O Estado [Senge visa à capacitação de profissionais para atuar na área de energias renováveis

Até o ano de 2020, o Ceará deve dobrar a capacidade de produzir energia advinda de fontes alternativas.  Ademais, o declínio dos custos de tecnologia de energia renovável, possibilita a criação de mais postos de trabalho em instalação, operação e manutenção. Porém, apesar de promissora, a área pode sofrer com a falta de profissionais qualificados.

Neste contexto e pensando em suprir a necessidade de qualificação de mão de obra para o promissor mercado, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE) vem apoiando a iniciativa do Instituto Roberto Matoso (IRM) em capacitar profissionais cearenses, da área tecnológica, com formadores estrangeiros, através do Programa Inovshare.

 Formação continuada

Segundo a presidente do Senge, Thereza Neumann, o sindicato sempre apoia iniciativas de capacitação. “Esta, em especial, é uma iniciativa inovadora” disse. Ela explicou que o programa do IRM está ministrando, neste semestre, através do cursos de Sistemas Solares Fotovoltaicos que possibilitam uma formação continuada para profissionais e estudantes, com aulas em módulos, visita em campo e o compartilhamento de experiências com outros profissionais de Portugal, via Skype.

“A energia solar fotovoltaica deixou de ser uma solução de futuro. Hoje, ela está despontando no Brasil como uma das principais alternativas de auxílio ao Sistema Integrado Nacional (SIN) para o problema de geração de energia. Apesar do cenário positivo, para a energia solar, ainda são poucos os profissionais capacitados em Sistemas solares Fotovoltáicos, para a implantação da tecnologia e para atender a grande demanda que já começou a ser gerada no mercado.” Interessados na área, engenheiros,  engenheiros eletricistas, empresários, profissionais e estudantes  terão a oportunidade de uma formação ministrada por instrutores com vários anos de serviços prestados nas respetivas áreas, explica  a engenheira. “E ainda, complementada por vários workshops com especialistas em algumas áreas de especial relevo, nomeadamente, fornecedores de equipamentos, responsáveis de manutenção de usinas, instaladores, projetistas, e proprietários de sistemas já em funcionamento”, completa.

Ponto forte

O engenheiro português, Sérgio Miguel dos Reis Morais, será o instrutor dos cursos em Fortaleza. Ele disse que as capacitações envolverão desde aulas sobre a fabricação de painéis fotovoltáicos, equipamentos necessários, projetos, e formas de instalação dos mesmos. “O objetivo é capacitar os participantes em Sistemas Solares Fotovoltaicos através do conhecimento dos equipamentos, técnicas, métodos de cálculo e normas aplicáveis.” Morais destacou que as capacitações vão além das matérias. “Estamos trazendo teorias, mas também, fazendo pontes com profissionais e experiências do continente europeu. Especialistas que vem atuando há bastante tempo nesta área. É uma possibilidade real de contatar com pessoas com larga experiência e muitos anos de trabalho no setor de renováveis. O ponto forte da capacitação, além do conhecimento através da teoria é a troca de experiência”, ressalta. Sérgio Morais, é engenheiro eletrotécnico, especialista em energias renováveis e sistemas de potência. Desde, 2002 atua na área de sistemas fotovoltaicos, executando obras de sistemas autônomos, micro e minigeração em Portugal. Desde 2005, é responsável técnico na FVMC, Ltda., empresa instaladora de infraestruturas elétricas e eletromecânicas em Moura, Portugal. É sócio gerente do gabinete de projetos Dimensul, Ltda., sendo o responsável técnico/comercial no mercado de Guiné Equatorial, da empresa FDF, SA.
Brasil e a energia solar

O Brasil é apontado como o nono país do mundo mais atraente para investimentos em geração de energias renováveis, segundo o ranking Renewable Energy Country Attractiveness Index , da consultoria EY, que analisa o mercado de fontes limpas em 40 países. O ranking leva em consideração potencial de mercado, capacidade instalada, política setorial, cenário macroeconômico, infraestrutura e custo local de capital.

No ano passado, o governo realizou um grande leilão de energia solar, que contratou 1.048 MW de capacidade instalada em 31 novos projetos.  A produção desses parques solares vai fornecer 889,7 MW à rede elétrica brasileira a partir de 2017. Os parques vencedores estão instalados em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Ceará e Paraíba.

 SERVIÇO

Para quem está interessado em enveredar pelo caminho das energias alternativas, começa hoje:

 O Quê? Curso Iniciação aos Sistemas Solares Fotovoltaicos.

Quando? De 26 a 30 de maio

Caderno Verde (OEstadoCE)

http://issuu.com/oestadoce/docs/26-05/29?e=11391958/13100841