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Inovação e tecnologia fazem parte da 76° edição da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA)

Entre os dias 16 e 19 dessa semana, os diretores do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará participaram da 76° Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA). O evento reuniu mais de três mil profissionais da área da engenharia na cidade de Palmas, Tocantins. Foram discutidos temas diretamente ligados ao desenvolvimento e à infraestrutura brasileira, como saneamento básico, energia, infraestrutura, rastreabilidade e certificação, produção agrícola sustentável, gestão pública, inovação, ética e ensino.

Ao longo das atividades, vários projetos foram apresentados aos participantes do evento e um que chamou bastante atenção foi a ecolocalização para deficientes visuais (EVI), equipamento desenvolvido por uma equipe formada por seis estudantes de engenharia do estado do Rio de Janeiro.

Felipe Macedo Moura dos Santos, estudante de Engenharia Eletrônica do Cefet/RJ, faz parte do grupo que desenvolveu o EVI e diz que o produto nasceu numa competição de inovação e tecnologia, “No início do ano, fizemos
parte de uma competição mundial de tecnologia e inovação, chamada Invent For The Planet, organizada pela universidade Texas A&M. Nessa competição, o objetivo principal era desenvolver um equipamento, em 48 horas, que resolvesse ou amenizasse um dos problemas/temas apresentados por ele.

Dentre os temas abordados tinham: melhorar a qualidade de vida das pessoas, danos por granizo a estruturas de avião, água potável em regiões remotas, etc. Nossa equipe escolheu melhorar a qualidade de vida das pessoas, em especial das pessoas que têm deficiência visual. Com isso, desenvolvemos um equipamento funcional e inovador em 48 horas. Ganhamos a etapa nacional e depois fomos aos Estados Unidos participar da etapa internacional onde ficamos em 1° lugar, sendo premiados como a melhor invenção de 2019 pela Texas A&M,” contou.

A ecolocalização para deficientes visuais é constituída por dois equipamentos, o boné e o pointer. O boné tem sensores de proximidade que trabalham com emissão de ondas mecânicas ultrassônicas e transformam a
proximidade dos obstáculos em notificações por vibrações para o usuário, avisando sobre a presença e a localização do obstáculo.

O pointer funciona de forma similar ao boné, porém ele utiliza um sensor de ondas eletromagnéticas e possui uma precisão de aproximadamente 1 mm, o que significa que o usuário consegue identificar escadas, declives ou até
buracos com a utilização do aparelho. Ele usa notificações por vibrações inteligentes para que o usuário consiga identificar diferentes tipos de obstáculos.

Os equipamentos são independentes, porém é aconselhável utilizá-los juntos, pois o boné consegue detectar obstáculos acima do tronco da pessoa de forma periférica e o pointer serve para direcionar de forma pontual e
focal os obstáculos na região inferior, informa Felipe Macedo.

A SOEA tem como característica o incentivo à inovação como ferramenta de mudança na sociedade em que vivemos, Felipe acredita que é responsabilidade de qualquer engenheiro ou estudante de engenharia trabalhar com inovação,
principalmente nas áreas que ainda não são muito exploradas, como a das pessoas com deficiência. Ele ainda alerta, “muitas vezes associamos a engenharia a uma área industrial, econômica, porém é necessário entender que, além disso, a engenharia está atrelada diretamente à área social, sendo como obrigatoriedade do engenheiro ou do estudante a maneira como sua invenção irá impactar nessas áreas,” explicou.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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