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070618
Presidente da Funceme MAURI MELO. Foto: EDUARDO SÁVIO MARTINS

Até 2019, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) pretende substituir seu modelo de previsão, ampliando a subdivisão do Estado em mais regiões, para tentar chegar a maior nível antecipado de detalhamento. Ontem, durante coletiva para apresentar o balanço da quadra chuvosa de 2018, o presidente do órgão, Eduardo Sávio Martins, confirmou que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial subiu. O registro é indício, ainda muito prévio, de que o fenômeno El Niño possa se repetir até o fim deste ano e influenciar negativamente a quadra chuvosa do Ceará em 2019. (Cláudio Ribeiro)

O POVO – O que as chuvas de 2018 criam de provisão para o segundo semestre e quais as perspectivas para 2019?

EDUARDO MARTINS – Temos água para abastecer 2018 e início do próximo ano. Mas existe uma preocupação, de aquecimento que começa a aparecer no Pacífico Equatorial (o que caracterizaria El Niño). Preocupa por conta da próxima quadra chuvosa, como irá restabelecer os reservatórios a níveis melhores ou mesmo manter os níveis que temos correntemente. É uma preocupação, mas é muito cedo para falar disso. Setembro ou outubro será o momento para a gente dizer se esse cenário tende a persistir ou não.

 

OP – Por que a influência do Pacífico, mais distante, é maior que a do Atlântico na previsão?

 

EDUARDO – Porque o Pacífico nos dá uma antecedência maior. É um oceano cinco vezes maior que o Atlântico. Então, há mais inércia, a mudança de temperatura nele é mais lenta, o que nos permite maior previsibilidade. O Atlântico é mais nervoso, muda mais rapidamente. Para fazer prognóstico pelo Atlântico agora é praticamente impossível.

 

OP – Algum modelo ou equipamento será inserido para melhorar o nível local de previsibilidade?

 

EDUARDO – Tem os investido em modelagem numérica. Acho que a gente tem apontado os riscos de maneira adequada ao longo desse passado mais recente de previsões da Funceme. Há planos, no próximo ano, de colocar novo modelo em operação.

 

OP – Qual seria a diferença?

 

EDUARDO – A diferença será resolução maior. O modelo que tem hoje é muito grosseiro, o Ceará dividido basicamente em duas caixinhas, Norte e Sul. A gente gostaria de um nível maior de detalhamento das áreas do Estado.

 

OP – Dividirá o Estado em quantas áreas?

 

EDUARDO – O que estamos estudando agora é que modelos colocar em operação e que modelo terá maior performance para o Ceará. De repente, podemos chegar à conclusão de que o modelo atual é o melhor.

 

OP – Fará subdivisão meteorológica semelhante às bacias hidrográficas?

 

EDUARDO – É. A tentativa é de ter uma discretização (fracionamento que facilita o uso de cálculos) melhor das áreas do Ceará para fazermos avaliação de impacto.

 

OP – A chuva acabou de fato ou tem algum resquício?

 

EDUARDO – Agora é pós-estação, não tem aporte. A recarga que precisava acontecer já aconteceu. Agora já estamos olhando para o futuro, que é o próximo ano.

Fonte: O Povo

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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