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Fusão nuclear: a energia do futuro que pode salvar o planeta

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*Este texto foi escrito por um colunista do TecMundo; saiba mais no final.

Se você assistiu ao filme “Homem Aranha 2”, sucesso de bilheteria que arrecadou mais de 750 milhões de dólares em 2004, deve se lembrar que o principal objetivo do vilão, Doutor Octopus, era criar uma tecnologia que o permitisse controlar uma forma de energia semelhante à do Sol. No filme, a máquina desenvolvida não funcionava e colocava a cidade em risco, o que obrigou o Homem Aranha a intervir.

A ideia de controlar a forma de energia do Sol não é nada nova. Desde os anos 1950 cientistas tentam reproduzir a chamada fusão nuclear, processo responsável pela energia produzida pelas estrelas e que exige quantidades enormes de calor e pressão para juntar núcleos de átomos de Hidrogênio e produzir Hélio. Esse processo faz com que o Sol libere mais energia a cada segundo do que somos capazes de consumir em um ano inteiro. Portanto, não é surpresa que seja de enorme interesse reproduzi-lo de forma autossustentável mesmo que, obviamente, em menor escala.

Reator nuclear do filme Homem Aranha 2 (2004)Reator nuclear do filme Homem Aranha 2 (2004)Fonte:  Reprodução/Sony Pictures (2004) 

Um ano após o lançamento do filme, por coincidência ou não, teve início o projeto ITER, sediado no sul da França e financiado por 35 países com objetivo de atingir e controlar a fusão nuclear. Esse projeto deve começar a ser testado em 2025 e dificilmente produzirá energia antes de 2050, mas outros países e muitas empresas têm investido paralelamente nessa tecnologia para acelerar esses prazos e os avanços têm até empolgado alguns especialistas.

O problema aqui é que temos uma enorme urgência por formas limpas e renováveis de energia. Além disso, a evolução de tecnologias já existentes pode acabar fazendo com que a fusão nuclear fique fora dos planos, apesar de apresentar vantagens como a de possuir matéria prima (hidrogênio) virtualmente inesgotável e da pequena necessidade de espaço físico, ao contrário das placas solares e das torres de energia eólica, por exemplo.

Importante mesmo é continuar produzindo, pesquisando e avançando em tecnologias limpas para a produção de energia visando diminuir, tanto quanto for possível, o efeito das mudanças climáticas. É importante ressaltar que, ao contrário do que vemos em muitas notícias falsas e interpretações enganosas, a alteração do clima causada pela humanidade já não é mais motivo de debate no meio científico. E seus efeitos, se não forem mitigados, podem representar inúmeros riscos para a vida na Terra como a conhecemos.

Energia eólicaTurbinas para produção de energia eólica (créditos: engel.ac/Shutterstock)

O último relatório especial do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) deixa muito clara a importância de zerarmos as emissões de carbono até a metade do século (2050) para limitar o aquecimento do planeta em 1,5 oC, evitando assim consequências diversas que podem ir desde a perda de espécies até um aumento na frequência de enchentes e secas, passando por uma possível acidificação da água do mar.

Já é possível observarmos eventos climáticos extremos com frequência cada vez maior. Para citar alguns exemplos, temos as ondas de frio intenso que ocorreram em Chicago em 2019, as ondas de calor que atingiram Canadá e Estados Unidos em julho de 2021 e períodos de seca, como o que enfrentamos no Brasil atual, que deixam os reservatórios de água e a produção de energia hidrelétrica ameaçados.

Neste ano, entre 31 de outubro e 12 de novembro, está ocorrendo a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26). Tal evento reúne líderes de todo o mundo para discutir a aceleração na tomada de decisões que podem ajudar a amenizar os efeitos da crise climática, mobilizar investimentos para a causa e adaptar modelos de negócios para proteger comunidades vulneráveis, espécies e seus habitats naturais.

Falar sobre o tema das mudanças climáticas é complicado por uma série de razões como a falta de interesse e/ou negacionismo por parte de uns e pela grande ansiedade causada em outros por se tratar de um problema aparentemente grande demais e sem solução. Mas estamos em um momento crítico onde é de enorme importância tomar consciência, buscar o máximo possível de informações em fontes confiáveis e diversas (sites oficiais de instituições como o IPCC, universidades e grandes portais de notícias são bons exemplos enquanto as correntes recebidas sem fontes e com argumentos rasos em redes sociais são o oposto). Além disso, é sempre importante conversar com amigos e familiares para manter o debate, e não o planeta, o mais aquecido possível.

Fonte: Tecnomundo.

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Nova mudança no PIX começa a valer hoje para todos os usuários.

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A terceira etapa do open banking começa a valer nesta sexta-feira (29) para todos os usuários que utilizam a transferência financeira Pix. A novidade permite a troca de dados de clientes e de informações de instituições financeiras. O objetivo dessa nova etapa é simplificar as transações realizadas através de compras online.

