close
Notícias

Universalização é o diferencial do novo marco legal do saneamento básico, diz Adolfo Marinho

WhatsApp Image 2020-07-10 at 17.06.44

O Senado aprovou no dia 24 de junho o novo marco legal para o saneamento básico no país, por meio do Projeto de Lei 4.162/2019, com a previsão de investimentos privados na área. A proposta traz metas de universalização no setor para o ano de 2033. Até lá, pelo menos 90% das casas devem ter água potável e esgoto tratado. Para saber mais detalhes sobre a realidade do Ceará em relação à cobertura em saneamento básico e de água potável, o Info.Senge conversou com o engenheiro civil e sanitarista Adolfo Marinho.

Com uma vasta e representativa experiência na área, Adolfo Marinho formou-se em Engenharia Civil, em 1971, pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Anos depois, em 1995, graduou-se também em Engenharia Sanitária pela Universidade de São Paulo (USP). Por duas vezes, foi secretário de Desenvolvimento Urbano do governo Tasso, quando coordenou o Sanear, um dos mais representativos projetos que o Estado teve na área. Exerceu o cargo de deputado federal por dois mandatos. Na época, foi o relator do marco do saneamento de 2001.

Info.Senge – Hoje qual é a cobertura que Fortaleza e o Estado do Ceará têm em saneamento básico?

Adolfo Marinho – O relatório administrativo da Cagece de 2019 revela que Fortaleza tem 98% no atendimento no abastecimento de água e 48% de esgotamento sanitário. Mas é importante ressaltar que a Cagece atende 152 dos 184 municípios do Ceará. O projeto do marco regulatório do saneamento de água e esgoto recentemente aprovado no Senado prevê muito mais, prevê a universalização do atendimento de água e esgoto da população urbana e rural. É preciso destacar que na periferia da cidade e nos menores municípios, será necessária a construção de banheiros para as famílias mais carentes.

Info.Senge – Qual é a importância do saneamento para a população?

AM – O saneamento é importante em pelo menos três dimensões: na saúde pública, na preservação do meio ambiente e na dinamização da Economia. Onde o saneamento é precário, a população é pobre, as doenças se proliferam e há degradação do meio ambiente.

Info.Senge – Por que o poder público não teve competência para ampliar o saneamento básico em nosso Estado, na sua opinião?

AM – Não se trata de competência, mas de definição de prioridades. É estranho que no Brasil o saneamento seja a infraestrutura com o pior desempenho. A energia, a telefonia e até a internet modernizaram-se muito mais e atendem melhor.

Info.Senge – No Ceará temos profissionais capacitados para realização de grandes obras de saneamento?

AM – A Engenharia do Brasil e a Engenharia do Ceará já mostraram a sua capacidade na operação dos serviços de água e esgoto, mas é preciso destacar que estamos vivendo a área da transformação digital, e o saneamento continua analógico. É preciso modernizar tecnologias de processo e de gestão. É preciso aproveitar os avanços da biotecnologia nos tratamentos de água e esgoto. A automação, a internet, a inteligência artificial são possibilidades atuais para elevar a produtividade e melhorar a qualidade dos serviços.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

A Inove Comunicação tem know-how na divulgação de eventos nacionais e internacionais e tem como missão dar, a cada cliente, visibilidade na mídia, consolidando a marca no mercado e perante a opinião pública.

Deixe um Comentário