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Após dois anos de negociações, Senge-CE assina Convenção Coletiva com o Sinduscon-CE

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Na tarde da última quarta-feira (11), a diretoria do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) e os representantes do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE) reuniram-se para a assinatura da Convenção Coletiva 2018/2019. Estiveram presentes, representando o Senge-CE, a presidente Helena Araújo, o diretor de comunicação Áulio Antunes, o diretor de assuntos jurídicos e relações trabalhistas José Luiz, a diretora de administração e finanças Teodora Ximenes, a diretora de relações institucionais e intersindicais Ana Angélica e, representando o Conselho Fiscal, Socorro Araújo, como também o presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro e o vice-presidente da área trabalhista, Fernando Pinto. O momento contou ainda com a presença do presidente do Crea-CE, Emanuel Mota.

O documento assinado é um ato jurídico acordado entre os sindicatos onde se definem as regras nas relações de trabalho em todo o âmbito das respectivas categorias (econômica) e (profissional). A Convenção visa determinar obrigações e direitos para as partes que devem ser respeitados durante sua vigência e que comumente têm prazo de um ano.

O que se pode esperar de positivo dessa assinatura, segundo a presidente do Senge-CE, Helena Araújo, são os efeitos da própria Convenção com as cláusulas históricas que permanecem. “Como em toda Convenção é possível perceber seus efeitos positivos devido às cláusulas históricas que os profissionais já têm ao longo dos anos e que foram mantidas. Não há nenhuma perda em relação aos acordos e às convenções passadas e quanto aos avanços que nós temos foram as ARTs, que também são um pleito histórico”, informou.

A presidente ainda explica como aconteceram as negociações, mas fala que os termos acordados não foram os desejados. “Essa Convenção Coletiva ocorre todo ano, pois a data base do Sinduscon é em março e historicamente o Sindicato faz as suas assembleias e as suas discussões normalmente no segundo semestre do ano. No caso de 2017/2018, apesar de ter havido muitas discussões e negociações, infelizmente, não foi possível efetivar a Convenção Coletiva. Esse ano, já em março, nós fizemos nossa assembleia e demos início à discussão com o Sinduscon sobre essa Convenção e conseguimos fechar, não como a gente queria, mas foi a que foi possível. Então, dentro do possível, a gente está assinando hoje e isso é importante para os profissionais, primeiro porque não se protela o improtelável e, nesse momento, onde a conjuntura não favorece nem de um lado e nem de outro, não há motivo de nós, do Sindicato dos Engenheiros, e eu acredito, nem o patronal, nem o Sinduscon, ficarmos protelando uma Convenção que dificilmente teria mais avanço, então, é fechar o que foi possível a gente negociar”, esclareceu.

Em contrapartida, o presidente do Sinduscon, André Montenegro, fala que o principal ponto da reunião é o consenso em que chegaram as entidades. “O ponto positivo é que, após dois anos de negociações, a gente poder fechar essa negociação e regulamentar as relações entre os sindicatos das Construtoras e o Sindicato dos Engenheiros. O principal ponto do acordo é todo mundo chegar a um consenso e estar bem, feliz com o que assinamos hoje aqui. Isto é importante. A gente não pode é ficar sem uma relação de trabalho”, ressaltou.

Vale destacar que as cláusulas do acordo assinado não podem ferir direitos previstos na legislação, sob pena de nulidade.

 

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CADASTRE-SE E CONCORRA A DUAS BOLSAS COM 50% DE DESCONTO

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O SENGE-CE, em parceria com o INBEC, sorteará 02 (duas) bolsas de estudos no valor de 50% entre os associados do Sindicato . Para participar, basta realizar o cadastro.

Vale reforçar que todos os associados ao Sindicato, que estejam em dia com a anuidade 2018, têm descontos especiais em nossos cursos.

