirando somente na agricultura irrigada em 2018, por exemplo, sua área plantada suplantou 70.000 hectares, e a produção superou 1,7 milhão de toneladas, com um VBP (Valor Bruto de Produção) acima de R$ 2,3 bilhões, o que representou 59% do total. A área de sequeiro, 20 vezes maior, apresentou um VBP de R$ 1,6 bilhão. Esse significativo desenvolvimento do agronegócio é respaldado em parte, segundo a FAEC, pela agricultura familiar, 220.000 agricultores, e pelos pequenos e médios produtores. No Ceará existem 400.000 estabelecimentos rurais. Esclarecemos ainda que a despeito do prolongado período de estiagem no estado, a agricultura irrigada tem apresentado significativo crescimento nos últimos anos, podendo acelerar nos próximos anos, sobretudo com as águas do Canal Norte do Projeto São Francisco, de Integração de Bacias.

Mas, apesar desse salto de qualidade, ainda há descompasso com a modernidade da agronomia. A Agricultura 4.0 adota recursos computacionais de alto nível tecnológico, nuvem e conectividade entre dispositivos móveis para gerar e processar dados que servirão de base para subsidiar decisões utilizando-se ferramentas ou equipamentos como Análise de Tempo, Telemetria, Biotecnologia, Sensores, GPS e drones, levando a resultados como maior produtividade, eficaz monitoramento de operações agrícolas, redução de custos, mais eficiência na utilização de insumos, aumento na segurança dos trabalhadores e menores impactos ambientais.
No início do segundo mandato do atual governador (2019-2022), a Associação de Engenheiros Agrônomos do Brasil (AEAC) sugeriu a implementação de ações consonantes com nosso nível tecnológico, mas de olho na modernidade, destacando-se a recriação da empresa de pesquisa agropecuária e o tratamento do setor primário com equidade, tal qual Saúde, Educação e Segurança. A entidade aguarda providências, lembrando que a assistência técnica, a extensão rural, o cooperativismo e o associativismo, apesar de práticas antigas, são imprescindíveis para a implantação da modernidade.

IS: Qual a importância da atuação do engenheiro agrônomo para a sociedade como um todo?

FB: O agrônomo é o pivô central da produção de alimentos, que não se dá somente no plantio. Impossível abordar esse tema sem lembrar a importância da EMBRAPA, empresa nascida da brilhante cabeça do ex-ministro da agricultura Alysson Paulinelli. Somente por meio da pesquisa agropecuária e de seus avanços tecnológicos, foi possível tornar um Brasil autossuficiente em alimentos, e ainda ser o maior exportador de vários produtos, o que enseja, anos após anos, o superávit da balança comercial nacional. Posso citar a soja, o algodão, sucos, carnes, dentre vários.

Fácil ver que a agropecuária, apesar da fundamental base tecnológica, depende também do empreendedorismo do produtor rural e dos profissionais que se dedicam à assistência técnica, um dos pontos nevrálgicos da política agrícola atual, e da sustentabilidade ambiental. A segurança alimentar e a alimentação saudável são cada dia mais cobrados pelos consumidores.

O agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira. Em números, posso sintetizar o antes abordado: em 2019, representou 21,4% do PIB brasileiro. Cresceu quase 4% na comparação com o ano anterior, e foi a pecuária o maior destaque. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o ramo cresceu 23,7%, principalmente alavancado pela exportação de carne. É mais superavitário que a economia brasileira. Em 2018, o superávit da balança comercial do país alcançou 58,6 bilhões de dólares, enquanto o do agronegócio foi de 87,6 bilhões de dólares. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), até 2050 o Brasil irá produzir 40% da demanda mundial de alimentos, tornando-se o principal exportador do planeta. É um importante polo de vagas de trabalho em todo o Brasil, empregando cerca de 18,3 milhões de pessoas. Segundo levantamento do Cepea, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,7% em 2019.

IS: Neste momento de pandemia, o quão importante foi o trabalho do engenheiro agrônomo?

FB: O momento ainda vem causando mudanças marcantes em todos os segmentos da economia. A agronomia está fortemente presente na produção de alimentos e na segurança alimentar, repito, sendo o agronegócio brasileiro o principal ícone da economia nacional. O campo não parou. Em entrevista anterior para esse mesmo informativo, eu falei: “O trabalho no campo é permanente. As plantas não param de florir nem o Engenheiro Agrônomo de doar seus conhecimentos técnicos para alimentar a humanidade. Continua atuando diretamente ou à distancia, quando obrigatório. As ações no campo têm outros decretos. Daí a categoria estar presente nas suas atividades, evidentemente cumprindo todos os cuidados inerentes à sua saúde.”

