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Duas estrelas vão colidir e brilhar mais que qualquer outra no céu

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Colisão de estrelas

Um par de estrelas entrou em uma dança cósmica fatal, que as levará a uma explosão que poderá ser vista da Terra, um fenômeno que não é documentado há mais de 400 anos.

As duas estrelas formam um binário chamado V Sagittae, na constelação de Sagitta (não confundir com Sagitário), e seu brilho aumentou 10 vezes ao longo do século passado. Neste século, elas vão continuar brilhando cada vez mais, até que finalmente se fundam, com sua explosão sendo visível a olho nu.

O binário V Sagittae é composto de uma anã branca, que é o remanescente de uma estrela que esgotou seu combustível, e outra estrela cerca de quatro vezes mais massiva. À medida que as duas se circundam, o plasma é puxado da estrela para a anã branca, fazendo-as aproximar-se.

O professor Bradley Schaefer e seus colegas da Universidade Estadual da Louisiana, nos EUA, examinaram fotos do par de estrelas de 1890 até o presente e constataram que elas estão ficando exponencialmente mais brilhantes desde então.

Duas estrelas vão colidir e ofuscar todas as outras no céu
Onde procurar pela nova estrela – em 2083. [Imagem: Bradley Schaefer]

Quando eles modelaram esse brilho no computador, concluíram que as duas estrelas devem estar se aproximando rapidamente, girando cada vez mais rápido. Os cálculos indicam que as duas estrelas de V Sagittae se esmagarão mutuamente por volta de 2083, produzindo uma enorme explosão.

“O destino de V Sagittae é inevitável. Agende seu calendário,” disse Schaeffer durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana, no Havaí.

Nas últimas semanas de sua espiral fatal uma em direção à outra, a maior parte da massa da estrela normal será sugada pela anã branca, e as duas se fundirão em uma única estrela enorme.

A explosão resultante provavelmente irá ofuscar todas as outras estrelas no céu noturno. Será pelo menos tão brilhante quanto Sirius, que é a estrela mais brilhante, podendo até ficar tão brilhante quanto o planeta Vênus. Esse brilho durará cerca de um mês e então começará a esmaecer.

“Nós não vemos [uma explosão temporária de luz] no céu ficar tão brilhante desde a supernova de Kepler, em 1604,” disse Schaeffer. “Você será capaz de procurar [mesmo] em cidades poluídas pela luz e haverá uma nova estrela lá”.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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