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Administradores perdem para engenheiros em vagas de trainees

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administradores_perdem_para_engenheiros_em_vagas_de_trainees_mostra_pesquisa_mediumEstudo aponta que egressos dos dois cursos são os que mais chegam à etapa final; no entanto, mais de 40% são formados em Engenharia e menos de 20% em Administração

 

O que os candidatos às vagas de trainee esperam das empresas contratantes? Essa pergunta é o contrário da que geralmente é feita: as empresas é quem costumam nutrir expectativas e exigências sobre os novos profissionais que irão integrar os seus quadros. Mas com a briga por novos talentos cada vez mais acirrada, essa relação se torna mais equilibrada, e os candidatos passam a ser mais seletivos sobre as empresas onde irá concorrer a um posto de trabalho.

A consultoria Seja Trainee realizou entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano uma pesquisa com 380 jovens candidatos aos principais programas de trainee do país. O objetivo do estudo é contribuir para a melhoria dos processos seletivos e estruturação dos programas sob a ótica do candidato.

A análise foi dividida em três visões principais: Perfil dos Candidatos Finalistas dos Processos, Atitudes frente aos Programas de Trainee e Atitudes frente aos Processos Seletivos.

Perfil dos candidatos finalistas

Segundo o estudo, o perfil dos candidatos, que têm idade média de 23,8 anos, segue um padrão bem qualificado. Dos jovens entrevistados, 95% declaram ter nível de inglês avançado ou fluente, 92% já fizeram ou fazem estágio, 67% possuem experiência internacional e 54% já realizaram trabalhos voluntários.

Outro fator de destaque se refere ao perfil universitário desses jovens: 70% deles estudaram em faculdades públicas, sendo que os cursos mais comuns são os de Engenharia (42%), seguido por Administração (18%) e Economia (11%). Apesar da aparente hegemonia, é importante observar que muitos programas de trainee abrem vagas para inúmeros tipos de engenharia (química, elétrica, de alimentos, de produção) para concorrer às mesmas vagas, o que pode desequilibrar a balança. Os dois cursos também são os mais comuns em processos seletivos desta natureza.

Quanto ao aspecto demográfico, a região Sudeste tem uma predominância de 68% entre os finalistas, sendo que destes, 45% são do estado de São Paulo.

Atitudes frente aos Programas de Trainee

Um dado curioso apontado pelo estudo foi que, entre os aspectos mais valorizados pelos jovens em um programa de trainee, os treinamentos oferecidos pelas empresas foram citados por 61% dos candidatos, aparecendo na frente dos altos salários (26%). Outros aspectos citados foram o Job Rotation (transição entre diversas áreas dentro da empresa), com 54% e programas de coaching e mentoring com 52%. Para Kleber Piedade, sócio-fundador da Seja Trainee, esses números mostram que hoje em dia os jovens têm buscado mais por oportunidades que favoreçam o seu desenvolvimento profissional, do que um benefício imediato, como o salário.

Com relação aos principais critérios para escolha dos programas que eles querem prestar, 52% dos entrevistados apontaram que a área de trabalho foi o principal motivo da sua escolha. O nome da empresa e a força da marca também pesaram na decisão dos jovens (47%), assim como a estrutura do programa de trainee (47%).

A pesquisa também mostrou que, apesar de terem bem definido os motivos que o farão participar de uma seleção, ainda há uma certa falta de foco por parte dos jovens ao escolherem os programas que querem participar. Foi contabilizado que 25% dos participantes do estudo inscreveram-se em mais de 20 programas de trainee ao longo do ano.

Atitudes frente aos Processos Seletivos

Um dos principais insights observados nessa parte da pesquisa foi a busca dos jovens por um feedback dos recrutadores. Para eles, esse é o aspecto mais valorizado em um processo seletivo (61%), seguido pela estrutura online da seleção (58%) e pela agilidade nas respostas (51%). Entretanto, os aspectos que mais deixam a desejar coincidem com os mais valorizados. Numa escala de 0 a 5, os participantes do estudo avaliaram em 2,36 a agilidade na resposta e em 2,51 o feedback oferecido. Percentualmente, 69% dos candidatos está insatisfeito ou muito insatisfeito com o feedback recebido nos processos seletivos e 56% está insatisfeito ou muito insatisfeito com o tempo de resposta entre as etapas das seleções. Kleber considera essencial num programa de trainee, dar assistência às dúvidas e ansiedades do candidato, já que um programa de trainee, além de ter o intuito de atrair novos talentos, também é um investimento na marca da empresa. “Se o jovem num processo seletivo não tiver uma boa experiência com a empresa a que ele está se candidatando, isso poderá afetar também a sua percepção da marca como consumidor”, define.

Fonte: Portal Administradores

 

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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