IS: Qual a relação entre a engenharia agronômica e a sustentabilidade, tema tão importante nos nossos tempos?

FB: A agronomia moderna não dispensa o convívio com o meio ambiente, preservando-o, respeitando-o. O histórico contemporâneo mostra que não se faz desenvolvimento sustentável exitoso sem o envolvimento efetivo do engenheiro agrônomo. Sua formação ampla nas ciências exatas, biológicas e humanas, confere-lhe capacidade ímpar, para trabalhar pela busca do equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Sustentabilidade é a palavra do momento em muitas atividades, e, sem exagerar, no exercício de quase todas as profissões. Todas as nações, e notadamente as maiores do mundo, têm como exigência um crescimento econômico acelerado, que por vezes, ou quase sempre, entra em descompasso com as “boas maneiras” para com o meio ambiente. Os crimes ambientais existem. Na agricultura não é diferente. Diferente, sim, da década de 1960, quando a lei era produzir!

Hoje, graças ao novo foco dado à questão, a engenharia agronômica consciente trabalha em consonância com o meio ambiente, “parceiro”, para que produção e produtividade andem juntas. Ferramentas e implantação de técnicas conservacionistas possibilitam a manutenção do meio ambiente, mesmo com práticas mitigadoras, e o lucro para o produtor.

Ainda não são comuns no Nordeste, mas precisam ser em curto prazo, o plantio direto, a conservação das matas ciliares, o manejo integrado de pragas, o uso controlado de implementos, evitando a compactação do solo, outras fontes de adubação e tantas ações protecionistas do solo, água e ar.

Kleber Santos, presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil-CONFAEAB, coloca muito bem: “o engenheiro agrônomo é o profissional que lida com engenharia e ciências biológicas, ou seja, é o profissional que sempre trabalha pela produção agropecuária, mas com olhar na natureza – porque lida e precisa conservar os recursos naturais.”

IS: O senhor pode falar um pouco sobre a sua carreira? Quando e em que universidade/curso o senhor se formou? Quais foram as suas principais experiências profissionais? Onde o senhor trabalha hoje?

FB: Vindo do Crato em 1966, com 17 anos de idade, após todas as etapas que antecedem, cursei e concluí Agronomia na antiga Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará, em 1972. Foram no Maranhão os primeiros passos profissionais na ACAR-MA, depois EMATER-MA, onde até início de 1974 comecei a vida profissional, aprendendo um pouco, errando muito, planejando em demasia e sonhando e sofrendo em horas de indefinições, angústias por desconhecimento do novo mundo.

De volta ao Ceará, em 1974 fui admitido na ANCAR-CE, em Jaguaribe, e a partir do ano seguinte tive passagens pela SUNAB, SUDEPE (atual IBAMA), CEPESCA, CEDAP, CEASA e Secretaria de Agricultura do Ceará, como secretário-adjunto e titular, de 2003 a 2006, sem perder o vínculo com a sucessora da ANCAR, hoje EMATERCE.

Nesse longo período, sempre ocupando com muita honra cargos de direção, cursei Administração, Turismo e duas especializações, uma em Fortaleza (gestão ambiental), e outra na FGV (comercialização e crédito rural), e recusei convites para efetivar-me em órgãos da esfera federal, como Ibama e Embrapa, cujas razões existiram à época.

Na política profissional, servi honorificamente ao CREA-CE, como conselheiro, à Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará, onde fui conselheiro, secretário e presidente por três mandatos (atualmente concluindo o terceiro) e à nossa confederação, com sede em Brasília.

Com orgulho, em 2004 recebi a Medalha Guimarães Duque, a maior comenda da engenharia agronômica do Ceará e em dezembro de 2015 entrei para a Academia Cearense de Engenharia-ACE, como acadêmico fundador, cadeira nº 28.
Para encerrar, e para reflexão, lembro: ”o engenheiro agrônomo planta. A humanidade colhe”.

