
O Banco do Nordeste sediou, no dia 25 de junho, o primeiro Seminário Regional para Divulgação do 5º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, Prêmio ODM Brasil 2014. O encontro visou, entre outros objetivos, estabelecer um diálogo com a sociedade civil e governos locais, sobre a importância do alcance e dos desafios das Metas do Milênio para o Brasil.
Thereza Neumann, presidente do Senge-CE, abordou no seminário a necessidade de ampliação da inserção de profissionais nos municípios para atender demandas básicas dos municípios, como a agricultura familiar e o saneamento básico.
Na oportunidade, estiveram presentes o coordenador de Programas Especiais Secretaria Nacional de Relações Político-Sociais da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Alberto Vieira; a secretária executiva do “Nós Podemos Ceará”, Eliene Brasileiro; além de representantes de entidades parceiras do desenvolvimento, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Governo do Ceará e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dentre outras. Pelo Banco do Nordeste, o diretor de Desenvolvimento Sustentável e Microfinanças, Stélio Gama; e o superintendente do Etene, Fran Bezerra, também compuseram a mesa de abertura. O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará também esteve presente através de seus diretores.
O relatório trata do desempenho do Brasil diante dos compromissos assumidos na Declaração do Milênio e que vem sendo implementados nos diferentes municípios brasileiros. Além disso, ele busca fortalecer a municipalização dos ODM.
De acordo com o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Rafael Osório, que proferiu palestra durante o evento, a grande novidade do relatório é o cumprimento da meta de reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de cinco anos de idade. A meta foi alcançada quatro anos antes de 2015. Ela caiu de 53,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1990, para 17,7 em 2011.
Ainda segundo Osório, o Brasil tem sido um dos países que mais contribui para o alcance global do primeiro dos oito Objetivos do Milênio, ao reduzir a pobreza extrema a menos de um sétimo do nível de 1990. Ele destaca a inclusão no mercado de trabalho formal como grande responsável para o êxito. O nível de formalização oscilou em torno dos 46% da população ocupada de 1992 a 2005. A partir de então, começou a se elevar, alcançando quase 58% em 2012.