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ABES-CE realiza curso sobre tecnologia ambiental em parceria com o Senge-CE

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A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-CE) realiza nos dias 03 e 04, e 10 e 11 de junho, um curso sobre tecnologia ambiental. Ministrado pela engenheira ambiental e sanitarista, Juliana Almeida Ribeiro, tem como objetivo permitir a compreensão da importância da qualidade dos recursos e insumos naturais, percebendo os aspectos ambientais e impactos gerados por atividades antrópicas.

Com uma carga horária de 24 horas, o curso tem com público-alvo os profissionais ligados direta e indiretamente à área ambiental (engenheiros, arquitetos, biólogos, ambientalistas, geólogos, fiscais, gestores), estudantes universitários e demais interessados.

Para a inscrição, os interessados devem acessar o site www.abes-ce.or.br. Os profissionais de qualquer categoria associada a ABES pagam um valor de R$ 500,00 e os não associados R$ 600,00. Estudantes de graduação e de curso técnico de qualquer categoria associados a ABES pagam R$250,00 e não associados R$300,00. Os participantes que realizarem a inscrição até o dia 17 de maio ganharão 10% de desconto.

Mais informações pelos telefones (85) 30252350/999044876/987865017/(21)22773908 ou pelo email: abesceara@gmail.com.

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ABES-CE realiza curso de Planejamento e Gestão Ambiental em parceria com o Senge-CE

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A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-CE), em parceria com o Senge-CE, realiza nos dias 29, 30 e 31 de maio, o curso “Planejamento e Gestão Ambiental”. Ministrado por Fátima Morosine, tem como objetivo a capacitação de profissionais que trabalham na área do meio ambiente.

Para a inscrição, os interessados devem acessar o site www.abes-ce.or.br. Os profissionais de qualquer categoria associada a ABES pagam um valor de R$ 500,00 e os não associados R$ 600,00. Estudantes de graduação e de curso técnico de qualquer categoria associados a ABES pagam R$250,00 e não associado R$300,00. Profissionais associados ao Senge-CE pagam o valor de R$ 550,00 e estudantes associados ao Senge-CE R$ 250,00. Os participantes que realizarem suas inscrições até o dia 17 de maio, ganharão 10% de desconto.

Mais informações pelos telefones (85)30252350/999044876/987865017/(21)22773908 ou pelo email: abesceara@gmail.com.

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Start up cria tijolo ecológico através de plásticos retirados dos oceanos

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O plástico, por estar presente em diversos produtos que usamos em nosso dia a dia, pode ser considerado um dos grandes vilões quando falamos em descarte incorreto de materiais. Ao invés de ser encaminhado à reciclagem, grande parte do material é enviado a aterros sanitários, indo parar também nos oceanos, causando danos severos ao meio ambiente.

Com o decorrer dos anos, os pedaços de plástico se fragmentam nos oceanos e, ao serem confundidos com alimentos, prejudicam a vida de todos os tipos de animais, desde seres microscópicos até grandes peixes e aves. Para se ter ideia da gravidade do problema, segundo informações divulgadas no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro deste ano, em 2050, é possível que os oceanos tenham mais resíduos de plásticos do que peixes.

Sabendo disto e pensando em uma forma de fazer a diferença, a start up ByFusion criou um tijolo ecológico desenvolvido a partir de todos os tipos de plásticos retirados dos oceanos. Uma máquina modular comprime os plásticos em blocos duráveis que, a princípio, foram configurados no formato de um bloco de cimento comum. Porém, segundo os fabricantes, o tijolo ecológico, que foi batizado de Replast, pode ser customizado em diferentes formas e densidades.

O Replast não precisa de colas ou adesivos, possui elevado isolamento térmico e acústico e, segundo a ByFusion, sua fabricação emite 95% menos gases de efeito estufa (GHG) em comparação com um bloco de concreto. A máquina que produz os tijolos pode ser transportada em contêineres para qualquer lugar do planeta, o que facilita sua distribuição.

O tijolo ecológico vem sendo usado na construção de muros e barreiras de estradas, mas a empresa já está trabalhando para que o Replast possa ser usado na construção de casas e edifícios. Confira abaixo um vídeo que mostra o funcionamento da máquina e a construção de um muro com o tijolo ecológico.

