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Sinduscon avalia que início de 2016 pode ser ainda pior para o Ceará, com mais redução de vagas de trabalho já que muitas das obras em andamento, devem terminar. (Imagem: divulgação)

Entre 2014 e 2015, a construção civil fechou aproximadamente sete mil postos de trabalho no Ceará, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-CE), André Montenegro. Segundo ele, o setor fechou 2014 com 90 mil funcionários, enquanto em 2015, o número caiu para cerca de 83 mil, correspondendo a uma retração de 7,7%.

“Nós não demitimos mais porque as empresas venderam muito em 2013 e 2014. Então em 2015 estávamos construindo. Mas essa redução de sete mil vagas está relacionada ao Minha Casa, Minha Vida, que diminuiu o ritmo das obras devido aos atrasos no repasse dos recursos”, explica Montenegro.

O fechamento de vagas no Ceará contribuiu para desempenho do setor no mercado nacional ao mesmo tempo em que o Estado segue a tendência verificada no País.

Conforme levantamento divulgado pelo Sinduscon-SP, a construção civil fechou em todo o País 514 mil postos de trabalho no ano passado. Segundo a pesquisa, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a partir de dados do Ministério do Trabalho, o setor encerrou novembro de 2015 com 2,9 milhões de trabalhadores formais no Brasil, o mesmo patamar de agosto de 2010.

A Região Norte foi a que teve a maior queda percentual no número de postos de trabalho (-5,13%) com a perda de 9,19 mil vagas. Enquanto isso, a Região Sudeste foi a que teve a maior retração em números absolutos, com o fechamento de 29,64 mil postos (-1,95%).

No comparativo entre as cinco regiões do País, o Nordeste obteve a menor redução de vagas em termos percentuais (-1,45%). Porém, em números absolutos, os nordestinos amargaram a terceira maior redução com o fechamento de 9,1 mil postos, atrás do Sudeste (menos 29,64 mil postos ou -1,95%) e do Norte (- 9,19 mil ou -5,13%).

Já as regiões Sul e o Centro-Oeste eliminaram, respectivamente, 7,5 mil e 5,8 mil vagas de emprego no mesmo período, com recuos de 1,63% e 2,57%, nessa mesma ordem.

As perspectivas do setor no Ceará são ainda piores, segundo André Montenegro. “A partir do segundo semestre os empregos devem cair muito mais porque essas obras (em andamento) vão terminar. Eu não sei como está o andamento delas, mas com certeza o número de empregos deve cair no mínimo 20% em relação ao contingente de 83 mil funcionários contabilizados pelo setor no fim do ano passado”, projeta.

 

Fonte: Diário do Nordeste

Tags : cearáconstrução civilCriseEmpregoFGVOportunidadeQuedaRedução de vagassindusconTrabalho
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