O ganhador poderá escolher entre os cursos abaixo:

– MBA em Gerenciamento de Obras e Tecnologia da Construção – Turma X (https://inbec.com.br/cursos/mba-gerenciamento-obras-tecnologia-construcao)

– MBA em Plataforma BIM – Modelagem 3D, Planejamento 4D e Orçamento 5D / 6D / 7D – Turma II (https://inbec.com.br/cursos/mba-plataforma-bim-modelagem-3d-planejamento-4d-orcamento-5d-6d-7d)

– Pós-Graduação em Arquitetura de Hospitais, Clínicas e Laboratórios – Turma II (https://inbec.com.br/cursos/pos-graduacao-lato-sensu-arquitetura-de-hospitais-clinicas-e-laboratorios)

– Pós-Graduação em Engenharia Diagnóstica: Patologia, Desempenho e Perícias na Construção Civil – Turma II (https://inbec.com.br/cursos/pos-graduacao-lato-sensu-engenharia-diagnostica-patologia-desempenho-pericias-construcao-civil)

– Pós-Graduação em Estruturas de Concreto e Fundações – Turma VI (https://inbec.com.br/cursos/pos-graduacao-lato-sensu-em-estruturas-de-concreto-e-fundacoes)

Inscrições:
Contatos: (85) 3219-0099 / 99751-0012
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Ariosto Holanda ministra a palestra “Desafios do Século XXI”, na sede do Sindicato dos Engenheiros

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE) recebeu na noite da última quinta-feira (17), a presença ilustre do deputado federal, professor e engenheiro civil, Ariosto Holanda. Na ocasião, Ariosto ministrou uma palestra sobre “Desafios do Século XXI” onde foram abordados temas como tecnologia, indústria, revoluções científicas, fontes de energia, desenvolvimento humano e assuntos que norteiam a evolução da engenharia e os avanços tecnológicos.

Professor durante 35 anos, Ariosto tem sua trajetória marcada pela defesa da educação e do trabalho, além de ser um grande incentivador das micro e pequenas empresas e da formação profissional e tecnológica. Foi o responsável pela implementação, através de uma emenda parlamentar, do Centro Vocacional Tecnológico instalado na sede do Senge-CE. O espaço, composto por salas polivalentes e de multiuso, veio para contribuir com a proposta de promover a inclusão social e o aperfeiçoamento profissional e técnico. Durante um período de licença, o engenheiro dedicou-se a escrever o livro “Desafios do Século XXI – Desenvolvimento Humano e Energia”. A obra tende a criticar o atual modelo econômico que prioriza o Produto Interno Bruto (PIB) e a concentração de renda em detrimento do aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O tema debatido, baseado no livro escrito pelo deputado, enfatiza a trajetória técnica e política que vem trilhando como engenheiro civil, professor universitário e como parlamentar, na luta pela melhoria da educação, da capacitação profissional e do avanço tecnológico. Através dele, Ariosto busca mostrar a importância de se discutir sobre tecnologia. “O século XXI é o século da revolução tecnológica, industrial e da inovação, com isso, novos conhecimentos surgirão, em uma velocidade assustadora, onde os mais pobres, dentro das camadas sociais, correm o risco de sofrer a mais perversa das exclusões: a do saber para o trabalho”, esclarece.

Quando questionado sobre a importância da iniciativa do Senge-CE em promover a palestra, Ariosto fala das qualidades que o profissional engenheiro precisa possuir e sobre a relevância desse trabalho no processo de aperfeiçoamento profissional. “Para mim o convite do sindicato foi muito honroso, porque me deu a oportunidade de falar para engenheiros no sentido de que eles procurassem encontrar o caminho da capacitação do homem para o trabalho. Porque Engenharia é a arte de criar, de inovar e de interferir no meio, então eu trouxe um trabalho que eu fiz do desenvolvimento do Brasil sobre energia e espero que eu tenha conseguido chegar a proposta que eu deixei encaminhada. Esse momento é resultado do meu projeto de criação, no Sindicato, de um Centro Vocacional Tecnológico para capacitar, os alunos e engenheiros para um novo trabalho que exige conhecimento”, declarou.

O evento é o marco inicial da Campanha de Valorização da Engenharia e dos Engenheiros desenvolvida pelo Senge-CE, no intuito de unir os setores público e privado afim de promover a retomada do crescimento e consequentemente fortalecimento da engenharia através da valorização das empresas, das entidades e dos profissionais engenheiros.

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Fortaleza recebe 30ª edição do Circuito Nacional do Setor Elétrico

CINASE

Congresso de dois dias abordará temas que envolvem toda a cadeia do setor elétrico, desde a geração até o consumo.