Fonte: Condomínios verdes

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Link do site da start up: www.byfusion.com

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Cartilha grátis ensina técnicas de bioconstrução

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O material foi criado pelo MMA e está disponível para download gratuito.

A bioconstrução se baseia no princípio de que é possível construir tendo um impacto ambiental muito baixo. Para promover este conceito e apresentar técnicas práticas, o Ministério do Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente uma cartilha on-line para capacitação e informação acerca do tema e suas devidas metodologias.

Apesar de ter sido criado para um curso do Programa de Apoio ao Ecoturismo e à Sustentabilidade Ambiental do Turismo – Proecotur, o material é extremamente útil para quem deseja entender melhor a bioconstrução e conhecer detalhes de diferentes técnicas sustentáveis e ambientalmente corretas de construção.

Um dos intuitos desta cartilha é oferecer opções para que as comunidades tenham autonomia e sejam capazes de, através de técnicas tradicionais, garantirem suas necessidades sem a dependência de outros grupos. Neste sentido, o primeiro passo é pensar além do comum, é enxergar todos os materiais, sejam eles naturais ou residuais como matéria-prima em potencial.

Utilizar materiais locais, como terra, pedra, palha e madeira é outro ponto de destaque na cartilha. Com esta mudança de paradigmas, o programa passa para a segunda etapa, a observação das condições climáticas, para que os elementos naturais, como o sol e o vento, sejam usados como aliados na obra.

A apresentação de diferentes técnicas tradicionais e eficientes para a construção forma o terceiro bloco de instruções. Superadobe, adobe, COB, taipa de mão, taipa de pilão, são apenas algumas das metodologias apresentadas com detalhes e exemplos práticos. Os cuidados necessários com o abastecimento e saneamento também estão detalhados no material.

O livreto é indicado para qualquer pessoa que queira aprofundar seus conhecimentos acerca da bioconstrução e também para quem deseja iniciar uma obra sustentável e não sabe por onde começar. Além de ter menos impactos ambientais, este tipo de construção custa muito menos do que as tradicionais.

Clique aqui para fazer o download da cartilha.

Fonte: CicloVivo

Foto: Earthship/Facebook

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Especialistas alertam para insuficiência do acordo de Paris pra frear aquecimento global

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Caso não sejam adotadas medidas mais drásticas para a redução da emissão de gases do efeito estufa, o teto considerado seguro para o aquecimento global já poderá ser alcançado em 2050, de acordo com especialistas. O Acordo de Paris aponta 2ºC acima dos níveis pré-industriais como meta até o final do século, o que já pode ser alcançado em 2050.
O diagnóstico é apontado no relatório “The Truth About Climate Change”, divulgado no último dia 29. Coordenou a análise o ex-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), Robert Watson, com participação entre os autores do professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg.
Segundo os especialistas apontam no relatório, há ainda “muitos mal-entendidos” acerca do tema, bem como “desinformação disseminada de forma deliberada”, o que estaria levando um grande número de pessoas a entender as mudanças climáticas como algo “abstrato, distante e até mesmo controverso”.
No longo prazo, manter o aquecimento global abaixo de 2 ºC – o mais perto possível de 1,5 ºC – até o final do século, é o objetivo. As estimativas do IPCC indicam que, caso passe a temperatura desse teto, cresceriam rapidamente os riscos associados a eventos climáticos extremos e à elevação do nível dos oceanos.
Comprometimento brasileiro
O presidente do Brasil, Michel Temer, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, documento no qual o Brasil ratifica o Acordo de Paris, no último dia 21.
O governo comprometeu o País, de forma incondicional, a reduzir as emissões de gases-estufa em 37% até 2025, na comparação com os níveis registrados em 2005; e em 43% até 2030.
Fonte: Revista Exame
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Potencial eólico do Brasil pode ser seis vezes maior que o estimado

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Uma revisão do potencial eólico onshore (“em terra”) do Brasil, realizada em resposta ao aumento da altura das torres de geração energética, aponta que o país pode ter uma capacidade seis vezes maior de produzir energia a partir dos ventos do que o estimado no último grande levantamento nacional, o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, lançado em 2001.

