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Conheça números e detalhes que tornam a tragédia em Brumadinho uma situação preocupante

BRUMADINHO – CAPA

Faz quase uma semana da tragédia que fez dezenas de vítimas e centenas de desaparecidos em Brumadinho, em Minas Gerais. Mas não são só as mortes que causou, os problemas provocados pelo desastre ambiental. Traduzida em números, o acidente retrata um cenário preocupante muito maior.

Para se ter uma ideia, a barragem armazenava 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Juntos, eles acumulavam uma montante que chegava a medis 86 metros de altura, o que equivale a um prédio de 28 andares. Essa lama acumula metais pesados, resíduos de ferro e sílica. De acordo com um estudo desenvolvido em parceria por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), esses sedimentos tóxicos causam graves danos humanos e ambientais.

Mesmo com tanta gravidade à vista, o jornal O Globo revelou que a Vale, mineradora responsável pela administração da barragem que se rompeu, sabia do risco: em dezembro, o Ibama tinha alertado sobre a possibilidade de rompimento durante uma reunião que aprovou a licença para o funcionamento da barragem.

Mesmo assim, o aviso do órgão não foi levado em consideração. Em reunião decisiva, só um voto foi contrário entre sete favoráveis à demanda da Vale, garantindo licença para a continuidade de operações. Não levaram em conta o risco à vida dos trabalhadores e também dos moradores de Brumadinho, além de todo esse lixo tóxico contaminar toda a água da bacia do Paraopeba que cobre 48 cidades, com população que ultrapassa 1,3 milhão de pessoas.

A lama agora avança a 1km/hora e tem possibilidade ainda de chegar no rio São Francisco, caso as barragens da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo e de Três Marias não consigam segurar os rejeitos. A barragem que rompeu em Brumadinho era de “alteamento a montante” (que utiliza os próprios rejeitos na sua construção, como era a barragem de Mariana) e não era segura. Existem 130 barragens assim no país.

(Da FNE com agências de notícias)

 

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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