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Titanzinho convive com esgoto a céu aberto e água com mau cheiro

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Eles escolheram não esperar. Com pá e carrinho de mão, moradores da rua Flávio Marcílio, na comunidade do Titanzinho, bairro Serviluz, se cansaram de ver a via cheia de dejetos. Resolveram recolher, todos os dias, o material sem tratamento deixados pelo esgoto a céu aberto na via. Sem nenhuma proteção, valas curtas cavadas no chão deixam o material escorrer até a praia – na qual surfavam, na manhã da última sexta-feira, dezenas de jovens. “Meus pais tiveram problemas respiratórios por causa dessa imundície”, descreve o comerciante Augusto César Dias, 50.

Outras vias do bairro também passam pelo problema, mas a pior situação é o da Flávio Marcílio. Com o material sem tratamento, os dejetos trazem mau cheiro e doenças respiratórias. “Tem dias que a gente nem consegue dormir de tão fedorento que é”, avisa o aposentado Carlos Rodrigues, 63, que também reside na via. A comunidade do Titanzinho existe há 30 anos e, na área mais baixa, na qual está localizada o logradouro, nunca houve a construção de saneamento com rede coletora. “A gente vive doente. Uma tosse gorda, cheia. E nunca se preocuparam com a gente”, reclama.

Os trabalhos do Instituto Povo do Mar (Ipom), também na rua, estão interrompidos desde a última segunda, 28 de maio. Eliane da Costa, auxiliar de coordenação da instituição, conta que cerca de 440 crianças e jovens, entre 7 e 29 anos, deixam de ser atendidos, por dia, devido ao forte odor. “Tivemos que fechar as portas porque não tem condição de alimentar ninguém com esse mau cheiro”, reforça. Ao abrir as torneiras do Ipom, é como se tivesse abrindo a tampa de um sanitário que acabou de ser usado: a água tem um forte odor de fezes.

O que os moradores querem é que seja instalada uma rede coletora de esgoto. “Nós temos cinco estações de tratamento em todo o Serviluz, mas nenhuma chega até aqui”, comenta a dona de casa Socorro Dias, 48.

Na rua, a maioria das casas tem um batente para impedir que o esgoto invada as residências. Após denúncias dos moradores, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) chegou a ir até o local realizar uma limpeza – que, em pouco tempo, foi completamente desfeita. “É como enxugar gelo”, lamenta Luciano Ferreira, 58.

Em nota, a assessoria de imprensa da Cagece informa que o problema de vazamento de esgoto no local foi solucionado. Na rua, ainda segundo a Companhia, foi realizada limpeza na rede de esgotamento sanitário e, durante a execução do serviço, foram encontrados materiais como plástico, madeira e areia. Este tipo de material ocasiona obstrução da rede de esgotamento, provocando extravasamento.

Para evitar ocorrências semelhantes, além do trecho mencionado, a Cagece está realizando serviço de limpeza e desobstrução nas demais redes adjacentes, que também apresentam resíduos sólidos. O serviço deve ser concluído até hoje. A companhia informa ainda que sempre que solicitada, realiza desobstrução na rede de esgoto do local. A orientação é não destinar lixo, água servidas e outros resíduos sólidos, como areia, para a rede de esgotamento.

Para qualquer reclamação ou solicitação, a população pode entrar em contato com a Cagece pela Central de Atendimento (0800.275.0195), pelo aplicativo Cagece Mobile ou por meio www.cagece.com.br.

Fonte: O Povo.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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