A próxima edição do Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE), tradicional congresso itinerante do setor elétrico brasileiro, acontecerá nos dias 09 e 10 de maio na cidade de Fortaleza (CE). O objetivo do evento é levar conhecimento técnico e atualizado para os profissionais da região.

O CINASE é constituído por dois dias de evento. As palestras são ministradas por especialistas com experiência comprovada em suas áreas de atuação e seguem um cronograma organizado que parte da geração até chegar às instalações propriamente ditas. Em Fortaleza, o congresso terá início com uma palestra de abertura sobre geração distribuída e o futuro do setor elétrico a ser realizada pela concessionária Enel Distribuição.

Outros temas abordados incluem: especificação de painéis de média tensão e a revisão da ABNT NBR IEC 62271-200; operação, manutenção e ensaios em subestações; qualidade de energia; energia solar fotovoltaica; andamento do processo de revisão da norma de instalações de baixa tensão, a ABNT NBR 5410; impactos da nova NBR IEC 61439-1; segurança do trabalho; e iluminação.

O CINASE é constituído por dois dias de evento. As palestras são ministradas por especialistas com experiência comprovada em suas áreas de atuação e seguem um cronograma organizado que parte da geração até chegar às instalações propriamente ditas. Em Fortaleza, o congresso terá início com uma palestra de abertura sobre geração distribuída e o futuro do setor elétrico a ser realizada pela concessionária Enel Distribuição.

Outros temas abordados incluem: especificação de painéis de média tensão e a revisão da ABNT NBR IEC 62271-200; operação, manutenção e ensaios em subestações; qualidade de energia; energia solar fotovoltaica; andamento do processo de revisão da norma de instalações de baixa tensão, a ABNT NBR 5410; impactos da nova NBR IEC 61439-1; segurança do trabalho; e iluminação.

 

Serviço:

Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE)

9 e 10 de maio

Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 1141, Fortaleza

Mais informações: www.cinase.com.br

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Micropartículas robotizadas monitoram ambiente e seu estômago

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Proto-robô

Pequenos robôs flutuantes podem ser úteis de várias maneiras; por exemplo, para sondar o intestino humano em busca de doenças ou para procurar poluentes no ambiente.

Um passo importante para viabilizar esses dispositivos foi dado com um novo casamento de materiais, combinando micropartículas biocompatíveis com a eletrônica ultrafina 2D – que usa semicondutores monoatômicos como a molibdenita ou o grafeno-, o que resultou na criação de máquinas microscópicas.

“Você pode construir circuitos eletrônicos com um único átomo de espessura, o que é incrivelmente fino. Um uso criativo que ninguém imaginou até agora é pegar esses componentes eletrônicos e enxertá-los em uma partícula coloidal. A partícula, que pode flutuar no ar como uma partícula de poeira, tem funções de computação simples. Você pode trazer esses novos componentes eletrônicos para ambientes que, de outra forma, não conseguiria acessar,” explicou o professor Michael Strano, do MIT.

Como primeiro passo, a equipe desenvolveu um conjunto de componentes eletrônicos compatível com um revestimento de uma micropartícula, formando um circuito autônomo fechado – é o que eles chamam de um proto-robô, um conceito similar ao da poeira inteligente.

Microrrobô com sensor e refletor

As partículas com tamanho de um micrômetro foram feitas com um material tido como biocompatível, conhecido como SU-8 – embora ele contenha bisfenol A. Usando litografia tradicional, sua superfície recebeu um circuito que consiste de uma fonte de energia, um sensor e um dispositivo de memória. A fonte de energia é uma célula solar de heterojunção p-n de MoS2 (dissulfeto de molibdênio) e disseleneto de tungstênio (WSe2), que pode converter luz em corrente elétrica. Tanto o MoS2 quanto o WSe2 são semicondutores 2-D, comumente incluídos em uma família conhecida como molibdenita.

O detector é um quimiorresistor, uma única camada de MoS2 projetada para alterar sua resistência elétrica em resposta a um agente ambiental. A saída elétrica é armazenada na memória, que consiste em uma camada separada de MoS2 intercalada entre eletrodos de ouro e prata.

“Nós colocamos pequenos retrorrefletores nas partículas – como os que você tem na sua bicicleta – para que reflitam a luz e nos permitam encontrar rapidamente as partículas,” descreve o pesquisador Volodymyr Koman. “Para leitura, as partículas têm conexões metálicas, como um soquete: depois de inserir dois conectores, você pode ler o estado do dispositivo.” A memória pode então ser limpa para que as máquinas em miniatura possam ser reutilizadas.

