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São Paulo. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, admitiu que a privatização da Petrobras deve acontecer, mas salientou que o movimento está “fora de cogitação” neste momento. “Acho que vai acontecer, é um caminho, mas não dá para tocar todas as agendas”, disse, ao ser perguntado sobre o assunto durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (2).

Ontem, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix, descartou veementemente qualquer iniciativa deste governo para privatizar a estatal petroleira. Ele disse que “esse assunto não está em discussão, não existe hipótese disso acontecer neste governo”.

No programa de televisão, Coelho Filho afirmou que é necessário aproveitar o momento “para fazer algumas coisas, mas na velocidade possível”.

Durante a entrevista no Roda Viva, a economista Elena Landau, ex-conselheira da Eletrobras, avaliou que, atualmente a sociedade brasileira, com exceção de alguns grupos sindicais e políticos, apoia a privatização de estatais e defendeu que o governo deveria aproveitar o momento para avançar mais no programa de desestatização. “Por que não se aproveita o momento positivo e não se fala de Petrobras?”, perguntou.

“Concordo com tudo o que você falou”, disse o ministro, sugerindo que o tamanho do Estado fará parte da discussão da próxima campanha eleitoral. No entanto, ele considerou que a privatização da Eletrobras já é um “desafio enorme” para o ministério e que “precisa ser vencido diariamente”.

Ele salientou que, embora o volume de dívidas da petroleira seja superior ao da companhia elétrica, a relação dívida líquida/caixa da Eletrobras é quase o dobro da observada na Petrobras, o que justificaria a preferência pelo processo da elétrica.

Elena ainda questionou sobre o motivo pelo qual não se optou pela venda de uma fatia maior da BR Distribuidora. “A Petrobras tem o poder, depois de muito tempo, de ser dona de seu destino e de suas decisões”, respondeu o ministro. “Foi a falta de autonomia que levou a empresa à situação que ela tinha”, disse a economista.

Crítica

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) no Ceará e Piauí, Jorge Oliveira, criticou as afirmações do ministro e ameaçou ações da categoria.

“Eles (governo) já estão privatizando a Petrobras. Essa história de vender ativo é conversa para boi dormir. Uma coisa é ele (governo) dizer, outra é ele fazer. Primeiro, não ficaremos calados. Vamos partir pra cima, e a gente sabe que esse governo golpista não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento do País. E a gente sabe muito bem que esse povo (governo)não tem nada a ver com a Petrobras. Ela não é deles, é do povo brasileiro. Não é qualquer governo que vai decidir isso (privatização), é a população. A Petrobras é patrimônio do povo brasileiro e vamos defendê-la”.

 

Fonte: Diário do Nordeste

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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