Entenda a mudança

A nova mudança que começa a valer nesta sexta diz respeito ao compartilhamento de informações para os serviços de transações de pagamento, logo, as instituições financeiras do mercado poderão trocar dados de clientes para a realização de um pagamento.

A mudança é pequena, mas significa modernidade ao sistema financeiro. Logo, a partir de hoje, as usuários poderão realizar pagamentos via Pix em sites de e-commerce sem precisar acessar o aplicativo do banco.

Por exemplo, quando um cidadão utilizava um aplicativo de delivery como o iFood, por exemplo, para comprar algum alimento e optava por pagar via Pix, uma chave aleatória, QR Code era criada, assim, o usuário copiava essa chave, sendo obrigado a sair do aplicativo e abrir o app do banco para realizar o pagamento e posteriormente voltar para o aplicativo iFood para verificar se a compra deu certo.

Agora isso não será mais preciso, isso porque, ao escolher o pagamento via Pix, o usuário informará a sua chave Pix ao iFood, por exemplo, e pela chave do usuário a própria plataforma se encarregará de efetuar o pagamento, acionando o banco para a realização do débito, assim o usuário terá mais comodidade e facilidade em suas transações.

É importante pontuar que antes da efetivação do pagamento um comunicado detalhado será enviado ao usuário para que a compra seja realizada pelo correntista e o saldo, seja descontado da conta para a compra.

Próximas mudanças

A terceira fase do open banking não é a última e está ocorrendo em etapas, até que tudo seja testado, validado e aprovado pelos usuários.

Confira quais serão as próximas mudanças e suas respectivas datas:

15 de dezembro de 2021

Inicio da quarta fase do open banking e ocorrerá troca de informações entre as instituições sobre os demais produtos financeiros, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

15 de fevereiro de 2022

Compartilhamento de serviços de transferências entre contas do mesmo banco e TED

30 de março de 2022

Compartilhamento do envio de propostas de operações de crédito a clientes que aderirem ao open banking

31 de maio de 2022

Compartilhamento de dados de clientes sobre demais operações financeiras, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

30 de junho de 2022

Compartilhamento de serviços de pagamento por boleto

30 de setembro de 2022

Compartilhamento de serviços de débito em conta

O que é o Open Banking

O open banking, ou ainda sistema financeiro aberto se trata de uma possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central.

É um serviço criado para simplificar as relações entre bancos e clientes, padronizar o processo de compartilhamento de dados no Sistema Financeiro Nacional, ampliar a competitividade e baratear serviços.

Fonte: Jornal Contabil.

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A corrida rumo aos céus do Brasil

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Segundo Gerard Peet, em The Origin of The Skyscraper, a primeira vez que a palavra arranha-céu obteve denotação arquitetônica foi no início da década de 1880. Ela apareceu em artigos de jornais como o Chicago Daily, enfatizando a crescente criação de edifícios altos em Nova York.

Judith Dupré, em seu livro sobre a história dos skyscrapers, se refere aos arranha-céus como “divas elevadas”, “ícones da cidade”, “estrelas de cinema”, “símbolos do poder” que comandam a cena urbana de nossas metrópoles.

Por vezes, são protagonistas premiados como eficientes poupadores do espaço urbano, em outras ocasiões, vilões do consumo de luz e ar. Adjetivos como esses permitem antever a complexidade que abrange o imaginário da tipologia arranha-céu.

No Brasil não é diferente. Uns veneram e julgam necessários os arranha-céus enquanto outros condenam a tipologia como o que há de pior no ambiente urbano. Mas há um fato a ser dito: estes “ícones” estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Segundo o Council On Tall Building and Urban Habitat (CTBUH), a cada ano se constroem mais arranha-céus.

Recentemente, circularam imagens nas redes sociais de uma possível edificação ultrapassando os 500 metros de altura, com 154 pavimentos, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O grupo FG Empreendimentos pretende construir o arranha-céu residencial mais alto não só do Brasil mas do mundo.

Imagem: zaer360graus

Isso leva à seguinte pergunta: o que ocorreu com o arranha-céu brasileiro para não estar presente nas grandes capitais do país e sim virar notícia em uma cidade de cerca de 150 mil habitantes?

Anos 20, 30 e 40

Tardiamente, em comparação aos arranha-céus norte-americanos, os primeiros edifícios a romper a escala das cidades brasileiras surgiram na década de 1920 no Rio de Janeiro, capital do país na época, e em São Paulo.

Diferentemente do padrão americano construído em aço, o principal modelo estrutural era o concreto aramado. O estilo arquitetônico seguido, porém, era o mesmo em boa parte das vezes, o art déco.

