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Um diálogo inte28082014-181119-cntujovemr-geracional para tratar da relação entre jovens profissionais e o sindicalismo foi realizado pela CNTU, no dia 23 de agosto, e ajudou a apontar algumas dificuldades de lado a lado dos interlocutores.

As duas constata
ções são verdadeiras e apareceram no encontro que reuniu representantes das várias entidades reunidas na CNTU, como relata a consultora sindical Marta Rezende e uma das organizadoras desse primeiro diálogo entre participantes dos 19 aos 60 anos. “Há bastante confusão entre o papel sindical e entidades profissionais, como os conselhos e associações, e às vezes o jovem pensa que está representado nas negociações e não está, porque esta é uma tarefa específica e exclusiva dos sindicatos.”, explica ela. Ao mesmo tempo, será que os sindicatos estão perto dos profissionais quando ainda estão se formando e buscando compreender e lidar com seu mercado de trabalho?

As experiências relatadas por militantes que lidam com o sindicalismo para a juventude ajudaram os participantes a refletir sobre qual seria o papel da CNTU na interação com esse universo de pessoas que chegam para renovar a profissão e as suas representações. Thereza Neumann, do Ceará, explicou como o Sindicato dos Engenheiros do Estado (Senge-CE) confia aos próprios jovens recém-formados o diálogo com os formandos.

Marta Rezende observou que os sindicatos têm abordagens diferentes na relação com jovens e que devem subsidiar as propostas para a CNTU.

Participantes do encontro também foram unânimes em reconhecer que a maioria dos sindicalistas sabe muito pouco dos jovens que chegam ao mercado, que tipo de emprego encontram, com que salários, qual a rotatividade e as dificuldades que enfrentam. E isto só será resolvido com muita atenção a esses profissionais.

Há características das novas gerações que o movimento sindical deve buscar compreender, de acordo com participantes do encontro.

Um exemplo dessa perseverança em mudar as coisas foi apontado pelo economista no relato do farmacêutico Gustavo Lemos Guerra, participante do encontro. Ele falou das dificuldades ao vir a São Paulo em busca do primeiro emprego.

Várias experiências reunidas no encontro da CNTU demonstram uma associação muito forte entre a determinação jovem em superar dificuldades e a militância por direitos no mundo do trabalho.

Para os participantes do encontro, o ideal é que, em futuro próximo, a CNTU constitua com suas federações e sindicatos um Coletivo de Jovens Profissionais Universitários, e sua construção deve começar com a constituição de um Grupo de Trabalho, encarreg
ado de tarefas bem específicas.

Uma das ações, que vai ajudar o movimento sindical ligado à CNTU a conhecer a dimensão sócio-econômica da participação do profissional jovem na sociedade, é a realização de uma pesquisa, com base em dados do Pnad e outras fontes, para focalizar as características desse universo.

A outra é voltada ao conhecimento dos jovens sobre o movimento sindical.

De acordo com a odontologista Aldenízia Albuquerque, a CNTU deve contribuir para fortalecer o movimento sindical nas universidades para desconstruir a imagem negativa do sindicalismo formado nos últimos tempos, alem de aproximar os jovens estudantes do movimento sindical antes de concluírem os cursos.

Para facilitar o diálogo e a ampliação dos debates em torno de propostas, o GT está iniciando um grupo virtual de discussão, a partir dos participantes do encontro. Nesse processo de integração dos jovens profissionais, a CNTU pretende também  priorizar a entrada de novos integrantes em seu
Conselho Consultivo
e apoiar o GT na proposta organizar, possivelmente em finais de 2015,  um grande encontro para debater a preocupação da juventude com a profissão, a cultura e a política.

 

Com informações da Equipe de Comunicação da CNTU.

 

 

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