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Inventado mecanismo autossustentável de refrigeração e geração de eletricidade

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Resfriamento ativo

O resfriamento ativo é crucial na maioria das tecnologias modernas, dos microprocessadores nos computadores até os motores e turbinas, passando por toda a indústria.

Esse resfriamento por convecção forçada, que força um fluido refrigerante a circular sobre a superfície de um objeto quente, é eficaz para atender a um sem-número de requisitos de resfriamento, mas exige uma potência de bombeamento para enviar o refrigerante pela seção geradora de calor.

No entanto, a refrigeração ativa – a remoção rápida de uma grande quantidade de energia térmica na fonte de calor sob uma grande diferença de temperatura – destrói imediatamente o componente de energia livre da energia térmica, que é uma porção de energia que poderia ser convertida em trabalho elétrico.

Esse problema, concomitante ao resfriamento por convecção forçada, permanecia sem solução até hoje, apesar do amplo uso dessa técnica de resfriamento no mundo atual.

Geração termoquímica é integrada com refrigeração por convecção forçada

Esquema do conceito de resfriamento de resfriamento autossustentável e a física relacionada.
[Imagem: Ikeda et al. – 10.1039/c9cp05028k]

Conversão termo-eletroquímica

Um método específico para converter o calor desperdiçado – o calor que não precisa ser removido ativamente – em energia elétrica por meio de reações químicas líquidas, tem sido estudado há várias décadas.

Esse método, chamado conversão termo-eletroquímica, envolve a submersão de dois eletrodos mantidos em temperaturas diferentes em um eletrólito líquido dentro de um recipiente fechado, onde ocorre uma reação reversível de redução-oxidação (“redox”). Essa reação gera uma corrente elétrica através de um circuito externo. As pesquisas sobre conversão termo-eletroquímica têm sido realizadas basicamente para fluidos estáticos.

Agora, um trio de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, integrou a conversão termo-eletroquímica com o resfriamento por convecção forçada para recuperar parcialmente, na forma de energia elétrica, aquela porção de energia térmica livre que era convertida desnecessariamente, ou seja, que era perdida.

Na célula desenvolvida pela equipe, o líquido do eletrólito é transportado como um refrigerante entre dois eletrodos paralelos, um dos quais é o objeto a ser resfriado. A reação redox que ocorre na célula gera eletricidade, e essa eletricidade pode ser usada para impulsionar o fluxo de refrigerante através da célula.

Geração termoquímica é integrada com refrigeração por convecção forçada

(a) Esquema da configuração experimental. (b) Visão de cima (superior) e transversal (inferior) da célula em dimensões escalonadas. (c) Gráficos CAD do catodo (eletrodos do lado quente em vermelho) e dos canais inter-eletrodos formados entre o catodo e o anodo (eletrodo do lado frio em azul).
[Imagem: Ikeda et al. – 10.1039/c9cp05028k]

Refrigeração autossustentável

Este mecanismo de autoalimentação do sistema é inédito, uma vez que ninguém até hoje havia abordado sequer o conceito, menos ainda a viabilidade de um sistema de refrigeração líquida autossustentável.

“Embora a célula protótipo desenvolvida neste estudo seja pequena e, portanto, o desempenho da geração de energia seja limitado, essa tecnologia tem muito espaço para melhorias por meio da otimização da geometria do canal líquido, do material do eletrodo e dos produtos químicos redox,” comentou o professor Yoichi Murakami.

Com esses desenvolvimentos, este conceito pode encontrar aplicação prática em um futuro muito próximo, garante a equipe, fornecendo uma nova plataforma tecnológica para a refrigeração.

“Por meio dessa abordagem, podemos recuperar parcialmente a parte de energia livre da energia térmica atualmente perdida durante o resfriamento por convecção forçada, e essa energia elétrica pode ser usada para bombear o líquido de arrefecimento no resfriamento por convecção forçada,” reforçou o professor Murakami.