Edifício A Noite, concluído em 1928 no Rio de Janeiro, é considerado o primeiro arranha-céu do Brasil. Com 103 metros, o edifício de uso comercial destoava das demais edificações construídas ao longo da cidade.

Em “Diálogos Verticais: arranha-céus na paisagem urbana brasileira”, Paulo César Garcez Marins reflete sobre a altura do edifício em relação às inspirações parisienses nos bulevares da capital: “[…] era quase um farol de modernidade na entrada da capital do país, sinalizando a adesão às escalas e ao estilo da modernidade que emanavam de Nova York, acolhendo forasteiros ao entrar no Rio de Janeiro”.

Da esquerda para a direita: Edifício A Noite (Imagem: Alexandre Macieira), Edifício Martinelli (Imagem: Wilfredor) e Edifício Altino Arantes (Imagem: Deni Williams)
Da esquerda para a direita: Edifício A Noite (Imagem: Alexandre Macieira), Edifício Martinelli (Imagem: Wilfredor) e Edifício Altino Arantes (Imagem: Deni Williams)
 

Apenas um ano depois, em 1929, São Paulo ultrapassaria o Rio de Janeiro na corrida rumo aos céus, com o Edifício Martinelli atingindo 106 metros de altura. Sua linguagem arquitetônica, sinaliza Marins, já nascia ultrapassada em relação aos arranha-céus erguidos simultaneamente nos Estados Unidos, até mesmo em relação ao art déco do Edifício A Noite.

A liderança do Edifício Martinelli como o mais alto prédio do Brasil durou até 1947, quando, na mesma São Paulo, um edifício inspirado no Empire State Building rompeu a barreira dos 30 pavimentos, atingindo 161 metros de altura. O Edifício Altino Arantes foi sede do Banespa e, por quase 18 anos, o edifício mais alto de toda América do Sul.

O arranha-céu representava as ambições nova-yorkinas que a capital paulista desejava. Porém, assim como ocorreu com o Martinelli, “seu estilo art déco já estava ultrapassado quando o prédio foi entregue, depois de oito anos de construção”, afirma Raul Juste Lores, no seu livro “São Paulo nas Alturas”. Isso porque no final da década de 1940 o estilo moderno de arquitetura já começava a ganhar espaço país afora.

Anos 50 e 60

Os anos de 1950 e 1960 foram marcados por um boom na construção civil que alcançou as demais capitais dos estados brasileiros.

Nessa época, a arquitetura moderna atinge seu auge no mercado imobiliário, e arranha-céus emblemáticos começam a ser construídos em diversas cidades, como o Conjunto JK, em Belo Horizonte, e o Edifício Santa Cruz, em Porto Alegre.

O período também é visto como uma transição entre as leis de gabaritos de ruas — a largura da rua ditava a altura e volumetria da edificação — para a implementação dos primeiros planos diretores.

Em 1953, era apresentado o projeto do Edifício Itália, com 165 metros de altura. Com 52.000m² de área construída e um coeficiente de aproveitamento equivalente a 22 vezes a área do terreno, o arranha-céu foi destinado para o uso de escritórios, enquanto sua base serviu de sede para a instituição Circolo Italiano, e a cobertura, para um restaurante.

Da esquerda para a direita: Edifício Itália (Imagem: Wally Gobetz) e Edifício Mirante do Vale (Imagem: Wilfredor)
Da esquerda para a direita: Edifício Itália (Imagem: Wally Gobetz) e Edifício Mirante do Vale (Imagem: Wilfredor)
 

O formato elíptico é oriundo da ideia do arquiteto de posicionar a volumetria do edifício em diagonal no terreno para buscar uma maior altura e aproveitamento para edificação. Os brises-soleil móveis ditavam certa irregularidade na fachada, e, ao mesmo tempo, protegiam contra a incidência solar.

Sua hegemonia durou apenas um ano, pois o edifício Palácio W. Zarzur, também conhecido como Mirante do Vale, atingiu 170 metros de altura quando concluído em 1967. Localizado na parte mais baixa do Vale do Anhagabaú, o projeto trouxe fachadas inteiramente revestidas de vidro, característica que começava a vir a ser explorada nas edificações.

Anos 70 e 80

Durante as décadas de 1970 e 1980, nenhuma edificação ultrapassou a altura do Mirante do Vale, mas o Rio de Janeiro voltou à cena. O período é marcado pela consolidação dos planos diretores, em que edificações isoladas no lote — projetadas a partir de cálculos de altura e coeficiente de aproveitamento — passaram a reger a paisagem urbana em boa parte das cidades brasileiras.

Enquanto em São Paulo a construção de edificações em altura diminuía, devido ao seu plano diretor, no Rio de Janeiro houve um crescente aumento de arranha-céus de escritórios na zona central da cidade.

