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TECNO

Imagine um semáforo inteligente que atua como agente de trânsito e pode melhorar o tráfego de uma cidade. O recurso existe e foi desenvolvido no Brasil, pela Seebot. O sistema desenvolvido pela empresa, chamado de Agent Seebot, possui capacidade de entender o fluxo do trânsito em tempo real, uma vez que utiliza informações das câmeras internas do dispositivo para enxergar o tráfego e tomar decisões sobre quais vias devem ser liberadas e por quanto tempo. A ideia surgiu de um trabalho de mestrado sobre ambiente não controlado para controle de tráfego de veículos.

“Observando impacientemente um semáforo convencional me alertar que finalmente estava autorizado a continuar o meu trajeto, percebi que havia algo mais importante a fazer com as pesquisas que havíamos desenvolvido. Entendi que o que poderíamos criar era disruptivo. Assim, apresentamos a proposta para o mercado e um grupo de investidores acreditou na nossa ideia, o que permitiu o surgimento da Seebot, apresentando a visão computacional como algo possível para o primeiro robô de mobilidade urbana criado”, explica o cientista da computação Aleksandro Montanha, sócio e diretor da Seebot.

O Agente Seebot nada mais é que a cabeça do semáforo. O executivo explica: o dispositivo possui uma câmera acoplada e um conjunto de computadores, no-breaks e conexões de internet, por onde ele capta a imagem, processa e calcula o preenchimento da via, distância de filas, tempos de espera, e, automaticamente, se reprograma a cada ciclo semafórico, observando também as adjacências e fazendo com que os vários dispositivos de um cruzamento, ou vários cruzamentos, conversem entre si para a tomada de decisão”.

“A atuação do Agente Seebot no trânsito se dá diretamente observando o comportamento dos veículos, com base na sua velocidade e, com isso, aumentando ou diminuindo os tempos de abertura e fechamento nos ciclos semafóricos. Desta forma, o sistema prioriza sempre as vias mais congestionadas. Caso o comportamento dos veículos seja alterado 20-30 minutos depois, o sistema se reorganizará novamente e continuará neste ciclo constantemente, inclusive mantendo a semaforização noturna, uma vez que sempre estará aberto para a via onde trafegam mais veículos, mantendo assim a segurança”, completa.

O semáforo foi instalado em Ivaiporã, município do Paraná, em novembro de 2016. Durante 20 dias foi feito uma comparação com um semáforo tradicional. “Comparando os dados, a melhora no trânsito foi de 49%. Os dados de segmentação também mostraram fluidez e um ciclo de abertura muito maior. Ainda, de acordo com relatos da própria população local, observou-se, inclusive, o aumento da segurança, já que neste cruzamento, desde a instalação do semáforo, não ocorreu sequer um registro de acidente. Ou seja, é uma solução completa, que definitivamente pode mudar a vida das pessoas nas cidades”, destaca o cientista da computação.

Propagação da tecnologia

Aleksandro relata ainda que já recebeu contato de interessados no semáforo inteligente de outras cidades brasileiras e até de outros países, como Argentina, Peru e Portugal. No entanto, ainda existem barreiras que impedem a propagação da tecnologia. “Embora tenhamos alguns gestores que estão inovando na forma de pensar e agir, ainda existem aqueles que duvidam que a tecnologia possa auxiliar na geração de novos empregos para que as pessoas não se prendam somente a uma atividade. Muitos acreditam que trazer autonomia para o trânsito, por exemplo, eliminará a necessidade de pessoas trabalhando nele, quando a dinâmica é exatamente o contrário”.

“Cada vez mais haverá demanda por profissionais especializados em compreender dados, em estruturar ações e isto vai de encontro com o anseio das pessoas que estão todos os dias nas cidades, nas ruas, esperando mais segurança e mobilidade. Nós acreditamos nas pessoas, e acreditamos que o interesse em tornar a vida de todos melhor também estará presente no dia a dia das cidades”.


Aleksandro Montanha também é sócio e diretor da Tecnoimagens, que desenvolveu um case de sucesso, intitulado de SafePKR para estacionamentos

A Seebot, por enquanto, trabalha em outros projetos, como por exemplo o Agent ONE, que funciona para monitorar vagas e segmentar veículos. “É um dispositivo a ser instalado no alto de edifícios e, pelo método de máscara e visão computacional, avaliar estacionamento irregular, por exemplo. Há ainda uma versão do Agent para pedestre, que interage com o semáforo veicular e enxerga pedestres atravessando a via, dentro ou fora da faixa de pedestres ou com mobilidade reduzida. No segundo caso, ampliando o tempo do sinal verde para o pedestre, garantindo em parte a segurança do mesmo. São aplicações já desenvolvidas e em desenvolvimento, por uma equipe que busca constantemente por resultados que mudem a vida das pessoas”.

Ambiente fechado

Aleksandro Montanha também é sócio e diretor da Tecnoimagens, que tem como foco segurança em ambiente fechado. A empresa também desenvolveu um case de sucesso, intitulado de SafePKR, solução de reconhecimento facial e veicular.

O funcionamento do projeto é simples e pode ser aplicado em estacionamentos, condomínios ou até mesmo garagens do setor público. Funciona assim: ao chegar no estacionamento, enquanto retira o ticket, o motorista para ao lado do totem de reconhecimento facial e câmeras captam a placa do veículo, enquanto ele realiza o escaneamento facial. Na saída, o ticket é validado e o sistema verificará a identidade facial do motorista com a placa e características do carro. Caso haja alguma divergência, o sistema aciona automaticamente a segurança do estacionamento.

“A ideia é que o ticket não precise mais existir num futuro próximo, assim, contribuímos para redução do uso de papel, energia da impressora e componentes, provendo segurança para os usuários”. Atualmente a tecnologia está em uso em um estacionamento de Maringá (PR). “A solução foi homologada recentemente pelo instituto de Tecnologia do Estado do Paraná (Tecpar) e agora estamos desenvolvendo a parte comercial da empresa para que tenhamos segurança ao atender as demandas dos vários setores”, finaliza Aleksandro.

FONTE: Diário do Nordeste

 

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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