close
EventosNotícias

X Bienal de Arquitetura trata de mobilidade, espaço público e infraestrutura

no thumb

SÃO PAULO — A apresentação da X Bienal de Arquitetura aconteceu na manhã desta sexta-feira na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo. O evento será realizado em rede (ocupando vários lugares da capital paulista, incluindo Sescs, Ceus, Centro Cultural São Paulo, Fábricas de Cultura, Museu da Casa Brasileira, o Minhocão, cujo nome oficial é Elevado Costa e Silva) entre 28 de setembro e 24 de novembro. O secretario de Cultura do município, o baiano Juca Ferreira, uma das autoridades presentes na reunião, resumiu o papel dessa edição e das que virão, dizendo (brincando) não saber se foram as manifestações que provocaram as escolhas curatoriais ou se é a Bienal de Arquitetura quem provocou as manifestações.

Estiveram presentes no auditório da Mário de Andrade cerca de 150 pessoas. Também participaram da apresentação Marcelo Araújo, secretário de Cultura do estado de São Paulo; Fernando Mello Franco, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Sergio Magalhães, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB); Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Gustavo Ramos Melo, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU -SP), além de Guilherme Wisnik e Ligia Nobre, curadores da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, e Ana Helena Curti, a produtora executiva da exposição.

O tema da X Bienal de Arquitetura é:

CIDADE

MODOS DE FAZER

MODOS DE USAR

MODOS DE AGIR

A expressão ‘modos de agir’ foi incluída no projeto gráfico depois do início das manifestações para traduzir a voz das ruas, explicou um dos curadores da mostra, Guilherme Wisnik.

— A bienal se propõe a pensar a arquitetura como instrumento da cidade para a melhoria da qualidade de vida. Porque a situação das cidades brasileiras é delicada. Portanto, o tema sintetiza nossa intenção dialética e a ideia do arquiteto sair do trono de dono da verdade para discutir e escutar as demandas da sociedade — disse José Armênio de Brito Cruz, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento São Paulo.

— A arquitetura só se tornou importante na história da humanidade quando ouviu as demandas da sociedade. E no Brasil, elas são muitas, tais como o déficit habitacional nas cidades, a situação do transporte público, a falta de ágoras (praças, espaços, parques públicos). Arquitetos junto com a sociedade podem transformar essa realidade — completou.

A Bienal de Arquitetura fará uma reflexão contemporânea sobre a cidade, baseando-se em três pilares fundamentais: mobilidade/densidade, espaço público e infraestrutura urbana. A exposição é organizada pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB/SP), com produção executiva da arte3.

Marcelo Araújo convidou a Bienal de Arquitetura a refletir sobre as fábricas de cultura, e sobre outros espaços e instuições públicas do estado de São Paulo. Brincou com Juca Ferreira, dizendo que as pessoas estão cansadas de “freio de arrumação”. Antes, o ex-ministro da Cultura explicara em seu discurso o significado da expressão, muito popular em Salvador.

Na gíria, freio de arrumação é uma expressão usada por motoristas e usuários de transporte público. Quando o motorista do ônibus observa que o ponto no qual tem de parar está lotado demais, ele dá uma freada brusca, o que leva para a parte da frente do veículo os passageiros que estão em pé. Depois da freada, sobra na traseira do ônibus um espaço vazio de cerca de 25%.

Tags : arquitetura
Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

A Inove Comunicação tem know-how na divulgação de eventos nacionais e internacionais e tem como missão dar, a cada cliente, visibilidade na mídia, consolidando a marca no mercado e perante a opinião pública.

Deixe um Comentário