Micropartículas robotizadas

Os pesquisadores vislumbram vários usos para esses robôs em miniatura, como monitorar grandes áreas em busca de bactérias, esporos, fumaça, poeira ou agentes tóxicos, o que atualmente requer equipamentos de grande porte e caros.

“Como alternativa, introduzimos o conceito de um dispositivo eletrônico ‘aerossolizável’,” disse Koman, referindo-se à dispersão das micromáquinas na forma de um aerossol.

Ele testou esse conceito em um gasoduto simulado. As máquinas flutuantes navegaram pela câmara de teste e detectaram a presença de partículas de carbono e compostos orgânicos voláteis ao longo do duto, armazenando as informações na memória, que foram lidas quando os microrrobôs foram recolhidos no outro lado do cano.

Agora eles pretendem desenvolver partículas para aplicações adicionais, inclusive como monitores do sistema digestivo humano.

Fonte: Inovação Tecnológica

 

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Brasileiro cria espectrômetro que cabe em um chip

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Detecção química portátil

Uma equipe do Brasil e dos EUA miniaturizou um dos instrumentos de pesquisa mais utilizados para identificar e analisar substâncias químicas.

Usando fotônica no silício – um casamento de tecnologias que levou décadas para ser sacramentado – eles construíram um espectrômetro dentro de um chip.

Até agora, os espectrômetros de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR, na sigla em inglês) eram volumosos, impossibilitando seu uso em campo para detecção de compostos químicos e biológicos, incluindo o monitoramento de gases de efeito estufa de forma remota.

“A tecnologia de fotônica de silício oferece uma plataforma para a fabricação de espectrômetros miniaturizados de alto desempenho e baixo custo,” disse Mário César de Souza, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que construiu o chip fotônico com a colaboração de pesquisadores da Universidade da Califórnia de San Diego.

Espectrômetros FTIR

Os espectrômetros FTIR identificam compostos químicos irradiando um feixe de luz infravermelha sobre a amostra e medindo a quantidade de luz e os comprimentos de onda (cores) absorvidos. O padrão de absorção (espectro) fornece informações sobre a composição química da amostra.

Nos últimos anos começaram a surgir diversos projetos voltados ao desenvolvimento desse instrumento baseado na tecnologia de fotônica integrada, que utiliza especialmente luz no espectro infravermelho.

As tentativas não tinham avançado até então em razão de vários desafios técnicos, entre eles o fato de que as guias de ondas de silício são altamente dispersivas, ou seja, cada comprimento de onda viaja com uma velocidade diferente nesse material e, dessa forma, apresentam índices de refração (velocidade) diferentes. E o efeito termo-óptico – passar uma corrente sobre a guia de onda para esquentá-la – não se mostrou uma solução adequada porque as altas temperaturas tornam esta técnica não-linear, ou seja, uma mudança na temperatura altera o índice de refração de maneira não-proporcional.

Mário e seus colegas conseguiram superar essa dificuldade criando um método de calibração a laser que permite quantificar e corrigir as distorções causadas pela dispersão e não-linearidade das guias de onda de silício. Como prova de conceito, eles desenvolveram um chip de espectrômetro FTIR com 1 milímetro quadrado baseado em procedimentos-padrão de fabricação de fotônica de silício.

“Desenvolvemos um dispositivo que nem de longe é otimizado e, mesmo assim, já atinge resoluções comparáveis às dos espectrômetros portáteis comerciais existentes hoje, baseados em óptica de espaço livre,” comparou Mário.

O objetivo agora é implementar um aparelho que seja totalmente funcional e integrado, com fotodetectores, fontes de luz e fibras ópticas. “A ideia é que tanto a fonte de luz como o detector do espectrômetro sejam integrados em uma mesma plataforma,” disse Mário.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Raiz de cacto inspira criação de material superabsorvente

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Um novo material imita a capacidade das raízes dos cactos para absorver rapidamente e reter grandes quantidades de água, com uma quantidade mínima de evaporação.

Esse material bioinspirado será útil em uma ampla gama de aplicações, dos cosméticos e dispositivos médicos até produtos do dia a dia para as donas de casa e na agricultura e jardinagem.

