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Levantamento do Cetem vai estimar a emissão de mercúrio nos garimpos do Brasil

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O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) está fazendo um levantamento sobre as emissões de mercúrio nas atividades de mineração de ouro em pequena escala no Brasil. O trabalho faz parte do esforço do governo brasileiro para cumprir a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, da qual o país é signatário, que pretende reduzir as emissões e eliminar o uso do mercúrio, para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos nocivos dessa substância.

Segundo a pesquisadora Zuleica Castilhos, do Cetem, o levantamento, feito a pedido do Ministério do Ministério Meio Ambiente (MMA), vai ajudar a descrever o atual cenário dos garimpos de ouro. O trabalho já começou nos estados com maior produção: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amapá. Os garimpos da Bahia também serão analisados.

“A grande vantagem deste trabalho é que ele está sendo feito em campo. Acompanhamos os processos produtivos de áreas importantes na produção da pequena mineração de ouro. O que se faz é um balanço do que é utilizado e do que é perdido nos processos para todos os compartimentos ambientais – água, solo, sedimentos e atmosfera”, explicou.

Em parceria com órgãos públicos estaduais e municipais e cooperativas de garimpeiros, um grupo de pesquisadores já visitou garimpos do Mato Grosso, Pará e Amapá. “Agora, estamos organizando nossa expedição para o estado de Rondônia e vamos finalizar com a Bahia”, acrescentou Zuleica.

O levantamento do Cetem deve ser concluído em novembro, e o relatório final será entregue ao MMA. Para a pesquisadora, a perda de mercúrio para o meio ambiente, sobretudo para a atmosfera, pode ser reduzida com a adoção de novas tecnologias.

“O que a gente pode ver neste trabalho é que em algumas áreas, comparado ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, houve mudanças nos garimpos e, com isso, uma redução muito importante do percentual de mercúrio perdido para o meio ambiente. atualmente, há um interesse maior em recuperar o mercúrio perdido, inclusive porque o produto ficou muito caro. Então, existem passos no processo de produção para a efetiva recuperação do mercúrio.”

Convenção

A Convenção de Minamata sobre Mercúrio prevê a regulamentação internacional do setor informal de mineração artesanal e de ouro em pequena escala. O acordo considera o mercúrio um problema global. “O que caracteriza o mercúrio como um poluente global é a sua estabilidade química quando emitido para a atmosfera. Ele pode ser emitido aqui no Brasil e chegar ao outro lado do mundo e vice-versa. Uma vez liberado, pode permanecer na atmosfera por cerca de um ano até se depositar sobre os solos e as águas”, ressaltou a pesquisadora.

Segundo Zuleica, a convenção recebeu esse nome em homenagem a mulheres da cidade de Minamata, no Japão, contaminadas por mercúrio na década de 1950 em decorrência do consumo de peixe. “Quando mulheres grávidas são contaminadas por metilmercúrio, a substância pode passar pela placenta e atingir o sistema nervoso central do feto, que pode nascer com problemas neurológicos irreversíveis. E a primeira vez que isso foi registrado no mundo foi em Minamata, no Japão.”

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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