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Coema afirma que barragens no Ceará não correm risco de rompimento

CAPA – CEARÁ BARRAGENS

As barragens do Ceará incluídas na lista de “alto risco” da Agência Nacional de Águas (ANA) estão livres do risco de romperem. Foi o que afirmou, na última quinta-feira (7), o diretor de Operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Bruno Rebouças, durante a reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), convocada para discutir a segurança das barragens em operação no estado.

O órgão responsável pela manutenção preventiva dos reservatórios construídos pelo Estado foi convidado a apresentar as ações realizadas para evitar desastres ambientais como o de Brumadinho. O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), responsável pela manutenção dos açudes federais, também deu explicações. Participaram ainda representantes do CREA-CE e do Movimento dos Atingidos por Barragens.

“Queremos saber o que realmente ocorre e o que está sendo feito pelas instituições, para que a gente possa acompanhar, enquanto Conselho Estadual do Meio Ambiente”, afirmou o presidente do Coema e secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, que propôs a discussão. “O que nos move é a segurança das famílias que estão próximas a essas áreas de barragens”, justificou. A reunião começou com um minuto de silêncio pelos mortos de Brumadinho.

Tranquilidade

A reunião do Coema repôs o clima de tranquilidade entre os conselheiros, frente à notícia de que o Ceará teria 31 barragens com algum tipo de perigo de rompimento e que oito delas estariam na classificação de alto risco. De acordo com o diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças, a companhia faz inspeções preventivas, duas vezes por ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São verificadas “possíveis anomalias”, para que as correções sejam feitas de maneira preventiva. “Nenhum daqueles oito (açudes) do estado do Ceará, que estão lá (no relatório da ANA) como alto risco, têm risco de ruptura, eles são prioritários para intervenções, para serviços de engenharia de maior monta”, tranquilizou.

Alerta

O estado tem cerca de 30 mil açudes de diferentes portes, sob a responsabilidade de particulares, municípios, Estado e União. Os 155 maiores são mantidos pela Cogerh e pelo Dnocs. Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, os reservatórios maiores detêm cerca de 90% da capacidade de acumulação, por isso demandam mais atenção.

A secretaria fiscaliza a Cogerh e o Dnocs, quanto à obrigação de manter às barragens. “O grande problema da manutenção é que “muitas” barragens são feitas por municípios e proprietários rurais”, alertou o secretário, lembrando que o “dono” do açude é o responsável pela manutenção.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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