Os cactos não podem perder tempo por ocasião das raras chuvas nos desertos. A chave para essa prontidão está em um sistema radicular superficial, mas muito extenso, que rapidamente absorve as águas, que raramente penetram mais do que alguns centímetros no solo. Durante as secas, as raízes se desidratam e encolhem, criando espaços de ar que impedem que a água escape de volta para o solo.

Quem replicou esse comportamento em um material artificial foi Hyejeong Kim e seus colegas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang, na Coreia do Sul.

Eles fabricaram um material composto de fibras de celulose, criogel de agarose e micropartículas, que foi moldado em formato cilíndrico e liofilizado, formando uma estrutura que imita a composição em camadas da epiderme da raiz do cacto.

Os testes de laboratório mostraram que o material é capaz de absorver água 930 vezes mais rápido do que a perda por evaporação.

Os pesquisadores afirmam que a mistura de fibras de celulose, micropartículas e criogel é ajustável para necessidades específicas. Por exemplo, a adição de micropartículas repelentes de água pode produzir materiais úteis na separação de óleo. No geral, eles anteveem aplicações na agricultura, cosméticos e medicina.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Cérebro Quântico: Somos computadores quânticos biológicos?

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Nos últimos séculos, os cientistas têm-nos comparado com máquinas e as máquinas conosco – temos uma “maquinaria celular” e computadores são “cérebros eletrônicos”, lembra-se?

Com o advento das tecnologias quânticas, físicos e neurocientistas estão pensando em dar um upgrade nessas comparações.

“Será que nós poderíamos ser computadores quânticos, em vez de meros robôs inteligentes que estão projetando e construindo computadores quânticos?” propõe o professor Matthew Fisher, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos EUA.

E ele vai tentar responder a essa pergunta; não sozinho, mas junto a uma equipe interdisciplinar e interinstitucional que está se reunindo em torno de um projeto multimilionário batizado de Projeto Cérebro Quântico, ou QuBrain (Quantum Brain Project).

Computação quântica biológica

Algumas funções que o cérebro realiza continuam a iludir a neurociência – o substrato que “guarda” as memórias de longo prazo, por exemplo, ou mesmo como o cérebro registra, retém e recupera todas as memórias.

A mecânica quântica, que lida com o comportamento da natureza em níveis atômicos e subatômicos, pode ser capaz de dar algumas pistas. E isso, por sua vez, poderia ter grandes implicações em muitos níveis, da computação quântica e das ciências dos materiais à biologia, saúde mental e até mesmo na conceituação do que é ser humano.

A ideia de uma computação quântica ocorrendo em nossos cérebros não é nova. O que Fisher planeja fazer é identificar um conjunto preciso e único de componentes biológicos e mecanismos chave que possam fornecer a base para o processamento quântico no cérebro.

Projeto Cérebro Quântico: Somos computadores quânticos biológicos?
De fato, um estado quântico tipicamente marcado pela fragilidade sobreviveu 39 minutos, uma verdadeira “eternidade” pelos padrões da física de partículas, usando átomos de fósforo como qubits. [Imagem: Stef Simmons/CC BY]
Qubits bioquímicos

A marca registrada dos computadores quânticos reside em sistemas infinitesimais de átomos e íons que podem funcionar como qubits ao apresentar o estranho fenômeno do entrelaçamento, ou emaranhamento quântico. Vários qubits podem formar redes que codificam, armazenam e transmitem informações.

Ocorre que, nos computadores quânticos que estamos tentando construir, esses efeitos são gerados e mantidos em ambientes altamente controlados, isolados e a baixas temperaturas, porque qualquer interferência do ambiente faz com que os dados e a computação inteira se percam – e, na escala dos átomos, há sempre outros átomos, elétrons e fótons interferindo uns com os outros.

Assim, o cérebro, quente e úmido, tipicamente não é visto como um ambiente propício para exibir efeitos quânticos, já que esses efeitos devem ser facilmente “lavados” pelo movimento térmico de átomos e moléculas.

No entanto, Fisher afirma que os spins nucleares (no núcleo dos átomos, e não o spin dos elétrons) fornecem uma exceção à regra.