Eng. Agrônomo José Flávio Barreto de Melo
Presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará – AEAC
Vice-Presidente para o Nordeste da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil – (CONFAEAB)
Membro da Academia Cearense de Engenharia

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Senge-CE convoca assembleia extraordinária no dia 5 de outubro

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A Diretoria do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Ceará – SENGE-CE, na forma das disposições legais e estatutárias, convoca todos os Engenheiros e Arquitetos que trabalham em empresas que atuam na área da Construção Civil no estado do Ceará para uma assembleia geral extraordinária. O evento será realizado no dia 5 de outubro de 2020, às 18 horas, em primeira convocação com a presença da maioria simples dos associados ou às 19 horas, em segunda convocação, com a presença de qualquer número de associados, na sede do Sindicato, localizada na rua Alegre, n°01 – Praia de Iracema, Fortaleza, Estado do Ceará, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

a)apreciar as propostas contidas na MINUTA de CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2019-2021, entre o SENGE – CE e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará – SINDUSCON.

A presidente do Senge-CE reforça que a participação de todos é importantíssima.

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Aumenta eficiência de gerador capaz de gerar eletricidade à noite

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Refrigeração passiva

A chamada refrigeração radiativa é uma espécie de “anti-célula solar”, permitindo enviar calor para o espaço sem gastar energia.

Isso permite gerar eletricidade à noite ou construir aparelhos de ar-condicionado que mandam o calor para o espaço.

Há pouco mais de um ano, engenheiros da Universidade do Stanford, nos EUA, criaram um gerador noturno de eletricidade que aproveitava o frio do espaço para gerar 64 nanowatts por metro quadrado – pouco demais para qualquer aplicação prática, mas inegavelmente uma demonstração marcante de uma tecnologia promissora.

A equipe melhorou muito seu sistema, que agora já consegue gerar 2,2 Watts por metro quadrado, o que já é suficiente para aplicações como segurança e monitoramento ambiental, por exemplo.

“Estamos trabalhando para desenvolver a geração de iluminação sustentável de alto desempenho que possa fornecer a todos – incluindo aqueles em áreas rurais e em regiões mais pobres – acesso a fontes de energia de iluminação confiáveis e sustentáveis de baixo custo. Uma fonte de energia modular também pode alimentar sensores fora da rede usados em uma variedade de aplicações e ser usado para converter calor residual de automóveis em energia utilizável,” disse o pesquisador Lingling Fan.

Refrigeração radiativa

Uma das maneiras mais eficientes de gerar eletricidade usando a refrigeração radiativa é usar um gerador de energia termoelétrica. Esses dispositivos usam materiais termoelétricos para gerar energia, convertendo diferenças de temperatura entre uma fonte de calor e o lado frio do dispositivo – o resfriador radiativo – em uma corrente elétrica.

No novo trabalho, os pesquisadores otimizaram cada etapa da geração de energia termoelétrica para maximizar a geração de energia noturna a partir de um dispositivo para ser usado no telhado. Eles melhoraram a captação de energia, para que mais calor flua do ar circundante para o sistema, e incorporaram novos materiais termoelétricos disponíveis comercialmente, que aumentaram o quão bem essa energia é usada pelo dispositivo.

“Uma das inovações mais importantes foi projetar um emissor seletivo que é conectado ao lado frio do dispositivo,” contou o pesquisador Wei Li. “Isso otimiza o processo de resfriamento radiativo para que o gerador de energia possa se livrar de forma mais eficiente do calor excessivo.”

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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HD de seda armazena dados com altíssima densidade

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HD de seda

Um disco rígido de seda conseguiu armazenar dados com uma densidade de até 64 GB por polegada quadrada (2,54 cm2) e ainda resistiu a condições agressivas, incluindo calor, umidade, fortes campos magnéticos e até radiação gama.

A demonstração foi feita por uma equipe dos EUA e da China, que tirou proveito de uma técnica bastante usada em microscopia, conhecida como rastreamento óptico de campo próximo.

A chamada luz de campo próximo nunca chega aos nossos olhos, “grudando” e permanecendo junto à superfície onde incide, em vez de ser refletida ou dispersa.

Também conhecida como “luz evanescente”, essa técnica é usada também na nanolitografia, para criar padrões em nanoescala em diversos materiais e construir componentes fotônicos – que lidam com a luz.

Woonsoo Lee e seus colegas adaptaram essa técnica para ler e escrever dados em uma camada de proteína de seda natural.

HD de seda armazena dados com altíssima densidade

Gravação com luz

Para construir um disco rígido de seda, os pesquisadores pegaram a seda extraída dos casulos do bicho-da-seda, teceram uma fina película em uma solução aquosa e então a depositaram sobre um substrato – eles testaram ouro e silício.

