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Petrobrás começa a produzir biocombustível de peixe a partir de Pesquisa do Nutec

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Em 2015, projeto deve alcançar 300 piscicultores familiares e garantir a compra de 15 toneladas do produto por mês

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A usina de biodiesel da Petrobras Biocombustível em Quixadá, no Ceará, dará início ainda em janeiro à produção de biodiesel a partir do óleo extraído de vísceras de peixes, conhecido como OGR (óleos e gorduras residuais) de peixe. A companhia recebeu, em dezembro, 4,55 toneladas do produto para produção de biodiesel. O volume é resultado do primeiro contrato de compra firmado com a Cooperativa dos Produtores do Curupati, em Jaguaribara, região centro sul do estado, em 18 de dezembro de 2014. Na ocasião, também foi assinado convênio com a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará para assistência técnica aos piscicultores dos açudes do Castanhão e de Orós.

O que tornou possível a extração do novo biocombustível foi o lançamento da Máquina Biopeixe, pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), que processa vísceras e outros resíduos gerados pela indústria pesqueira na extração de óleo de peixe. O Ceará produz cerca de 30 mil toneladas de tilápia por ano, sendo 3 mil toneladas de vísceras. Se todo esse material fosse processado com a tecnologia desenvolvida pela Nutec seriam produzidas 1.500 toneladas de óleo de peixe anualmente. Além disso, a máquina dá destino mais adequado às vísceras, evitando a poluição ambiental

Até o fim do ano, o projeto poderá alcançar metade dos 600 piscicultores familiares que atuam nos dois maiores açudes da região: o Castanhão, que tem áreas produtivas nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama e Alto Santo, e o Orós, nos municípios de Orós e Quixelô, ambos na bacia hidrográfica do rio Jaguaribe. A expectativa da Petrobras Biocombustível é adquirir, em média, 15 toneladas por mês do produto, o que diversifica as alternativas de matéria prima da usina de biodiesel de Quixadá.

O uso do óleo extraído das vísceras do pescado na produção traz vantagens a ambas as partes. Para a companhia, assegura biodiesel com matéria prima de qualidade, além de a iniciativa estar alinhada ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, condição necessária para garantir o Selo Combustível Social do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para os piscicultores, gera valor de mercado para um subproduto, o que proporciona renda extra. Ao mesmo tempo, fortalece a cadeia produtiva do pescado, transformando um passivo ambiental em matéria prima para a produção de biodiesel.

A introdução do óleo de peixe na cadeia produtiva do biodiesel é uma parceria da Petrobras Biocombustível, do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará, da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), do Núcleo Tecnológico da Universidade Federal do Ceará, do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do DepartamentoNacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e das prefeituras de Jaguaribara e de Orós.

Fonte: Agência Petrobrás

Temporario

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