A conclusão é de um estudo do subprojeto Energias Renováveis do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-Clima), apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e foi apresentada durante a Conferência Internacional do instituto, realizada em São Paulo entre os dias 28 e 30 de setembro.

“O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro foi feito com a estimativa do uso de torres de 50 metros de altura. Hoje, temos torres acima de 100 metros, que ampliam o potencial tecnicamente viável de exploração de 143 gigawatt para 880 gigawatt”, disse o coordenador da pesquisa, Ênio Bueno Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Além disso, consideramos uma expansão das áreas que se tornam economicamente viáveis para a instalação das torres.”

Embora no Brasil a produção de energia eólica ainda seja restrita, Pereira aponta que o país é o quarto no mundo em termos de expansão da capacidade eólica instalada, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha.

“É um movimento importante, em um momento em que se busca a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, menor dependência de combustíveis fósseis e garantia de segurança energética”, disse.

No campo da energia eólica, o subprojeto Energias Renováveis também estuda o potencial offshore (“em mar”), buscando avaliar a zona costeira brasileira, particularmente na região Nordeste; a viabilidade de exploração em áreas de reservatórios hidrelétricos; a previsão da capacidade de geração, visando aprimorar as estimativas calculadas em dias e horas de antecedência; e a densidade de potência estimada até o final do século.

Sobre esse último tema, modelos revelam tendência de aumento dos ventos em determinadas porções do norte da região Nordeste. “Embora pareça uma notícia interessante, ventos intensos e rajadas nem sempre são bons para o sistema de geração de energia eólica, que pode sofrer danos estruturais”, disse Pereira.

Outro aspecto ressaltado pelo pesquisador foi o potencial de geração de energia elétrica a partir da irradiação solar. “O pior nível de irradiação no Brasil – na região litorânea de Santa Catarina e do Paraná – é comparável aos melhores níveis de irradiação que se tem na Alemanha, o país que mais explora a energia fotovoltaica [na qual células solares convertem luz diretamente em eletricidade] no mundo.”

A Rede Sonda, financiada parcialmente pelo INCT-Clima, coleta dados de irradiação no território nacional. Uma edição atualizada do Atlas Brasileiro de Energia Solar, com informações obtidas pela Rede nos últimos 15 anos, deve ser lançada ainda neste ano.

“São necessários mais estudos sobre a variabilidade solar, mas já sabemos que, se fossem usadas áreas como aquelas que são alagadas por hidrelétricas ou as que estão em estado avançado de desertificação, teríamos uma grande geração de energia fotovoltaica no Brasil”, disse Pereira.

Segundo o pesquisador, em temos de potencial teórico, fontes eólicas e solares seriam capazes de suprir toda a demanda energética nacional. Contudo, ainda é necessário ultrapassar obstáculos financeiros e de conhecimento.

“O problema do custo vem sendo superado pela evolução tecnológica, tanto que esses dois tipos renováveis já são competitivos com a energia termelétrica. Já a barreira do conhecimento é aquela que ainda impede investidores de ter mais interesse na geração eólica e solar. É o que o nosso projeto tenta enfrentar, investigando e disseminando dados científicos sobre os verdadeiros potenciais dessas energias”, disse.

Na manhã do dia 29 de setembro, a Conferência Internacional do INCT-Clima também teve apresentações de Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tratou sobre os atuais desafios da política energética no Brasil e no mundo, e de Christovam Barcellos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que falou sobre a relação mudanças climáticas e impactos na saúde humana.

Fonte: Agência Fapesp

Foto: Wikimedia

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Com seca prolongada e chuvas intensas, estudo do MCTIC prevê ‘clima caótico’ até 2100

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Pesquisador Carlos Nobre apresenta estudo sobre mudanças climáticas desenvolvido pelo MCTIC. Foto: Ascom/MCTIC

Até 2100, o clima tende a “ficar mais caótico”, com menor grau de previsibilidade, longos períodos secos e extremos de chuva intensa. O alerta foi feito pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre durante lançamento do livro Modelagem Climática e Vulnerabilidades Setoriais à Mudança do Clima no Brasil, na segunda-feira (4), durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Porto Seguro (BA).

