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Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará será usada em radares militares americanos

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A Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem), fechou o quarto contrato para desenvolvimento de tecnologia com a Força Aérea dos Estados Unidos.

O Locem foi procurado pelo Departamento da Força Aérea Americana para Pesquisa Científica (Air Force Office of Scientific Research – AFOSR) para desenvolver um sistema de antenas que serão utilizadas em radares militares. O radar que será finalizado pelo AFOSR a partir da antena desenvolvida pela UFC é chamado de multifeixe, pois usa várias antenas. “Esses radares militares possuem cerca de mil antenas que funcionam simultaneamente. Um radar desse pode buscar inúmeros alvos ao mesmo tempo”, comenta Sérgio Sombra, coordenador do Locem.

Conforme o pesquisador, a parceria entre a UFC e a Força Aérea americana existe há pelo menos oito anos e o departamento confiou à universidade a fabricação dos componentes. Todo o projeto é financiado pelo AFOSR.

Parceria

Segundo o coordenador, o AFOSR faz levantamento no mundo todo em busca de projetos que possam ajudá-los na fabricação de tecnologias. Sérgio tinha contato com funcionários da Marinha americana que o indicaram para desenvolver o projeto das antenas.

“Já avançamos muito ao longo desses anos. Nós fazemos a pesquisa com novos materiais, desenvolvemos a antena, testamos e depois fabricamos protótipos. O AFOSR faz teste de campo com esses protótipos e finaliza no radar”, explica o coordenador.

Para o pesquisador, o contrato mostra a confiança do departamento americano no trabalho desenvolvido pela universidade cearense.

“Como é uma instituição de prestígio, é importante também para os nossos estudantes que participam do projeto”, destaca. Cerca de oito alunos de mestrado e doutorado trabalham na pesquisa e desenvolvimento das antenas no Locem.

Ainda segundo Sérgio, só cerca de dez empresas no mundo fabricam o tipo de antena desenvolvido pelo laboratório. “Se, futuramente, o próprio Brasil precisar desenvolver esse tipo de radar, já teremos os componentes para produzir as antenas”, afirma.

Fonte: Jornal O Povo
Foto: EVILÁZIO BEZERRA

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