Fonte: Inovação Tecnologica

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Construção cresce mais de 4% e ajuda a elevar o PIB

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A análise do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no 3º trimestre de 2019 indica um crescimento de 1,2% da economia brasileira em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Nesta base de comparação, a construção civil foi o setor que registrou o maior incremento, com 4,4% – a segunda alta da atividade após cinco anos consecutivos de queda. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Conforme os dados, o resultado da construção civil foi puxado pela construção imobiliária. “Temos mais uma demonstração de que, se o setor crescesse como um todo, a economia nacional certamente estaria em um outro patamar e o processo de recuperação seria mais acelerado”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

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Em todas as bases de comparação a construção civil cresceu e ajudou a puxar a alta do PIB do país:

Alta de 1,3% da Construção e de 0,6% no PIB no 3º trimestre de 2019 em relação ao 2º trimestre do mesmo ano.
O setor acumula alta de 1,7% de janeiro a setembro de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018. O PIB cresceu 1,0% nesse intervalo.
O crescimento acumulado da construção é de 0,4% nos últimos quatro trimestres, quando o PIB registrou alta de 1,0%.
O 3º trimestre de 2019, em relação ao 3º de 2018 do ano passado, registrou alta de 4,4%. O crescimento do PIB foi de 1,2% no período.
Análise do Trimestre em Relação ao Mesmo Trimestre do Ano AnteriorAnálise do Trimestre em Relação ao Mesmo Trimestre do Ano Anterior
De uma forma geral, o PIB da construção civil se destacou, registrou resultados positivos em todas as bases de comparação no 3º trimestre do ano e consolidou a retomada de suas atividades, contribuindo para o crescimento da economia brasileira. “Os investimentos estão crescendo puxados pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior vem se recuperando, dando os primeiros passos na mudança de rota”, destaca.

Análise do Trimestre em Relação ao Mesmo Trimestre do Ano AnteriorAnálise do Trimestre em Relação ao Mesmo Trimestre do Ano Anterior
A construção responde por mais de 50% dos investimentos nacionais. “Em relação ao desempenho da economia, o resultado do PIB confirma as perspectivas de mercado de recuperação lenta e gradual. O investimento é a locomotiva que puxa o vagão do crescimento sustentado da economia. Sem investimento, a economia patina, não consegue construir as bases sólidas necessárias para o seu desenvolvimento”, avalia a economista Ieda Vasconcelos, da CBIC.

Taxa Acumulada ao Longo do AnoTaxa Acumulada ao Longo do Ano
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 2,9% no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, seu oitavo resultado positivo após quatorze trimestres de recuo. Este aumento foi puxado pela construção e pela produção de bens de capital.

A FBCF também cresceu 3,0% no acumulado dos quatro trimestres terminados em setembro de 2019 em comparação ao mesmo intervalo de 2018.

O acompanhamento do tema tem interface com o projeto Banco de Dados da Construção, desenvolvido pela CBIC com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Confira vídeo com comentário do presidente José Carlos Martins:

 

Fonte: CBIC

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Dia do Estatuto da Terra

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Hoje celebramos o Dia do Estatuto da Terra, um dos primeiros códigos elaborados no Brasil. Ele foi instituído em 1964 com a proposta de executar a primeira reforma agrária no País, promovendo uma melhor distribuição de terra, um aumento da produtividade e estabelecendo o desenvolvimento da agricultura. A data é comemorada com luta pelo direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha.

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Transformação digital pode gerar onda de crescimento econômico

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Transformação digital

A digitalização de indústrias e serviços, um conceito comumente chamado de “Indústria 4.0”, pode ter um grande impacto em diversos setores da economia em todo o mundo.

Segundo estudo da empresa de dispositivos móveis Ericsson, até 2030, essas tecnologias podem aportar até US$ 3,8 trilhões (R$ 15,86 trilhões) à economia global. O tema foi debatido em um evento promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.

O processo, denominado “transformação digital”, envolve a coleta e processamento de grandes quantidades de dados, a aplicação de tecnologias, como o 5G, a inteligência artificial e a internet das coisas, e a disseminação de dispositivos tanto pessoais quanto nas atividades econômicas, como em linhas de montagem.

O estudo da companhia também mapeou quais setores têm maior potencial de geração de receitas neste montante que pode ser gerado com a digitalização. A área de saúde pode chegar a 21% dessas verbas, seguida pela indústria (19%); segmento automotivo e energia (12%); mídia, entretenimento e segurança pública (10%).

Na avaliação dos presentes no evento, o processo de digitalização vai alterar sobremaneira a forma como as atividades econômicas estão estruturadas. Um novo conjunto de negócios ganha importância, relacionado à fabricação de aparelhos e equipamentos, oferta de serviços de conectividade e infraestrutura, habilitação de serviços (como plataformas) e provimento de aplicações (como redes sociais, mecanismos de busca, comércio eletrônico, transporte etc.).

Fonte: InovacaoTecnologica

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Dados mostram interação entre universidades públicas e empresas

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Sustentação do desenvolvimento

As universidades públicas brasileiras cumprem com excelência as missões de prover educação superior de qualidade e promover pesquisas que contribuem para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento do país.