“Os impactos e os riscos são tão grandes que, na minha opinião, não existe outra possibilidade que não seja a mais rápida redução de gases de efeito estufa, como a COP 21 [21ª Conferência do Clima] preconizou: zerar as emissões até 2050 ou 2060 e chegar a emissões negativas, ou seja, tirar CO2 [dióxido de carbono] da atmosfera”, afirmou o pesquisador. “Esse é um enorme desafio, mas é um problema do qual não temos como fugir se nós não quisermos entregar aos nossos netos e bisnetos um mundo muito difícil de viver.”

Nobre recomendou ao público da palestra que acesse a Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que, a partir do acordo aprovado na COP 21, terá que ser atualizada a cada dois anos. Desdobramento da última edição do inventário, o livro traz simulações em escala regional e análises de especialistas sobre possíveis impactos de cenários de emissão de gases até 2100 em sete setores – agricultura, biodiversidade, cidades, desastres naturais, energias renováveis, recursos hídricos e saúde humana.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) elaborou a publicação em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima). O livro teve como editores o coordenador-geral de Mudanças Globais do Clima do MCTIC, Márcio Rojas, o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) José Marengo e o economista Breno Simonini.

O Inpe e o Cemaden são institutos de pesquisa vinculados ao MCTIC.

Vulnerabilidades

Interpretadas por especialistas, as simulações até o fim do século geraram estudos de impactos em diversas regiões brasileiras. Nobre destacou efeitos das mudanças climáticas sobre os biomas, como retração de florestas e expansão de vegetações abertas. O livro aponta que Cerrado e Caatinga teriam maior estabilidade para manter a cobertura nativa do solo, mas, em compensação, a Amazônia seria fortemente afetada em sua parte oriental.

“Isso é muito sério e grave para o Brasil, que abriga a maior biodiversidade do planeta, seguido por Colômbia e Indonésia. Temos um hot spot mundial bem aqui, pertinho de Porto Seguro, na Mata Atlântica. São 450 espécies de aves por hectare”, enfatizou. “Há um processo de savanização da Amazônia, com menos florestas e mais savanas, que formam um cerrado empobrecido.”

Na agropecuária, a projeção de aumento da frequência de dias quentes, com temperatura superior a 34 graus Celsius (ºC), pode prejudicar a produção de café, feijão e leite, e a criação de frangos e suínos. Uma das soluções apontadas para o cultivo de vegetais seria a busca por ambientes tolerantes ao calor e ao déficit hídrico. O climatologista ressaltou que os impactos podem afetar em 90% o milho safrinha e em 80% a soja.

“O Brasil já está quase se tornando o segundo maior exportador de alimentos do mundo, deve passar os Estados Unidos nos próximos 15 anos”, lembrou Nobre. “As mudanças climáticas trazem riscos muito grandes. A única cultura que não sofreria neste século é a cana-de-açúcar, que se estenderia ao sul do País. Arroz, milho, soja e feijão diminuiriam demais a área agriculturável.”

Recursos hídricos

Para recursos hídricos, o estudo evidencia anomalias de escoamento em regiões hidrográficas, com redução da água disponível em praticamente todo o território nacional. O maior impacto percentual aconteceria nas áreas do rio Doce e do rio São Francisco. A vazante aumentaria na bacia do rio Uruguai e em parte da do rio Paraná, com intensificação de cheias no Sudeste, embora, segundo Nobre, o balanço hídrico provavelmente fique negativo, porque uma evaporação crescente superaria o volume proveniente das chuvas.

Na visão do climatologista, o potencial hidrelétrico do País precisa ser encarado com cuidado, com base em um dos mapas do livro. “Detalhamentos mostram que a usina de Belo Monte, no futuro, pode perder pelo menos um terço de sua capacidade”, comentou. “Já a energia eólica ganha com a ampliação da velocidade dos ventos e pode se instalar do Rio Grande do Sul ao Amapá.”

