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Postes toimage1rtos, correndo o risco de pender em cima de alguém a qualquer momento, outros velhos, sem utilidade alguma, pois estão sem fiação ou iluminação pública, e até postes “esquecidos” no meio da rua, em pleno asfalto, disputando espaço com os veículos, constituem o cenário das ruas de Fortaleza.

Cansado do estado de depredação em que se encontram alguns postes de Fortaleza, sejam eles de iluminação, energia elétrica ou de telefonia, o advogado Luiz Antonio Lima resolveu agir e lançou o “Movimento em defesa da cidadania”.

“Eu queria saber de quem é a responsabilidade por esse tipo de descaso? Até quando esse poste vai ficar dessa forma? É um absurdo, ele pode cair e até matar alguém. Se não tomarmos uma providência, esse poste só vai sair daqui quando matar alguém”, opina, sobre o descaso com um poste situado no cruzamento da Avenida Washington Soares com Avenida dos Franceses.

No bairro Luciano Cavalcante, próximo à Câmara de Vereadores de Fortaleza, na confluência das ruas Gontran Giffoni com Reverendo Bolivar, chama a atenção um poste “esquecido” no meio da rua.

Outro problema que os usuários encontram é na hora de solicitar um serviço.

“Liguei para a Coelce e disseram para ligar para o Citeluz. Lá disseram que não era com eles e, sim, com a Regional. Na Regional explicaram que eu tinha que ligar para o 156. Fiz várias ligações, mas o telefone estava o tempo inteiro ocupado e, quando finalmente deu certo, a moça disse que o sistema estava fora do ar. Como é que pode um negócio desses? Estou impressionada com a burocracia”, desabafa a aposentada Irismar Lima.

Na visão da engenheira eletricista Thereza Neumann, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE), não existe uma manutenção periódica por parte da rede concessionária. Ela acrescenta que, em virtude de Fortaleza ter um alto índice de salinidade no ar, a estrutura se desgasta muito mais rápido, o que exige uma manutenção preventiva ainda mais recorrente.

“Nas ruas, a gente vê as ferragens dos postes expostas e quando tem algum tipo de abalroamento, se a fiação não romper, permanece lá até que alguém se prontifique a denunciar”, afirma. A especialista acrescenta que não existem profissionais para fazerem uma inspeção periódica de toda a rede e, se eles existem, não são em quantidade suficiente, pois não estão dando conta da demanda.

Quando ocorrem problemas em postes da Capital, geralmente as pessoas não sabem a qual órgão recorrer. Alfredo Serejo, titular da Coordenadoria Especial de Iluminação Pública, da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), explica que toda a iluminação pública é de responsabilidade da Prefeitura e que a Companhia Energética do Ceará (Coelce) é a concessionária responsável pelo fornecimento dessa energia. Ele informa que Fortaleza tem mais de 185 mil pontos de luz, dos quais cerca de 70% estão na rede concessionária e 30% em praças e canteiros centrais de avenidas.

Serejo afirma que a manutenção da rede é feita de forma constante. Mas, essa demanda tem que partir, sobretudo, da população, uma vez que é difícil fiscalizar todos os 185 mil pontos de luz da cidade.

Já a Coelce informa que investiu, nos primeiros seis meses deste ano, R$ 12,3 milhões com melhorias no sistema elétrico da Capital. Francisco Queiroz, responsável pela área de manutenção e obras em Fortaleza e Região Metropolitana esclarece que a manutenção da rede é feita a partir de inspeções periódicas ou emergenciais, a partir dos problemas identificados na rede elétrica, sendo a intervenção priorizada ou programada, de acordo com o grau de criticidade.

 

Com informações da Equipe de Comunicação do Diário do Nordeste.

 

 

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