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Indústria 4.0 causa robotização de tarefas e redução de funções no mercado de trabalho

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Rebeca BeatrizManaus (AM)

A humanidade vive uma nova ordem mundial: a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial. Trata-se do emprego de novas tecnologias digitais, físicas e biológicas na sociedade. É a era das transformações tecnológicas, gerando impactos no mercado de trabalho. É possível notar alguns reflexos, como a redução de funções e o uso da robotização em tarefas cotidianas.

O assessor técnico dos cursos industriais do Centro Literatus, Cleuton Coelho alerta para as profissões que podem desaparecer com o avanço da Indústria 4.0. “A mão de obra menos específica e especializada é a que mais deve sofrer. Atividades repetitivas como montagem de linha de produção são fortes candidatas a desaparecerem, dando lugar às máquinas”, diz.

Trabalhos de advogados para análise de processo e de economistas nas funções de análises de gráficos também entram na lista. Os setores valorizados serão os que remetem a criatividade e produção tecnológica.

Para o engenheiro e especialista em Robótica, Glauco Aguiar, a indústria 4.0 aplicada ao mercado de trabalho deve exercer um papel de inserção social. “Podemos dizer que a preocupação atual  é que esta nova ordem seja inclusiva e socialmente positiva, e isso só acontecerá se os trabalhadores estiverem qualificados”, comenta.

Investimentos

Nos próximos seis anos, devem ser injetados na Zona Franca de Manaus cerca de R$ 20 milhões em projetos de Manufatura 4.0. A proposta é da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

O futuro do mercado de trabalho e das profissões ainda é questionável, mas segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Antonio Carlos da Silva, a modernização  não irá afetar negativamente os trabalhadores.

“A revolução tecnológica está dentro daquilo que temos observado ao longo dos anos. A mudança acontecerá, mas nesse primeiro momento apesar das discussões em torno do novo modelo, não teremos impactos relacionados à redução de mão de obra de emprego direto”, diz. Aos poucos, a sociedade se adapta aos moldes desta nova transição, e as funções passam a ser pensadas de acordo com a dinâmica do mercado.

Engenharia de produção

Com o processo de automatização e o avanço tecnológico na indústria cada vez mais integrados ao mercado, a regra é  cortar gastos, considerando impactos ambientais, sociais e econômicos. Uma das áreas que vivenciará esses reflexos é a engenharia de produção.  Deve haver um acompanhamento desde a matéria-prima, até a entrega do produto final. Segundo o professor e engenheiro Dário Henrique Alliprandini, o profissional do futuro deverá manter-se antenado para compreender os diferentes processos de organizações de diversas áreas.

“O desafio para o futuro da profissão é desenvolver projetos que façam a conexão e a integração desses processos, incluindo as áreas de fabricação, fornecedores, distribuição, seleção de tecnologias, em um ambiente de Indústria 4.0. O engenheiro de produção atuará fortemente nesse ambiente, desenvolvendo projetos para integrar e inserir inteligência nos processos”, comenta.

Expansão global

O crescimento da indústria 4.0 não resulta exclusivamente de acordos governamentais, mas da parceria entre gigantes industriais e empresas líderes no conceito. Países como Japão, Reino Unido, China, Bélgica e Estados Unidos estão à frente no modelo. Nesses locais, a quarta revolução industrial cresce a todo vapor com iniciativas ao redor do mundo.

Fonte: aCritica

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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