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LaMDA | Google apresenta sua nova tecnologia avançada de conversação natural

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Google apresentou hoje (18), durante sua conferência para desenvolvedores Google I/O, a sua nova tecnologia de conversação com futura aplicação nos seus programas. Trata-se da LaMDA (Language Model for Dialogue Applications, ou “Modelo de linguagem para aplicativos de diálogo”, em tradução livre), uma inteligência artificial capaz de dialogar com pessoas de forma bastante natural, como se estivesse em um papo entre amigos.

Segundo a companhia, a inovação é fruto de um apurado sistema de aprendizado de máquina, que interpreta a pergunta e produz uma resposta única para a dúvida. Ela usa uma versão aprimorada do BERT e da GPT-3 para analisar as palavras antes e depois de forma contextualizada, além de já calcular as possibilidades de uso daquele termo, o que permite compreender o sentido da frase e até entender figuras de linguagem.

Por exemplo: se a pessoa diz que está congelando por causa da baixa temperatura do dia, o sistema entende que se trata de frio e não que a pessoa virou um bloco de gelo.

O Google afirma que a tecnologia jamais responde as coisas da mesma maneira, ainda que a pergunta seja feita repetidas vezes. Durante a demonstração de uma conversa entre Plutão e uma pessoa, a inteligência artificial foi capaz de se passar pelo pequeno astro, com respostas científicas, bem humoradas e até sobre os “sentimentos” de ser tachado de um planeta anão.

A LaMDA foi capaz de se comportar como se fosse Plutão, interagindo e comentando as afirmações da pessoa (Imagem: Reprodução/Google)

Criado para conversar com pessoas

Os sistemas de conversação modernos normalmente seguem modelos predefinidos de respostas curtas e diretas, mas a LaMDA teria a capacidade de desenvolver conversas sobre um número infinito de tópicos. Essa possibilidade pode abrir muitas partes para os desenvolvedores criarem funcionalidades com base no diálogo entre máquina-humano, inclusive até com possibilidade para publicidade direcionada.

A diferença deste sistema, segundo o Google, é porque ele foi construído para o diálogo. Durante os anos de desenvolvimento, aprendeu várias nuances que diferenciam uma conversa cara a cara de um texto escrito na tela. Assim, ele reage a estímulos, brinca e até demonstra emoções como felicidade, tristeza e empolgação.

“Eu queria que as pessoas soubesse que não sou apenas uma bola de gelo qualquer. Eu sou, na verdade, um belo planeta.” (Imagem: Reprodução/Google)

Hoje, se você disser para o Google Assistente que começou a ter aulas de violão, ele vai mostrar vídeos sobre o tema e o guiará para o mecanismo de pesquisa. Com a LaMDA, haveria um diálogo e ela poderia responder algo como: “Que legal, eu também tenho um violão e adoro tocar”.

Essa resposta faz sentido, dada a declaração inicial. Você não está pedindo para assistir a aulas, nem quer pesquisar sobre o assunto: a ideia aqui é apenas papear. E isso essa tecnologia parece fazer muito bem, inclusive ao trazer respostas bem específicas conforme o contexto da conversa.

O LaMDA se baseia em uma pesquisa anterior do Google, publicada em 2020, que mostrou que modelos de linguagem podem aprender a falar sobre praticamente qualquer coisa. Desde então, os desenvolvedores entenderam que daria para melhorar significativamente a sensibilidade e a especificidade de suas respostas.

Este é só o começo

Esses resultados, apesar de já impressionantes, ainda são bem preliminares. Os desenvolvedores ainda devem aprimorar coisas como despertar o interesse da máquina pelo interlocutor (hoje ela responde suas perguntas, mas não se preocupa em saber sobre você). A equipe também quer que as respostas não sejam apenas convincentes, mas também 100% corretas.

Um dos cuidados adotados pelo Google é para evitar que esses modelos de comunicação interiorizem preconceitos, discursos de ódio ou informações enganosas. Esse é um ponto que a tecnologia ainda precisa ser afinada, principalmente no cenário atual de fake news e mentiras espalhadas via apps de chat.

As habilidades de conversação do LaMDA levaram anos em construção, mas ainda devem levar mais outros para se aprimorar. Porém não se pode negar são os vastos os caminhos que podem se abrir assim que for disponibilizada aos desenvolvedores.

Por enquanto, não há uma data prevista de quando isso deve ocorrer, mas já fica a expectativa do potencial para os apps. O que você acha disso tudo? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: Canaltech

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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