Sobre energia solar, o estudo verificou valores simulados no fim do século menores do que os atuais. As quedas de intensidade de radiação variam de 4% a 8% em todo o Brasil. Em relação ao biodiesel, estimou-se dificuldades na produção de girassol e soja e menor alteração para cana-de-açúcar e mamona, cujas culturas, no entanto, podem sofrem com a carência hídrica.

A vulnerabilidade a desastres naturais vem se intensificando nas últimas décadas e, nas palavras de Nobre, combina duas variáveis em expansão: os extremos climáticos e a exposição ao perigo. “Nós passamos 60 anos de urbanização caótica no Brasil. Temos hoje 5 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco nas periferias das grandes cidades. É um dos mais altos índices do mundo.”

O livro sugere que o Sul, o Sudeste e grande parte do litoral ficarão mais suscetíveis a inundações bruscas, enxurradas e alagamentos. Para as demais regiões do País, o risco pode diminuir devido à queda dos índices de chuva. Nobre citou dados que indicam que, se a temperatura subir 3ºC em 2 mil anos, o nível do mar subiria 10 metros. “Várias cidades teriam que ser abandonadas”, previu. “Londres só tem solução de engenharia para até cinco metros.”

Fonte: FNE

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Brasileiro já plantou mais de 2 milhões de árvores e quer entrar no Guinness

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Ao longo dos últimos 31 anos, ele visitou 21 países e em todos eles deixou a sua marca.

Alexandre continua plantando e passando o seu conhecimento aos grupos que trabalham plantando árvores pela cidade. | Foto: Arquivo Pessoal
Alexandre continua plantando e passando o seu conhecimento aos grupos que trabalham plantando árvores pela cidade. | Foto: Arquivo Pessoal

Plantar uma árvore é simples. Dez também é tranquilo. Cem já fica um pouco mais complicado, mas, e plantar 2.381.00? O número é tão grande que fica até difícil imaginar, mas o brasileiro Alexandre Chut garante que já plantou esses mais de dois milhões de árvores e elas estão espalhadas por terras brasileiras e internacionais.

A missão do plantador começou em 1985. Era um dia comum e Alexandre estava trabalhando com algodão em uma comunidade agrícola em Israel. Um percalço em meio a essa atividade o levou a reparar melhor a paisagem ao seu redor e o brasileiro mudou seu olhar sobre a quantidade de árvores presentes à sua volta mesmo estando praticamente em meio ao deserto. Essa foi apenas a sementinha de uma missão muito maior que ainda estava por vir. Desde então, por onde passa, ele tenta deixar um rastro verde.

Foto: Arquivo Pessoal

Além da paixão por árvores, Alexandre é formado em psicologia, pós-graduado em biodinâmica e biossíntese, doutor em acupuntura e astrólogo profissional. Com uma carreira sólida e tendo como principal atividade profissional o atendimento clínico, ele precisa administrar o tempo dedicado à carreira, que inclui também palestras em congressos internacionais, à educação ambiental e ao plantio de novas árvores. Para ele, sua missão neste mundo é “atender, educar e trazer o verde de volta”.

Após o episódio em Israel, Alexandre passou a ter o propósito de plantar, pelo menos, uma árvore em cada local por onde passasse. Ao longo dos últimos 31 anos, ele visitou 21 países e em todos eles deixou a sua marca. “Não tem nenhum país que eu fui que eu não plantei”, diz.

O resultado disso é um saldo impressionante de 2.381.000 árvores no currículo. Mas, o plantador garante que não basta plantar e abandonar. “Se plantar e não cuidar, é como ter uma criança e não educar”, explicou. Por isso, em todos os plantios, ele faz questão de manter ele mesmo o acompanhamento da muda ou deixar alguém incumbido dessa missão, são pequenos guardiões. Além de plantar, ele aproveita as ocasiões para falar sobre educação ambiental e sobre a importância de resgatar a vegetação, principalmente nos centros urbanos.

Foto: Arquivo Pessoal

Os plantios

Japão, Nepal, Índia, Egito, Israel, Itália, França, Inglaterra, Portugal, Suíça, Estados Unidos, México, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai estão na lista de países que tem, ao menos, uma árvore plantada por Alexandre. Mas, ele garante que a maior parte está mesmo no Brasil, onde ele plantou em quase todos os estados.

