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Icapuí terá ações de conservação reforçadas

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Icapuí. Na próxima quinta-feira (7), será lançada, na Estação Ambiental Mangue Pequeno, na Praia da Requenguela, neste Município do Litoral Leste do Estado, a IV etapa do Projeto “De Olho na Água”. O evento está previsto para começar às 9h. A iniciativa prevê o fortalecimento do protagonismo comunitário, no desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis e na ampliação de diversas tecnologias sociais já implantadas nas etapas anteriores.

Objetivos

O projeto tem por objetivo promover a recuperação de manguezais no Município de Icapuí por meio de ações que fomentem a educação e a conservação do meio ambiente com atuação direta das comunidades locais.

As ações do projeto incluem a construção de 65 canteiros bio-sépticos (fossas ecológicas), a implantação de uma unidade de Produção Agroecológica Sustentável (Pais), a produção 20 mil mudas de mangue e cinco mil de plantas nativas; a cobertura vegetal de quatro hectares de área do manguezal; e a análise das atividades socioeconômicas de 34 comunidades relacionadas com a pesca, agricultura e consumo doméstico.

Serão analisadas 50 amostras de água para definir os componentes físico-químicos e microbiológicos de modo a evidenciar padrões de potabilidade e impactos ambientais das atividades de monocultivos de camarão (carcinicultura) e produção de sal no estuário Barra Grande.

Outras ações previstas pela iniciativa são a realização de 13 oficinas sobre ecossistemas costeiros, gestão da água e mudanças climáticas, cada uma contemplando 8h/a com a participação de professores, estudantes, lideranças comunitárias, pescadores, marisqueiras, ribeirinhos e administradores municipais. O projeto prevê que ao fim será elaborado o Plano de Ação de Enfrentamento Comunitário às Mudanças Climáticas.

A diretora executiva da Fundação Brasil Cidadão, Leinad Carbognin, faz um balanço positivo das ações iniciadas em 2002 com o projeto “Esse mar é meu”. “Realizamos um estudo sobre o território, fizemos um diagnóstico das potencialidades e definimos um leque de ações, sempre visando a proteção e a educação ambiental, o desenvolvimento de atividades econômicas e sociais de baixo impacto ambiental”, pontuou. “O nosso esforço é para a melhoria de vida da comunidade, para o protagonismo entre jovens e mulheres e de toda a comunidade”.

A iniciativa, que contemplará 34 comunidades do Município, tem à frente a Fundação Brasil Cidadão para Educação, Cultura, Tecnologia e Meio Ambiente (FBC), instituição constituída em 1996, e que, dentre diversas premiações, foi finalista do Prêmio da Fundação Banco do Brasil em Tecnologias Sociais com o Projeto “De Olho na Água”, em 2017. O patrocínio é do Programa Petrobras Socioambiental.

Segundo os organizadores, o projeto atuará no fortalecimento do protagonismo comunitário e no desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis com sete grupos organizados na Rede de Mulheres.

No que diz respeito às crianças, adolescentes e jovens, a iniciativa terá como foco a educação ambiental continuada nas escolas públicas e na Estação Ambiental Mangue Pequeno, por meio de aulas de campo de atividades como observação da vida marinha e silvestre, recuperação de habitat degradados e realização de trilhas ecológicas.

Para as ações de Educação Ambiental nas escolas públicas, por exemplo, serão utilizados kits de capacitação com cinco cartilhas temáticas e o Atlas Socioambiental. A criação de abelhas nativas sem ferrão, o cuidado e manejo dos meliponários, aliados às ações de recuperação de áreas degradadas, como o manguezal e a mata de tabuleiro, serão temas permanentes nas atividades.

Escolha do Município

O município de Icapuí, cuja população é estimada em 20 mil habitantes, foi escolhido para a realização do projeto de preservação ambiental por possuir importantes atributos de biodiversidade: estuário, manguezais, banco de algas e de fanerógamas, que se constituem em locais de abrigo das populações juvenis e berçários da vida marinha.

Os técnicos estimam que a região abriga 10% da população de peixe-boi marinho do Brasil, o mamífero marinho mais ameaçado de extinção no País.

Icapuí é um dos mais significativos representantes das falésias vivas do Grupo Barreiras, com grandes paredões com plataformas e formações de cores e formas variadas. Além da paisagem, o local é rota de aves migratórias que se deslocam do Atlântico Norte à Patagônia. É um território de parada natural para a reposição de energias tanto na ida quanto no retorno dos animais, o que oferece importante vínculo com o cenário global.

Beneficiadas

As comunidades do Município de Icapuí abrangidas pela iniciativa são: Berimbau, Praia de Requenguela, Cajuais, Serra de Cajuais, Mutamba, Serra da Mutamba, Praia de Barreiras de Baixo, Barreiras de Cima, Barrinha, Picos, Peroba, Redonda, Vila União, Vila Nova, Ipaumirim (Incra), Belém, Copam, Serra do Mar, Ponta Grossa e Retiro Grande; Olho D’Água, Olho D’Água da Serra, Vila de Ibicuitaba, Praia de Quitérias, Morro Pintado, Praia de Tremembé, Melancias de Cima, Melancias de Baixo, Praia de Melancias, Peixe Gordo, Praia de Peixe Gordo e Gravier; Vila Nova, Barrinha de Manibú, Praia de Manibú, Arisa e Córrego do Sal.

Fonte: Diário do Nordeste

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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