
A briga dos engenheiros contra a resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica, (Aneel) que permite às concessionárias realizarem serviços acessórios, chegou à Presidência da República. Depois de várias reuniões na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE) conseguiu audiência com o assessor especial da Secretária Geral da Presidência, José Lopes Feijó, que tem a atribuição de ouvir as entidades e tentar resolver conflitos. Feijó se comprometeu a analisar o caso e abrir uma negociação na Aneel. O Senge-CE está puxando uma mobilização nacional contra a resolução e quer envolver também os empresários. A presidente do Senge-CE, Thereza Neumann, argumenta que há dois problemas com a resolução: 1) ela cria praticamente um monopólio dos serviços, já que as concessionárias conhecem todos os clientes de energia do estado; e 2) atualmente, essas empresas têm dificuldade em fornecer os serviços básicos. Portanto, não faz sentido querer ampliar seu leque de atuação. Desde 2012 essa questão vem sendo amplamente debatida, mas até agora as concessionárias vêm ganhando a queda de braço. Com o agravamento dos problemas em função dos aumentos das tarifas e dos processos ocorridos devido ao descumprimento de prazos para ligações de energia, algumas companhias têm silenciado diante do assunto.
Fonte: Coluna Economia (OPovo 4/4/15)