A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) publicaram este mês manuais de arquitetura e engenharia para hospitais universitários federais vinculados à instituição.
O “Manual de Especificação de Materiais de Revestimento em Hospitais Universitários” e o “Manual de Diretrizes de Sustentabilidade para Projetos de Arquitetura e Engenharia em Hospitais Universitários” da Rede EBSERH estão disponíveis gratuitamente online (clique aqui).
Os documentos trazem orientações para a definição dos materiais de revestimentos e de sistemas de infraestrutura, como ar condicionado, aquecedor e captação de água e energia solar. Também propõem técnicas e materiais que contribuem para a sustentabilidade, reduzindo o consumo de energia e de água e, consequentemente, o impacto ambiental da edificação.
As diretrizes também têm como objetivo garantir o bem-estar dos usuários dos espaços e melhorar a operação e a manutenção dos sistemas de infraestrutura. Tais metas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, principalmente o ODS 4 — educação de qualidade — uma vez que as instalações serão utilizadas para o ensino.
Os manuais são resultado de uma cooperação entre o UNOPS e a EBSERH. Durante o período de execução do projeto, também foram elaborados documentos como roteiros de planejamento assistencial hospitalar e de análise de projetos e documentação padronizada de suporte.

Atualmente, os conceitos dos manuais já estão sendo aplicados em projetos-piloto de sete hospitais universitários federais, sendo que os da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e da Unidade Materno Infantil da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, já estão em fase de obras.
O vice-presidente da Rede EBSERH, Arnaldo Medeiros, ressalta a importância da troca de conhecimento entre as instituições. “Além de possibilitar a criação de projetos para novos edifícios, novos hospitais, a EBSERH terá ainda o incremento de novas tecnologias, uma vez que os manuais transferem o conhecimento do UNOPS, podendo replicá-los para projetos futuros”, explica Medeiros.
(Do site Nações Unidas)