David Cardeman e Rogerio G. Cardeman contam em “Rio de Janeiro nas Alturas” que nessa década foram liberadas as alturas das edificações, tornando-as independentes de cálculos do alinhamento, desde que a área total da edificação não ultrapassasse 25 vezes a área do terreno.

Da esquerda para a direita: Edifício Santos Dumont (Imagem: Rodrigo Soldon), Centro Candido Mendes (Imagem: Rodrigo Soldon) e Rio Sul Center (Imagem: Riotur)
Da esquerda para a direita: Edifício Santos Dumont (Imagem: Rodrigo Soldon), Centro Candido Mendes (Imagem: Rodrigo Soldon) e Rio Sul Center (Imagem: Riotur)
 

Desse modo, os arranha-céus mais altos construídos nos anos 70 foram o Edifício Santos Dumont, o Edifício Conde Pereira Carneiro e o Centro Candido Mendes,todos com mais de 40 pavimentos. Essas edificações se inspiravam nas fachadas de vidro projetadas por Mies van Der Rohe em Nova York e Chicago.

Nos anos 80, um pouco afastado do Centro, no bairro Botafogo, foi construído o edifício que é ainda hoje o mais alto da cidade. O Rio Sul Center, projeto brutalista com 163 metros de altura, foi construído sobre um shopping center e teve seu uso voltado para escritórios. Esse arranha-céu carioca foi beneficiado pelas legislações da década de 1970 que permitiam grandes alturas afastadas das divisas, sobre pavimentos de garagens sem afastamentos.

Anos 90 e 2000

As décadas de 1990 e 2000 também não tiveram arranha-céus que ultrapassassem a altura do edifício Mirante do Vale, mas apresentaram algumas características relevantes. A principal foi que as edificações mais altas passaram a ser construídas em bairros afastados das zonas centrais. Outro ponto a ser destacado é a aparição de arranha-céus de uso residencial.

Em “Verticalização em São Paulo: a produção da cidade difusa e excludente”, Nádia Somekh atenta que esse aumento da verticalização em bairros afastados estava ligado a uma tentativa de criação de novas centralidades, que resultou na construção de edifícios ao longo da Marginal Pinheiros como Birmann 21, Torre Norte e a E-Tower.

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Da esquerda para a direita: Birmann 21 (Imagem: FlaviaC), Torre Norte (Imagem: Wally Gobetz) e E-Tower (Imagem: aflalo/gasperini arquitetos)

Da esquerda para a direita: Birmann 21 (Imagem: FlaviaC), Torre Norte (Imagem: Wally Gobetz) e E-Tower (Imagem: aflalo/gasperini arquitetos)
 

É importante destacar o baixo coeficiente de aproveitamento dos lotes em relação aos arranha-céus do passado. Essas novas edificações possuíam grandes terrenos com enormes áreas de estacionamento para poderem chegar as alturas atingidas.

O uso residencial aparece em meados dos anos 2000 com o complexo Parque Cidade Jardim, de 158m de altura. O conjunto de sete edifícios de apartamentos de luxo, construído sobre um shopping center, apresenta fachadas ornamentadas que buscam reinterpretar o estilo neoclássico de arquitetura, que virou moda em São Paulo nessa década.

Parque Cidade Jardim (Imagem: Francisco Aragão)

Parque Cidade Jardim (Imagem: Francisco Aragão)
 

Anos 2010 até o momento

De 2010 em diante, o arranha-céu brasileiro se transforma e ganha força em outros contextos. São Paulo deixa de possuir o edifício mais alto do Brasil, enquanto cidades de menor expressão populacional e econômica, como Balneário Camboriú e Goiânia, passam a disputar o primeiro lugar na corrida rumo aos céus.

Além disso, segundo estimativas do CTBUH, outras quatro cidades terão edificações mais altas que a capital paulista até 2023. São elas: Ponta Grossa-PR, Rio Verde-GO, João Pessoa-PB e Itapema-SC.

Após o Mirante do Vale ter permanecido por 47 anos como o prédio mais alto do país, foi concluído o edifício Millennium Palace, em Balneário Camboriú, com 177 metros de altura. A edificação, que possui um apartamento por andar, também reinterpreta as antigas edificações neoclássicas.

Edificações desse porte passam a surgir à beira da praia de Balneário Camboriú, que autorizou coeficientes de aproveitamento de 6, acrescidos de bônus construtivos de instrumentos como a Outorga Onerosa e a Operação Urbana Consorciada.

A cidade passa a atingir a maior concentração de prédios com mais de 170 metros de altura no país, o que levou Balneário Camboriú a ganhar o apelido de “Dubai brasileira”.

Em Goiânia, o Órion Business & Health Complex foi concluído em 2018 e passou a ser a primeira edificação próxima dos 200 metros no país. O arranha-céu de 191 metros de altura é revestido por pele de vidro, possuindo três volumetrias com alturas distintas em sua composição. Cada volume é separado por diferentes usos: escritório, hospital, hotel e shopping.

