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BNDES aprova R$ 1,03 bilhões para parques eólicos no CE e BA

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,037 bilhão para construção de três parques eólicos nos estados da Bahia e do Ceará, com potência total de 311,3 megawatts (MW). Os tomadores do empréstimo são os grupos EDF, Enel e Aliança, esta última subsidiária da Vale e da Cemig Geração e Transmissão. Com essas novas unidades produtoras, a região Nordeste dá continuidade a um projeto iniciado há quase duas décadas na geração de energia a partir de fontes renováveis, com a eólica.
De acordo com o BNDES, os empreendimentos darão prioridade à utilização de equipamentos nacionais e deverão gerar em torno de 3 mil empregos diretos e indiretos durante as obras, além de abrir novas oportunidades para mão de obra especializada, no momento em que forem iniciar a produção. Os parques eólicos serão construídos nos municípios de Mulungu do Morro e Campo Formoso, na Bahia; e de Icapuí, no Ceará, quase na divisa com o Rio Grande do Norte que, atualmente, é o principal produtor de energia do Brasil, liderando essa matriz energética renovável desde 2012.

Pioneirismo
O Ceará foi um dos pioneiros no desenvolvimento de parques eólicos, graças à constância dos ventos que sopram em todo o nosso extenso litoral, sendo um dos principais produtores do Brasil. Mas, nos últimos anos acabou perdendo essa posição para o Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul e a própria Bahia.

Este novo financiamento pode elevar o desempenho da indústria que trabalha com a geração de energia a partir dos ventos, no Estado, uma vez que a própria Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), tem um Núcleo de Energia, que trabalha fortemente essa questão das renováveis, uma vez que o potencial eólico e fotovoltaico (solar) do Ceará é muito grande e a eletricidade representa uma dos principais custos para as indústrias.
As condições financeiras do banco para o setor eólico envolvem apoio de até 70% dos itens financiáveis, com custo 100% vinculado à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), praticada nas operações da instituição. Além disso, o banco poderá avaliar a subscrição de até 100% de debêntures de infraestrutura emitidas pelo projeto.

Senge CE

O Autor Senge CE

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