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Robô transpira para regular a própria temperatura

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Robôs que suam

As peles eletrônicas, ou peles robóticas, acabam de ficar ainda mais parecidas com a pele humana.

Elas agora conseguem regular sua própria temperatura por meio do suor.

Segundo Anand Mishra e colegas da Universidade de Cornell, essa forma de gerenciamento térmico é fundamental para permitir que robôs de alta potência e autônomos operem por longos períodos de tempo sem superaquecer.

Esse é um problema particularmente significativo para os robôs macios, feitos de materiais sintéticos maleáveis. Embora mais flexíveis, diferentemente dos metais, que dissipam o calor rapidamente, esses materiais retêm o calor. E as técnicas tradicionais de refrigeração interna, como um ventilador ou exaustor, não são de grande ajuda porque ocupam espaço valioso e aumentam o peso e o consumo de energia.

“A transpiração tira vantagem da perda de água por evaporação para dissipar rapidamente o calor e pode esfriar abaixo da temperatura ambiente. Então, como costuma ser o caso, a biologia forneceu um excelente guia para nós, como engenheiros. A capacidade de transpirar é uma das características mais notáveis dos seres humanos,” disse Thomas Wallin, coautor do trabalho.

 

Robô sua para regular a própria temperatura
A técnica é várias vezes mais eficiente do que a transpiração da pele humana. [Imagem: Anand K. Mishra et al. – 10.1126/scirobotics.aaz3918]

Transpiração para robôs

Para criar os materiais poliméricos necessários, que precisam ter estruturas internas em escala nanoscópica, a equipe usou uma técnica de impressão 3D chamada estereolitografia de materiais múltiplos, que usa luz para curar a resina em formas pré-projetadas.

O material resultante consiste em atuadores compostos de dois tipos de hidrogel que podem reter água e responder à temperatura – dito de outra forma, são esponjas termorresponsivas.

A camada base, feita de poli-N-isopropilacrilamida, reage a temperaturas acima de 30 °C encolhendo-se, o que comprime a água rumo à camada superior de poliacrilamida, que é perfurada com poros na escala dos micrômetros. Esses poros são sensíveis à mesma faixa de temperatura e se dilatam automaticamente para liberar o “suor”, fechando-se novamente quando a temperatura cai abaixo de 30 ºC.

A evaporação dessa água reduz a temperatura da superfície do atuador em 21 °C em 30 segundos, um processo de resfriamento aproximadamente três vezes mais eficiente do que nos humanos – a nossa pele não foi feita só pra suar. Os atuadores também podem esfriar ainda mais rapidamente – cerca de seis vezes mais rápido – se forem expostos ao vento de um ventilador.

Como a água evapora, os robôs vão precisar reabastecer seu suprimento de água, o que é um grande inconveniente. Por isso a equipe já está projetando robôs macios que não apenas transpirem como os mamíferos, mas também bebam água como eles.

Fonte: Inovação Tecnológica

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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