“Spins nucleares extremamente bem isolados podem armazenar – e talvez processar – informações quânticas em escalas de tempo humanas de horas ou mais,” disse ele, acrescentando que os átomos de fósforo – um dos elementos mais abundantes no corpo humano – têm o spin nuclear necessário que pode servir como um qubit bioquímico.

Assim, um dos primeiros esforços experimentais de Fisher será monitorar as propriedades quânticas dos átomos de fósforo, particularmente o entrelaçamento entre dois spins nucleares de fósforo quando os dois átomos estão ligados em uma molécula que passa por processos bioquímicos.

Projeto Cérebro Quântico: Somos computadores quânticos biológicos?
Recentemente, um pesquisador brasileiro criou um design radical de computador quânticotambém baseado em qubits de fósforo. [Imagem: Tony Melov/UNSW]
Enquanto isso, Matt Helgeson e Alexej Jerschow, da Universidade de Nova York, investigarão a dinâmica e o spin nuclear das moléculas de Posner – nanoaglomerados esféricos de fosfato de cálcio – e se elas têm a capacidade de proteger os spins nucleares dos qubits atômicos de fósforo, o que poderia viabilizar o armazenamento de informações quânticas. Eles também explorarão o potencial do processamento não-local de informações quânticas que poderia ser ativado pelo emparelhamento e dissociação das moléculas de Posner.

Neurônios entrelaçados

Em outro conjunto de experimentos, a equipe do professor Tobias Fromme, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, estudará a possível contribuição da mitocôndria para o entrelaçamento e seu acoplamento quântico com os neurônios. O objetivo é determinar se essas organelas celulares – responsáveis por funções como o metabolismo e a sinalização celular – podem transportar moléculas de Posner dentro e entre os neurônios através de suas redes tubulares.

A expectativa é que fundir e fissionar as mitocôndrias possa permitir o estabelecimento do entrelaçamento quântico não-local intra e intercelular. A subsequente dissociação das moléculas de Posner poderia desencadear a liberação de cálcio, correlacionado através da rede mitocondrial, ativando a liberação de neurotransmissores e o subsequente disparo sináptico através do que seria essencialmente uma rede quântica de neurônios – um fenômeno que Fromme pretende emular em laboratório.

“Se a questão sobre se processos quânticos ocorrem no cérebro for respondida de forma afirmativa, isso pode revolucionar nossa compreensão e o tratamento da função cerebral e da cognição humana,” disse Matt Helgeson.

Agora será uma questão de acompanhar os progressos do Projeto Cérebro Quântico e ver se todas essas hipóteses sustentam-se na prática – ou se vamos precisar usar nossos cérebros misteriosos para bolar outras teorias.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Indústria 4.0 ainda está fora da política industrial brasileira

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O Brasil precisa inserir, com urgência, a indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial a fim de preservar e aumentar a competitividade do país. A política industrial brasileira voltada a desenvolver a indústria 4.0 ou manufatura avançada no país, contudo, deverá abranger um conjunto amplo de ações que terão de ir muito além da difusão e adoção de tecnologias.

A avaliação foi feita no 3º Fórum de Manufatura, realizado em São Paulo. “A agenda da indústria 4.0 no Brasil será difícil e complexa em razão da própria heterogeneidade da indústria brasileira, que faz com que não exista uma solução única para o setor,” disse Carlos Américo Pacheco, da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), durante o evento.

“A política industrial voltada a estimular o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil precisará contemplar um conjunto de temas como, além da difusão e adoção de tecnologias, a criação e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, questões regulatórias, capacitação de mão de obra e criação de startups, entre outros”, disse Pacheco.

Aceleração da tecnologia

Na avaliação de João Emílio Gonçalves, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a disseminação das tecnologias da indústria 4.0 terá uma velocidade imensamente maior do que em momentos anteriores de transformação da forma de produzir.

“A chegada e a consolidação da indústria 4.0 será muito mais rápida do que em casos anteriores. Por essa razão, as principais nações industrializadas inseriram o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial para preservar e aumentar sua competitividade”, disse Gonçalves.

O Brasil precisa com urgência se adequar a essa realidade, uma vez que, na opinião dele, a capacidade de a indústria nacional competir internacionalmente dependerá da habilidade do país de promover essa transformação.