Além desta edificação, outras três estão concluídas ou em construção na capital de Goiás e terão alturas superiores a 170 metros.

Após alguns meses da conclusão do Órion Business & Health Complex, três empreendimentos em Balneário Camboriú já ultrapassavam a altura do arranha-céu goiano.

Infinity Coast Tower, de 2019, é hoje o edifício concluído mais alto do país, com 235 metros de altura. Desenvolvida pelo grupo FG Empreendimentos, a edificação de uso residencial possui boa parte de sua fachada em pele de vidro e ornamentos que remetem aos arranha-céus do Oriente Médio.

Com previsão de conclusão em 2022, a Yachthouse Residence ultrapassa os 280 metros de altura. Esse arranha-céu, composto por duas torres, pretende ser o edifício residencial mais alto da América Latina. Isso acontecerá se caso seu vizinho, o One Tower, também com previsão de término em 2020, não obtenha a aprovação do CTBUH para que seu pináculo, a 290 metros de altura, seja elemento arquitetônico parte da edificação.

Uma verdadeira disputa pelos céus do Brasil se passa hoje na cidade de Balneário Camboriú.

Da esquerda para a direita: Millennium Palace (Imagem: Jair Prandi), Infinity Coast Tower (Imagem: Imobille) e Yachthouse Residence (Imagem: Pasqualotto&GT)
Da esquerda para a direita: Millennium Palace (Imagem: Jair Prandi), Infinity Coast Tower (Imagem: Imobille) e Yachthouse Residence (Imagem: Pasqualotto)
 

Paulo César Garcez Marins corretamente afirma que: “os arranha-céus do Brasil constroem hoje um skyline difuso, que horizontaliza a verticalização em vários quadrantes”.

O Brasil possui uma condição singular na sua corrida de construção de arranha-céus. Enquanto em outros países as edificações mais altas costumam estar nas maiores cidades, no Brasil essa tipologia avança pelo interior do país.

Em cidades como Nova York e Londres, os arranha-céus se concentram na área central, mas em São Paulo surgem em áreas mais periféricas. Um exemplo é o edifício Platina 220, que está para ser inaugurado a 8 quilômetros do Vale do Anhangabaú, e será a construção mais alta da cidade. Esta quebra de paradigma está intrinsicamente ligada ao avanço dos planos diretores nos anos 70 e 80, ganhando força nas décadas seguintes.

A corrida pelos céus do Brasil é singular no sentido de que apenas em um curto período houve, de fato, uma identidade de arquitetura atribuída a elementos característicos brasileiros, a exemplo do Edifício Itália.

Nos demais períodos, a imagem do arranha-céu está sempre ligada à alguma referência vinda de fora, muitas vezes ultrapassada em relação às tendências contemporâneas na arquitetura. E o que se pode dizer das nomenclaturas das edificações que passam da língua portuguesa para diversos outros idiomas? Seria isto a visão de um Brasil globalizado, associado à imagem de um mundo universal, ou puramente um fetiche brasileiro?

Fonte: Archdaily

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Entenda como o cabo submarino entre Brasil e Portugal pode mudar sua internet

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O cabo submarino de fibra ótica entre Brasil e Portugal inaugurado na última terça-feira (1º) deve oferecer internet rápida e estável para usuários. O EllaLink, como é conhecido, é o primeiro de alta capacidade a ligar os dois países.

Os usuários vão se beneficiar da estrutura após operadoras de internet, bem como serviços de streaming, de nuvem e financeiros, como bancos e bolsas de valores, adquirirem parte da capacidade de tráfego. O cabo também será utilizado por instituições de pesquisa e redes corporativas.

Em resumo, o novo cabo traz duas melhorias:

  • Alta velocidade e baixa latência, que é o tempo que uma informação leva para sair de um ponto ao outro. Isso é útil para serviços que têm um tráfego intenso de dados e exigem um tempo de resposta curto, como jogos online e transmissões ao vivo.
  • Segurança: a conexão direta entre Brasil e Portugal diminui riscos, já que os dados não precisam passar por equipamentos de outros países, como os Estados Unidos.

Extensão

Com cerca de 6 mil quilômetros, o EllaLink sai de Fortaleza, para onde também são enviadas informações de São Paulo e Rio de Janeiro. Há ainda uma ligação com a Guiana Francesa.

Da capital cearense, o cabo segue em direção à cidade de Sines, em Portugal, que, por sua vez, é interligada por cabos terrestres a Lisboa, Madri, Barcelona e Marselha. No Oceano Atlântico, ele também se conecta com Cabo Verde, Mauritânia e Marrocos, além de Ilha da Madeira e Ilhas Canárias.