Além da má vontade conjuntural do atual Governo Federal com a educação, contudo, elas enfrentam também um desafio estrutural, precisando aumentar o impacto científico, econômico e social de sua produção acadêmica. Mas os resultados atuais parecem ser melhores do que comumente se apregoa.

“É na universidade que está o estoque de conhecimento para ajudar a sociedade a prosperar, gerar novas empresas e empregos ou descobrir a cura de doenças, por exemplo,” disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. “É errado querer tornar a universidade um apêndice de governos ou de empresas. Ela pode e já contribui com esses setores, fazendo pesquisa básica e aplicada e, além disso, e talvez mais que isso, formando as pessoas que ajudam o país a funcionar melhor e a se desenvolver. Essa é a maior contribuição da universidade à sociedade brasileira.”

Concentrando sua análise nas seis universidades públicas paulistas – as universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp), Estadual de Campinas (Unicamp) e as federais de São Paulo (Unifesp), de São Carlos (UFSCar) e do ABC (UFABC) – Marco Antônio Zago, presidente da FAPESP, listou os mais de 20 mil estudantes que se graduam e os mais de 7,3 mil pós-graduandos por ano.

“Esses jovens sustentam, há décadas, o desenvolvimento social, a atividade profissional moderna e competitiva e a liderança econômica de São Paulo e também se espalham para o restante do país”, disse. “Além disso, as universidades formam lideranças políticas, literatos, artistas, jornalistas, empresários de destaque nacional, políticos e arquitetos que moldam nossas cidades,” afirmou Zago.

No campo da pesquisa, Brito Cruz apresentou dados preliminares de um estudo menos regionalizado, que acompanha a carreira de pesquisa em empresas de quase 2 mil cientistas que atuam hoje no setor privado. Segundo o levantamento, dois terços desses pesquisadores foram formados em oito universidades públicas: USP, Unesp, Unicamp, UFSCar, Unifesp, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e as federais do Paraná (UFPR) e de Uberlândia (UFU).

“Isso corrobora a constatação de que treinar e educar pessoas são atividades fundamentais das universidades públicas. Quando uma empresa no Brasil precisa de alguém para fazer pesquisa procura alguém que estudou em algumas dessas universidades públicas porque sabe que eles serão capazes de solucionar problemas que a empresa enfrenta no dia a dia,” avaliou Brito Cruz.

Interação Universidade-Empresa

Além de contribuir para formar os quadros de pesquisadores de companhias estabelecidas no país, as universidades de pesquisa brasileiras também contribuem para a criação de novas empresas, apontou Brito Cruz.

A Unicamp, por exemplo, contabiliza 815 “empresas-filhas” – criadas por estudantes ou pesquisadores egressos da universidade. Esse conjunto de empresas tem faturamento anual de R$ 7,9 bilhões – equivalente a quase quatro vezes o orçamento anual da Unicamp. Os dados são do último levantamento divulgado pela agência de inovação da instituição, a Inova Unicamp.

“Com muito menos recursos, a Unicamp, que é a universidade que mais deposita pedidos de patentes no Brasil, tem criado mais empresas que o MIT [Massachusetts Institute of Technology],” contou Marcelo Knobel, reitor da universidade.

Um levantamento feito na base de dados Web of Science indica que o número de artigos científicos de pesquisadores de universidades brasileiras em coautoria com pesquisadores de empresas tem aumentado 14% ao ano desde 1980.

O ponto fraco, destacou Brito, é que a parceria ainda se concentra em apenas 10 universidades: USP, Unesp, Unicamp, Unifesp, UFRJ, UFPR e as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV) e de Santa Catarina (UFSC) contribuem com 72% desses artigos em coautoria.

Fonte: InovacaoTecnologica

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Natureza pode ser melhor que tecnologia para reduzir poluição do ar

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Solução natural

Plantas – e não tecnologias – podem ser a opção mais barata para limpar o ar próximo a fábricas, estradas, usinas de energia, caldeiras comerciais e locais de perfuração de petróleo e gás.

A mera adição de plantas e árvores às paisagens próximas às fábricas e outras fontes de poluição pode reduzir a poluição do ar em uma média de 27%, algo que poucas tecnologias conseguem.

De fato, os pesquisadores descobriram que, em 75% dos municípios analisados, era mais barato usar plantas para mitigar a poluição do ar do que adicionar intervenções tecnológicas – coisas como lavadores do ar expelido pelas chaminés – às fontes de poluição.

