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Carro elétrico: estamos vendo o início do fim do carro a gasolina?

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A montadora sueca Volvo e o governo da França fazem planos para só colocar carros elétricos nas ruas. Mas estamos ainda longe de um trânsito 100% elétrico

A montadora de carros sueca Volvo fez um anúncio ousado no último mês. Segundo a empresa, até 2020 todos os veículos produzidos por ela serão elétricos ou híbridos – ela não produzirá mais carros a gasolina. Chamou a atenção, ainda, as palavras usadas pelo presidente, Håkan Samuelsson. “Este anúncio marca o fim do carro movido apenas pelo motor a combustão”, disse. Que o carro elétrico aponta como uma tecnologia promissora para os próximos anos, ninguém questiona. Mas será que estamos de fato vendo o início do fim do motor a combustão – indicando que não há espaço, no futuro, para os veículos movidos a gasolina, álcool ou diesel?

Os números ainda não nos permitem ter a mesma conclusão de Samuelsson. Mas as estatísticas mostram um futuro promissor para o veículo elétrico. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), 750 mil veículos elétricos foram vendidos no mundo em 2016. Com isso, a frota de elétricos nas ruas chega a 2 milhões de veículos. Os principais mercados desse tipo de veículo são China, Estados Unidos, Japão, Noruega e Holanda. O número pode parecer grande, mas ainda é pouco. A estimativa da frota de veículos no mundo passa de 1 bilhão.

Porém, a expectativa é que o número de carros elétricos cresça rapidamente nos próximos anos. Segundo o relatório Electric Vehicle Outlook 2017, da Bloomberg New Energy Finance, a perspectiva é que, em algum momento entre 2025 e 2030, o carro elétrico terá o mesmo preço ou ficará até mais barato que carros a gasolina e álcool para o consumidor final, sem a necessidade de subsídios governamentais. Esse ponto de virada fará com que as vendas de carros elétricos disparem. O estudo projeta que, em 2040, metade das vendas de carros zero-quilômetro será de elétricos e um terço da frota no mundo será movida a eletricidade.

As empresas do setor apostam nesse cenário. Para a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), que reúne companhias dos setores energético e automotivo, o carro elétrico não é mais uma tecnologia experimental. “É uma realidade”, diz Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE. Ele acredita que essa tecnologia representa o futuro da mobilidade urbana e, com o tempo, levará ao fim dos carros a gasolina. “O motor a combustão é um produto que está no início do fim de seu ciclo.”

Esse otimismo parece estar disseminado no setor. Além da Volvo, outro grande anúncio foi feito na França, onde o governo do presidente Emmanuel Macron decidiu que, até 2040, toda a frota do país será movida a eletricidade. Adieu, gasolina. Ao mesmo tempo, novos modelos de carros elétricos são testados e lançados. O mais recente deles é o Tesla 3, produzido pela empresa do bilionário Elon Musk.

Apesar do otimismo, ao menos no Brasil a situação ainda está na fase de projetos-pilotos. Há algumas iniciativas interessantes. Nesta quinta-feira (27), por exemplo, a empresa de energia CPFL e o Posto Graal inauguraram o segundo eletroposto em estradas do país. O posto faz parte do desenvolvimento de uma pesquisa que avalia o impacto dos veículos elétricos na rede de eletricidade e permite aos motoristas desbravadores abastecer (ou melhor, carregar) seus carros sem custo no trajeto entre São Paulo e Campinas.

Se o Brasil quiser se juntar aos países líderes nessa tecnologia, no entanto, ainda há muito a fazer. O primeiro passo é resolver a legislação. Não há regras no país, hoje, para regulamentar os carros elétricos. Mas essas regras estão em fase de elaboração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As empresas do setor também cobram uma mudança tributária. Os impostos que incidem nos componentes do carro elétrico ainda são muito altos, coibindo a disseminação da tecnologia no país. Resolvendo essas questões, restará o desafio para instalar infraestrutura para o carro elétrico. O eletroposto inaugurado nesta quinta-feira é um passo inicial, ainda pequeno, é verdade, mas importante nesse sentido.

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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