Em seguida, os feixes de luz foram usados para criar padrões nanoscópicos no filme – o laser pode operar entre 1.495 e 1.790 nanômetros, uma faixa que cobre os comprimentos de onda nos quais as proteínas da seda absorvem a luz.

Ao focalizar o laser na ponta afiada de um microscópio de força atômica colocado próximo à superfície da seda, podem ser induzidas mudanças tanto de relevo quanto de fase no filme de seda, em escalas de comprimento de aproximadamente 30 nanômetros.

E, embora os dados gravados tenham resistido a testes bastante agressivos, eles podem ser rapidamente apagados com outro pulso de laser – embora os pesquisadores prefiram chamar o dispositivo de “disco rígido”, ele também pode ser entendido como um disco óptico, como um DVD ou Blu-Ray regraváveis.

HD de seda armazena dados com altíssima densidade

A densidade de dados é muito elevada, rivalizando com as tecnologias ópticas mais modernas – embora a gravação seja lenta.
[Imagem: Woonsoo Lee et al. – 10.1038/s41565-020-0755-9]

Implantes médicos

A grande vantagem da técnica é que a camada de seda pode ser aplicada nas mais diversas superfícies e em qualquer formato – ela não precisa ser plana como a camada de gravação de um Blu-Ray, por exemplo.

E, embora um disco rígido feito com seda dificilmente alcançará a velocidade e a capacidade de armazenamento dos discos de estado sólido (SSDs) de última geração, ele tem características – biocompatibilidade, biodegradabilidade etc – que o tornam promissor para eletrônicos que possam ser implantados no corpo ou usados em tecnologias de vestir.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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Visão de raios X funciona sem os raios X

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Visão sobre-humana

Os experimentos com equipamentos capazes de enxergar através das paredes – ou mesmo ver o que está além da esquina – vêm sendo feitos há mais de uma década, com resultados que ainda precisam melhorar.

Agora, David Lindell e Gordon Wetzstein, da Universidade de Stanford, nos EUA, criaram um novo algoritmo que consegue reconstruir o movimento das partículas de luz – os fótons – com grande precisão, suficiente para reconstruir uma imagem que não pode ser vista diretamente.

Nos testes, o sistema reconstruiu com sucesso formas obscurecidas por um bloco de espuma de 2,5 centímetros de espessura – para o olho humano, é como ver através das paredes.

“Várias técnicas de imageamento tornam as imagens um pouco melhores, um pouco menos chuviscadas, mas aqui estamos realmente tornando visível o invisível,” disse Wetzstein. “Isso está realmente ultrapassando a fronteira do que pode ser possível com qualquer tipo de sistema de detecção. É como uma visão sobre-humana.”

Algumas dessas outras técnicas têm sido usadas em microscopia, mas o novo sistema consegue abarcar ambientes em larga escala, permitindo vislumbrar seu uso, por exemplo, na navegação de veículos autônomos, permitindo identificar objetos sob neblina ou chuva forte, ou mesmo fotografar a superfície da Terra e de outros planetas através de atmosferas nubladas.

 

Visão de raios X funciona sem os raios X

Vendo objetos ocultos

Para ver através de ambientes que espalham luz em todas as direções, o sistema emparelha um laser com um detector de fótons super sensível, que registra cada fóton de luz laser que o atinge.

Conforme o laser varre uma obstrução, ocasionalmente um fóton consegue passar pela barreira, atingindo os objetos escondidos atrás dela, e passar de volta pela espuma para chegar ao detector. O programa usa então esses poucos fótons – e informações sobre onde e quando eles atingem o detector – para reconstruir os objetos ocultos em 3D.

Este não é o primeiro sistema com a capacidade de revelar objetos ocultos atrás de meios de dispersão, mas ele contorna as limitações associadas a outras técnicas. Por exemplo, alguns sistemas exigem que se saiba a distância do objeto, enquanto outros usam apenas informações de fótons balísticos, que são fótons que viajam de e para o objeto oculto através do campo de espalhamento, mas sem realmente se espalhar ao longo do caminho.

“Estávamos interessados em obter imagens através do meio de espalhamento sem essas suposições, e coletar todos os fótons que foram espalhados para reconstruir a imagem,” disse Lindell. “Isso torna nosso sistema especialmente útil para aplicações em grande escala, onde haveria muito poucos fótons balísticos.”

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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