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Os desafios do professor universitário na formação de engenheiros

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Ser professor sempre foi um grande desafio no Brasil. Entraves como a falta de investimentos no ensino e pesquisa, baixa remuneração em relação à carga horária de trabalho e a falta de reconhecimento são só alguns dos principais problemas que incomodam tanto professores do ensino básico quanto do ensino superior. Em contraponto aos desafios, a profissão é de
primordial importância para a transformação da sociedade e, para exercê-la, é necessário, além de muita dedicação, muito amor. Esses dois pontos superam todas as dificuldades e despertam no profissional a vontade de se doar cada vez mais à nobre missão de transformar estudantes em profissionais de grande relevância para a sociedade.

Esse é o sentimento da engenheira civil Nadja Glheuca, há 21 anos professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela leciona as disciplinas da área de transportes e de topografia para alunos do curso de tecnologia e afirma, com convicção, que é feliz e grata pela profissão que escolheu. “Sinto-me realizada em dar aula. Muitos chegam ao curso com olhar ávido de conhecimento. Tento construir neles uma percepção de que estudar realmente vale a pena. É muito gratificante quando eu os vejo sair da universidade e encontro eles em atuação no mercado. Isso me deixa realizada”, disse.

Nadja Glheuca atua como engenheira civil fazendo consultorias, mas a maior parte de seu tempo é dedicada aos seus alunos. Para ela, a escolha da docência foi algo natural. “Quando me formei em engenharia, vi que seria vantajoso investir em mim mesma, então, já engatei em um mestrado e quando você entra nessa área da universidade, você acaba se envolvendo, não tem como. Costumo dizer que ministrar aula passou a ser uma terapia porque me divirto muito”, disse Nadja que é mestre em Engenharia de Transportes e doutora em Engenharia de Produção.

Sobre os desafios na formação dos profissionais da engenharia hoje, ela fala que o rápido avanço da tecnologia é um dos principais. “Hoje em dia temos que preparar os alunos para o futuro. A tecnologia é muito veloz e fica ultrapassada em poucos anos e até em poucos meses. Temos que ser capazes de preparar esses profissionais para encarar esse futuro e ensiná-los a serem ecléticos em alguns momentos e sensíveis para que consigam perceber e acompanhar as mudanças. O engenheiro de hoje precisa ter a abertura de perceber que o mundo hoje é dinâmico e seu conhecimento tem que perpassar essas barreiras”, disse Nadja acrescentando que algumas disciplinas que eram fundamentais no passado, hoje, são diferentes por conta da tecnologia. “É preciso usar outras metodologias. Hoje, os alunos estão muito mais ligados ao computador e os professores também precisam acompanhar”, falou.

Dentre as principais preocupações destacadas pela professora está o trabalho de humanização na formação de seus alunos. “Ser professor é também ser um educador. Nesse sentido, procuro tornar os alunos mais perceptivos do ponto de vista humano, pois do ponto de vista técnico, eles já precisam ser muito bons. É através da extensão que eles socializam e passam a ter uma percepção melhor do outro e assim se tornam mais humanos”, finalizou a doutora afirmando que ser professor é uma profissão de grande responsabilidade. “Muitas vezes somos inspiração para outros profissionais. Ser professor é saber que você tem influência e pode intervir e mudar o pensamento de um aluno para o melhor”.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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