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Astrônomos identificam primeiro exoplaneta usando o telescópio espacial TESS

sol

Lançado em abril do ano passado, o telescópio espacial TESS (sigla para Transiting Exoplanet Survey Satellite) acaba de viabilizar a descoberta de seu primeiro exoplaneta: o TOI 197.01. Descrito como um “Saturno quente”, ele tem aproximadamente o mesmo tamanho de Saturno, mas está muito próximo de sua estrela, completando uma órbita a cada 14 dias, apenas.

A descoberta foi feita graças a uma parceria de astrônomos estelares que estudam ondas sísmicas nos astros (que aparecem como mudanças em seu brilho) com astrônomos planetários, “caçadores” de exoplanetas. O trabalho em equipe não somente descobriu o novo planeta, como também determinou suas características.

Tudo sobre a recente detecção do TOI 197.01 (sendo que TOI é abreviação de “TESS Object of Interest”, ou “Objeto de Interesse do TESS”) será publicado no Astronomical Journal, com o artigo sendo escrito por uma equipe internacional composta por 141 astrônomos. “Este é o primeiro balde de água da mangueira de dados que estamos recebendo com o TESS”, disse Steve Kawaler, coautor do estudo.

A estrela TOI-197, que abriga o exoplaneta confirmado, tem cerca de 5 bilhões de anos e é um pouco mais massiva do que o nosso Sol. E o planeta em questão é um gigante gasoso, com raio de cerca de nove vezes o da Terra, tendo 1/13 da densidade do nosso planeta e cerca de 60 vezes sua massa.

A principal missão do TESS é justamente encontrar exoplanetas, sendo ele o sucessor do telescópio espacial Kepler, aposentado oficialmente no ano passado. Ele é equipado com quatro câmeras que examinam, durante quase um mês de duração, 26 tiras verticais do céu, começando pelo hemisfério sul e depois indo para o hemisfério norte. Estima-se que, dentro de dois anos, o TESS já terá vasculhado 85% do céu noturno que vemos daqui da Terra.

Os principais alvos do TESS são estrelas brilhantes e próximas, e uma lista com estrelas oscilantes semelhantes ao Sol já foi elaborada, com esses astros sendo provavelmente os próximos alvos de análise. Essa lista, por sinal, conta com 25 mil estrelas. E Kawaler espera que a enxurrada de dados provenientes do TESS traga algumas boas surpresas científicas: “talvez possamos também olhar para estrelas muito fracas — as anãs brancas — que representam o futuro de nosso Sol e do Sistema Solar”.

Fontes: Canaltech e Iowa State University

Assessoria de comunicação

O Autor Assessoria de comunicação

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