“O fato é que tradicionalmente, especialmente como engenheiros, não pensamos na natureza; apenas nos concentramos em colocar tecnologia em tudo,” disse Bhavik Bakshi, da Universidade Estadual de Ohio. “E, portanto, uma descoberta importante é que […] existem oportunidades em que todos saem ganhando – oportunidades potencialmente mais baratas e ambientalmente melhores”.

Plantas contra poluição do ar

Para começar a entender o efeito que as árvores e outras plantas poderiam ter sobre a poluição do ar, os pesquisadores coletaram dados públicos sobre a poluição do ar e a vegetação, município por município, em 48 estados norte-americanos. A seguir, eles calcularam o custo da adição de árvores e plantas adicionais, o que inclui a área para plantá-las.

Os cálculos incluem também a capacidade da vegetação atual – incluindo árvores, campos e matagais – de mitigar a poluição do ar. Também foi considerado o efeito que a recuperação de áreas degradadas – retornando a cobertura vegetal de um determinado local aos níveis médios do município – poderia ter sobre os níveis de poluição do ar. Finalmente, foi estimado o impacto das plantas nos poluentes atmosféricos mais comuns – dióxido de enxofre, material particulado e dióxido de nitrogênio.

Os dados indicam que a adição de árvores ou outras plantas poderia reduzir os níveis de poluição do ar nas áreas urbanas e rurais, embora as taxas de sucesso variem dependendo de, entre outros fatores, quanta terra está disponível para o cultivo de novas plantas e a qualidade do ar atual.

Em média, deixar a vegetação ao redor dos locais industriais no nível médio do município reduziu a poluição do ar em 27% no próprio município. Esse número varia de acordo com a região, já que foram incluídos municípios desde regiões agrícolas até regiões desérticas. E, em 75% dos casos, é mais barato recuperar a cobertura vegetal do que implantar tecnologias antipoluição.

A pesquisa não calculou os efeitos diretos que as plantas podem ter sobre a poluição por ozônio, porque, segundo Bakshi, não há dados suficientes sobre as emissões de ozônio. A análise também não considerou se certas espécies de árvores ou plantas limpariam melhor a poluição do ar – embora isso seja provável, só foi considerada a área de cobertura vegetal.

Fonte: InovacaoTecnologica

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Está começando a era da eletrônica impressa

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Eletrônica impressa

Pesquisadores suecos afirmam ter dado o passo que faltava para levar a impressão de circuitos eletrônicos do laboratório para as fábricas, viabilizando a aplicação da eletrônica orgânica em larga escala.

O passo decisivo foi a integração entre o novo campo da eletrônica impressa e a eletrônica tradicional, baseada em silício e fabricada pelas técnicas tradicionais de máscara e litografia.

“Este é um passo decisivo para uma tecnologia que nasceu na Universidade de Linkoping há pouco mais de 17 anos,” disse o professor Magnus Berggren.

“A vantagem que temos aqui é que não precisamos misturar diferentes métodos de fabricação: Tudo é feito por serigrafia e em relativamente poucas etapas de processamento. A chave é garantir que as diferentes camadas terminem exatamente no lugar certo,” acrescentou seu colega Peter Ersman.

Imprimindo circuitos eletrônicos

Imprimir circuitos eletrônicos totalmente funcionais – eles podem ser impressos em plásticos flexíveis e transparentes ou em virtualmente qualquer outro material – exigiu uma série de inovações ao longo desses 17 anos.

Um primeiro passo foi a criação de telas serigráficas que permitem imprimir linhas extremamente finas, para que as tintas semicondutoras possam formar componentes com precisão e grande densidade por área.

Pelo menos três desafios adicionais foram enfrentados desde então: Reduzir o tamanho do circuito, aumentar a qualidade, de modo que a probabilidade de todos os transistores no circuito funcionem seja o mais próximo possível de 100%, e – não menos importante – a integração com os circuitos baseados em silício, necessários para processar sinais e se comunicar com o ambiente.

“Um dos principais avanços é que conseguimos usar circuitos impressos para criar uma interface com componentes eletrônicos tradicionais baseados em silício. Desenvolvemos vários tipos de circuitos impressos baseados em transistores eletroquímicos orgânicos. Um deles é o registro de deslocamento , que pode formar uma interface e lidar com o contato entre o circuito à base de silício e outros componentes eletrônicos, como sensores e telas. Isso significa que nós agora podemos usar um chip de silício com menos contatos, o que exige uma área menor e, dessa forma, é muito mais barato,” disse Berggren.

