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Vovô do drone já voava há quase dois séculos. Sabe como a máquina surgiu?

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São muitos os autores dessas maravilhosas máquinas voadoras sem piloto nem passageiros, e que podem ser controladas remotamente ou realizar seus trajetos sem auxílio —com rotas programadas previamente—, caro sandumonense.

Prepare-se para uma viagem longa com várias “paternidades” ao longo do tempo. Se formos considerar qualquer objeto voador desprovido de tripulação e com uma tarefa específica, o século 19 pode ser considerado como uma pré-história dos drones.

Em julho de 1849, duzentos balões incendiários foram enviados pela Áustria a fim de atacar Veneza. Parte deles foi solta em terra e outros partiram do navio SMS Vulcano – nome sugestivo, não?

A missão que tinha tudo para ser um estouro fracassou ao sabor dos ventos que espalharam os balões e os levaram para longe do alvo —inclusive, alguns deles voltaram perigosamente para perto do navio que os lançou.

Quase 50 anos depois, em 1898, o genial inventor sérvio-americano Nikola Tesla registrou uma patente descrevendo a possibilidade de controlar veículos por meio de ondas e sem fio. Mais tarde, já no século 20, em 1915, Tesla descreveria um futuro com frotas de aeronaves de combate não tripuladas.

E foi justamente daí que veio o passo seguinte na evolução do que hoje chamamos de drone, mas que tecnicamente são chamados de VANT (veículos aéreos não tripulados) ou UAV, na sigla em inglês. Nos anos 1910, a força aérea britânica começou a projetar aviões que voassem sem ninguém a bordo a fim de servir como alvos móveis para o treinamento de seus pilotos.

Essa foi a semente do encontro que uniu os dois pais do primeiro drone movido a motor: o físico e engenheiro britânico Archibald Montgomery Low projetou um sistema de controle por rádio capaz de guiar aeronaves remotamente. O também engenheiro britânico Geoffrey de Havilland, por sua vez, projetou um monoplano que serviu como cobaia para o sistema de Low e foi controlado como alvo aéreo em março de 1917.

Em 1935, a profecia de Tesla se cumpriu, com os britânicos ostentando uma frota de 400 aviões Queen Bee, projetados por de Havilland, usados como alvos, sem piloto a bordo e controlados à distância.

O próximo salto na tecnologia viria nos anos 1970, com o judeu, nascido no Iraque e naturalizado americano, Abraham Karem, que desenvolveu os primeiros drones robóticos. E adivinha a finalidade deles? Sim, para a guerra. Mais precisamente para a do Yom Kippur, entre árabes e israelenses, em 1973.

A obra mais icônica de Karem é o Predator, desenvolvido nos anos 1990 sob encomenda da CIA e da Força Aérea dos EUA. Dá uma olhada na foto a seguir.

De lá para cá, os drones deixaram de fazer apenas guerra, se miniaturizaram e invadiram o cotidiano civil. As versões paz e amor deles entregam encomendas, mapeiam florestas, fazem filmes (profissionais e caseiros) e coberturas jornalísticas e são até pilotados em corridas esportivas.

Todo esse buzz, aliás, é coincidentemente também a origem do nome popular deles. “Drone”, em inglês, é como nomeiam o zangão, macho da abelha. Aquele sonzinho “bzzzz” que ambos fazem é o que gerou o apelido que pegou.

Fonte: https://www.uol.com.br/

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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