close
Notícias

Nanonave que quer chegar às estrelas é testada na estratosfera

010130190515-wafercraft-1

Teste de nave interestelar

As nanonaves projetadas para a primeira viagem interestelarcumpriram mais uma etapa de testes.

A equipe da Universidade de Santa Bárbara, nos EUA, usou um balão para lançar um protótipo da nave espacial em miniatura, que poderá eventualmente se tornar a nanonave que os pesquisadores acreditam ser capaz de atingir velocidades relativísticas, para alcançar sistemas estelares próximos e exoplanetas, usando propulsão a laser.

“É parte de um processo de construção para o futuro e, ao longo do caminho, você testa cada parte do sistema para refiná-lo,” disse o professor Philip Lubin, um dos proponentes da tecnologia. “É parte de um programa de longo prazo para desenvolver espaçonaves em miniatura para voos interplanetários e, eventualmente, para voos interestelares.”

O protótipo, que a equipe chama de “espaçonave em escala wafer – wafers são as bolachas de silício usadas para fabricar processadores e outros chips – cabe na palma da mão. Ele foi lançado na estratosfera acima do estado da Pensilvânia, a uma altitude de 32 mil metros – três vezes a dos aviões comerciais – para avaliar sua funcionalidade e desempenho.

“Ela foi projetada para ter muitas das funções de espaçonaves muito maiores, como captura de imagens, transmissão de dados, incluindo comunicações a laser, determinação de atitude e detecção de campo magnético,” disse o pesquisador Nic Rupert. “Devido aos rápidos avanços na microeletrônica, podemos encolher uma espaçonave em um formato muito menor do que foi feito anteriormente para aplicações especializadas como a nossa.”

O protótipo de nanonave funcionou sem problemas e coletou mais de 4.000 imagens da Terra, no que Rupert disse ter sido “um excelente primeiro voo e que evoluirá dramaticamente a partir daqui”.

Nanonave que quer chegar à estrelas é testada na estratosfera
Esquema da nanonave eletrônica. [Imagem: UCSB]

Propulsão de energia dirigida

O objetivo do projeto é construir uma bolacha de silício ultraleve (na escala de gramas) com eletrônica embarcada, capaz de ser lançada ao espaço enquanto retransmite dados para a Terra.

Para a distância que os pesquisadores querem alcançar – cerca de 40 trilhões de quilômetros, viajando a uma fração significativa da velocidade da luz – a tecnologia necessária ainda é desafiadora.

Conhecida como propulsão de energia dirigida, a tecnologia requer a construção de lasers gigantescos na Terra para atuar como a propulsão à distância. Ou seja, o sistema de propulsão não viaja com a espaçonave, ele permanece na Terra.

“Se você tiver uma matriz de laser grande o suficiente, você pode realmente empurrar as bolachas com uma vela a laser para atingir nosso objetivo de 20% da velocidade da luz,” disse Rupert. “Então você estaria em Alfa Centauro em algo como 20 anos.”

Uma viagem prática, contudo, vai durar quase 70 anos porque é necessário prever a frenagem da nave para que ela não passe chispando pelo alvo.

Recursos para viagens interestelares

Parte de um empreendimento financiado pela NASA chamado Starlight, o esforço é apoiado também pela Fundação Breakthrough, onde é conhecido como Starshot. A Universidade de Santa Bárbara iniciou o projeto em 2009 com recursos do programa Spacegrant da NASA, recebendo fundos adicionais em 2015 por meio dos Conceitos Avançados da agência espacial.

Em seguida, a equipe abordou a Fundação Breakthrough, do bilionário de tecnologia Yuri Milner, em 2016, da qual recebeu um aporte de US$ 100 milhões para validar a ideia.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

A Inove Comunicação tem know-how na divulgação de eventos nacionais e internacionais e tem como missão dar, a cada cliente, visibilidade na mídia, consolidando a marca no mercado e perante a opinião pública.

Deixe um Comentário