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Falta de reajuste salarial e problemas estruturais são as principais pautas de reivindicações dos trabalhadores do órgão

Mais reivindicações surgem a cada dia na capital cearense. Desta vez, em meio a tantos manifestos, servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) paralisaram as atividades em todo o Brasil. No Ceará, um ato realizado na manhã de ontem, na sede do órgão, visou chamar atenção para pauta de cobranças, além de conscientizar funcionários a aderirem à causa. Na ocasião, a categoria decretou greve por tempo indeterminado.

Os servidores relatam que as negociações ocorrem desde 2008, sem sucesso. A principal reivindicação diz respeito ao reajuste de salário, que segundo os trabalhadores, não ocorre a mais de cinco anos. “Temos uma responsabilidade grande, e já que o governo diz que o Dnit é importante, porque não valorizam?”, questiona o analista de infraestrutura de transportes do órgão, Eudemberg Pinheiro.

O servidor reclama, também, de problemas estruturais, como a situação em que se encontra o edifício do Dnit. “O prédio está abandonado há muito tempo, sem nenhum tipo de reforma”.

A contratação de mais pessoas integra a pauta de reivindicações da categoria. Eudemberg esclarece que os aprovados no último concurso, realizado em janeiro deste ano, não preencheram todas as vagas e não vão suprir a real necessidade do setor. Conforme exemplifica, o Dnit trabalha com cinco unidades locais, nos municípios de Fortaleza, Sobral, Russas, Icó e Boa Viagem, sendo responsáveis, cada uma, por gerenciar as obras no Estado, estando com defasagem de pessoal. Dessa forma, na sua avaliação, seria necessário a contratação de, no mínimo, mais 17 engenheiros para o setor. “Assim, algumas unidades ficariam com três ou quatro profissionais”, acrescenta.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Ceará (Sintsef), Luís Carlos Macedo, esclarece que na última negociação, durante a greve do ano passado, a classe recusou a proposta de reajuste salarial de 15,8%, por não rever a defasagem sofrida pela categoria.

Faltas

Além disso, explica que durante o movimento de greve em 2008, os servidores levaram falta pelos dias não trabalhados, o que os prejudica no momento da aposentadoria. “Cada falta você tem um mês a menos para sua aposentadoria, ou seja, 45 dias são 45 meses de trabalho a mais para você se aposentar, mas greve não é falta. Até hoje temos servidores lutando contra isso”, afirma o coordenador.

Em contato com o Dnit, foi questionado se a paralisação dos trabalhos atrasaria o andamento das obras no Ceará, no entanto, a assessoria de comunicação informou que, por se tratar de assunto relacionado à greve, nenhum manifesto por parte do órgão seria dado.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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