Apesar de plantar em área urbana e rural, o plantador lembra que a maior parte das árvores está em florestas. Ele mesmo tem duas reservas particulares no estado de Minas Gerais, que preserva sozinho. “Meu dinheiro foi todo para isso. Minha energia foi toda para isso”, comenta.

Foto: Arquivo Pessoal

Durante 30 anos o Dr. Acupunturista teve uma ONG, o Instituto PLANT + AR. Através da organização ele realizou diversos mutirões de plantio na cidade de São Paulo. Ele mesmo produzia as mudas ou conseguia doações, corria atrás da liberação da prefeitura e ia nas rádios convidar a população para plantar novas árvores.

Foto: Arquivo Pessoal

“Nas florestas são usadas mudas pequenas. Nas cidades nós usamos árvores maiores já, são mudas específicas”, informa o plantador, acrescentando o fato de que para plantar nas cidades é sempre necessário seguir os padrões estabelecidos no Manual de Arborização Urbana, que dá diretrizes para o plantio, estabelecendo padrões e indicando as espécies mais adequadas para cada tipo de espaço.

Foto: Arquivo Pessoal

Mas, como nem tudo é alegria, Alexandre lembra também que nessas três décadas já tiveram momentos tristes. “Participei de um plantio de 280 mil árvores na Rodovia Castelo Branco, patrocinado pelo Banco Real. Eram mais de 80 espécies nativas, que foram perdidas anos depois em apenas duas noites por causa dos projetos do trem bala”, lamenta.

Pelo lado positivo, todo o seu envolvimento com a causa da arborização urbana lhe rendeu abertura com a prefeitura de São Paulo em diversas gestões e permitiu que ele mesmo participasse da criação de projetos de resgate do verde na cidade de São Paulo, de mudanças de lei sobre reservas florestais e arborização urbana e muito mais.

Novos desafios

Mesmo tendo um ritmo menos intenso de mutirões, Alexandre continua plantando e passando o seu conhecimento aos grupos que trabalham plantando árvores pela cidade.

“Quando eu faço isso eu sinto a luz, eu sinto Deus comigo, eu sinto as funções do mundo acontecendo. A minha função é ativar os líderes para fazer isso. Eu me sinto vivo quanto eu estou plantando. Se eu tivesse apoio, eu já teria plantado cinco vezes mais. Porque tem muito lugar para plantar. A floresta dá vida para o ser humano.”

Foto: Arquivo Pessoal

O próximo desafio de Alexandre é tentar entrar no Guinness, ele já está juntando as evidências de seus plantios para solicitar o reconhecimento do livro dos recordes.

Fonte: CicloVivo  

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Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cartilha sobre Construção Sustentável

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Exemplos de técnicas de bioconstrução (Foto: Divulgação/Instituto Pindorama)

Baseada na ideia de construir com o mínimo impacto ambiental possível, com gastos mais baixos do que as obras tradicionais, a bioconstrução acaba de ganhar uma cartilha gratuita para capacitar e informar os usuários sobre este tema e suas metodologias. A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente, que disponibiliza o arquivo neste link.

O material ajuda a compreender os conceitos da bioconstrução e as características das diferentes técnicas de construção sustentáveis e ecologicamente corretas.

A cartilha ensina a aproveitar materiais locais, como terra, pedra, palha e madeira e oferece as informações necessárias para que o leitor considere as condições climáticas regionais, fazendo de elementos naturais, como sol e vento, aliados na construção.

Com isso, o material pretende disponibilizar informações para quem quiser saber mais sobre bioconstrução e até mesmo realizar sua própria obra sustentável. Ao consultar o livreto, as comunidades se tornam autônomas e capazes de usar técnicas tradicionais para realizar as obras, sem depender de outros profissionais, enxergando matérias-primas naturais ou residuais como elementos potenciais.

Outro destaque da cartilha é a apresentação de diferentes metodologias, todas detalhadas e com exemplos práticos, como superadobe, adobe, COB, taipa de mão e taipa de pilão, dentre outras, sem esquecer de dados importantes, como cuidados com o abastecimento e saneamento.

 

Fonte: Ciclo Vivo

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