EllaLink é o primeiro cabo de alta velocidade entre América Latina e Europa. — Foto: Arte/G1
EllaLink é o primeiro cabo de alta velocidade entre América Latina e Europa. — Foto: Arte/G1

Mais velocidade, menos latência

Criado para ter vida útil de 25 anos, o cabo deve garantir mais velocidade na comunicação entre os continentes. Segundo a EllaLink, empresa que o construiu, ele foi projetado para ter capacidade de tráfego de 72 Terabits por segundo (Tbps). No entanto, uma mudança na fase final de instalação elevou o número para 100 Tbps.

Desde 2014, outros cabos de alta capacidade, semelhantes ao EllaLink, foram instalados entre a América do Sul e a América do Norte. No entanto, eles são superados pelo novo cabo entre Brasil e Portugal por conta de outro fator.

A latência, isto é, o tempo que uma informação leva para sair de um ponto ao outro, do EllaLink é de menos de 60 milissegundos. De acordo com a companhia, o número representa uma queda de 50% ao que costuma ser registrado.

A redução da latência acontece porque, até então, a comunicação de alta velocidade entre Brasil e Europa dependia de cabos que passam primeiro pelos Estados Unidos. A rota direta permite que os dados cheguem mais rapidamente ao destino.
Novo cabo submarino pode benefiar jogos online e transmissões ao vivo — Foto: Soumil Kumar/Pexels
Novo cabo submarino pode benefiar jogos online e transmissões ao vivo — Foto: Soumil Kumar/Pexels

A conexão direta entre América Latina e Europa pode melhorar o desempenho de aplicações que dependem de um tráfego intenso de dados, diz o gerente de infraestrutura do IX.br, projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Julio Sirota.

“A instalação do novo cabo submarino deve criar rotas mais curtas com a Europa e consequentemente com latência menor, permitindo uma melhor performance para quem pretende utilizar jogos e fontes de streaming de vídeo localizados na Europa”, explicou.

Em comunicado, o governo brasileiro destacou que o EllaLink vai melhorar oportunidades de pesquisa e educação na América Latina e na Europa. Isso porque parte da capacidade do cabo será destinada a um consórcio acadêmico.

O Construindo a Ligação da Europa com a América Latina (BELLA, na sigla em inglês), como é conhecido, reúne instituições de pesquisa de países nas duas regiões. A expectativa é que o cabo ajude pesquisadores a acessarem equipamentos científicos que estão em outros países.

Mais privacidade

A conexão entre América Latina e Europa por meio do EllaLink também oferece mais segurança na comunicação. Isso porque ele não precisará de um país intermediador, como os EUA, para chegar ao destino.

O projeto do cabo submarino foi criado em 2012, mas ganhou força anos depois da revelação de um escândalo de espionagem americana.

Em 2013, documentos vazados por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, indicaram que o órgão teve acesso a e-mails e ligações de brasileiros, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff.

Edward Snowden revelou escândalo de espionagem da NSA sobre o governo brasileiro em 2013. — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo
Edward Snowden revelou escândalo de espionagem da NSA sobre o governo brasileiro em 2013. — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

Segundo Sirota, as ligações que passam pelos EUA aumentam os potenciais riscos de segurança porque precisam passar por equipamentos intermediários em território americano antes de seguirem para o restante da rota.

“Do ponto de vista de segurança e privacidade, quanto menos pontos intermediários existirem, menor a possibilidade de ações indevidas sobre os dados trafegados”, afirmou.

Outra vantagem do cabo está no que é conhecido como a disponibilidade da rede. Com uma rota adicional entre América Latina e Europa, os serviços podem continuar funcionando normalmente mesmo que o caminho que passa pelos EUA esteja bloqueado.

Quem financia o cabo?

O investimento para a construção do cabo submarino veio da EllaLink, que afirma ter destinado 150 milhões de euros (R$ 923 milhões, na cotação atual). A maior parte do valor foi obtida com empresas como o Banco Europeu de Investimento (EIB, na sigla em inglês), ligado à União Europeia.

Outra quantia foi destinada pelos chamados clientes-âncora. Entre os principais, está o consórcio BELLA. O grupo é formado pelas redes de pesquisa da Europa (Géant) e da América Latina (RedCLARA), que usarão parte da capacidade de tráfego no intercâmbio científico, além das empresas Cabo Verde Telecom e Emacon (Ilha da Madeira).

A União Europeia afirmou que investiu 26,5 milhões de euros (cerca de R$ 163 milhões) por meio do consórcio BELLA.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), por sua vez, informou ter realizado um aporte de 8,9 milhões de euros (R$ 54,8 milhões). O investimento teria sido feito por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social do MCTI.

