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Entidades da indústria afirmam que política atual pode liquidar setor

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Plataformas e até siderúrgicas chegam inteiras ao País, e já montadas, sem gerar um único emprego no Brasil. Empresas brasileiras são proibidas de participar de concorrências. Este é o cenário constatado por representantes da indústria nacional que se reuniram no último dia 23 na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em São Paulo.

O encontro gerou uma agenda de ação com 10 pontos que atingirá várias frentes. “Vamos levar nossa pauta a ministros, ao Congresso Nacional e ao próprio presidente da República”, contou o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso Pinheiro. Ele apontou que a Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia e do Desenvolvimento marcou reunião em Brasília para o próximo dia 9 de fevereiro.

Entre os participantes da iniciativa estivevam representantes do setor produtivo, sindicatos de engenheiros de todo o País, Federação Nacional dos Engenheiros, Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Engenharia e do Desenvolvimento Nacional, presidida pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), também presente ao evento.

Lava-Jato

O encontro foi resultado da articulação entre fabricantes de máquinas e engenheiros em defesa da indústria brasileira, que vêem o enfraquecimento das empresas nacionais especialmente nos setores de petróleo e gás. Para estes setores, o governo age a serviço do grande capital e das “oil company”.

Murilo alertou ainda que a decisão no âmbito da Lava-Jato veta empresas nacionais, deixando o mercado para as estrangeiras.

“Isso sufoca nosso setor produtivo, paralisa as empresas, produz forte desemprego. Vale lembrar que, para cada engenheiro empregado, há outros 20 trabalhadores no entorno. As demissões estão atingindo todos os segmentos da mão-de-obra”, comentou.

Para ele, dirigente de uma das entidades que encabeça o movimento, “Se essa determinação persistir, não será o começo, mas o meio do fim, ou seja, um passo adiante na liquidação das grandes empresas brasileiras e da própria engenharia nacional”.

Defesa da indústria

O vice-presidente da Abimaq, o industrial César Prata, expôs os vários meios pelos quais se dá a desnacionalização. “As ZPEs (Zona de Processamento de Exportação), como ocorre no Porto do Pecém, no Ceará, escancaram nosso mercado para as estrangeiras. Teve uma empresa coreana que instalou ali uma siderúrgica, que já chegou totalmente pronta”, contou.

Fonte: Portal Vermelho

Senge CE

O Autor Senge CE

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