Internet das coisas e telas

O desenvolvimento das tintas semicondutoras foi outro elemento decisivo para o processo de miniaturização e também para obter maior qualidade. “Nós agora podemos colocar mais de 1.000 transistores eletroquímicos orgânicos em um substrato plástico de tamanho A4 e conectá-los de diferentes maneiras para criar diferentes tipos de circuitos integrados impressos,” disse o professor Simone Fabiano, membro da equipe.

Esses circuitos integrados de grande escala, ou LSI, na sigla em inglês, poderão ser usados, por exemplo, para alimentar telas eletrocrômicas, elas próprias fabricadas como eletrônicos impressos.

A grande expectativa, contudo, é que a eletrônica impressa dê o impulso final para a fabricação dos circuitos de baixo custo e baixo consumo de energia exigidos pela internet das coisas.

Fonte: InovacaoTecnologica

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Atividade e emprego na construção civil atingem maior nível em 7 anos, informa CNI

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Os indicadores de atividade e de emprego na indústria da construção brasileira alcançaram em outubro o maior nível dos últimos sete anos, informou nesta segunda-feira (25) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 12 de novembro, com 483 indústrias da construção.

Segundo a confederação, o índice de nível de atividade do setor alcançou 49,9 pontos no mês passado, valor semelhante ao registrado no fim de 2012. Já o índice de número de empregados ficou em 48,5 pontos, também o maior valor desde outubro de 2012.

“Os resultados consolidam a tendência de crescimento do setor”, avaliou a CNI.

A Confederação Nacional da Indústria lembrou que os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos e que, quando estão abaixo dos 50 pontos, mostram queda da atividade e do emprego.

“Os dois índices estão muito próximos da linha divisória dos 50 pontos e superam os valores verificados no mesmo mês do ano passado. O nível de atividade é 2,2 pontos maior e o de emprego está 3,6 pontos acima do de outubro de 2018”, informou.

De acordo com o levantamento, a chamada utilização da capacidade operacional ficou em 62% em outubro, nível três pontos percentuais acima do registrado há um ano e igual à média histórica do setor. A ociosidade na construção tem diminuído desde maio deste ano, diz a CNI.

“A previsibilidade do setor aumenta em um contexto de inflação controlada e juros baixos, contribuindo para que os empresários fiquem mais propensos a investir e assumir riscos”, acrescentou a economista da CNI, Dea Fioravante.

Expectativas

De acordo com a CNI, o Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) subiu para 62 pontos neste mês, uma alta de 3,2 pontos em relação a outubro. O indicador também está 8,4 pontos acima da média histórica, que é de 53,6 pontos.

A pesquisa mostra que os empresários do setor estão otimistas com as perspectivas para os próximos seis meses.

Todos os indicadores de expectativas ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam o crescimento da atividade, do emprego, da compra de matérias-primas e de novos empreendimento e serviços nos próximos seis meses.

Ao mesmo tempo, a disposição para fazer investimentos também melhorou, pois o índice de intenção de investimentos – compra de máquinas e equipamentos, pesquisa, desenvolvimento e inovação de produto ou processo – aumentou para 37,9 pontos neste mês e está 5,4 pontos acima do registrado há um ano e 4,1 pontos acima da média histórica.

Fonte: Globo G1.

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Estado abre processo seletivo para contratar engenheiros e técnicos

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A Secretaria de Estado da Administração (SEA) está com inscrições abertas para contratação, em caráter temporário, de seis engenheiros e seis técnicos em atividades de engenharia, na função de técnico em agrimensura. A atuação será em todo o estado.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente on-line até o dia 4 de dezembro, no site da Secretaria de Estado da Administração: www.sea.sc.gov.br. O contrato de trabalho terá validade de um ano, prorrogável por igual período. A remuneração, já com as gratificações, chega a R$ 8.172 para o cargo de engenheiro civil, e R$ 6.538,64 para o cargo de técnico em agrimensura.

O processo seletivo se dará por avaliação de currículo, pelo somatório de pontos da experiência comprovada e titulação, de acordo com as informações prestadas pelos candidatos no momento do preenchimento do formulário de inscrição.

Segundo o diretor de Gestão Patrimonial da SEA, Welliton Saulo da Costa, os profissionais irão complementar a atualização do levantamento de bens imóveis, que vem sendo realizado desde o início deste ano. “Estes profissionais vão trabalhar no georreferenciamento, avaliação e aferição in loco das condições dos imóveis do Estado. A medida é indispensável para a continuidade do levantamento que vem sendo realizado pela SEA, porque, além de requalificar o registro dos bens no Sistema de Gestão, haverá cruzamento com outras fontes de dados, permitindo a tomada de decisões, como a desafetação e consequente alienação dos ativos subutilizados e inservíveis”.

Fonte: Secom

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