“A indústria 4.0 está aí, é a nossa chance, não podemos perder esse bonde. Desperdiçar a oportunidade criada pela indústria 4.0 será imperdoável”, disse Gonçalves, acrescentando o Brasil terá um duplo desafio para se inserir na realidade da indústria 4.0: buscar a incorporação e o desenvolvimento das soluções tecnológicas e ter agilidade para evitar que a distância em termos de competitividade para os principais competidores aumente.20

Mais institutos

Segundo Pacheco, há um conjunto de indústrias no Brasil que precisa ter acesso às principais tecnologias habilitadoras da indústria 4.0, como Internet das Coisas (IoT), megadados, robótica avançada e inteligência artificial.

Para o especialista, a política industrial brasileira voltada ao desenvolvimento da indústria 4.0 deverá dar suporte para que empresas provedoras dessas tecnologias já existentes, como fabricantes de máquinas e equipamentos, além de softwares e serviços, sejam capazes de melhorar a difusão e a adoção dessas soluções por esse conjunto de indústrias, a fim de melhorar o funcionamento e a competitividade delas.

Para promover a difusão dessas tecnologias de forma ampla será preciso criar um conjunto de instrumentos, a exemplo dos que foram elaborados para implementar, no início da década de 1990, o programa de qualidade no Brasil, comparou Pacheco.

“Para implementar o programa de qualidade foram criadas fundações específicas, como a Fundação Nacional da Qualidade, e um conjunto de instrumentos para difundir boas práticas de qualidade. Precisamos agora, também, para desenvolver a indústria 4.0 no Brasil, de um conjunto de instrumentos que possibilitem difundir as tecnologias necessárias e dar condições, em termos de financiamento, facilidade de acesso e formação de recursos humanos específicos, para que as indústrias possam adotá-las”, disse.

Simultaneamente a esse processo de difusão de tecnologias será preciso estimular empresas estabelecidas no país a desenvolver novas soluções tecnológicas voltadas à indústria 4.0. Para isso, as agências de fomento à pesquisa no país, como a FAPESP, podem desempenhar um papel estratégico. “A FAPESP tem três programas de apoio especificamente voltados à pesquisa em cooperação com empresas e definiu a manufatura avançada como um dos temas estratégicos para atuação da instituição em médio e longo prazo”, disse Pacheco.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Papel de parede detecta, resiste e dá alarme contra incêndio

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Pesquisadores do Instituto de Cerâmica de Xangai, na China, desenvolveram um papel de parede que, além de decorativo, funciona como um alarme de incêndio.

Em vez dos papéis e materiais poliméricos tradicionalmente usados nos papéis de parede – todos altamente inflamáveis -, este é feito de materiais não inflamáveis e ambientalmente corretos, incluindo compostos encontrados no corpo humano, como nos ossos e dentes.

Quando exposto ao calor, o papel de parede muda de um estado eletricamente isolante para um estado eletricamente condutor, fazendo disparar automaticamente um alarme que gera sons e luzes de advertência, com o adicional de poder dosar os níveis de alarme para os níveis de calor detectados.

“Em comparação com os papéis de parede comerciais inflamáveis, o papel de parede resistente ao fogo é superior devido à sua excelente não-flamabilidade, resistência a altas temperaturas e função de alarme de incêndio automático. O papel de parede resistente ao fogo tem robustez mecânica e alta flexibilidade, pode ser processado em vários formatos, tingido com cores diferentes e impresso com uma impressora comercial. Portanto, o papel de parede resistente ao fogo tem aplicações promissoras em decoração de alta segurança para salvar vidas humanas e reduzir a perda de propriedades em um desastre de fogo,” disse o professor Ying-Jie Zhu.

Hidroxiapatita

O novo revestimento de parede é baseado na hidroxiapatita, o principal componente inorgânico dos ossos e dentes.

Embora a hidroxiapatita seja tipicamente quebradiça e inflexível, a equipe havia descoberto anteriormente que a formação de nanofios ultralongos confere ao material uma alta flexibilidade, adequada para fazer papel de parede – foi quando eles lançaram uma primeira versão, quando o papel era à prova de água e de fogo, mas ainda não tinha a função de alarme.

Para torná-lo um “material inteligente”, capaz de soar automaticamente um alarme em resposta a um incêndio, os pesquisadores incorporaram um sensor termossensível à base de tinta no papel de parede.

Fonte: Inovação Tecnológica

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