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Dia Mundial da Água ressalta importância do recurso para o Planeta e sua preservação

DIA MUNDIAL AGUA – CAPA DA NOTÍCIA

Não tem cheiro. Não tem cor. Não tem saber. E não tem quem viva sem ela. A água é o mais precioso líquido do universo e a importância deste bem natural é lembrada neste dia 22 de março, data destinada ao Dia Mundial da Água.

A data foi adotada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em uma resolução aprovada por meio de uma assembleia geral das nações, no dia 22 de fevereiro de 1993. De lá para cá, todos os anos, a data ganha um tema a ser trabalhado. Em 2019 a data será lembrada em torno do tema “A resposta está na natureza”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com a ONU, os países comemoram a data, dedicando ao dia atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos.

Simbolismo da data no Ceará

No Ceará há várias razões para ressaltar a importância da data. A mais emblemática delas, talvez seja o fato de que o Estado é um dos mais castigados pela seca característica da região Nordeste. Um clima predominante em boa parte do ano na maioria dos municípios e que em 1915 foi responsável por protagonizar uma das mais ferozes secas que já se tem notícia na história. Os relatos daquela época são, até hoje, eternizados pelos escritos de Rachel de Queiroz no livro “O Quinze”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por causa das secas, os governos cearenses se habituaram a adotar como prática permanente, políticas públicas de conscientização ao uso da água, e preservação dos recursos hídricos. Os açudes que se espalham pelas cidades, responsável pelos abastecimentos, também ajudam a tornar o Ceará um estado do País marcado pelas políticas de governança em torno da água.

Os trabalhos em torno deste tema se tornaram mais preocupantes desde 2011, quando o Estado passou a sofrer com longos períodos de estiagem. Atualmente, de acordo com dados da Coordenadoria de Gestão e Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 açudes monitorados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs),  apenas 20 estão sangrando e 22 estão com volume armazenado acima de 90%. Outros 95 açudes, a maioria, estão com volume abaixo de 30%. 10 ainda estão secos e outros 29 em volume morto.

Preservação

A preocupação com os recursos hídricos é evidenciada neste dia simbólico, porém deveria fazer parte do dia a dia das pessoas, já que a água está presente em quase todos os momentos de nossa vida, seja para higiene pessoal, consumo, preparo de alimentos, transporte, ou ainda gerar energia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O fato da água ser “comum” à vida de boa parte da população faz com que o valor e a importância deste bem natural sejam deixados de lado ou simplesmente se tornem esquecidos por todos. Infelizmente a realidade é que o cuidado vem tardio, como forma de desespero quando é decretado.

Dados divulgados em um relatório da ONU apontam que 40% da população mundial vivem com escassez de água. Além disso, 1,8 bilhão de pessoas consomem água de fontes que não são protegidas.

Bem essencial

A água é essencial para todos os seres vivos e cobre cerca de 70% da superfície da terra. Os oceanos são responsáveis por 97,2% de toda a água do planeta, entretanto não podemos beber água do mar, por isso é necessário que as fontes de água doce sejam preservadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que cada pessoa precisa de pelo menos 40 litros diários de água, para beber, tomar banho, cozinhar e outras necessidades. Atualmente, mais de 1,1 bilhão de pessoas já não contam com este mínimo. No Brasil gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário.

Nosso consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa. A importância da água para o ser humano é tamanha que, de acordo com registros da medicina, há pessoas que tenham conseguido passar 200 sem comida. Mas nenhuma delas passou mais do que seis dias sem água.

Importância e problemas

A superfície terrestre é formada aproximadamente de 70% de água. Grande parte dela é água salgada dos mares e oceanos (cerca de 97%), restando cerca de 3% de água doce (dos rios), onde apenas 0,01% é considerada apropriada para consumo.

De acordo com a ONU, a cada 20 anos o consumo mundial de água duplica. Isso pode gerar uma enorme crise de abastecimento que atingirá cerca de 2,8 bilhões de pessoas a partir de 2025.

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 25% da população do planeta não têm acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios no Brasil não possuem água tratada. Vale lembrar que o Brasil é um país que detém cerca de 12% da água doce do planeta.

 

Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. A quantidade de pessoas em zonas de risco para enchentes também aumentará, passando do atual 1,2 bilhão para 1,6 bilhão, o que representará 20% da população mundial em 2050. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas já são afetadas pela degradação da terra e pelo fenômeno conhecido como desertificação.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos natu

rais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do n

osso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída e nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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