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Engenharia de alimentos e a luta contra a vulnerabilidade alimentar

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A insegurança alimentar, problema histórico do Brasil, vem sendo agravada com as consequências deixadas pela pandemia de Covid-19 no país. Antes, a situação era encontrada predominantemente em famílias que vivem abaixo da linha da pobreza, perfil que mudou com a nova condição. Os dados foram apontados no Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, divulgado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).

A pesquisa realizada com 2.180 domicílios, em áreas urbanas e rurais das cinco grandes regiões brasileiras, entre os meses de novembro e dezembro de 2020, mostrou que 52,2% dos domicílios estão em situação de insegurança alimentar. Diante deste número estarrecedor, é importante conhecer profissionais que ajudem a minimizar esses impactos, como é o caso do Engenheiro de Alimentos.

“Quando falamos em vulnerabilidade alimentar, o Engenheiro de Alimentos pode contribuir com estratégias de educação e promoção em saúde, através da divulgação de informações que contribuirão para diminuir o desperdício de alimentos e o incentivo no consumo de alimentos mais regionais ou que já façam parte do hábito alimentar da população. Reutilização de resíduos (cascas, talos, sementes, folhas, bagaços, dentre outros) originados do consumo/ processamento de frutas na preparação de outros alimentos. Valorizar o consumo do “feijão com farinha”, rapadura, cuscuz, etc. que são alimentos de baixo custo e alta disponibilidade, além de serem boas fontes de nutrientes e energia. Dessa maneira, há uma maior probabilidade de reduzir a vulnerabilidade alimentar e o impacto social que a mesma traz”, pontua a Engenheira de Alimentos Ana Colares.

Na Universidade Federal do Ceará, há programas de extensão que trabalham neste sentido, o que contribui para criar um elo entre as salas de aula e a relevância dos problemas sociais, tornando os alunos e futuros engenheiros protagonistas de um futuro melhor.

“No departamento de engenharia de alimentos há projetos de extensão que trabalham com melhorias na merenda escolar de municípios. Em parceria com o curso de gastronomia, há a disseminação de informações sobre reutilização de alimentos (por meio de cursos de capacitação) para famílias de baixa renda, o que contribui também para a promoção da renda familiar. Enfim, são várias contribuições para a sociedade como um todo”, finaliza.

Neste dia 16 de outubro, é comemorado o Dia do Engenheiro de Alimentos, profissional que tanto colabora para um mundo melhor. O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará aproveita este momento para exaltar sua importância e desejar sempre melhores rumos.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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