Fundamental para garantir produtividade e segurança, a iluminação de fábricas e armazéns exige baixo custo de manutenção e nível de iluminância adequado. Veja alguns cuidados no uso dessa solução
Extremamente técnica e funcional, a iluminação para ambientes industriais é vital para a segurança e para a produtividade dos trabalhadores. O projeto luminotécnico deve atender a uma série de requisitos. Nível de iluminância intenso e constante, adequado às atividades e à operação de máquinas, e baixo custo operacional são alguns deles.
TECNOLOGIA LED
Nos últimos anos, a utilização das tecnologias LED (Light Emitting Diode) em indústrias, armazéns e pátios logísticos vem adquirindo maior relevância em substituição às lâmpadas a vapor de mercúrio, de vapores metálicos e fluorescentes tubulares. Isso se explica por uma série de motivos.
Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação), cita a eficiência e a maior vida útil dos LEDs, o que reduz custos de manutenção e diminui eventuais interrupções às atividades industriais. Outro impulsionador é a redução de custos de refrigeração, uma vez que os diodos não emitem calor e não esquentam o ambiente.
DISPOSITIVOS AUXILIARES
Os melhores resultados em iluminação industrial decorrem de projetos consistentes, e não apenas da substituição de uma lâmpada por outra equivalente LED.
As oportunidades de economia tendem a ser maiores quando se considera, por exemplo, o conjunto lâmpadas e luminárias, bem como a altura de fixação e do pé-direito, os automatismos de comando (sensores de presença, temporizadores e sensores de iluminação) e o aproveitamento da luz natural por meio de telhas translúcidas ou claraboias.
A depender das características do local, o projeto pode demandar luminárias capazes de suportar condições extremas, como baixas temperaturas (caso de frigoríficos e indústrias farmacêuticas), poeira, umidade e exposição a produtos químicos.
De modo geral, luminárias para ambientes industriais devem apresentar alto grau de vedação contra a entrada de partículas sólidas e água. “Alguns ambientes podem exigir equipamentos à prova de explosão, enquanto outros demandam luminárias vedadas, com IP 68 (que permitem lavagens com água) e IP 69 (podem receber jatos intensos de água)”, cita Senzi.
Outra exigência comum nesse tipo de aplicação é por sistemas de gerenciamento que contemplem controle de iluminação e gerenciamento eficiente de energia. “Os dimmers são bem interessantes quando integrados a sensores de luminosidade de luz natural”, comenta Senzi. A lighting designer explica que os sensores são especialmente eficientes para ambientes de curta permanência, substituindo o controle manual de acendimento e desligamento da luz em depósitos, salas técnicas, sanitários e circulação de baixo tráfego. “Em áreas de galpões com estocagem por estanterias ou pallets, podem ser usados sensores por fileiras com acendimento setorial de acordo com a movimentação de empilhadeiras” diz Neide Senzi.
CUIDADOS NO USO DO LED
A especificação de LEDs para indústrias deve considerar dados técnicos como fluxo luminoso do LED (medido em lumens), intensidade luminosa (mensurada em cadelas), vida útil real do LED e do driver, e iluminância em comparação ao sistema tradicional. A iluminância, aliás, deve ser cuidadosamente avaliada, sobretudo em projetos de substituição de iluminação. A ideia é evitar que, na tentativa de elevar a eficiência energética, a intervenção reduza a quantidade de luz.
De acordo com Isac Roizenblatt, como os LEDs são chips eletrônicos, devem ser adotados cuidados adicionais em relação à temperatura de trabalho. Isso significa que as luminárias devem propiciar boa dissipação de calor.
Além disso, como ocorre com outros produtos, a especificação de LEDS deve garantir qualidade mínima a todos os componentes do sistema, incluindo driver, controles e luminárias. É fundamental, por exemplo, conferir a procedência dos produtos e a existência de certificações, seja do Inmetro ou de organismos internacionais.
Fonte: AEC web