Mas os executivos da EllaLink afirmam que o aporte total do consórcio BELLA foi de 25 milhões de euros. A empresa alega que, deste valor, cerca de 70% (17,5 milhões de euros) vieram da União Europeia, enquanto os 30% restantes (7,5 milhões de euros) foram aplicados pelo Brasil.

Além da ligação com a Europa, o governo brasileiro se juntou a Argentina, Austrália e Nova Zelândia no projeto de um cabo submarino de fibra ótica que ligará a América do Sul à Ásia e à Oceania. Conhecido como Humboldt, o projeto custará em torno de US$ 400 milhões e prevê um cabo com capacidade inicial de transmissão de dados de 400 Gbps.

Fonte: G1.

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Senge-CE realiza doação de máscaras para Santa Casa de Misericórdia

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Esse equipamento de proteção é fundamental para preservar os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE), realizou nesta quinta-feira (4), a entrega de máscaras de proteção do modelo Face Shield, à Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Os equipamentos de proteção foram confeccionados pelo Instituto Federal (IFCE) através de uma parceria firmada com o Senge-CE, em 2020.

Ao todo, já foram entregues mais de 2 mil unidades ao hospital, que lida diretamente com pacientes da Covid-19 e possui oito leitos destinados a pacientes graves e gravíssimos. Para o coordenador de enfermagem da Santa Casa, Rodrigo de Castro, a ação é fundamental para o bom atendimento dos pacientes.

“Com a situação sanitária que nos encontramos, essa doação ajuda bastante na assistência que oferecemos aos pacientes e traz mais segurança ao profissional, o que acarreta na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade”, explica.

Rodrigo expressa ainda a gratidão de todos os funcionários e reforça a importância de atos como este que o Senge vem fazendo durante toda a pandemia.

“Estamos imensamente agradecidos ao Senge. A situação está se agravando com a aceleração da demanda, o que faz com que o material doado seja fundamental para nós”

A presidente do sindicato, Teodora Ximenes, esteve pessoalmente na Santa Casa para entregar a doação e falou sobre a oportunidade de poder continuar contribuindo com o bem-estar dos profissionais e consequentemente dos pacientes.

“Para nós, é muito gratificante em um momento desses poder contribuir com os profissionais que trabalham na linha de frente contra essa pandemia que assola o mundo inteiro, ainda mais em uma instituição filantrópica que recebe tão pouca assistência”, destacou.

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Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) promove sua confraternização de fim de ano com sua diretoria e colaboradores

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No último dia 11/12, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) promoveu sua confraternização de fim de ano com sua diretoria e colaboradores. “Respeitando todas as normas e protocolos de saúde referente a pandemia de covid-19, esse momento é fundamental para que possamos congregar com toda a equipe do sindicato, para que os laços se fortifiquem em 2021”, enfatizou Teodora Ximenes, presidente do Senge-CE.

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Marquise ganha concorrência internacional para usina de dessalinização do Governo do Ceará

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Serão R$ 3,2 bilhões distribuídos ao longo de 30 anos de contrato

A Marquise ganhou a licitação internacional para construir e explorar a Planta de Dessalinização de Água Marinha na Região Metropolitana de Fortaleza do Governo do Estado. O equipamento ficará na Praia do Futuro.  A disputa foi acirradíssima, mas a companhia cearense venceu a etapa que trata da proposta comercial.

Ao todo, serão R$ 3,2 bilhões distribuídos ao longo de 30 anos de contrato. A companhia integra o consórcio Águas de Fortaleza, junto com as empresas Abengoa Água S/A e PB Construções Ltda.

“É um projeto de grande envergadura. Tanto no sentido do pioneirismo, visto que será a maior do Brasil em extensão e em produção de água, como em relação à questão social – levar abastecimento de água para pessoas é promover saúde e dignidade, ainda mais para essa região que historicamente sofre com constantes secas”, disse Renan Carvalho, diretor da Marquise Infraestrutura.

A planta de dessalinização de água marinha será construída com o objetivo de diversificar a matriz hídrica do estado, de forma que o abastecimento da população não dependa apenas das chuvas. Assim, o macrossistema integrado da Região Metropolitana de Fortaleza contará com incremento de 12% na oferta de água, beneficiando cerca de 720 mil pessoas.

A obra, que tem o valor de R$118 milhões por ano, compreende a construção da usina, sistema de captação de água marinha, emissário e adutora, além da operação e manutenção da planta

O equipamento atenderá dois reservatórios da Cagece contemplando os seguintes bairros: Praia do Futuro, Caça e Pesca, Serviluz, Vicente Pinzon, Dunas, Aldeota, Varjota, Papicu e Cidade 2000.

Análise da proposta

Em nota, a Cagece declarou que o próximo passo será analisar a proposta comercial da Marquise. “A empresa ou consórcio vencedor somente será conhecido após a realização dessas duas etapas”, disse a companhia.

FONTE: Focus.jor

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Mesmo dois anos depois da realização do concurso, Ematerce segue sem o chamamento dos 263 profissionais aprovados

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) vai voltar ao atendimento presencial, mas com um problema sério: a falta de pessoal. O motivo disso é que desde 2018, quando foi realizado o concurso público que selecionou 263 profissionais para a estatal, não houve, ainda, o chamamento desses classificados.

Segundo o presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará, Dr. Flávio Barreto, o concurso público para a Ematerce foi solicitado ao governador do Estado, Camilo Santana, ainda em 2017, durante a realização do XXX Congresso Brasileiro de Agronomia, que aconteceu aqui em Fortaleza. Apesar de a seleção ter sido realizada em 2018 e, posteriormente, divulgados os classificados, até hoje, em setembro de 2020, ainda não foi chamado nenhum dos técnicos e engenheiros de diversas áreas em que foram aprovados.

Na última sexta-feira, 25, o colunista Eliomar de Lima publicou no Jornal O Povo nota acerca da contratação de 140 terceirizados para a Ematerce, enquanto as 263 vagas do concurso de 2018 seguem sem previsão de serem preenchidas. Sobre o assunto, Teodora Ximenes, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE), diz: “É inaceitável que o Governo do Estado contrate tantos terceirizados quando ainda não chamou os que estudaram, se prepararam e foram aprovados pelo concurso público realizado em 2018. O Senge-CE repudia essa decisão”.

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Nordeste lançará rede de inovação, ciência e tecnologia

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Na próxima segunda-feira, 28 de setembro, será lançada a Rede de Instituições Científicas e Tecnológicas do Nordeste (Rede ICT NORDESTE). O novo corpo institucional será composto por 24 instituições de ensino superior da região, entre universidades federais, estaduais e institutos federais.

Um evento online para estrear a nova cooperação será transmitido pelo canal de youtube da Universidade de Pernambuco (UPE). Estarão presentes ao evento de estreia o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende, que representará o comitê científico do Nordeste; o professor Robério Rodrigues, que é coordenador do Fórum de Pró-reitores do Nordeste; o professor Fábio Guedes, representando o Conselho das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa; e o governador do Piauí Wellington Dias, representando o Consórcio de Governadores do Nordeste.

A Rede ICT NORDESTE será, também, espaço que reunirá representantes da produção de conhecimento, tecnologia e inovação aos atores políticos e tomadores de decisão. Especificamente, a rede pretende dialogar e contribuir com iniciativas de desenvolvimento dos estados do Nordeste, tanto individualmente como no âmbito do Consórcio Nordeste de Governadores.

Dali sairão estratégias para utilizar as fontes estaduais e regionais de financiamento à pesquisa, ensino e extensão universitária para a formação políticas e estratégias de desenvolvimento regional sustentável.

Os responsáveis pela Rede ICT NORDESTE afirmam que a região vive uma crise tríplice: a pandemia de Covid-19, o impacto socioeconômico gerado pela pandemia e a histórica e estrutural desigualdade regional que afeta negativamente a sociedade nordestina.

A saída nobre que a Rede ICT NORDESTE indica para o quadro atual é a intensificação das atividades de inovação tecnológica em diversos aspectos, e sua conexão com a economia regional a fim de permitir um maior grau de desenvolvimento das potencialidades do povo nordestino e suas economias locais.

Fonte: Revolução Industrial Brasileira.

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Jovem transforma máscaras que iam pro lixo em tijolos

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Um jovem empreendedor social indiano vem transformando as máscaras descartáveis que vão pro lixo em tijolos.

Binish Desai, de 27 anos conhecido como “O Reciclador da Índia”, encontrou uma solução muito eficaz pra reutilizá-las.

Cerca de quatro anos atrás, Desai começou a desenvolver materiais de construção usando resíduos produzidos em fábricas de papel associados a extratos de plantas e outros elementos.

Mais resistente

Com a pandemia, ele percebeu que também poderia usar máscaras e luvas de TNT como matéria-prima.

Os tijolos são feitos de 52% de EPP misturado com resíduos de papel e fichários.

“Fomos capazes de criar uma versão atualizada ainda mais leve e mais forte do que os nossos tijolos versão 2.0” , escreveu o jovem em sua conta no Instagram.

Desai já foi citado pela “Forbes” em sua lista das personalidades mais importantes da Ásia, com menos de 30 anos.

Produção rápida

Segundo o empresário, o material é resistente a infiltrações, pragas e bastante resistente ao fogo.

Além de demorar pouco para se preparar: cerca de três dias.

A Desai está procurando investidores para produzir o tijolo em grande escala. Isso inclui encontrar apoio para a coleta de material descartado em hospitais, tarefa ainda mais complexa quando se trata de um vírus tão contagioso.

Fonte: Nation / Só Notícia Boa – Foto: instagram

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